Resumo Capitulo 12 do livro Teoria Geral da Administração Motta e Vasconcelos

Resumo Capitulo 12 do livro Teoria Geral da Administração Motta e Vasconcelos

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2011.2 Michael Lopes Bastos

Teoria Geral da Administração

Serra Talhada

Novembro de 2011

Michael Lopes Bastos

Resumo capitulo 12 – livro Teoria Geral da Administração “Motta”

Trabalho desenvolvido para a cadeira De Teoria geral da Administração, Como parte da avaliação referente ao segundo bimestre de 2011, solicitado pela professora Luciana Borges.

Serra Talhada Novembro de 2011

O Poder nas Organizações

Pagés, Bonnetti, De Gaulejac e outros autores analisam o poder de quatro formas:

  • Na perspectiva marxista como um fenômeno de alienação econômico;

  • No nível psicanalítico como um fenômeno psicológico de alienação, de dependência, e de outros fatores;

  • Como um fenômeno político de imposição e de controle sobre as decisões e sobre a organização do trabalho;

  • No nível ideológico como um fenômeno de apropriação do significado e dos valores.

Essas quatro linhas de pesquisa não são necessariamente incompatíveis.

Gereth Morgan, em seu livro Imagens da organização, descreve bem o fato de que as organizações podem ser vistas como arenas complexas onde os indivíduos buscam seus interesses particulares por intermédio dos meios oferecidos pelas estruturas e regras burocráticas.

Habermas, ao comentar os tipos de ação social por Weber, estabelece três tipos de ação, dois dos quais são considerados uma ação social. As ações não sociais voltadas para o sucesso são as ações instrumentaisdirecionadas para a eficiência administrativa ou técnica. Tratando-se de ação social e política nas organizações, falamos em ação estratégica, ou seja, na capacidade de os indivíduos perceberem as oportunidades de ação. O modelo de Habermas prevê ainda uma ação social estratégica, que se denominou “ação comultativa”.

Conceitos anteriores importantes para o desenvolvimento de algumas análises que surgirão são:

- Ação estratégica em grupo;

- Os efeitos inesperados da ação estratégica em grupo e as disfunções (jogos de poder);

- Problemas de ação coletiva;

- Conceito de organização como arena política

- As incertezas e o poder.

Para Gouldner, uma das tensões primordiais do sistema burocrático, que ele chama efeitos primários, é a divergência entre os interesses pessoais dos indivíduos e os objetivos formais do sistema organizacional. Para coordenar a ação dos indivíduos, objetivando a concretização das metas organizacionais, surgem as regras e os controles burocráticos que, por sua vez, produzem efeitos secundários.

Robert Axelrod, em seu livro The evolution of cooperation, procura responder à questão sobre como a cooperação emerge em um mundo constituído por indivíduos egoístas, em que cada um procura atingir seus interesses pessoais, buscando nas organizações os meios para tanto.

O jogo do dilema do prisioneiro foi criado por Flooad e Melvin Dresher, sendo formalizado por Tucker (Jogo esse demonstrado em sala de aula pelo grupo do seminário sobre esse capitulo).

O jogo, na verdade, representa de modo simplificado a ação dos atores sociais em organizações, mas permite lançar a discussão sobre o processo de negociações, mas permite lançar a discussão sobre o processo de negociação, o ilustrando. O autor trata de técnicas de negociação nas organizações e é bem crítico mostrando que, muitas vezes optar pele não-cooperação é uma estratégia que oferece maiores ganhos, principalmente se a interação é de curta duração ou tem duração limitada e fim previsto.

A cooperação pode aparecer mesmo em um sistema em que a lógica dos atores sociais é a retaliação incondicional. March, em seu livro behavioral theory of the firm, mostra que a cooperação emergiu de forma inesperada entre soldados que viviam em trincheiras próximas da linha de ataque dos dois lados começaram a evitar atirar no inimigo para matar, desde que os soldados do outro lado fizessem o mesmo. Na estratégia de jogo do dilema do prisioneiro, esse é o caso em que os dois jogadores escolhem cooperar e têm ganhos intermediários, 3 pontos cada um. Por conta disso, quanto maior for à duração da interação, mais ganharão adotando esse tipo de estratégia.

Em relação à organização política e cultural, essa ultima passa a ser vista como uma construção política, um instrumento que os atores sociais criaram e recriaram para regular as suas interações de forma a obter um mínimo de cooperação necessária à concretização de objetivos do grupo organizacional. A mudança organizacional apresenta-se como um desafio político a ser vencido, de acordo com essa concepção de organização. Propõe-se a elaboração de novo sistema de regras burocráticas que institua novas formas de cooperação nas organizações, o que pó si só exige um processo de negociação e arbitragem entre as partes que contam para a criação do novo sistema.

A cultura também é vista como capacidade de discernir essas possibilidades de ação e manter a visão escolhida, construindo suas interações sociais no sistema do qual o indivíduo participa.

De acordo com a visão parsoniana, o conceito de atitude exprime uma relação ou “balanço” que o indivíduo faz em relação às suas experiências passadas e que o conduz a desenvolver certa tendência de atingir de um modo ou outro no futuro. Ao contrário dessa visão as atitudes seriam inclinações para a ação, e não mais tomadas em relação às experiências passadas dos indivíduos, mas em relação às suas possibilidades de ganho futuro.

Leonard Sayles desenvolveu no fim dos anos 1950, um estudo em que mostrou o inter-relacionamento entre a capacidade de ação estratégica individual e a ação estratégica coletiva. Ele mostrou quatro tipos e luta coletiva:

  • A apatia

  • A ação errática

  • A ação estratégica

  • A posição conservadora

Os trabalhos de Sayles mostram que as formas de ação coletiva e a relação dos grupos dos grupos com seus líderes não são independentes das considerações de trabalho dos indivíduos. O grau de autonomia e controle que o indivíduo tem em relação às suas tarefas influencia sua atitude em grupo e sua reação ao fenômeno da liderança.

Comentários