Apostila-Som-Automotivo portuguese

Apostila-Som-Automotivo portuguese

(Parte 1 de 10)

Página 1

01 - SLEW RATE - UMA ESPECIFICAÇÃO FUNDAMENTAL

- Slew-rate, ou taxa de variação, é uma especificação das mais importantes em amplificadores e em qualquer circuito de áudio, tais como processadores, mesas de som, etc., porém em amplificadores sua importância é maior, devido às altas amplitudes geradas.

02 - ALTO-FALANTES - MEDIÇÃO DOS PARÂMETROS T&S - Audioespresso mstra como medir os parâmetros Thiele & Small utilizando aparelhos simples.

03 - REATIVOS E OS AMPLIFICADORES DE POTÊNCIA

- As cargas reativas próprias dos alto-falantes alteram e em muito as características dos amplificadores de potência. Marcelo Henrique M. de Barros explica aos leitores do Áudio espresso como acontece isso e as consequências.

04 - AMPLIFICADORES DE POTÊNCIA

- Como é a melhor medida de potência? Quais são os tipos mais comuns de amplificadores? De que forma calcular a potência de que se precisa? Estes assuntos tecnicamente complexos são tratados pelo Eng. Rosalfonso Bortoni de uma forma simples, porém completa. Uma leitura obrigatória para os técnicos e entusiastas.

05 - O SOM NO AUTOMÓVEL

- Para quem quer conhecer um pouco mais sobre a sonorização do automóvel, Audio espresso mostra alguns conceitos básicos do assunto, enfatizando principalmente a importância da acústica e o que fazer para obter o melhor rendimento da aparelhagem

06 - A FORMAÇÃO DE UM BOM CONJUNTO DE AUDIO

- Audio espresso explica passo a passo como pode ser feita a escolha dos equipamentos para, além de realizar o melhor negócio, manter o necessário equilíbrio entre os fatores que mais influenciam no resultado sônico: equipamento, sala de audição e interconexões.

07 - SONOFLETORES - DIMENSIONAMENTO E CÁLCULO DA RESPOSTA

- Audio espresso mostra como realizar o cálculo de caixas acústicas utilizando as técnicas ensinadas pelos pesquisadores Thiele & Small.

08 - CAIXAS ACÚSTICAS - TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - Conheça as melhores técnicas para a construção das suas caixas acústicas. (01/06/96)

09 - CONSTRUÇÃO DE DIVISORES DE FREQUÊNCIA

- Você sabe como construir divisores de frequência para empregar em casa ou no carro? Veja como os técnicos calculam

Imagem estereofônica

Página 2

A imagem esterofônica consiste na sensação espacial do som, permitindo ao ouvinte localizar todos os instrumentos e vozes no espaço tridimensional. É através da imagem estereofônica que recriamos, no ambiente de audição, a sensação plena de estarmos participando de uma audição ao vivo. A percepção da imagem estereofônica, que é a "visualização" auditiva da disposição das fontes sonoras no espaço, depende da capacidade que nossos ouvidos têm de reconhecer de onde está vindo determinado som. Isto é possível graças ao efeito binaural, ou seja, a audição com dois ouvidos. O fato do som não chegar simultaneamente aos dois ouvidos, nos permite localizar no espaço a fonte sonora mesmo quando não a estamos vendo.

A obtenção de uma imagem estereofônica perfeita, através do emprego de alto-falantes adequados bem como do seu correto posicionamento dentro do veículo, permite vivenciar uma emocionante experiência sonora. Não mais nos limitaremos a ouvir os sons, porém passaremos a "vê-los" como se estivéssemos ouvindo a gravação ao vivo.

Estresse x música

Sistemas com distorção, excesso de ruídos e falta de linearidade nas frequências causa fadiga auditiva podendo aumentar mais ainda o estresse do trânsito.

Palavras da musicoterapeuta Maristela Smith: " Quanto melhor a qualidade do som, melhor a interação com a música. Um sistema de áudio que dá ao usuário a sensação de que se está diante de um concerto ao vivo é um belo passo para quem quer evitar o estresse."

"Não basta ouvir, é preciso escutar a música." "Qualquer tipo de música pode combater o estresse do trânsito, do Heavy metal ao clássico" - cada um tem sua individualidade musica l.

Como escolher seus aparelhos na hora da compra. - Geradores (Toca-fitas, CD-Players...)

Verifique sua resposta de frequência, ela deve ser a mais plana possível entre 20Hz e 20.000Hz, isto é, deve amplificar a música com o mesmo ganho em toda a faixa de frequência audível;

Verifique sua potência RMS, contínua a 4 Ohms com baixa distorção; Verifique sua distorção harmônica (THD), distorção acima de 1% pode causar fadiga;

Página 3

Toca-fitas: Funções como procura por início de música, Dolby B, alto reverse e controle remoto são muito práticas.

Verifique a tensão de saída dos conectores RCA, quanto maior a tensão, mais imune a ruídos vai ser seu sistema, dê preferência aos aparelhos que forneçam 2Volts ou mais nas saídas RCA;

Atenção: A linha Pioneer anterior a 9 (bem como outras marcas) possui cerca de 17 W RMS em 4

Ohms, 50 a 15.000Hz com distorção abaixo de 5% THD. 35 W RMS é a potência máxima com distorção maior que 5%. !!! A nova linha Pioneer 9 com circuitos MOSFET fornece 27W RMS e 45W máximos;

- THD é a distorção causada pela ocorrência espontânea de harmônicos adicionais não desejados durante a amplificação. Essa distorção poderá ser notada pelo ouvido, afetando o som produzido, deixando-o menos natural. A distorção não pode ser totalmente suprimida, já que é um fator próprio dos circuitos elétricos de processamento de sinais. Esse fenômeno indesejável pode ser mantido em níveis mínimos nos sitemas de som que são projetados com qualidade.

Página 4

- Slew-rate, ou taxa de variação, é uma especificação das mais importantes em amplificadores e em qualquer circuito de áudio, tais como processadores, mesas de som, etc., porém em amplificadores sua importância é maior, devido às altas amplitudes geradas. A não observância de um valor mínimo de slew-rate pode ocasionar distorções bastante desagradáveis.

- O termo slew-rate originou-se da teoria dos amplificadores operacionais[3], assim que tornou-se clara a necessidade de conhecer a rapidez com que estes circuitos poderiam lidar com os sinais elétricos de grande amplitude.

- Nos dias atuais surgiu uma certa controvérsia, entre autores, quanto ao uso do termo "slewrate"; alguns[5] sugerindo que fosse substituído pela quantidade, de fato mais direta, "slew-limit". Mas como "slew-rate" já se encontra bem difundido e para evitar possíveis confusões, omitiremos a quantidade "slew-limit" em favor da mais conhecida "slew-rate".

- Em nossa descrição, faremos uso de ferramentas matemáticas tão simples quanto possíveis[1]. - Para um leitor mais apressado ou não interessado nestas definições, sugiro ir direto ao tópico 3

¾ FUNDAMENTOS ACERCA DA TAXA DE VARIAÇÃO - Antes de qualquer coisa é necessário entender o que significa taxa de variação no seu sentido matemático. Trata-se de um conceito simples mas importante, que faz parte do nosso dia-a-dia. Como exemplo, devemos considerar que a velocidade de um automóvel é expressa como uma taxa de variação, tal como v = 100km/h Ela significa que a cada hora o automóvel varia 100km em sua posição. Uma forma mais elucidativa é a interpretação geométrica. Podemos assim dizer que o espaço s (distância percorrida neste caso) varia como uma função do tempo t, neste caso 100km a cada 1h.

E podemos expressar por v = ∆S/∆T , onde ∆ significa variação Diz-se que a velocidade é a taxa de variação temporal do espaço, ou a taxa de variação do espaço com respeito ao tempo. Pode ainda ser pensada como a inclinação exibida pelo gráfico espaço-tempo. No caso deste exemplo, tudo é muito simples, pois que a função é linear, ou seja, o gráfico é uma reta, assim basta substituir

v = (vfinal - vinicial)/(tfinal - tinicial) = 100km/1h = 100km/h

Página 5

O que conduz ao resultado familiar de 100km/h, uma taxa claramente constante ao longo do tempo. Lembre-se que a função é linear, ou seja, seu gráfico é uma reta.

Podemos estender o mesmo raciocínio para sinais elétricos. Vamos assim supor um sinal de teste do tipo senoidal, ou aproximadamente, um tom de flauta doce, examinado ao osciloscópio. A imagem que vemos no osciloscópio é nada mais do que a representação temporal da tensão (ou seja um gráfico tensão-tempo).

Vemos que ela varia sinusoidalmente ao longo do tempo, e podemos provar que ela é exatamente uma função do tipo seno/cosseno, ou uma combinação linear de funções desse tipo. Mas, o mais importante agora é perceber que sua taxa de variação não é mais linear, mas varia de ponto a ponto, ao longo do tempo, e isso nos impede de utilizar (1.1) a fim de calculá-la.

- Porém, lançando mão de ferramentas matemáticas poderosas, como o cálculo diferencial[1], podemos fazê-lo com muita facilidade. Veremos o processo. Consideremos um trecho do gráfico. Estamos interessados em conhecer a taxa de variação em um único ponto. O gráfico não é uma reta, assim como medir a inclinação de algo que é, essencialmente, curvo?

A técnica consiste em se traçar uma reta que toca o gráfico num único ponto, o ponto que estamos interessados. A essa reta dá-se o nome de reta tangente ao gráfico no ponto em questão.

A inclinação desta reta tangente pode ser então calculada da maneira usual, fornecendo assim, a taxa de variação instantânea da curva, num dado ponto. Observe que não é mais possível falar em taxa de variação apenas, mas em taxa de variação instantânea, pois que para cada ponto da função teremos um valor diferente. A técnica de se traçar retas tangentes a curvas foi descoberta, pela primeira vez, no século XVII, por Sir Isaac Newton e consiste no seguinte processo matemático.

Página 6

(Parte 1 de 10)

Comentários