Difusor e moenda cana

Difusor e moenda cana

(Parte 3 de 7)

O último sistema possui a vantagem de não perder nenhum dente, evitando assim a criação de uma zona de pressão mais fraca na camada de bagaço comprimido.

Dimensões do messchaerts

No rolo de entrada ao messchaerts têm uma largura de 5mm, não devendo ser muito largo pois o bagaço dente a entrar na ranhura, dificultando a drenagem.

A profundidade deve ser no mínimo 20mm a partir da base das ranhuras. Geralmente utiliza-se 25mm.

Para os rolos de saída a largura e a profundidade podem ser menores. A largura deve ser 3,5mm e a profundidade 20mm.

Desgaste dos Rolos O desgaste dos rolos é ocasionado por 5 causas: - Desgaste do metal devido à acidez do caldo;

- Fricção das raspadeiras e bagaceira;

- Fricção da cana e do bagaço, que sempre desliza um pouco;

- Passagem de pedaços de ferro, esmagando e metal e quebrando os dentes;

- Necessidade de tornear o rolo na entressafra, depois de 2 ou 3 safras, para restabelecer a forma cilíndrica. Nas moendas de construção clássica, o desgaste máximo tolerável para um rolo é cerca de 4 a 5%. Isto é, para um rolo novo com 1m de diâmetro, o mesmo deverá ser retirado de uso quando o diâmetro chegar 650 ou 960 m. Nas moendas mais modernas, o desgaste pode ultrapassar os 5%.

a) Limpeza

Deve-se ter atenção com sua limpeza, pois se enchem de bagaço rapidamente. Para se efetuar a limpeza contamos com os seguintes acessórios:

Jogo de facas para remoção dos sulcos;

Eixo quadrado para fixação de facas;

Braço de regulagem.

a) Vantagens

Melhora a capacidade da moenda permitindo extrair uma quantidade de caldo que, sem eles provocaria engasgo;

Permite maior porcentagem de embebição; Melhora, sobretudo, a extração pelo aumento da proporção de caldo.

Esteira de Arraste Intermediário

É um condutor intermediário que serve para transportar bagaço de um terno para outro.

Esteira de Arraste Intermediário

Limpeza Objetivo É manter sob controle os processos infecciosos que nela se desenvolvem. Contaminação

Os microrganismos presentes no ar, ou trazidos pela cana se instalam e se proliferam em esteiras de cana, castelos, calhas, tanques e etc; alimentando-se dos açúcares contidos no caldo, e produzindo, principalmente ácido acético e gomas.

Provoca perdas de açúcar ocasionado pelas infecções, podendo comprometer desde a eficiência de trocadores de calor (a placas) até o processo de fermentação, podem também afetar o processo de cristalização causando o aumento de mel final, pois convertem a sacarose presente no caldo em glicose e frutose.

Sistema de Embebição

A moagem visa a máxima remoção do açúcar contido na cana, através da extração do seu caldo. Para isso, é necessário que haja um esmagamento da camada de bagaço em cada terno.

No entanto, verifica-se que o simples esmagamento não é suficiente para se obter bons níveis de extração. Isto pode ser melhor entendido, quando verificamos as proporções de caldo em relação à fibra antes e após o esmagamento em cada terno.

Na primeira unidade de moagem ocorre a maior parte da extração global, simplesmente pelo deslocamento do caldo provocado pelo esmagamento. Com isto, a cana que apresenta em torno de 7 partes de caldo para cada parte de fibra (teor de fibra de 12,5%), terá uma relação diminuída para valores em torno de 2 a 2,5 partes após a primeira unidade de moagem, ficando cada vez mais difícil extrair o caldo remanescente. Com isto, houve a necessidade do artifício da embebição, que visa a diluição do caldo contido no bagaço na entrada de cada terno.

Testes realizados no Sugar Research Institute (SRI), na Austrália, demonstraram que o caldo residual no bagaço após a moagem é praticamente constante, independente do teor de fibra e da umidade na alimentação.

Assim se o limite de drenagem de caldo da moenda não for ultrapassado, não importa a quantidade de água que se coloque na entrada, a umidade de saída permanecerá inalterada.

Na prática a extração de um conjunto de moendas aumenta rapidamente com embebições de 250-280 % fibra. Acima disso a resposta da extração começa a diminuir, mas obtêm-se ganhos expressivos até 350 % fibra.

A drenagem de caldo da moenda pode ser o limitante no ajuste da umidade do bagaço, quando altos valores de embebição trazem altos valores de umidade, entretanto o limite desta é mais comumente controlado por outras restrições no processo, como clarificadores, evaporadores ou caldeiras.

Embebição é, portanto, o processo no qual água ou caldo são aplicados ao bagaço de um terno para aumentar a diluição do caldo contido no mesmo, levando a um conseqüente aumento da extração no terno seguinte.

° Embebição Simples:

Fluxograma de embebição simples

É uma maneira rudimentar de aplicação da embebição, onde apenas água é aplicada no bagaço de cada terno, a partir do segundo. Sua utilização é comum em usinas que não apresentam desfibrador no sistema de preparo nem rolo de pressão nas moendas. Neste tipo de embebição não existe divisão do caldo de cada terno no gamelão e o caldo extraído por todos os ternos se mistura e é levado para o peneiramento

O caldo misto segue para a fabricação e o bagacilho retorna para a moenda, antes do 1º ou do 2º terno. A eficiência desse sistema é baixa, pois o volume de água aplicado em cada terno é muito pequeno.

Para aumentar o volume, elevando a extração para níveis satisfatórios, seria necessária maior quantidade de água, tornando o sistema antieconômico ao exigir um superdimensionamento dos setores de fabricação até a evaporação e de geração de vapor, para remover o volume de água adicional na concentração do caldo.

° Embebição Composta:

Fluxograma de embebição composta

É o método mais utilizado nas moendas atuais e consiste na aplicação de toda a água de embebição no último terno da moenda; o caldo deste é então bombeado ao terno anterior, e assim sucessivamente, até o 2º terno. O caldo deste junta-se ao caldo do 1º terno, sendo em seguida peneirado.

O caldo misto segue para a fabricação e o bagacilho retorna para a moenda, antes do 1º ou do 2º terno.

A eficiência desse sistema é maior que a da embebição simples, pois, para uma mesma quantidade de água aplicada, tem-se um volume de caldo maior aplicado ao bagaço de cada terno. É importante ressaltar que a eficiência da embebição depende fundamentalmente do volume de caldo (água) aplicado e da baixa concentração do mesmo.

No sistema composto, a concentração do caldo de embebição aumenta do último terno (água) para o 2º terno, porém é sempre inferior à concentração do caldo contido no bagaço a ser embebido. Portanto, apesar da diferença menor entre a concentração do caldo de embebição e do caldo contido no bagaço que o recebe, comparando-se com a embebição simples, o volume de embebição aplicado em cada terno é muito maior, para uma mesma quantidade de água total aplicada.

Para que este sistema apresente um bom desempenho, é imprescindível a existência do desfibrador no sistema de preparo da cana e de rolo de pressão nos ternos de moenda. Caso contrário não é possível trabalhar com altas taxas de embebição, devido a ineficiência na alimentação de cada terno.

Existem algumas variações do sistema convencional, teoricamente menos eficientes, mas que de certa maneira resolvem um problema comum em muitas instalações: a aplicação de toda a água de embebição no último terno.

Uma das alternativas é a adição de água no penúltimo e último terno, em quantidades aproximadamente iguais. Em seguida, o caldo do último terno recircula para o 2º terno anterior a ele, assim sucessivamente, ou seja sempre direcionando o caldo extraído num terno para o segundo antecessor.

Nesse sistema, são dois fluxos paralelos de embebição, com aproximadamente metade do volume de caldo em cada terno, porém com as respectivas concentrações mais baixas. Elimina-se uma recirculação e o caldo misto é formado pelo caldo dos três primeiros ternos.

Outra opção utilizada é a divisão da água de embebição em quantidades iguais no penúltimo e último terno recirculando o caldo desses dois ternos para o anterior; a partir deste, terno a terno, até o segundo, como no sistema convencional. Desta maneira, o volume normal de embebição fica reduzido à metade, apenas nos dois últimos ternos.

Existe ainda outro recurso muito utilizado, que é o de simplesmente desviar parte da água do último terno para o penúltimo, sem alterar o restante do sistema, aliviando dessa maneira a alimentação do último terno.

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