Resumo capitulo 10

Resumo capitulo 10

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2011.2 Michael Lopes Bastos

Teoria Geral da Administração

Serra Talhada

Novembro de 2011

Michael Lopes Bastos

Parte II

EMFOQUES TEÓRICOS PÓS-CONTINGENCIAIS

Resumo capitulo 10 - livro Teoria Geral da Administração “Motta”

Trabalho desenvolvido para a cadeira De Teoria geral da Administração, Como parte da avaliação referente ao segundo bimestre de 2011, solicitado pela professora Luciana Borges.

Serra Talhada

Novembro de 2011

A cultura Organizacional

O tema cultural organizacional foi, desde os anos 80, objeto de importantes estudos acadêmicos. Linda Smircich, publicou em 1893 um artigo sobre cultura organizacional, ajudando a definir esse conceito. Segundo esse artigo, o conceito de cultura organizacional normalmente é tratado de duas formas. Alguns autores relatam que a organização tem uma cultura que muda com o passar do tempo. Outros consideram que a organização não tem uma cultura, ela é uma. A abordagem cultural organizacional foca o aspecto interno e relacional das organizações.

Um dos subsistemas organizacionais é o subsistema humano e cultural,formado por dois elementos:

  • Um elemento informal

  • Um elemento formal

Segundo Schein a cultura de uma organização, é percebida por meio da linguagem, dos símbolos e das imagens, das histórias e dos mitos, dos rituais e das cerimônias, dos hábitos e dos valores que permeiam essa organização, além dos seus objetos visíveis e físicos, tais como a arquitetura, os móveis, o espaço físico, a decoração, etc.

Existem outros desafios no que se refere à gestão do subsistema humano e cultural. Isso se traduz por um conceito complexo, que apresenta diversas facetas. Pode haver em uma organização relativamente descentralizada uma cultura em comum e um subculturas desenvolvidas em diferentes áreas ou departamentos.

Varios fatores como as soluções, os princípios, as formas de comportamento e os padrões representativos da divisão de mundo dos dirigentes são difundidos oficialmente na organização por meio de treinamentos, publicações, discursos oficiais do diretor-presidente e dos gerentes, etc. Porém, cada subgrupo organizacional tem sua própria visão de decisão.

Implantada nessa visão que considera a cultura como uma característica da organização, uma variável, as organizações têm culturas que mudam com o tempo, dependendo dos problemas que elas têm de enfrentar, relativos à sua adaptação ao ambiente e à sua harmonia interna. Segundo Schein,os dirigentes e líderes da organização desenvolveram um papel fundamental durante aqueles momentos em que o grupo se defronta novos problemas e deve desenvolver novas respostas, soluções e estratégias para as situações.

Pode-se observar a cultura de uma organização por meio dos seguintes elementos:

  • A prática de ritos coletivos;

  • A perpetuação de mitos ou de histórias na organização;

  • Normas de comportamento;

  • Valores emergentes do grupo organizacional;

  • A linguagem;

  • Atos símbolos e formas de expressão em geral.

A partir desses elementos, pode-se descrever a cultura de uma empresa e é possível mostrar suas transformações.

Em relação à cultura organizacional por meio de uma análise quantitativa, Hofstede descreveu a cultura organizacional como um conjunto de variáveis que podem ser medidas e avaliadas. Entre 1968 e 1972, autor realizou uma pesquisa em uma grande multinacional norte-americana, que na época tinha filiais em mais de cem países. Os pesquisadores receberam vários questionários respondidos pelos trabalhadores dessa empresa. Os questionários buscavam verificar as percepções e os fatores de satisfação dos funcionários. Hofstede selecionou questionários e analisou as seguintes características:

  • Distância do poder;

  • Grau de planejamento e formalização;

  • Grau de individualismo ou solidariedade social;

  • Características culturais femininas ou masculinas.

Com referência a cultura organizacional com ênfase na produtividade Thomas Peters e Robert Waterman, autores do livro In search of excellence,estudaram diversas empresas e relacionaram o sucesso delas à integração entre suas estruturas, sistemas de administração e culturas. Segundo esses autores a organização deve integrar sete variáveis, que eles denominaram “7-S”: estrutura, estratégia, sistemas, habilidades, mão-de-obra, estilo de valores compartilhados (em ingês, structure, systems, skills, style and shares voulues). Para Peters e Waterman, a excelência é um fator cultural.

De acordo com Berger e luckmann, devemos compreender a sociedade como uma realidade objetiva e concreta e, ao mesmo tempo, devemos considerar a sociedade também como uma realidade subjetiva, construída por nós. Trata-se do fenômeno de reificação de realidade: percebemos as organizações, regras, normas, ou seja, a sociedade e o mundo como objetos e “construtos” já prontos.

No processe de socialização implica dois movimentos: a internalização e a externalização.

E ela se divide em duas:

- Socialização primária seria o processo em que o indivíduo se torna membro da sociedade através do contato com seus familiares e entes mais próximos.

- Socialização secundária se inicia uma convivência mais externa, longe da família. Através do contato com amigos, visinhos, colegas de escola, professores, colegas de trabalho, etc.

Em relação a teoria dos papéis, ela relata que os papéis regulam a interação entre os indivíduos e lhes fornecem expectativas recíprocas , tendo em vista os diversos contextos sociais que experimentam em sua vida cotidiana. Os papéis tornam habituais certos tipos de comportamentos em determinadas situações e interações sociais.

Em relação ao conceito do grupo de referência, usado pela primeira vez por Herbert Hyman na década de 1940, se diz que é o conjunto de pessoas cujas opiniões e crenças são importantes para a formação de nossas próprias opiniões e valores.

Existem em uma sociedade, diversas lógicas de ator, ou seja, cada um de nós tem diferentes critérios que influenciam nossas decisões. Simon, em seus estudos, mostrou que a racionalidade ou lógica de decisão de um indivíduo seria influenciada pelo seu presente e pelo seu passado, a partir do que Boudon chamou de efeito de posição e um efeito de disposição.

O resultado da diferença entre os conceitos realizados é o fato de que alguns autores podem obter reconhecimento social, sentindo-se vencedores e afirmando sua posição, ao menos algumas vezes, enquanto outros não possuem essa possibilidade dado seu tipo de trabalho.

Os grupos que possuem mais poder na organização definem os padrões oficiais a serem seguidos pelos outros grupos e instituem mecanismos de controle sociais a fim de que esses padrões sejam efetivamente obedecidos. Esses padrões constituem a cultura organizacional oficial. Os modelos cognitivos predominantes são criticados e surgem novos modelos. Nesse processo de mudança, os atores sociais constroem o que são e a sociedade em que vivem.

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