Psicologia Aplicada à Segurança do Trabalho

Psicologia Aplicada à Segurança do Trabalho

(Parte 1 de 2)

O encontro social

Psicologia Social é a área da Psicologia que procura estudar a interação social. Segundo Aroldo Rodrigues, psicólogo brasileiro, a Psicologia social é o estudo das “manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação”. Logo,é a ciência que procura compreender os “comos” e os “porquês” do comportamento social do indivíduo diante de situações diversas.

Edson A. Oliveira Téc. Seg. do Trabalho

•A interação social, a interdependência entre os

indivíduos, o encontro social são os objetos investigados por essa área da Psicologia.

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Partindo-se desse ponto os principais conceitos são:

A percepção social; A comunicação;

As atitudes;

A mudança de atitudes;

O processo de socialização;

Os grupos sociais;

Os papéis sociais.

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Na Psicologia, a percepção social é a função cerebral que atribui significado a sentidos sensoriais, a partir do histórico de vivências passadas. É por meio da percepção que um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio.

Por exemplo: se um jovem estiver vestido de calça jeans, camiseta, tênis e com cadernos e livros nas mãos, as pessoas ao se depararem com ele,o rotularão como um estudante. Já um senhor, com o dobro da idade do jovem,será julgado como professor.

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Um último aspecto a ser relacionado é que a percepção social consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos.

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A comunicação é um processo que envolve a troca de informações, e nesse processo há uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face, ou através de gestos com as mãos, a fala, a escrita, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, entre outros. Como pode ser visto, a comunicação não é constituída apenas de código verbal.

Quando percebemos algo, já ocorreu um processo de comunicação entre você o meio, ou seja, ouve uma codificação (formação de um sistema de códigos) e decodificação (a forma de procurar entender a codificação) de mensagens.

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Essas mensagens nos permite a troca de informações:

Seu esposo diz:

-Querida, te amo!

Essa foi a mensagem enviada a você (um código). Você recebe a mensagem, decodifica-a e então tem condições de responder:

-Eu também te amo amor!

Essa foi a nova mensagem que por sua vez será decodifica pelo seu esposo.

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Resumidamente, o esquema básico da comunicação é:

Transmissor (aquele que codifica); Mensagem (transmitida utilizando um código);

Receptor (aquele que decodifica).

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O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. É por meio da comunicação que se dão as influências, o poder de persuasão, indução entre outros fatores que a Psicologia Social buscou explicá-los, mas que para esse estudo não vem ao caso.

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A partir das informações contidas nas mensagens, o indivíduo vai relacionando-as com afetos (positivos ou negativos) e desenvolvendo uma predisposição para agir (favorável ou desfavoravelmente) em relação às pessoas e aos objetos presentes no meio social.

Portanto, as atitudes designam a disposição ligada ao juízo de determinados objetos da percepção ou da imaginação que predispõem o indivíduo a determinada ação diante de uma situação qualquer. Deste modo, não podemos confundir comportamento com atitudes, pois aquele é o minifesto desta.

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Diferentemente do que pensa o senso comum, as atitudes (comportamentos, ações) não são tomadas, mas, desenvolvidas (crenças, valores, opiniões) subjetivamente em cada indivíduo em relação aos objetos do meio social.

As atitudes possibilitam-nos uma certa interação na relação com o meio. Predispõe-nos a uma ação (comportamento) favorável ou desfavorável em relação a determinados objetos ou pessoa. Isso se dar pelo fato de que os componentes da atitude (informações, afeto e predisposição para a ação) completam um ao outro.

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Por exemplo: se você encontra uma pessoa que você goste e não a ver há algum tempo, provavelmente você a convidará para sentar em algum lugar para uma boa conversa ou algo do tipo, pois você já tem um afeto positivo em relação a essa pessoa. De tal forma seu comportamento em relação a essa pessoa será favorável. Mas, se você estiver atrasado para um compromisso e encontra essa mesma pessoa, sua atitude que antes fora favorável, provavelmente se dará ao contrário, pois agora a situação é diferente da primeira.

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Logo, não é dar prever ao certo o comportamento de alguém a partir do conhecimento de sua atitude, pois a situação dada é que influenciará no desenvolvimento das atitudes. Portanto, o comportamento é resultante de várias atitudes mobilizadas em determinada situação.

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Nossas atitudes podem ser modificadas a partir de novas informações, novos afetos ou novos comportamentos ou situações.

Assim, podemos mudar nossa atitude em relação ao meio, objeto ou pessoa ao conhecermos melhor cada componente. Por exemplo, às vezes quando encontramos alguém pela primeira vez e desenvolvemos uma atitude negativa em relação a essa pessoa fazendo uso daquela famosa expressão, “não fui com a cara de fulano” e com o decorrer da situação ou a partir do segundo encontro essa atitude torna-se positiva ao conhecer um pouco mais sobre a pessoa. Como também pode ocorrer tudo ao contrário.

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Ainda pode ocorrer uma mudança de atitudes quando somos obrigados conviver com uma atitude antes negativa em relação a algo. Exemplo: você não gosta de estudar (atitude nativa), mas é obrigado a estudar para passar de ano, não reprovar na matéria ou passar em um concurso público. Para evitar uma tensão constante ou até mesmo uma desistência, você tentará descobrir aspectos positivos no estudo (como ser um bom profissional, sucesso na carreira, bom emprego, estabilidade), que permitam uma aproximação e a mudança de atitude em relação a esse (atitude positiva).

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