Tratamento de eflunetes líquidos de abatedouros e frigoríficos

Tratamento de eflunetes líquidos de abatedouros e frigoríficos

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• Tratamento secundário: para remoção de sólidos coloidais, dissolvidos e emulsionados, principalmente por ação biológica, devido à característica biodegradável do conteúdo remanescente dos efluentes do tratamento primário. Nesta etapa, há ênfase nas lagoas de estabilização, especialmente as anaeróbias. Assim, como possibilidades de processos biológicos anaeróbios, pode-se citar: as lagoas anaeróbias (bastante utilizadas), processos anaeróbios de contato, filtros anaeróbios e digestores anaeróbios de fluxo ascendente. Com relação a processos biológicos aeróbios, podese ter processos aeróbios de filme (filtros biológicos e biodiscos) e processos aeróbios de biomassa dispersa (lodos ativados – convencionais e de aeração prolongada, que inclui os valos de oxidação). Também é bastante comum observar o uso de lagoas fotossintéticas na seqüência do tratamento com lagoas anaeróbias. Pode-se ter, ainda, tratamento anaeróbio seguido de aeróbio;

• Tratamento terciário (se necessário, em função de exigências ambientais locais): realizado como “polimento” final dos efluentes líquidos provenientes do tratamento secundário, promovendo remoção suplementar de sólidos, de nutrientes nitrogênio, fósforo) e de organismos patogênicos. Podem ser utilizados sistemas associados de nitrificação-desnitrificação, filtros e sistemas biológicos ou físicoquímicos (ex.: uso de coagulantes para remoção de fósforo). Quando há graxaria anexa ao abatedouro, pode-se ter variações, como tratamento primário individualizado e posterior mistura de seus efluentes primários no tanque de equalização geral da unidade; mistura do efluente bruto da graxaria aos efluentes da linha “vermelha”, na entrada de seu tratamento primário, entre outras. Na Figura 3 está apresentado um fluxograma típico de tratamento de efluentes de abatedouro e frigorífico.

Linha Verde Linha vermelha

VII Semana de Engenharia Ambiental 01 a 04 de junho 2009 Campus Irati

Figura 3 : Fluxograma típico de tratamento de efluentes de abatedouro e frigorífico. 3- CONCLUSÃO

Opcional Opcional

Grade

Peneira Esterqueira/Estrume

Caixa de gordura Flotador

Sedimentadores

Peneira Flotadores (ar dissolvido)

Grade Peneira

Caixa de gordura

Flotador Sedimentadores

Peneira Flotadores ( ar dissolvido)

Equalizador

Tratamento biológico

Tratamento terciário Efluente final

Se necessário

VII Semana de Engenharia Ambiental 01 a 04 de junho 2009 Campus Irati

terciário destes efluentes

Conclui-se nesta pesquisa que os efluentes líquidos de frigoríficos e abatedouros são altamente poluidores, sobretudo no que se refere aos altos teores de matéria orgânica presentes, e seu tratamento consiste basicamente no uso de tratamento biológico precedido de tecnologias de tratamento físico-quimico. A estratégia principal consiste inicialmente em segregar os efluentes em duas linhas: “linha verde”, que recebe os efluentes gerados na recepção dos animais e a “linha vermelha”, que trata os efluentes do abate. Estes processos iniciais de tratamento consistem em remoção de grosseiros por grade/peneira, caixa de gordura e flotadores/decantadores. Os efluentes destas duas linhas de tratamento são reunidos posteriormente para o tratamento biológico, usualmente por lagoas ou reatores anaeróbios de manta de lodo. Pode ainda às vezes ser necessário o tratamento

4 – REFERÊNCIAS

Pacheco, José Wagner.Guia técnico ambiental de graxarias. São Paulo : CETESB, 2006. 76p. (1 CD) : il. ; 21 cm. - (Série P + L)

Pacheco, José Wagner. Guia técnico ambiental de frigoríficos - industrialização de carnes (bovina e suína). São Paulo : CETESB, 2006. 85p. (1 CD) : il. ; 30 cm. - (Série P + L)

Pacheco, José Wagner, Tadashi Yamanaka, Hélio. Guia técnico ambiental de abates (bovino e suíno). São Paulo : CETESB, 2006. 98p. (1 CD) : il. ; 21 cm. - (Série P + L)

VILAS BOAS, Eduardo Valério de Barros; LIMA, Luiz Carlos de Oliveira; BRESSAN, Maria Cristina; BARCELOS, Maria de Fátima Pícollo; PEREIRA, Rosemary Gualberto F.A. Manejo de resíduos da agroindústria. Lavras: Gráfica Universitária UFLA/FAEPE, 2001.

NUNES, José Alves. Tratamento físico-químico de águas residuárias industriais. Gráfica Editorial J Andrade. Aracaju - SE, 2004.

VON SPERLING, Marcos, Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias, Universidade Federal de Minas Gerais: 2002 – Volume 1, 3 e 4.

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