Formulário Nacional de Fitoterápicos

Formulário Nacional de Fitoterápicos

(Parte 5 de 11)

3 Solicitação de compra (assinada pelo responsável técnico do estabelecimento solicitante) - feita para produtos magistrais usados em clínicas, centros cirúrgicos, hospitais, ambulatórios, laboratórios, entre outros.

Rótulo

É a identificação impressa ou litografada, bem como os dizeres pintados ou gravados a fogo, a pressão ou auto adesiva, aplicados diretamente sobre recipientes; invólucros; envoltórios; cartuchos ou qualquer outro protetor de embalagem, externo ou interno, não podendo ser removido ou alterado durante o uso do produto e durante seu transporte, ou seu armazenamento. A confecção dos rótulos deverá obedecer às normas vigentes do Órgão Federal de Vigilância Sanitária.

Solução

É a forma farmacêutica líquida, límpida e homogênea, que contém um ou mais princípios ativos dissolvidos em um solvente adequado ou numa mistura de solventes miscíveis.

Tintura

É a preparação alcoólica ou hidroalcoólica resultante da extração de drogas vegetais ou animais ou da diluição dos respectivos extratos. É classificada em simples e composta, conforme preparada com uma ou mais matérias-primas. A menos que indicado de maneira diferente na monografia individual, 10 mL de tintura simples correspondem a 1 g de droga seca.

Uso oral É a forma de administração de produto utilizando ingestão pela boca. Uso externo É a aplicação do produto diretamente na pele ou mucosa. Via de administração É o local do organismo por meio do qual o medicamento é administrado.

14Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição

Xarope

É a forma farmacêutica aquosa caracterizada pela alta viscosidade, que apresenta, no mínimo, 45% (p/p) de sacarose ou outros açúcares na sua composição. Os xaropes geralmente contêm agentes flavorizantes. Quando não se destina ao consumo imediato, deve ser adicionado de conservadores antimicrobianos autorizados.

INFORMAÇÕES GERAIS Procedimento para realização da percolação

Umedecer a droga com quantidade suficiente (q.s.) do líquido extrator, na graduação alcoólica determinada na formulação específica e deixar repousar por duas horas em recipiente fechado. Preparar o percolador de capacidade apropriada, forrando a placa perfurada com papel de filtro e/ou algodão. Manter a torneira fechada. Transferir a droga umedecida para o percolador, em camadas superpostas, aplicando leve e uniforme pressão sobre cada camada com o auxílio de um pistilo. A superfície é forrada com camada de algodão sobre a qual são espalhadas pérolas de vidro ou cacos de porcelana. Colocar lentamente o líquido extrator na mesma graduação utilizada para o umedecimento até que seja eliminado o ar entre as partículas da droga e permaneça uma camada sobre a droga. Deixar repousar por 24 h. Iniciar a percolação na velocidade controlada, adicionando o líquido extrator constantemente, tomando o cuidado de não deixá-lo desaparecer da superfície da droga antes de nova adição. Percolar a quantidade desejada de acordo com a concentração determinada na formulação e acondicionar.

15Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição

5 MONOGRAFIAS

5.1 PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS

Achillea millefolium L. 19 Achyrocline satureioides (Lam.) DC. 20 Arctium lappa L. 21 Arnica montana L. 2 Baccharis trimera (Less.) DC. 23 Calendula officinalis L. 24 Casearia sylvestris Sw. 25 Cinnamomum verum J. Presl 26 Citrus aurantium L. 27 Cordia verbenacea DC. 28 Curcuma longa L. 29 Cymbopogon citratus (DC.) Stapf 30 Cynara scolymus L. 31 Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli 32 Hamamelis virginiana L. 3 Illicium verum Hook F. 34 Justicia pectoralis Jacq. 35 Lippia alba (Mill.) N.E. Br. ex Britton & P. Wilson 36 Lippia sidoides Cham. 37 Malva sylvestris L. 38 Matricaria recutita L. 39 Maytenus ilicifolia (Schrad.) Planch. 40 Melissa officinalis L. 41 Mentha x piperita L. 42 Mikania glomerata Sprengel 43 Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker 4 Passiflora alata Curtis 45 Passiflora edulis Sims 46 Passiflora incarnata L. 47 Paullinia cupana Kunth 48 Peumus boldus Molina 49 Phyllanthus niruri L. 50 Pimpinella anisum L. 51 Plantago major L. 52

16Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição

Plectranthus barbatus Andrews 53 Polygala senega L. 54 Polygonum punctatum Elliot 5 Punica granatum L. 56 Rosmarinus officinalis L. 57 Salix alba L. 58 Salvia officinalis L. 59 Sambucus nigra L. 60 Schinus terebinthifolius Raddi 61 Taraxacum officinale F. H. Wigg 62 Vernonia condensata Baker 63 Vernonia polyanthes Less 64 Zingiber officinale Roscoe 65

5.2 TINTURAS

TINTURA DE Achillea millefolium L. 67 TINTURA DE Allium sativum L. 69 TINTURA DE Alpinia zerumbet (Pers.) B. L. Burtt & Smith 71 TINTURA DE Calendula officinalis L. 72 TINTURA DE Curcuma longa L. 74 TINTURA DE Cynara scolymus L. 76 TINTURA DE Foeniculum vulgare Mill. 78 TINTURA DE Lippia sidoides Cham. 80 TINTURA DE Mentha x piperita L. 82 TINTURA DE Mikania glomerata Sprengel E TINTURA DE M. laevigata Schultz Bip. ex Baker 84 TINTURA DE Momordica charantia L. 86 TINTURA DE Passiflora edulis Sims 8 TINTURA DE Phyllanthus niruri L. 90 TINTURA DE Plantago major L. 92 TINTURA DE Plectranthus barbatus Andrews 94 TINTURA DE Punica granatum L. 96 TINTURA DE Zingiber officinale Roscoe 98

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5.3 GEIS

GEL DE Aloe vera (L.) Burman f 100 GEL DE Arnica montana L. 101 GEL DE Caesalpinia ferrea Mart. 102 GEL DE Calendula officinalis L. 103 GEL DE Lippia sidoides Cham. 104

5.4 POMADAS

POMADA DE Aloe vera (L.) Burman f 106 POMADA DE Arnica montana L. 107

POMADA DE Copaifera langsdorffii Desf., POMADA DE C. multijuga (Hayne) Kuntze, POMADA DE C. reticulata Ducke E POMADA DE C. paupera (Herzog) Dwyer. 108

POMADA DE Cordia verbenacea DC 110 POMADA DE Symphytum officinale L. 1

5.5 BASES FARMACÊUTICAS

5.6 CREMES

CREME DE Calendula officinalis L. 118 CREME DE Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville 119

5.7 XAROPE XAROPE DE Mikania glomerata Sprengel e xarope de M. laevigata Schultz Bip. 121

5.8 SABONETE SABONETE LÍQUIDO DE Lippia sidoides Cham. 123

5.9 SOLUÇÃO AUXILIAR Solução conservante de parabenos (p/p) 125

18Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição 5.1 PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS 5.1 PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS

19Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição 5.1 PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS

Achillea millefolium L.

SINONÍMIA Achillea alpicola (Rydb.) Rydb.

NOMENCLATURA POPULAR Mil-folhas e mil-em-rama.

Componentes Quantidade partes aéreas secas1 – 2 g água q.s.p.150 mL

ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO Preparar por infusão considerando a proporção indicada na fórmula.

Não deve ser utilizado por indivíduos portadores de úlceras gastroduodenais ou oclusão das vias biliares. O uso acima das doses recomendadas pode causar cefaleia e inflamação. O uso prolongado pode provocar reações alérgicas. Caso ocorra um desses sintomas, suspender o uso e consultar um especialista.

INDICAÇÕES Aperiente, antidispéptico, anti-inflamatório e antiespasmódico.

MODO DE USAR Uso interno. Acima de 12 anos: tomar 150 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, três a quatro vezes ao dia, entre as refeições.

20Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição 5.1 PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS

Achyrocline satureioides (Lam.) DC.

SINONÍMIA Achyrocline candicans (Kunth) DC.

NOMENCLATURA POPULAR Macela, marcela e marcela-do-campo.

Componentes Quantidade sumidades floridas secas 1,5 g água q.s.p.150 mL

ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO Preparar por infusão considerando a proporção indicada na fórmula.

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