1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

      2. CENTRO DE HUMANIDADES

      3. UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ANTROPOLOGIA

      4. DISCIPLINA: SOCIOLOGIA INDUSTRIAL

      5. PROFESSOR: BANJAQUI NHAGA

Exercício Referente ao 3º Estágio

Aluna: Fernanda Siqueira Lima

Matrícula: 20911700

Campina Grande, 28 de Novembro de 2011

Questão 1

De acordo com Talcott Parsons, a realidade sui generis dos sistemas sociais pode incluir a variabilidade independente de cada um desses tipos de componentes estruturais relativos aos outros. Por exemplo, um padrão generalizado de valor não legitima as mesmas normas; coletividades ou papéis sob todas as condições. Disserta sobre isso.

Os sistemas sociais são os constituídos por estados e processos de interação social entre unidade de ação.Se as propriedades de interação social deriváveis de unidades de ação, os sistemas sociais seriam epifenômenos, tal cmo já foi sustentado por grande parte da teoria sócia “individualista”.

A realidade sui generis dos sistemas sociais pode incluir a variabilidade independente de cada um desses tipos de componentes estruturais relativos aos outros. Por exemplo, um padrão generalizado de valor não legitima as mesmas normas; coletividades ou papéis sob todas as condições. De forma semelhante;: muitas normas regulam a ação de números indefinidos de coletividades e papéis, mas apenas setores específicos de sua ação. Por isso; uma coletividade geralmente funciona sob o controle de um grande número, de normas, específicas. Sempre inclui uma pluralidade. de papéis, embora quase todas as outras categorias básicas de papel sejam realizadas numa pluralidade de coletividades determinadas. Apesar disso, os sistemas sociais são formados por combinações desses componentes estruturais. Para serem institucionalizados de maneira estável, as coletividades e os papéis precisam ser "governados" por normas e valores específicos, enquanto que as normas e os valores somente são institucionalizados na medida em que são "executados" por determinados papéis e coletividades.

Para Parsons, "a ação social é todo o comportamento humano motivado e guiado pelas significações que o ator descobre no mundo exterior, significações que tem em conta e a que responde. Os traços essenciais da ação social residem, portanto na sensibilidade do acor à significação das coisas e dos seres ambientais, à tomada de consciência dessas significações e à reação às mensagens que estas últimas transmitem".

 A ação social implica sempre: um ato; um fim para o qual se orienta; um ambiente ou uma situação. A ação social situa-se em quatro contextos: o biológico, o psíquico, o social e o cultural.

Numa tentativa de tornar a sociologia como uma ciência rigorosa, Parsons estabelece como base de seu modelo teórico o conceito de sistema social (que difere do conceito de sociedade). Quando Parsons fala de sociedade, é a uma realidade concreta, circunscrita e localizada, que se está a referir.Para ele o sistema social consiste "numa pluralidade de atores individuais interatuando uns com os outros numa situação que contém pelo menos um aspecto físico ou um meio ambiente, atores motivados por uma tendência para obter um ótimo de gratificação e cujas relações com as suas situações – incluindo os outros atos - estão mediadas e definidas por um sistema de símbolos culturalmente estruturados e compartilhados”.

Questão 2

O organismo comportamental segundo Parsons é conhecido como o subsistema adaptativo, o local dos recursos humanos primários que se encontram subjacentes aos outros sistemas. Inclui um conjunto de condições as quais as ações precisam adaptar-se e abrange um mecanismo primário de inter-relação com ambiente físico. Portanto, explica de forma sucinta de como esse fenômeno ocorre na sociedade em geral.

Sistema de ação concebido por Parsons comporta quatro subsistemas, com as suas respectivas funções primárias: o social com a função de integração, o cultural com a função de conservação dos modelos culturais, a personalidade (a política) com a função de realizar fins coletivos e, enfim, o que ele denomina o organismo de comportamento (a economia), com a função primária da adaptação.

Dentre esses subsistemas, o de integração é o mais importante do ponto de vista da sociologia, de modo que os demais constituem o ambiente no qual ele se insere. No entanto, o subsistema cultural é o mais vasto (ele faz referência à universalidade), enquanto o subsistema social refere-se à institucionalização e, particularmente, a institucionalização normativa de parcelas do subsistema cultural ou do sistema de valores. A sociedade é também um sistema de pertencimento (das personalidades e dos comportamentos) e da busca de uma crescente gama de possibilidades de institucionalização e adaptação. Parsons atribui grande importância à economia nos processos de adaptação.

Já que o subsistema social ou o sistema de integração repousa inicialmente sobre as interações dos indivíduos com base em suas ações, o sistema não pode ser definido, em princípio, como uma totalidade fechada e auto-suficiente que constrange os indivíduos pela imposição de significados, valores e normas transcendentes. No entanto, se este subsistema é, por um lado, o resultado da trama do eterno arbítrio dos indivíduos, por outro lado, estes indivíduos estão inseridos em um sistema de valores (cultural); eles interiorizam os sistemas de normas identificando-se a eles. Ou, enquanto as ações se desenvolvem com a consciência dos atores, o sistema penetra silenciosamente as suas orientações. Desse modo, “o sistema cultural é constituído pela ação dos indivíduos” e um objeto de orientação ao mesmo tempo para os outros atores e para ele mesmo.

Apesar disso, insiste Parsons, este indivíduo não pode contribuir para a criação ou a destruição deste sistema senão de forma marginal. O primado do sistema de ação sobre os sujeitos, e mesmo sobre a comunidade societal, torna-se então evidente. A sociedade, ou o sistema social emerge, assim, como uma sociedade sem verdadeiros atores.

Questão 3

Como podemos compreender a realidade da sociedade com base nos modelos de sistemas de ação e sistemas sociais e de funções primárias proposto por Parsons?

A sociedade é um instrumento de análise, uma forma de compreender o real, mas não é o equivalente conceitual de uma realidade concreta. O objetivo de Parsons não é analisar a manifestação externa das ações dos indivíduos em sociedade, mas sim a sua padronização, os seus produtos padronizados e significativos, desde instrumentos até obras de arte, bem como os mecanismos e processos que controlam essa padronização. Segundo a formulação parsoniana, os atores agiriam a partir de uma orientação prévia correspondentes a situações específicas. Estas orientações seriam sempre dirigidas a objetos, que ele divide em três classes.

Sociedade é um tipo de sistema social caracterizado pelo nível mais elevado de auto-suficiência com relação ao seu ambiente, onde se incluem outros sistemas sociais.

De acordo com Parsons: A evolução social, ou o processo de diferenciação social introduz nos sistemas sociais novos problemas relativos à integração.

O sistema social propõe: primeiramente que as peças que o componha é mutuamente dependente, e que elas contribuam para o bom funcionamento do sistema e ainda, que haja equilíbrio, ainda que sempre em movimento; o distúrbio induz a uma contra-reação para manter o equilíbrio.

A sociedade está constituída por subsistemas (estruturas) que operam (funcionam) de modo interdependente. Cada um dos componentes do sistema, suas partes, tal como uma peça qualquer em relação a uma máquina desempenha papéis que visam contribuir para estabilidade e ordem social, por isso tal abordagem ou teoria é chamada de funcionalismo-estrutural.

A sociedade é compreendida de maneira totalizadora. Ou seja, os seus componentes básicos formados pela economia, o sistema político, a família e o sistema educativo em geral, com seus valores e crenças bem definidos. Elas todas são interdependentes e agem no sentido de preservar a sobrevivência do todo, não havendo necessariamente uma hierarquia entre elas estes componentes atuam por interação, tendo capacidade de adaptação para enfrentar os imprevistos e as exigências de mudanças que surgem aqui e acolá. Se por uma razão qualquer o sistema não apresentar a elasticidade necessária, a qualidade de adaptar-se ao movimento, o sistema tornar-se-ia disfuncional, do mesmo modo que uma peça desgastada ou defeituosa põe em perigo o desempenho de um motor.

Questão 4

Com base no texto de Giddens sobre “um mundo em mudanças”, percebemos que a globalização é um processo aberto e contraditório – produz resultados difíceis de controlar e prever. Ela nos introduz novas formas de risco que diferem daqueles que existirem anteriormente. Portanto, por que cada vez mais falamos de riscos como riscos produzidos?

A globalização refere-se aos processos que estão intensificando as relações e a interdependência sociais globais. Por ser a globalização um conjunto de processos imprevisíveis, ela é difícil de controlar e gera novos riscos que afetam a todos.

Sociedade do risco significa: o passado perdeu o seu poder de determinação sobre o presente. Entra em seu lugar o futuro – ou seja, algo que não existe, algo fictício e construído – como a causa da vida e da ação no presente. Quando falamos de riscos, discutimos algo que não ocorre, mas que pode surgir se não for imediatamente alterada a direção do barco. Os riscos imaginários são chicote que fazem andar o tempo presente.

Hoje confrontamo-nos cada vez mais com vários tipos de riscos produzidos - riscos que são criados pelo impacto de nosso próprio conhecimento e da tecnologia sobre o mundo natural. Muitos riscos ambientais, são enfrentados pelas sociedades contemporâneas, é um exemplo de risco produzido. Em que são o resultado de nossas próprias intervenções na natureza.

Questão 5

Quais as abordagens teóricas para a estratificação parecem mais relevantes para suas experiências cotidianas?

A teoria de Max Weber é a mais relevante no que se trata da abordagem teórica para a estratificação. Pois, tem suas bases em dois aspectos diferenciados das outras teorias: status e partido, sendo assim, ela não define estratificação social simplesmente por classe. O status é expresso por meio dos estilos de vida das pessoas, já o partido por é definido por um grupo de indivíduos que trabalham juntos por terem formações, objetivos e interesses em comuns.

"A abordagem sociológica da estratificação não revela todo o extraordinário domínio da desigualdade social (...). O modelo de desigualdade utilizado pela sociologia da estratificação evidentemente "funcionou" melhor no passado que hoje em dia. (...) Em geral, são precisamente as formas de desigualdade sociais, especialmente evidentes nos últimos tempos, que não sustentam os dogmas básicos da sociologia da estratificação. Assumiu-se (falsamente) que fatores estruturais específicos (isto é, renda e status) são, em larga medidas, igualmente relevantes para a vida de todos os membros da sociedade”.

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