ALUNOS: Cinthia Reyjane, Elielton Lima Guirra, João Sansão, Maria Aparecida, Suelen Alves da Silva

Hoje se fala muito de globalização, mas se pararmos para pensar a mundialização teve inicio no século XIV com as grandes navegações, pois a humanidade daquela época tinha a necessidade de buscar especiarias, e novas riquezas, para suas pátrias, sendo assim a mundialização que hoje tanto se fala, não é uma coisa nova. Essa mundialização se tornou mais forte através da escrita, o fato de termos aprendido a escrever, o fato de termos difundido a escrita através da imprensa, nos ajudou muito. A outra etapa essencial são os novos meios de comunicação, a descoberta da imagem, e a nova função exercida pelas imagens.

Nesse processo de mundialização, que começou no século XV, há dois elementos realmente importantes: a escrita, o fato de termos aprendido a escrever, o fato de termos difundido a escrita a graças à imprensa. A outra etapa essencial são os novos meios de comunicação, a descoberta da imagem e a nova função exercida pelas imagens. Pois nesse processo de globalização, há interpretações comuns. Como vemos o mundo? Como interpretamos o mundo? Isso só se tornou possível a partir da difusão do alfabeto e da escrita.

Creio que essa divisão entre as culturas é diferente, pois foi à cultura ocidental que causou um efeito bem mais forte na universalização do mundo, pela tecnologia, pelas invenções, pelo modelo do sistema econômico. Há um risco de abafamento das outras culturas, de sufocamento das outras culturas, porque essa cultura ocidental universalista se impõe.

O segundo aspecto, que vimos, é que as imagens exercem uma nova função no processo de globalização. O que entra em sua casa pela televisão, o que você vê nas ruas, tudo isso influencia muito na sua vida, no seu cotidiano, dessa forma, criam-se informações e uma visão de mundo muito paradoxal (diferente), já que permanecemos na superfície das coisas, informados apenas pelas imagens, estamos bem informados, mas sem entrar na realidade.

Há dois elementos realmente essenciais nesse processo de mundialização: transformamos o mundo em imagens, e nós o fazemos entrar em nossas casas basicamente pela televisão. Além disso, essa universalização se produz em nome da cultura ocidental (norte-americana). E hoje, temos mais diversidade nessa cultura, e nós desejamos mesmo preserva-la, mesmo com todas as tensões que isso implica.

Rimbaud usou essa expressão: “eu sou outro”. De um lado, é preciso compreender que o “eu” nunca emerge a não ser do encontro com o outro. Trata-se de conhecer lados que não conhecemos, quando nos tornamos de alguma forma estranhos a nós mesmos. A estranheza diante de si mesmo é uma experiência essencial, pois ela permite abrir-se às outras culturas e ao outro. O que é decisivo aqui é não ter essa atitude de querer compreender outro, utilizando essa compreensão para colonizá-la.

Voltando no tempo e chegando à segunda década do século X onde a indústria já era uma força mundial dominando todos os paradigmas da sociedade e ditando como o mundo deveria funcionar. O mundo se encontrava em situações de conflitos totalmente o oposto do inicio do século, que surgia com a bela época que reinventava modas, o glamour pairava no ar onde se tinha como grande modelo de e exemplo a ser seguida, a França que tinha sua moda copiada e sua língua como símbolo de sabedoria.

É impossível não falar dos conflitos que faziam parte daquela sociedade a corrida na indústria, entre países que queriam mostrar para o mundo que tinha mais capacidade, e mais conhecimentos e por isso conseguiam fazer as maiores máquinas do mundo, o grande progresso havia chegado, foi assim no inicio do século, até no depararmos com a primeira grande guerra, onde o grande interesse era sempre conquistar mais para o seu país, os banqueiros sempre ficavam com a maior fatia, pois é quem financiava e emprestava dinheiro com juros exorbitantes. Após o fim da primeira grande guerra o mundo mergulhou em um caos com a primeira crise mundial, onde as classes mais baixas é quem mais sofriam, e vejam que grande ironia o comunismo que tanto os americanos combateram, foi o sistema usado pelo presidente para que se estabilizasse a economia no país. No inicio da década de 40 o mundo se deparou com a grande segunda guerra mundial onde o mundo inteiro se envolveu em crises econômicas e políticas, onde o mundo fintou os olhos para a grande guerra. Nada mais era importante mais uma vez a ganância de poucos envolvia um todo em guerra que só tinha perdedores, pois os poucos que lucravam eram os banqueiros.

Quando se fala no século X podemos dizer que é o século da velocidade, onde o computador foi inventado e se tornou um dos grandes símbolos da mundialização, pois podíamos se interligar através das redes de computadores, está conectado ao mesmo tempo com muitas pessoas de qualquer lugar do mundo.

. Com a mundialização com as novas tecnologias pode-se perceber mais claramente o que acontece com as culturas locais em qualquer lugar do mundo, debaixo dos nossos olhos, desta forma consegue-se perceber o mundo que a única maneira de permitir a sobrevivência de culturas estrangeiras tal como elas são. Essas culturas são diferentes, portanto, é preciso aceitar essa tensão. De resto, é uma questão de tradução para ver como podemos comunicar-nos com culturas estranhas.

O que entendemos por culturas? As culturas são formas particulares de visão de mundo, interpretações particulares do mundo. Nós nascemos na sua cultura, de sua cultura, e, dessa forma, assumimos uma determinada visão de mundo visão de mundo que é a única possível. A cultura é uma espécie de posicionamento, de ponto de vista. É uma forma de prejulgar segundo a maneira como nos vemos e como vemos o mundo, e o essencial é aceitar isso tão bem nas outras culturas quanto na nossa própria.

Há sempre grandes linhas de interpretações que se impõe nas culturas, e a cultura ocidental propôs muitas. A sociedade do trabalho ainda é muito forte, pois tudo é transformado em trabalho. O trabalho torna-se então, sinônimo de vida. Mas, não teríamos nós a necessidade de outra definição de vida a não ser essa que se define pelo trabalho, com o desenvolvimento, a tendência do individualismo é crescente, pois o ser humano não olha mais no olho do outro, só se importa com o “eu” e esquecemo-nos do outro, acredito que essa realidade, é a maior causa de conflitos, pois só lutamos pelos nossos próprios interesses.

A UNESCO no processo de alfabetização das nações africanas pensa que alfabetizar é como um dever civilizacional de extrair cultura da superstição e imaginação. Mas alfabetizar significa trazer o alfabeto. Significa ter a destruição de culturas orais milenares. (ou seja, impondo a alfabetização destrói a cultura daquele determinado região). É importante ter em conta o valor de fazer modos de cura. A ideia do mundo europeu era que toda razão, sabedoria e verdade estavam concentrada na civilização ocidental e que os outros são atrasados e infantis. Cada civilização possui pensamentos racionais, empírico, técnico e um saber simbólico, mitológico e mágico. (Em cada civilização há sabedoria e superstições). Ainda que alguns pensem que a nossa civilização no que se refere a razão e ciência a técnica não são mitológicas, são sim, afinal atribuir à ciência a missão de solução de todos os problemas humanos é uma mitologia.

MORIN Edgar WULF Christoph, PLANETA – A AVENTURA DESCONHECIDA. EDITORA UNESP.

MORIN Edgar – Saberes Globais e saberes Locais – O olhar transdisciplinar. Participação, Participação de Marcos Terena.

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