topografia aplicada
Apostila de Física Experimental 2
(Parte 1 de 9)
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA DEPARTAMENTO DE FÍSICA Prof. Dr. Heurison S. Silva

Física Experimental 2
Mecânica 2 – Dinâmica Rotacional, Ondas, Acústica, Termodinâmica

Dezembro/2009
Física Experimental 2 g i n a g i n a g i n a
Apresentação
Esta apostila foi elaborada pelos professores Heurison S. Silva e Maria Letícia Vega, do Departamento de Física da UFPI, para servir de guia durante as aulas de Laboratório de Física 2 para os cursos de Física (Bacharelado ou Licenciatura), Engenharia (Elétrica, Mecânica, Civil, Produção etc.) da Universidade Federal do Piauí.
Ela foi elaborada com base nos textos de várias empresas especializadas na produção de equipamentos para laboratórios de ensino, como o Vernier Software & Technology
(Práticas 1 a 6), o PHYWE (http://w.phywe-systeme.com/)† , e também foi reeditado o material já elaborado pelos professores Franklin Crúzio e Jeremias Araújo, ambos do DF/UFPI, utilizados nas disciplinas de Física Experimental para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Física (http://w.df.ufpi.br/d/index.php)† . A motivação para este trabalho foi a constante reclamação por parte dos alunos a respeito do uso da língua inglesa, que confundia o entendimento dos objetivos e procedimentos durante a realização dos experimentos, gerando incontáveis erros na confecção dos relatórios pertinentes a cada prática.
Além disso, houve uma tentativa de acompanhar a metodologia de outras universidades que produzem seu material didático num só volume permitindo o acompanhamento completo das disciplinas de Física Experimental a serem ministradas durante o semestre.
A apostila é composta de 10 práticas referentes ao conteúdo de curso teórico de Física 2, envolvendo experimentos de Dinâmica rotacional, Oscilações, Hidrostática, e Calorimetria. Obviamente, o ritmo e o número de experimentos realizados no semestre dependerão do acompanhamento da turma e da proposta da disciplina e/ou do curso.
Cada roteiro é constituído de uma breve introdução, seguida pela descrição dos
Objetivos da prática. A seção Questões preliminares destaca os conceitos fundamentais que serão necessários ao longo da execução da experiência. O Procedimento experimental descreve a maneira e os passos que devem ser seguidos a fim de se ter uma boa execução do experimento. A seção Resultados resume os valores e conceitos obtidos. A seção Análise auxilia na discussão dos resultados. Por fim, uma seção denominada Extensões reforça a discussão e extrapola os conceitos a serem alcançados.
† Acessado em 16 de Dezembro de 2009.
Física Experimental 2 g i n a g i n a g i n a
Desejamos que este apostila consiga atender as expectativas dos alunos, e contribua para a melhoria da qualidade geral dos cursos da Universidade Federal do Piauí.
Estimamos também a colaboração daqueles que queiram enviar sugestões que possam contribuir para a melhoria desta obra.
Cordialmente,
Prof. Ms. Heurison Sousa Silva (heurison@ufpi.edu.br) Profa. Dra. Maria Letícia Vega (marialeticia.vega@gmail.com)
Física Experimental 2
g i n a g i n a g i n a
| Apresentação | 2 |
| Conteúdo | 4 |
| Modelo de relatório | 8 |
| PRÁTICA 1: MOMENTO DE INÉRCIA DE UMA BARRA OSCILANTE | 1 |
| 1. Objetivos | 1 |
| 2. Material | 1 |
| 3. Questões preliminares | 12 |
| 4. Procedimento experimental | 12 |
| 5. Resultados | 13 |
| 6. Análises | 14 |
| PRÁTICA 2: PERÍODO DO PÊNDULO SIMPLES | 15 |
| 1. Objetivos | 15 |
| 2. Material | 16 |
| 3. Questões preliminares | 16 |
| 4. Procedimento experimental | 16 |
| Parte I: Amplitude | 17 |
| Parte I: Massa | 17 |
| Parte I: Comprimento | 17 |
| 5. Resultados | 18 |
| Parte I: Amplitude | 18 |
| Parte I: Massa | 18 |
| Parte I: Comprimento | 18 |
| 6. Análises | 18 |
| 7. Extensões | 19 |
| PRÁTICA 3: MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES | 20 |
| 1. Objetivos | 20 |
| Material | 21 |
| 2. Questões preliminares | 21 |
| 4. Procedimento experimental | 21 |
| 5. Resultados | 23 |
| 6. Análise | 23 |
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| PRÁTICA 4: ENERGIA NO MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES | 25 |
| 1. Objetivos | 25 |
| 2. Material | 25 |
| 3. Questões preliminares | 26 |
| 4. Procedimento experimental | 26 |
| 5. Resultados | 28 |
| 6. Análise | 28 |
| 7. Extensões | 28 |
| PRÁTICA 5: CORDAS VIBRANTES | 29 |
| 1. Objetivos | 30 |
| 2. Material | 30 |
| 3. Procedimento experimental | 30 |
| 4. Resultados | 31 |
| 5. Análises | 31 |
| PRÁTICA 6: VELOCIDADE DO SOM | 32 |
| 1. Objetivos | 32 |
| 2. Material | 32 |
| 3. Questões preliminares | 3 |
| 4. Procedimento experimental | 3 |
| 5. Resultados | 34 |
| 6. Análise | 34 |
| 7. Extensões | 35 |
| PRÁTICA 7: DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS | 36 |
| Parte I: Princípio do aerômetro/densidade dos corpos | 36 |
| 1. Objetivos | 36 |
| 2. Material | 36 |
| 3. Procedimento experimental | 36 |
| 4. Resultados | 36 |
| Parte I: Determinação da densidade dos líquidos através de um tubo em U | 37 |
| 1. Objetivo | 37 |
| 2. Material | 37 |
| 3. Procedimento experimental | 37 |
| 4. Resultados | 38 |
Parte I: Relação entre o peso e o volume .....................................................................................38
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| 1. Objetivo | 38 |
| 2. Material | 38 |
| 3. Procedimento experimental | 38 |
| 4. Resultados | 38 |
| Parte IV: Peso de corpos de mesmo volume | 39 |
| 1. Objetivos | 39 |
| 2. Material | 39 |
| 3. Procedimento experimental | 39 |
| 4. Resultados | 40 |
| PRÁTICA 8: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS | 41 |
| 1. Objetivos | 41 |
| 2. Material | 42 |
| 3. Procedimento experimental | 42 |
| 4. Resultados | 42 |
| Parte I: água | 42 |
| Parte I: óleo de cozinha | 43 |
| Parte I: óleo de motor SAE 20W-40 | 4 |
| 5. Análise | 4 |
| PRÁTICA 9: EXPERIÊNCIAS COM O CALORÍMETRO | 45 |
| Parte I: CAPACIDADE CALORÍFICA DE UM CALORÍMETRO | 46 |
| 1. Objetivos | 46 |
| 2. Material | 46 |
| 3. Procedimento experimental | 46 |
| Parte I: CALOR ESPECÍFICO E CAPACIDADE CALORÍFICA DE UM SÓLIDO | 46 |
| 1. Objetivos | 46 |
| 2. Material | 47 |
| 3. Procedimento experimental | 47 |
| Parte I: CALOR LATENTE DE FUSÃO DO GELO | 47 |
| 1. Objetivos | 47 |
| 2. Material: | 47 |
| 3. Procedimento experimental | 48 |
| PRÁTICA 10: EQUIVALENTE MECÂNICO (ELÉTRICO) DO CALOR | 49 |
| 1. Objetivos | 50 |
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| 3. Procedimento experimental | 50 |
| Apêndices | 52 |
| Apêndice A: Expressando valores de amostragem | 53 |
| Apêndice B: Cálculo do erro percentual | 5 |
| Apêndice C: Calibração do sensor-força (Vernier Logger pro) | 56 |
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Modelo de relatório
O que segue é um modelo de relatório que deve ser usado como guia para a confecção dos relatórios das práticas. Obviamente, variações são aceitáveis, desde que não fujam essencialmente da estrutura apresentada neste modelo.
Todo relatório deve constar das seguintes partes: 1. Título: o título da prática que se refere o relatório.
2. Autores: Deve conter o nome completo de cada integrante do grupo.
3. Resumo: Deve ser objetivo, coerente e curto. Quem lê o resumo tem que ser capaz de compreender o trabalho realizado e saber quais são as principais conclusões.
4. Introdução Aqui deve constar todo o conteúdo teórico necessário para dar suporte às conclusões e análises de dados, além de situar o leitor no assunto que está sendo estudado. Aqui se coloca um histórico do que já foi gerado sobre o objeto em estudo, os resultados mais importantes existentes na literatura.
Você deve colocar toda a teoria do assunto que está sendo estudado, ou seja, você deve explicar a Física envolvida para analisar os seus resultados experimentais. Deduza equações e relações matemáticas que serão usadas no relatório.
5. Objetivos Deve ser curto e breve; pode ser apenas um parágrafo.
6. Procedimento experimental
Aqui, devem se enumerados primeiramente os materiais utilizados. Faça um esquema de montagem experimental.
Explique os métodos utilizados para obtenção dos dados experimentais, critérios de avaliação de erros (este ponto é muito importante, deve ser explicado qual foi o critério experimental para atribuição de erros). Apresente o método e os cuidados usados para a obtenção dos dados. Lembre-se que seu leitor deve ser capaz de reproduzir o experimento a partir da leitura desta seção.
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Na descrição do procedimento experimental, você deve relatar como a montagem foi realizada. Por isso, os verbos devem estar no passado!
7. Resultados e discussão
Nesta parte, devem ser apresentados os dados coletados, discutir o comportamento deles, resultados das analises (linearização, ajustes, etc.).
Não podem ser apresentadas apenas tabelas com números ou gráficos sem comentários nem erro. O resultado dos ajustes deve ser discutido e comparado com o resultado de outras fontes (constantes em livros-textos, handbooks etc.).
Mostre a qualidade e confiabilidade de seus resultados através, por exemplo, do erro percentual entre o valor experimental e o valor teórico (ver Apêndice B: Cálculo do erro percentual). Tente justificar eventuais discrepâncias que forem observadas. Aponte sugestões para melhorar a qualidade dos dados etc. Coloque as conclusões resultantes do experimento. Você deve discernir claramente quais foram essas conclusões. Não coloque como conclusões afirmações (mesmo que corretas) que não decorram diretamente da experiência realizada. Se possível, relacione essas conclusões com as de outras experiências. Verifique até que ponto os objetivos da experiência foram alcançados (teste de um modelo, aplicações etc.).
8. Conclusões Assim como o resumo, a conclusão deve ser um texto independente do resto do relatório. Ou seja, o leitor deve ser capaz de entender, de maneira geral, quais os principais resultados obtidos com o experimento. Aqui pode estar definido se um relatório está aprovado ou não.
Na conclusão, deve ser discutido o objetivo proposto, se foi alcançado ou não.
Devem ser enunciados os valores encontrados e comparados novamente com a literatura etc. Se forem utilizados diferentes métodos experimentais para achar a mesma constante, os valores achados devem ser comparados e concluir qual a metodologia experimental mais apropriada ou que proporciona menor erro. Se os dados experimentais não se comportam como esperado, você de justificar isso.
9. Bibliografia
Não será exigida a formatação das referencias bibliográficas com as normas ABNT. Porém, a bibliografia deve ser apresentada de uma forma clara, que outros leitores potenciais
Física Experimental 2 g i n a g i n a g i n a consigam entender. Enumere os livros, apostilas, revistas científicas, sites na internet etc. consultados para a elaboração do relatório (cite-os no texto do relatório).
>Importante: Se algum texto foi extraído de algum livro, deve ser colocado na bibliografia. Não é incorreto. Porém, não mencionar as fontes caracteriza plágio. >>>Importantíssimo: um relatório é um relato das observações feitas no laboratório. Um relatório nunca manda fazer.
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