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Apenas as várzeas dos rios da Bacia Sedimentar Amazônica constituem-se de Planícies. O que predomina são os baixo platôs.

3. Planície Costeira

Estende-se do Maranhão ao Rio Grande do Sul recebendo sedimentos tanto do continente quanto do oceano, conforme a localização.

Relevo submarino e litoral 1. Introdução

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O relevo submarino é subdividido em quatro partes: Plataforma continental, Talude, Região Abissal e Região Pelágica.

Plataforma Continental

É a continuação do continente (SIAL), mesmo submerso. Possui profundidade média de 0 a 200 m, o que significa que a luz solar infiltra-se na água, o que gera condições propícias à atividade biológica e ocasiona uma enorme importância econômica - a PESCA. Há também, na plataforma continental, a ocorrência de petróleo.

Talude Desnível abrupto de 2 a 3 km. É o fim do continente. Região Abissal Quando ocorre aparece junto ao talude e corresponde às fossas marinhas. Região Pelágica SIMA - é o relevo submarino propriamente dito, com planícies, montanhas e depressões. Surgem aqui as ilhas oceânicas: - Vulcânicas, como Fernando de Noronha

- Coralígenas, como o Atol das Rocas 2. Litoral

Corresponde à zona de contato entre o oceano e o continente; em permanente movimento, possui variação de altura - as marés, que são influenciadas pela Lua.

Quando, durante o movimento das águas oceânicas, a sedimentação supera o desgaste, surgem as praias, recifes e restingas. Quando o desgaste (erosão) supera a sedimentação, surgem as falésias (cristalinas ou sedimentares).

Restinga:

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Falésia

Fonte: Extraído do Panorama Geográfico do Brasil - Melhem Adas

O litoral brasileiro é pouco recortado. Esse fato ocorre em função da pobreza em glaciações quaternárias que atuaram intensamente nas zonas temperadas do globo. O poder erosivo das geleiras é imenso.

O litoral norte brasileiro apresenta a plataforma continental mais larga, pois muitos rios (entre eles o Amazonas), ali deságuam, despejando uma quantidade enorme de sedimentos. O litoral nordestino possui a mais estreita plataforma continental.

Principais lagoas costeiras: dos Patos e Mirim (RS); Conceição (SC); Araruama (RJ).l

Ilhas Costeiras Continentais: Santa Catarina (Florianópolis); São Francisco (SC); São Sebastião (IlhaBela); Santo Amaro (Guarujá). l

Ilha Costeira Aluvial: Marajó.l Ilha Vulcânica: Fernando de Noronha.l

Baías: Todos os Santos (BA); Guanabara (RJ); Paranaguá (PR); Laguna (SC); Angra dos Reis eParati (RJ). l

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SOLOS 1. Introdução

O solo (agrícola) é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um mato que recobre a rocha em decomposição.

2. Intemperismo Físico ou Desagregação Mecânica

Na superfície da crosta terrestre as rochas expostas estão sujeitas a grande variação diuturna e/ou anual de temperatura e, portanto, grande variação no seu volume, decorrente da dilatação e contração dos minerais que as constituem. Essa dinâmica rompe, divide a rocha em fragmentos cada vez menores.

3. Intemperismo ou Decomposição Química

Decorre da reação química entre a rocha e soluções aquosas. Caso a rocha tenha sofrido prévio intemperismo físico, a decomposição química se acelera por atuar em fragmentos da rocha, ou seja, a superfície de contato aumenta.

O intemperismo (químico ou físico) está diretamente relacionado ao clima. Na região Amazônica, onde a pluviosidade é elevada e a amplitude térmica pequena, há intensa ação química. No Deserto do Saara, onde a pluviosidade é baixíssima e a variação diuturna de temperatura muito alta, há intensa ação física, decorrente da variação de temperatura.

Ao sofrer intemperismo a rocha adquire maior porosidade, com decorrente penetração de ar e água, o que cria condições propícias ao surgimento da vegetação e conseqüente fornecimento de matéria orgânica ao solo, aumentando cada vez mais a sua fertilidade.

4. Horizontes do Solo

A matéria orgânica, fornecida pela flora e fauna decompostas, é encontrada principalmente na camada superior da massa rochosa intemperizada que, ao receber ar, água e matéria orgânica, transformou-se em solo agrícola. Essa camada superior é o Horizonte A. Logo abaixo, com espessura variável relacionada ao clima, encontramos rocha intemperizada, ar, água e pequena quantidade de matéria orgânica - Horizonte B. Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição - Horizonte C - e, finalmente, a rocha matriz - Horizonte D - que originou o manto de intemperismo, ou solo, que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica.

Ex: Basalto - Terra Roxa. Gnaisse - Massapê

OBSERVAÇÃO : Solos sedimentares ou Aluvionais não apresentam horizontes.

5. Erosão Superficial

Corresponde ao desgaste do solo e apresenta três fases: Intemperismo - Transporte - Sedimentação. Depois de intemperizados, os fragmentos de rocha estão

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A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento superficial da água; quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água transportar material em suspensão e, quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.

A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno - em áreas planas a velocidade é baixa - e da densidade da cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa pois a água encontra muitos obstáculos (raízes, troncos, folhas) a sua frente e, portanto, a infiltração de água no solo é alta. Em uma área desmatada a velocidade de escoamento é alta e, portanto, a infiltração de água é pequena.

6. Conservação do Solo a) Rotação e associação de culturas

Toda monocultura (A) mineraliza o solo pois a planta retira certos minerais (X) e repõe outros (Y). Deve-se, temporariamente, substituir (ou associar) a cultura (A) por outra (B), que retire os minerais repostos por A e reponha no solo os minerais retirados.

b) Controle de Queimadas

A prática de queimada acaba com a matéria orgânica dos solos. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se praticar a queimada para acabar com doenças e pragas.

c) Plantio em curvas de nível e Terraceamento Curvas de nível são linhas que unem pontos com a mesma cota altimétrica. Tal prática diminui a velocidade de escoamento superficial da água e, em decorrência, a erosão. 7. Erosão Vertical

A - Lixiviação - é a lavagem dos sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, entre outros), praticada pela água que infiltra no solo, o que lhe retira fertilidade.

B - Laterização a formação de uma crosta ferruginosal a laterita, vulgarmente chamada Canga - via formação de hidróxidos de ferro e alumínio, o quechega a impedir a penetração de raízes no solo. l

A lixiviação e a laterização são sérios problemas em solos de climas tropicais, onde o índice pluviométrico

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