Faculdade Pitágoras

Conceito

  • É a introdução de uma sonda ou cateter através do nariz ou da boca até o estomago. (LUIZ, 2010).

Indicações

  • Alivio da distensão abdominal;

  • Aspiração de resíduo gástrico;

  • Introdução de medicamento ou alimentos;

  • Intoxicação exógena;

  • Algumas afecções gástricas;

  • Hemorragia gástrica. (LUIZ, 2010).

Sonda Orogástrica

  • Inserção de uma sonda na cavidade oral com finalidade de descompressão do estômago ou para alimentação.

  • A via oral é utilizada em clientes com desvio do septo nasal e lesões.

  • É a via de preferência dos neonatos devido a sua respiração ser essencial pela narina o que inviabiliza esta via.

Objetivos

  • Prevenir vômitos após uma cirurgia;

  • Aliviar o desconforto de uma distensão gástrica;

  • Avaliação no tratamento de sangramento do trato gastrointestinal;

  • Coleta de conteúdo gástrico para análise;

  • Administração de medicamentos e nutrientes.

Complicações

  • Sondas colocadas por via oral em recém-nascidos apresentam maior possibilidade de deslocar-se do local inserido devido ao movimento da boca e língua do bebê e, decorrente desses movimentos, pode traumatizar a mucosa e aumentar a incidência de apnéia, de bradicardia por estimulação vagal.

Cuidados 

A equipe de enfermagem é responsável pela manutenção da Sonda orogástrica e precisa atentar-se em:

  • Verificar a tolerância da dieta e/ou medicamento a ser administrados pela sonda;

  • Aspirar conteúdo gástrico antes da administração da dieta e/ou medicamento para verificar presença de resíduos;

  • Infusão de certa quantidade de água na sonda após administração da dieta e/ou medicamento com o intuito de evitar obstruções;

  • No caso de neonatos, estar sempre verificando se a sonda orogástrica está no local correto, pois os mesmos podem puxá-la;

  • Realizar troca em caso de danos na sonda, colocar sempre a data e a hora ao trocar a sonda, sempre ter o cuidado com lavagem das mãos (ROLIM et al,2010)

ALGUNS MATERIAIS

Material Necessário para inserção

  • Sonda

(habitualmente nº 12, 14,16 ou 18 French para adulto normal e nº 04, 06,08 ou 10 para crianças dependendo da idade);

  • Proteção de roupa para cama contra derramamentos;

  • Esparadrapo hipoalergênico;

  • Estetoscópio;

  • Luvas.

Lubrificante hidrossolúvel.

  • Lubrificante hidrossolúvel.

  • Xícara ou copo de água com canudinho (se for cabível).

  • Abaixador de língua.

  • Seringa com ponta de adaptador.

  • Aspirador.

  • Água. (ARCHER et al, 2005)

Material necessário para remoção da sonda OROGÁSTRICA

  • Estetoscópio.

  • Seringa com ponta de adaptador.

  • Soro fisiológico a 0,9%.

  • Toalha ou travessa.

  • Removedor de adesivos.

  • Luvas de procedimento não estéril. (ARCHER et al, 2005)

Procedimento de colocação da sonda

  • Explicar o procedimento ao cliente.

  • Combinar com o cliente um sinal que ele poderá fazer, caso queira que você interrompa o procedimento.

  • Levar todo o equipamento para junto da cama do cliente, proporcione privacidade, e lave as mãos.

  • Ajudar o cliente a assumir a posição Fowler alta, a menos que haja contraindicação.

  • Ficar de pé ao lado direito do cliente

  • Colocar a compressa ou travessa sobre o tórax do cliente, para proteger sua roupa e lençóis de cama contra sujidades.

  • Ajudar o cliente a proporcionar a face para frente, com o pescoço na posição neutra.

  • Segurar a sonda junto ao canto da boca do cliente.

  • Marcar essa distância no tubo com o esparadrapo.

  • Lubrificar os primeiros 8 cm da sonda com um gel hidrossolúvel.

  • Instruir que o cliente baixe o queixo, para fechamento da traquéia; e pedir que ele abra a boca.

  • Colocar a ponta da sonda na parte posterior da língua do cliente.

  • Direcionar a sonda para baixo.

  • Oferecer ao cliente uma xícara ou copo de água com um canudinho.

  • Orientar o cliente a engolir aos poucos enquanto a sonda vai lentamente avançando.

  • Usar um abaixador de língua para examinar a boca e a garganta do cliente.

  • Observar se há sinais de angústia respiratória.

  • Interromper o avanço da sonda quando a marca do esparadrapo chegar à boca do cliente.

  • Acoplar uma seringa com ponta adaptadora à sonda e tente aspirar o conteúdo gástrico.

  • Empurrar a sonda por 2,5 a 5 cm se ainda não for possível aspirar conteúdo gástrico, em seguida, injete 10ml de ar na sonda.

  • Verificar através de radiografia, O posicionamento adequado da sonda.

  • Retirar as luvas.

  • Prender firmemente a sonda à bochecha do cliente.

  • Enrole outro pedaço de esparadrapo em torno da ponta da sonda e deixe uma aba para reduzir o desconforto causado pelo peso da sonda, em seguida, prenda a aba de esparadrapo à camisola do cliente.

  • Proporcionar cuidados nasais e bucais.

  • Anotar tipo, tamanho, data, hora e a via de inserção da sonda.

  • Anotar o material drenado, incluindo o volume, cor características, consistência e odor de qualquer matéria eliminada. (ARCHER et al, 2005).

Procedimento de retirada da sonda

  • Explicar o procedimento ao cliente.

  • Avaliar o funcionamento intestinal auscultando para ver se há peristaltismo ou flatos.

  • Ajudar o cliente a assumir a posição semi-Fowler.

  • Lavar as mãos e calce luvas.

  • Usar uma seringa com 10 ml de soro fisiológico a 0,9%, para irrigar a sonda.

  • Certificar de que a sonda não está com conteúdo gástrico.

  • Soltar a sonda da bochecha do cliente e, em seguida, abra o alfinete de segurança, liberando a roupa do cliente.

  • Fechar a sonda, dobrando-a em sua mão.

  • Pedir ao cliente para prender a respiração, para fechar a epiglote.

  • Cobrir e retirar imediatamente a sonda.

  • Ajudar o cliente a fazer uma higiene bucal completa.

  • Anotar a data e a hora de retirada da sonda. (ARCHER et al, 2005).

Sonda Nasogástrica

  • Inserção de uma sonda nasogástrica para descompressão do estômago. (ARCHER et al, 2005)

Objetivos

  • Prevenir vômito depois de uma cirurgia importante;

  • Aliviar o desconforto da distensão gástrica;

  • Avaliação e tratamento de sangramento do trato gastrointestinal;

  • Coleta de conteúdo gástrico para análise;

  • Realização de lavagem gástrica;

  • Aspiração de secreções gástricas;

  • Administração de medicamentos e nutrientes. (ARCHER et al, 2005)

Complicações

  • Inserção inadvertida na árvore traqueobrônquica e pneumotórax.

  • As sondas de Levine são rígidas, desconfortáveis, podem provocar irritação e inflamação da mucosa da nasofaringe e esôfago, além de lesões nasais. (DREYER et al, 2003).

Cuidados

  • Conforme via utilizada, são necessários cuidados específicos, tanto locais, como gerais. (DREYER et al, 2003).

  • Segundo a Resolução COFEN Nº 277/2003, o enfermeiro deve: “assumir o acesso ao trato gastrointestinal (sonda com fio guia introdutor e transpilórica) assegurando o posicionamento adequado por avaliação radiológica.”

  • O RX não substitui a avaliação de enfermagem, pois as sondas inicialmente bem posicionadas podem se deslocar.

  • Desengordurar a região da face para melhorar a aderência. Essa fixação deve ser trocada quando necessário, modificando a sua posição em caso de irritação ou lesão cutânea.

  • Para fixação da sonda, utilizar fita adesiva hipoalergênica, tipo micropore. (DREYER et al, 2003).

Materiais

  • Sonda (habitualmente nº 12, 14,16 ou 18 French para adulto normal e nº 04, 06,08 ou 10 para crianças dependendo da idade).

  • Proteção de roupa para cama contra derramamentos ;

  • Cuba rim;

  • Esparadrapo hipoalergênico;

  • Estetoscópio;

  • Luvas;

  • Lubrificante hidrossolúvel;

  • Xícara ou copo de água com canudinho (se for cabível);

  • Abaixador de língua;

  • Seringa de 20 cc;

  • Aspirador.

Materiais para remoção

  • Estetoscópio;

  • Seringa de 20 cc;

  • Gazes;

  • Soro fisiológico a 0,9%;

  • Removedor de adesivos;

  • Luvas de procedimento não estéril.

Procedimento de colocação da sonda nasogátrica

  • Explicar o procedimento ao cliente.

  • Combinar com o cliente um sinal que ele poderá fazer, caso queira que você interrompa o procedimento.

  • Levar todo o equipamento para junto da cama do cliente, proporcione privacidade, e lave as mãos.

  • Ajudar o cliente a assumir a posição Fowler alta, a menos que haja contraindicação.

Ficar de pé ao lado direito do cliente, para facilitar a inserção.;

  • Ficar de pé ao lado direito do cliente, para facilitar a inserção.;

  • Colocar a toalha ou proteção para roupa de cama, sobre o tórax do cliente.

  • Colocar a cuba rim em local de fácil acesso pelo cliente;

  • Ajudar o cliente a posicionar a face para frente, com o pescoço na posição neutra;

  • Segurar a sonda junto à ponta do nariz do cliente.

Marcar essa distância no tubo com o esparadrapo;

  • Marcar essa distância no tubo com o esparadrapo;

  • Inspecionar quanto a desvio de septo ou outras anormalidades para determinar qual a narina que permitirá uma cesso mais fácil.

  • Lubrificar os primeiros 8 cm da sonda com um gel hidrossolúvel para reduzir o potencial de lesão às vias nasais ou xylocaina.

  • Instruir o cliente a manter a cabeça reta e ereta.

  • Segurar a sonda com a ponta voltada para baixo; encurve-a se necessário, e insira-a cuidadosamente na narina mais desobstruída.

Direcionar a sonda para baixo e para a orelha mais próxima da narina escolhida. Empurrar a sonda lentamente, para evitar pressão no canal nasal e, resultantes dor e sangramento.

  • Direcionar a sonda para baixo e para a orelha mais próxima da narina escolhida. Empurrar a sonda lentamente, para evitar pressão no canal nasal e, resultantes dor e sangramento.

  • Instruir o cliente a baixar ligeiramente a cabeça, para fechamento da traquéia e abertura do esôfago, se houver resistência;

  • Oferecer ao cliente uma xícara ou copo de água com um canudinho;

  • Orientar o cliente a engolir aos poucos enquanto a sonda vai lentamente avançando;

Usar um abaixador de língua para examinar a boca e a garganta do cliente em busca de sinais de alguma seção enrolada da sonda;

  • Usar um abaixador de língua para examinar a boca e a garganta do cliente em busca de sinais de alguma seção enrolada da sonda;

  • Observar se há sinais de angústia respiratória, isso pode significar que a sonda está em um brônquio e deve ser imediatamente retirada;

  • Interromper o avanço da sonda quando a marca do esparadrapo chegar à narina do cliente;

Acoplar uma seringa à sonda e tente aspirar o conteúdo gástrico;

  • Acoplar uma seringa à sonda e tente aspirar o conteúdo gástrico;

  • Empurrar a sonda por 2,5 a 5 cm se ainda não for possível aspirar conteúdo gástrico;

  • Verificar o pH do líquido aspirado;

  • Verificar através de radiografia se ainda houver dúvida sobre o posicionamento.

  • Retirar as luvas;

  • Prender a sonda nasogástrica ao nariz do cliente com esparadrapo hipoalergênico ou outro material disponível;

  • Reduzir o desconforto causado pelo peso da sonda enrolando outro pedaço de esparadrapo em torno da ponta da sonda e deixe uma aba;

  • Proporcionar cuidados nasais e bucais frequentemente, enquanto a sonda estiver aplicada;

  • Anotar a data e a hora de inserção da sonda;

  • Anotar o volume, a cor e a consistência de qualquer matéria eliminada.

Procedimento de retirada da sonda nasogátrica

  • Explicar o procedimento ao cliente.

  • Avaliar o funcionamento intestinal auscultando para ver se há peristaltismo ou flatos.;

  • Ajudar o cliente a assumir a posição semi-Fowler;coloque em seu tórax uma toalha ou travessa;

  • Higienizar as mãos;

  • Calçar a luva;

  • Usar uma seringa, irrigar a sonda com 10 ml de soro fisiológico a 0,9%, para se certificar de que a sonda não está com conteúdo gástrico que poderia irritar os tecidos durante a retirada da sonda.

  • Soltar a sonda do nariz do cliente;

  • Fechar a sonda, dobrando-a em sua mão;

  • Pedir ao cliente para prender a respiração, para fechar a epiglote;

  • Retire a sonda com um movimento suave e contínuo;

  • Cobrir e retirar imediatamente a sonda, porque o aspecto e o odor da sonda podem nausear o cliente;

  • Ajudar o cliente a fazer uma higiene bucal completa, e limpar os resíduos deixados pelo esparadrapo do nariz;

  • Monitorar o cliente durante as 48 h seguintes,em busca de sinais de disfunção gastrointestinal, como: náuseas, vômitos, distensão abdominal e intolerância alimentar;

Sondagem enteral

  • A sonda enteral é o método de escolha para oferecer suporte nutricional a pacientes que têm trato gastrointestinal funcionante, mas não conseguem manter ingestão oral adequada.

  • Pode ser administrada por sonda ou por via oral. (DREYER et al, 2003).

Objetivos

  • Atender as necessidades nutricionais do organismo, quando a ingesta oral é inadequada ou impossível, desde que o TGI (Trato Gastrointestinal) funcione normalmente.

Complicações

  • As complicações da nutrição enteral podem ser classificadas, em três grupos distintos:

  • As complicações ditas mecânicas, as quais se relacionam com a introdução e manutenção da sonda nasoentérica;

  • As complicações ditas gastrointestinais, as quais estão relacionadas com a infusão da dieta no tubo digestivo;

  • E as complicações ditas metabólicas, as quais estão relacionadas com os efeitos metabólicos da dieta após a sua absorção.

Cuidados

  • É conforme via utilizada (via oral, sonda nasogástrica ou pós-pilórica, gastrostomia ou jejunostomia).

  • São necessários cuidados específicos, tanto locais (fixação, higienização, curativo), como gerais (movimentação, adequação do volume e da velocidade da infusão).

Gastrostomia

  • A gastrostomia é um procedimento cirúrgico em que uma abertura é criada no estômago com a finalidade de administrar alimentos e líquidos .

  • Os candidatos a este procedimento são os pacientes com vários patologias que impedem a ingestão de dieta pela via oral ou sonda por tempo prolongado, necessitando, desta forma, da construção cirúrgica de uma passagem diretamente para o estômago.

Indicações

  • Quando o paciente necessita manter a via alternativa de alimentação enteral por mais de um mês, pois a permanência da sonda nasoenteral, além desse período, aumenta o número de complicações.

Cuidados

  • Lavagem das mãos antes e depois do procedimento;

  • Limpeza do local da gastrostomia / jejunostomia com soro fisiológico 0,9%, secar bem após lavagem;

  • Na residência, poderá ser limpo o sítio da sonda com água morna e sabão neutro, secando bem após com gaze;

  • Não manter gaze na pele;

  • Limpeza sempre que houver secreção;

  • Manter sonda fixa na pele, com esparadrapo antialérgico;

  • Não tracionar;

  • Manter sonda sempre fechada enquanto não estiver em uso;

  • Atentar para sinais de vermelhidão, secreção purulenta e dor local;

  • Observar diariamente a marcação ou numeração da sonda;

  • Observar extravazamento de dieta pelo óstio (orifício da gastrostomia/jejunostomia);

  • Fornecer a dieta sempre com cabeceira elevada ou o paciente sentado;

  • Oferecer a dieta com seringa.

  • Lavar a sonda com 20 a 50 ml de água filtrada após dietas e/ou medicações;

  • Após a dieta, manter paciente sentado ou com a cabeceira elevada por pelo menos 60 minutos ou a critério médico;

  • Diluir bem as medicações antes de administrar;

  • Lavar a sonda após as medicações.

Complicações

  • Migração;

  • Obstrução da mesma;

  • Fístula;

  • Disseminação tumoral;

  • Íleo paralítico;

  • Peritonismo.

Aquelas não relacionadas à sonda incluem:

  • Infecções locais;

  • Refluxo gastroesofágico.

As que ocorrem durante o procedimento são:

As que ocorrem durante o procedimento são:

  • Perfuração de esôfago;

  • Hipoventilação decorrente da sedação;

  • Pneumonia aspirativa.

Referências Bibliográficas

  • ARCHER E... et al;. Procedimentos e Protocolos; revisão técnica Marléa Chagas Moreira e Sônia Regina e Souza. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

  • DREYER, E. et al. Avaliação da terapia nutricional realizada em pacientes da UTI de um hospital universitário. Nutrição Clínica, vol,18, n.2,p, 57-64,2003

  • HANES, Judith; McEWAN, Peter; McGUIRE. Colocación de sondas de alimentación de sondas de alimentación por via nasal versus oral em prematuros o lactentes com bajo peso al nacer. Oxford: La Biblioteca Cochrane Plus, 2008.

  • LUIZ, Marcia Falcao da Enfermagem: Fundamentos técnicos do cuidar. Rio de Janeiro. Imperial Novo Milenio 2010. 156p.

  • MINICUCCI et al,Revista de Nutrição 2005 Campinas.

  • TEIXEIRA NETO, F. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2003.

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