Trabalho - Erosão e assoreamento

Trabalho - Erosão e assoreamento

(Parte 1 de 4)

Curso de Licenciatura em Biologia

Ecologia geral Prof. M. Sc. Leandra Lofego

Anivaldo Vasco

Ademilton Alvez Guimarães Pedro Henrique

Palmas - Tocantins Maio de 2010.

Curso de Licenciatura em Biologia

Ecologia geral Prof. M. Sc. Leandra Lofego

Anivaldo Vasco

Ademilton Alvez Guimarães Pedro Henrique

Palmas - Tocantins Maio de 2010.

Trabalho apresentado ao Centro Universitário Luterano de Palmas – CEULP/ULBRA, como parte das exigências da disciplina de Ecologia Geral, do curso de Licenciatura Plena em Biologia, ministrada pela Prof. M. Sc. Leandra

Lofego.

Sumário

Lista de figuras iv 1 Introdução 5 2 Erosão 6 3 Tipos de Erosão 7 3.1 Erosão pela Água – Fluvial 7 3.1.1 Lençol 8 3.1.2 Sulcos 8 3.1.3 Embate 8 3.1.4 Desabamento 9 3.1.5 Queda 9 3.1.6 Vertical 10 3.2 Erosão pelo Vento - Eólica 10 3.2.1 Corrosão 1 3.2.2 Abrasão 1 3.2.3 Eólico 1 3.2.4 Deflação 1 3.2.5 Mecanismos de transportes eólicos 1 3.3 Erosão pela ondas 12 3.4 Cobertura de solo 12 3.5 Erosão antropica 13 3.6 Erosão costeira 13 3.7 Erosão diferencial 13 3.8 Erosão genética 13 3.9 Erosão remontante 13 3.10 Erosão Linear 13 3.10.1 Voçorocas 14 3.10.2 Ravinas 15 3.1 Erosão por gravidade 16 3.12 Erosão Marinha 16 3.13 Erosão Química 17 3.14 Erosão Glacial 17 4 Assoreamento 18 4.1 O que é Assoreamento? 19 4.2 O assoreamento é um fenômeno moderno? 19 4.3 O homem esta acelerando o Assoreamento? 19 4.4 Afinal, o assoreamento pode estagnar um rio? 20 4.5 Causas do Assoreamento 21 4.6 Conseqüências do Assoreamento 21 4.7 Como evitar o Assoreamento? 21 5 Conclusão 2 6 Referencias 2

Lista de figuras.

Figura 1: Erosão natural em Dianópolis/TO 6 Figura 2: Erosão fluvial 7 Figura 3: Erosão atinge lençol freático 8 Figura 4: Sulcos 8 Figura 5: Embate 9 Figura 6: Desabamento 9 Figura 7: esquema de erosão por queda 9 Figura 8: Erosão eólica 10 Figura 9: Esquema de mecanismo de transporte eólico 1 Figura 10: Erosão provocada pelas ondas 12 Figura 1: Voçoroca em lavoura de milho 14 Figura 12: Voçoroca próximo a zona urbana. 15 Figura 13: Ravinas 15 Figura 14: Voçoroca na zona urbana em Bauru/SP 16 Figura 15: Erosão da gravidade 16 Figura 16: Erosão marinha 17 Figura 17: Erosão quimica em rochas 17 Figura 18: Erosão glacial 18 Figura 19: Assoreamento no Parque Cesamar em Palmas/TO 18 Figura 20: Obra no Córrego Brejo Comprido em Palmas/TO 19 Figura 21: Construção de um shoping margens do Córrego Brejo Comprido em Palmas/TO 20 Imagem 2: Disposição irregular de lixo em boçoroca 2 iv

1 – Introdução.

O nosso planeta funciona como um sistema interativo de massa e energia que gera vulcões, glaciares, montanhas, terras baixas, continentes e oceanos. A matéria da Terra – as suas rochas e minerais – e a sua estrutura são relíquias da dinâmica evolutiva do sistema Terra ao longo de 4600 m.a. de tempo geológico.

Vivemos em paisagens naturais modeladas por rios, glaciares, pelo vento e pela água subterrânea. Podemos alterar – e alteramos de fato – o nosso ambiente através da construção de núcleos habitacionais, do corte de valas para a construção de estradas e do redirecionamento dos cursos de água. Porém, a nossa existência depende, afinal, dos processos geológicos básicos que governam a dinâmica da superfície terrestre e dos vastos reservatórios de água que cobrem a maior parte do planeta.

A dinâmica da superfície terrestre é controlada pelo Sol, cuja energia radiante conduz a atmosfera e os oceanos num padrão circulatório complexo que produz, em última análise, o nosso clima e transporta a água por todos o globo. Os processos da superfície resultam da interação da máquina solar externa com a máquina calorífica interna da Terra.

A proposta do trabalho é explicar os processos de erosão dos solos e de assoreamentos, com ênfase nos impactos ambientais causados por esses processos e também o esclarecimento de alguns termos geomorfológicos para maior compreensão do trabalho proposto.

2 – Erosão

Pode-se dizer que de todos os recursos naturais existentes no planeta, o solo é um dos mais instáveis quando modificado, ou seja, quando sua camada protetora é retirada. Uma vez modificado, para cultivo ou desprovido de sua vegetação originária têm início a erosão, capaz de remover mil vezes mais material do que se este mesmo solo estivesse coberto.

O arraste de partículas constituintes do solo se dá pela ação de fatores naturais como água, vento, ondas que são tipos de erosão, além da própria erosão geológica ou normal que tem por finalidade nivelar a superfície terrestre.

Então, podemos dizer que: Erosão é a remoção de partículas do solo das partes mais altas e o seu transporte para as partes mais baixas do terreno ou para o fundo de lagos, lagoas, rios e oceanos.

Gotas de chuva ao impactarem um solo desprovido de vegetação desagregam partículas que, conforme seu tamanho são facilmente carregadas pela enxurrada. Usando o exemplo da agricultura, quando o agricultor se dá conta de que este processo está acontecendo, o solo já está improdutivo.

Uma vez modificado, para cultivo ou desprovido de sua vegetação originária têm início a erosão, capaz de remover mil vezes mais material do que se este mesmo solo estivesse coberto. Por ano o Brasil perde aproximadamente 500 milhões de toneladas de solos através da erosão.

Processos erosivos ocorrem de forma moderada em um solo coberto, sendo esta erosão chamada de geológica ou normal.

Figura 1: Erosão natural em Dianópolis/TO Foto: Anivaldo Vasco

3 – Tipos de Erosão

No Brasil, as erosões mais importantes são provocadas pela ação da água, também chamada de erosão hídrica.

A erosão realiza-se em duas fases: desagregação e transporte.

A desagregação: é provocada pelo impacto das gotas de chuva e pela água que escorre na superfície. O impacto direto das gotas de chuva no solo desprotegido, cuja vegetação foi destruída, provoca a desagregação da partícula. As partículas desagregadas são, então, transportadas pelas enxurradas. O transporte depende do tamanho das partículas. Assim, as partículas diminutas de argila e limo são facilmente carregadas pelas águas das enxurradas.

A erosão provocada pelas águas pode ser superficial quando o solo vai sendo carregado lentamente, sem que o problema seja notado. Quando os agricultores percebem a erosão, muitas vezes o solo já está improdutivo. A erosão pode ocorrer também em forma de sulcos ou voçorocas, quando sulcos e valetas são abertos com o transporte do solo no terreno em declive. Esse tipo de erosão é o que chama mais a atenção dos agricultores, porque torna o solo improdutivo em tempo muito curto.

3.1 – Erosão pela Água – Fluvial

Também chamada de erosão hídrica, é o tipo de erosão mais importante e preocupante no

Brasil, pois desagrega e transporta o material erodido com grande facilidade, principalmente em regiões de clima úmido onde seus resultados são mais drásticos.

Gotas de chuva ao impactarem um solo desprovido de vegetação desagregam partículas que, conforme seu tamanho são facilmente carregadas pela enxurrada. Usando o exemplo da agricultura, quando o agricultor se dá conta de que este processo está acontecendo, o solo já está improdutivo. A erosão pela água apresenta-se em seis diferentes formas, a seguir:

Figura 2: Erosão fluvial 3.1.1- Lençol: superficial ou laminar; desgasta de forma uniforme o solo. Em seu estágio inicial é quase imperceptível, já quando avançado o solo torna-se mais claro (coloração), a água de enxurrada é lodosa, raízes de plantas perenes afloram e há decréscimo na colheita.

Figura 3: Erosão atinge lençol freático

3.1.2 - Sulcos: canais ou ravinas; apresenta sulcos sinuosos ao longo dos declives, estes formados pelo escorrimento das águas das chuvas no terreno. Uma erosão em lençol pode evoluir para uma erosão em sulcos, o que não indica que uma iniciou em virtude da outra. Vários fatores influem para o seu surgimento, um deles é a aração que acompanha o declive, resultando em desgaste, empobrecimento do solo e posterior dificuldade para manejo com sulcos já formados.

Figura 4: Sulcos

3.1.3 - Embate: ocorre pelo impacto das gotas de chuva no solo, estando este desprovido de vegetação; partículas são desagregadas sendo facilmente arrastadas pelas enxurradas. Já as partículas mais finas que permanecem em suspensão, atingem camadas mais profundas do solo por eluviação, pode acontecer destas partículas encontrarem um horizonte que as impeça de passar provocando danos ainda maiores.

Figura 5: Embate

3.1.4 - Desabamento: têm sua principal ocorrência em terrenos arenosos, regossóis em particular. Sulcos deixados pelas chuvas sofrem novos atritos de correntes d'água vindo a desmoronar, aumentando suas dimensões com o passar do tempo, formando voçorocas.

Figura 6: Desabamento

3.1.5 - Queda: se dá com a precipitação da água por um barranco, formando uma queda d'água e provocando o solapamento de sua base com desmoronamentos periódicos originando sulcos. É de pequena importância agrícola.

Figura 7: Esquema de erosão por queda 9

3.1.6 - Vertical: é a eluviação, o transporte de partículas e materiais solubilizados através do solo. A porosidade e agregação do solo influenciam na natureza e intensidade do processo podendo formar horizontes de impedimento ou deslocar nutrientes para e pelas raízes das plantas.

3.2 – Erosão pelo Vento - Eólica

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