Testes especiais II Região Lombar

Testes especiais II Região Lombar

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2012 Cássio Ferreira

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Introdução

Na região lombar a etiologia dolorosa é multifatorial. O exame físico será de grande valia, associado a exames de imagens (ressonância magnética, tomografia computadorizada...) e uma boa afinidade entre médicos e fisioterapeutas, poderá estabelecer um diagnóstico mais preciso, da possível presença de hérnia discal com ou sem ciatalgia.

A região da articulação sacroilíaca pode ser o local de dores não específicas desta região e também ser a sede de dor, principalmente, dos ligamentos sacroilíacos e íliolombares. É importante que o terapeuta, no momento da anamnese, interrogue o paciente sobre quedas ou traumas nessa região. Abaixo, demonstramos os principais testes da articulação sacroilíaca.

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Teste de elevação da perna reta

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal.

Objetivos: compressão nervosa da região lombar, compressão de nervo ciatico ou encurtamentos musculares

Descrição do teste: o terapeuta eleva passivamente o membro inferior com o joelho em extensão e verifica a reação do paciente.

Tensão sobre o nervo ciático se dá entre 35° e 70° graus. A partir de 70° o estresse será maior na coluna lombar.

É necessário prestar muita atenção no momento do teste, para que o terapeuta saiba diferenciar uma dor ciática ou encurtamento de isquiostibiais. Se a dor for do tipo queimação, choque, ardência, fisgada, ela poderá ser de origem neural., leve desconforto sugere encurtamento muscular.

Somente através de outros exames e outros testes manifestando positividade é que poderemos admitir a possibilidade da presença de hérnia discal na região lombar.

Sinais e sintomas: o paciente geralmente esboça uma reação dolorosa característica e isso será visível na observação de sua face.

É imprescindível que durante a anamnese o terapeuta busque na história desse paciente, episódios que desencadearam a dor.

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Teste De Lasègue

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal.

Segue o mesmo raciocínio do teste de elevação da perna reta, agindo sobre o nervo ciático (L5,S1,S2)

Objetivos: compressão nervosa da região lombar, compressão de nervo ciatico.

Durante a elevação passiva do membro inferior o terapeuta deverá parar a elevação no momento que o paciente começar a manifestar dor e, logo após o terapeuta deverá realizar uma dorsiflexão do pé do paciente para confirmar a suspeita de ciatalgia através da expressão dolorosa por parte do paciente.

Sinais e sintomas: Na manobra de lasègue, o paciente refere uma forte dor inconfundível quando na presença de uma hérnia discal em nível de L4-L5 ou L5-S1 ou ainda no quadro da pseudociática, na qual o músculo piriforme está contraturado e "prende" o nervo ciático quando este atravessa o seu ventre.

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Elevação Da Perna Oposta

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal. Objetivo: avaliar presença de hernia discal ou pinçamento de nervo ciático Descrição do teste: nesse teste o terapeuta eleva o membro inferior assintomático.

Caso o paciente manifeste dor no membro que está sobre a maca é um indicativo de que o paciente seja portador de uma hérnia de disco.

Sinais e sintomas: o paciente no momento do teste confirmará ou não a dor que poderá estar situada ou na coluna lombar ou no trajeto do nervo ciático.

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Sinal da Corda de Arco ou Bowstring-Sign

Posição do paciente: decúbito dorsal. Objetivo: verifica irritação ciática.

Descrição do teste: O teste começa, com o terapeuta elevando o membro inferior com o joelho em extensão próximo a 70° e logo após realiza uma flexão passiva do joelho em torno de 20°, o terapeuta apalpa o nervo ciático na fossa poplítea.

Caso haja uma manifestação dolorosa do paciente ao simples toque do nervo distendido, o teste será positivo.

Sinais e sintomas: o paciente, no momento do teste, deverá estar relaxado e permitir a flexão passiva do membro inferior.

Após a elevação do membro, o nervo ciático ficará tenso e caso haja a presença de hérnia discai na região lombar ou se o nervo estiver "preso" na sua passagem pelo músculo piriforme, o paciente manifestará a dor.

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Teste De Brudzinski

Posição do paciente: decúbito dorsal com as mãos atrás da nuca.

Objetivo: detectar compressão nervosa na região cervical e ou lombar, detectar encurtamente]o na região cervical

Descrição do teste: o terapeuta deverá se posicionar ao lado da maca e instruir ao paciente para realizar uma flexão da cervical.

O terapeuta apoia com a sua mão a nuca do paciente, auxiliando o mesmo.

Sinais e sintomas: o paciente realiza uma flexão dos joelhos e do quadril a fim de aliviar a dor ou desconforto da tensão neural, que fora roporcionada pela flexão da cervical.

O terapeuta deverá anotar essa reação como sinal positivo para o teste.

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Teste De Kernig

Posição do teste: paciente em decúbito dorsal, com os membros inferiores em flexão (mãos abraçam os joelhos).

Objetivo: verificar aderências das raízes nervosas na sua passagem pelo forâmen de conjugação, tanto no nível da região cervical, como na região lombar.

Também evidenciará a presença de hérnias ou outras patologias que comprometam o saco dural.

Descrição do teste: o paciente realiza a extensão ativa de um dos joelhos

Sinais e sintomas: ao realizar a extensão do joelho o paciente sentirá dor na região posterior do membro inferior , ao fletir o joelho terá alívio da dor.

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