Sinais de Pontuação

Sinais de Pontuação

Sinais de pontuação

 Descubra como usar os sinais de pontuação de forma correta!

Muitas pessoas não dão o devido valor à acentuação, acham que não há problemas em se esquecer uma vírgula, um ponto final ou um parênteses ou simplesmente ignoram os sinais.No entanto, uma vírgula ou um ponto pode mudar todo o sentido de uma única oração. Observe: Eu ir lá claro que não.Agora veja: Eu, ir lá? Claro que não!Como se pode observar na última oração acima, a acentuação acompanha nossa fala, nossa entonação. Dessa forma, fica possível perceber as pausas feitas pelo falante, a fim de demonstrar com clareza o que e como quer dizer algo. Por exemplo: você dá parabéns a uma pessoa dessa forma: Parabéns. Desejo felicidades. , com o uso de ponto final na entonação, igual um robô?Creio que não, pois queremos transmitir alegria nas felicitações, e o mais certo nessa ocasião é abusar do sinal gráfico que representa esse sentimento de euforia: o ponto de exclamação (!). Assim: Parabéns! Muitas felicidades! Fica bem melhor, não é?Logo, a acentuação faz parte da nossa linguagem falada e escrita, e é imprescindível saber como usá-la corretamente!Nesta seção você vai ficar sabendo como e quando usar cada um dos sinais de pontuação: vírgula, ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, ponto e vírgula, dois-pontos, aspas, reticências, parênteses e travessão. É só clicar!

 

Por Sabrina VilarinhoGraduada em Letras

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Pré-requisitos para o uso da vírgula e regras que regem seu emprego.

Usam-se aspasa) Quando há palavras ou expressões populares, gírias, neologismos, estrangeirismos ou arcaísmos. Exemplos: Há “trombadinhas” nas cidades grandes “batendo carteira” o tempo todo, mas não há providências. Por favor, antes de sair, faça um “backup”! Ele mora lá nos “cafundó do Judas”! b) Antes ou depois de citações. (*) Exemplos:  Neste sábado, 31/01/09, o ministro do Trabalho disse o seguinte a respeito do aumento no salário mínimo para R$ 460,00: "Esse aumento representa beneficiar mais de 45 milhões de pessoas, entre aposentados e pensionistas". "É importante que os países ricos não esqueçam nunca que foram eles que inventaram essa história de que o comércio poderia fluir livremente pelo mundo. Não é justo que agora, que eles entraram em crise, esqueçam o discurso do livre comércio e passem a ser os protecionistas que nos acusavam de ser", disse Lula no Fórum Social Mundial, em Belém. textos retirados ou baseadas em reportagens da Folha Online. c) Para assinalar palavras ou expressões irônicas. Exemplos: Eles se comportaram “super” bem. Sim, porque são uns “anjinhos”.

Os dois-pontos são usados: Em enumerações Exemplo: A mulher foi à feira e levou: dinheiro, uma sacola, cartão de crédito, um porta-níquel, e uma luva. Uma luva? Antes de uma citação Exemplos: A respeito de fazer o bem aos outros, Confúcio disse certa vez: “O ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia.” Por toda rigidez acerca dos pensamentos do século XIX, Nietzshie disse: “E falsa seja para nós toda verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada”. Quando se quer esclarecer algo Exemplos:  Ele conquistou o que tanto desejava: uma vaga no TRT de Brasília. Abriu mão do que mais gostava: acordar tarde. Mas foi recompensado por isso. No vocativo em cartas, sejam comerciais ou sociais (ou vírgulas) Exemplo:  Querida amiga: (ou ,) Estarei na sua casa no próximo mês. Tenho muito que te contar. (...) Após as palavras: exemplo, observação, nota, importante, etc. Exemplos: a) Importante: Não se esqueça de colocar hífen na palavra ponto-e-vírgula. b) Observação: o ponto de interrogação pode indicar surpresa: Mesmo?

Usamos os parênteses para: 1. Fazer um comentário ou explicação a respeito do que se escreve: a) O João (aquele que fez aniversário nesta semana) perguntou sobre você hoje! b) Eu, você e ele contaremos as boas novas. (pronomes) 2. Indicar informações bibliográficas, como: o autor, o nome da obra, o ano de publicação, a cidade, a página, etc.: a) O texto será incoerente se seu produtor não souber adequá-lo à situação, levando em conta intenção comunicativa, objetivos, destinatário, regras socioculturais, outros elementos da situação, uso dos recursos lingüísticos, etc. Caso contrário, será coerente. (Ingedore G. Vilhaça Koch e Luiz Carlos Travaglia. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1993. p. 50.) Os parênteses podem surgir, ainda, nas peças teatrais, quando o autor quer explicitar a ação tomada pela personagem. João – Onde você estava? Maria – Na padaria. Fui comprar um sonho para você. João – Hum...que delícia...mas meu maior sonho eu já tenho: você! (Saem abraçados pela direita)

Ponto e vírgula

O ponto e vírgula não tem função nem de ponto final e nem de vírgula, mas é um intermediário entre eles. Ou seja, não há pausa total, nem breve, mas uma moderação entre as duas.É usado:Para separar itens em uma enumeração (comuns em leis):Art. 1º A locação de imóvel urbano regula-se pelo disposto nesta Lei.Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código Civil e pelas leis especiais:a) as locações:1. de imóveis de propriedade da União, dos Estados dos Municípios, de suas autarquias e fundações públicas;2. de vagas autônomas de garagem ou de espaços para estacionamento de veículos;3. de espaços destinados à publicidade.Para apartar orações coordenadas muito extensas ou que já possuam vírgula:“Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida; sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer coisa boa.” (Rubem Braga)Pode vir ainda substituindo a vírgula, a fim de se ter uma pausa um pouco mais longa. Isso acontece antes das conjunções adversativas (contudo, mas, porém, entretanto, todavia):1. Quero sair mais com você; pois um casal precisa ter boas amizades.2. Amanhã é dia de prova; porém não comecei a estudar ainda.

Ponto-Final (.)Empregamos o ponto-final quando pretendemos encerrar uma frase declarativa:1. Não quero saber de conversa.2. Estou esperando você e nem ao menos sei porquê.Também para finalizar frases imperativas:1. Pegue esse papel para mim.2. Vamos acordar mais cedo.E nas abreviaturas:1. Sr. (Senhor), num. (numeral), obs. (observação), Av. (Avenida), pág. (página), Lab. (laboratório), Med. (Medicina), Mat. (Matemática), Port. (Português), etc.Ponto de exclamação (!)Se apontarmos o significado de exclamar, saberemos quando utilizar o ponto de exclamação. Veja: exclamar é o ato de pronunciar em voz alta; bradar, clamar; gritar.Então, de acordo com a significação acima, é fácil identificar o uso do ponto de exclamação: está nas frases que exprimem surpresa, felicidade, indignação, admiração, susto. E, portanto, está:Nas frases exclamativas:1. Isso é muito interessante!2. Não podemos continuar assim!Após imperativos:1. Deixe-me!2. Vá embora!Depois das interjeições:1. Ah! Ufa! Uau! Nossa! Beleza!Após locuções interjetivas:1. Minha nossa! Que bom! Que pena! Sei demais!Ponto de interrogação (?)Assim como o ponto de exclamação, o de interrogação também se caracteriza pelo nome. Afinal, o que é interrogar? É o ato de perguntar, questionar.Logo, sempre quando há uma indagação, um questionamento, há um ponto de interrogação. Observe:1. Você não quer jantar?2. Por que o país não enxerga os miseráveis?3. Não vou não, por quê?Pode ainda ser usado junto com o ponto de exclamação para indicar umquestionamento unido à admiração ou surpresa:1. Eu?! Tem certeza?2. - Quem vai ao supermercado para a mamãe?- Eu vou!- Você, Maria?! Muito bom!

Reticências

As reticências são usadas nos seguintes casos: 1. Para interromper um pensamento de forma que o leitor subentenda o que seria enunciado ou imagine: a) Ele disse que não queria, mas... b) Nada disso teria acontecido se... você sabe. 2. Para indicar hesitações comuns na oralidade: a) Daí ele pegou...ele pegou...como se diz mesmo...uma boina. b) Não sei se você vai, mas...mas...não sei...penso que será muito bom! 3. Em trechos suprimidos de um texto: a) (...) não existe texto incoerente em si, mas texto que pode ser incoerente em/para determinada situação comunicativa. (...) (Ingedore Villaça – A coerência textual) b) (...) Dada a gravidade dos acontecimentos, em um último gesto, Collor reivindicou que a população brasileira saísse às ruas com o rosto pintado de verde e amarelo, em sinal de apoio ao seu governo. Em resposta, vários cidadãos, principalmente estudantes, passaram a sair nas ruas com os rostos pintados. Além do verde amarelo, utilizaram o preto em sinal de repúdio ao governo. Tal movimento ficou conhecido como “Caras Pintadas”. (…) (Rainer Sousa – “O fim do governo Collor”) 4. Para transmitir mais emoção e subjetividade para quem lê: a) (...) 'Stamos em pleno mar... Dois infinitos Ali se estreitam num abraço insano, Azuis, dourados, plácidos, sublimes... Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... (...) 

Travessão

Usamos o travessão nos seguintes casos:1. Iniciar a fala de uma personagem:Exemplo: A menina enfim disse:- Não vamos nos preocupar com o porvir porque vamos dar nosso melhor hoje!2. Indicar mudança de interlocutor em um diálogo:- Vou fazer exercícios e preocupar mais com minha saúde.- Farei o mesmo.3. Para enfatizar alguma palavra ou expressão em um texto ou em substituição à vírgula:a) O grupo teatral – super elogiado pela imprensa – estava deixando o hotel esta manhã.b) Luiz Inácio –  presidente da república – não pode se candidatar para uma nova eleição!

Uso da Vírgula

Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:1. Não se usa vírgula:Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:

a) entre sujeito e predicado.

Todos os alunos da sala    foram advertidos.              Sujeito                            predicado

b) entre o verbo e seus objetos.

trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.                    V.T.D.I.              O.D.                             O.I.

Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.

2. Usa-se a vírgula:Para marcar intercalação:

a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.Para marcar inversão:

a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):Era um garoto de 15 anos, alto, magro.A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.Usa-se a vírgula para isolar:- o aposto:São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.- o vocativo:Ora, Thiago, não diga bobagem.

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