Assistência a pacientes graves - uti

Assistência a pacientes graves - uti

ASSISTÊNCIA A PACIENTES GRAVES - UTI    

GICELY KALINY

CONTEXTO DA HOSPITALIZAÇAO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA  

  • As áreas de tratamento intensivo, foram criadas a partir dos anos 1960, com a finalidade de reunir, em um só local,clientes que necessitem de maior atenção e vigilância

  • Devido às características de sua clientela específica, a UTI exige da equipe capacidade de tomada de decisões, ações rápidas e precisas, e o máximo de sua eficiência

Segundo a Resolução COFEN 189, de 25-3-1996, uma Unidade de Assistência Intensiva é aquela que recebe “clientes graves e recuperáveis, com risco iminente de vida, sujeitos à instabilidade de funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.”

  • Segundo a Resolução COFEN 189, de 25-3-1996, uma Unidade de Assistência Intensiva é aquela que recebe “clientes graves e recuperáveis, com risco iminente de vida, sujeitos à instabilidade de funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.”

uma unidade de tratamento intensivo (sigla: UTI) ou unidade de cuidados intensivos (sigla: UCI) caracteriza-se como "unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar". .

  • uma unidade de tratamento intensivo (sigla: UTI) ou unidade de cuidados intensivos (sigla: UCI) caracteriza-se como "unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar". .

  • TIPOS

  • UTI neonatal- até 28 dias

  • -UTI pediátrica- 28 dias até 18 anos incompletos

  • -UTI adulto- acima de 14 anos incompletos

  • -Clientes na faixa etária entre 14 e 18 anos incompletos podem ser atendidos em UTI pediátrica ou adulta, de acordo com o manual de rotinas de serviço.

A estrutura física e os equipamentos em Unidade de Terapia Intensiva

  • A estrutura física e os equipamentos em Unidade de Terapia Intensiva

  • deve proporcionar:  

  • Observação individual e de conjunto dos pacientes;

  • Espaço suficiente para mobilização do paciente e locomoção do pessoal;

  • Tranqüilidade e ambiente agradável;

  • Atendimento a pacientes de ambos os sexos, sem discriminação de grupos etários;

  • Meios para intercomunicação;

  • Fácil acesso;

  • Boa iluminação e boa aeração;

  • Rápido atendimento, facilitando os cuidados de enfermagem.

Os elementos da unidade são compostos por:

  • Os elementos da unidade são compostos por:

  • Área para estocagem de material e equipamento;

  • Sala de utilidades;

  • Posto de enfermagem;

  • Área de preparo de medicação;

  • Sanitários para pacientes;

  • Vestiários;

  • Secretaria;

  • Quarto para plantonistas;

  • Copa;

  • Área de cada leito;

  • Sala de reuniões;

  • Sala para visitas.

  •  

Equipamentos

  • Equipamentos

  • Cada leito contém monitores cardíacos, cama elétrica projetada, oximetria de pulso e rede de gases. Dentre os principais equipamentos utilizados em UTI estão:

  • Termômetro

  • Oxímetro de pulso: Equipamento que possui sensor óptico luminoso o qual é colocado no dedo. verifica a taxa de saturação do oxigênio designada Saturação de O2, ou seja, mede indiretamente a oxigenação dos tecidos de maneira contínua.

Eletrocardiográfico, com freqüência cardíaca e medida intermitente de pressão arterial. Situa-se na cabeceira do leito e é conectado ao paciente através de eletrodos descartáveis no tórax.

Sonda naso-enteral: quando ocorre dificuldade da ingestão dos alimentos, é introduzida sonda maleável de baixo calibre.

  • Sonda naso-enteral: quando ocorre dificuldade da ingestão dos alimentos, é introduzida sonda maleável de baixo calibre.

  • Dietas especiais designadas Dietas Enterais, são mantidas em infusão contínua dando aporte necessário de calorias, proteínas e eletrólitos.

  • Sonda vesical - Em pacientes inconscientes ou que necessitam controle rígido da diurese (volume urinário), é necessário introduzir sonda na uretra (canal urinário) até a bexiga.

Máscara e cateter de oxigênio - São dispositivos utilizados para fornecer oxigênio suplementar em quadros de falta de ar.

  • Máscara e cateter de oxigênio - São dispositivos utilizados para fornecer oxigênio suplementar em quadros de falta de ar.

  • O cateter é colocado no nariz e a máscara próxima a boca com finalidade de nebulizar umidificando e ofertando O2.

  • Cateter Central - O cateter é chamado de central em decorrência de estar próximo ao coração. Fino, da espessura de uma carga de caneta, é introduzido através do pescoço ou no tórax (infraclavicular – abaixo da clavícula). Permite acesso venoso rápido e eficaz. Sua permanência pode variar de semana a meses. É indolor.

Tubo orotraqueal - Trata-se de tubo plástico, maleável, de diâmetro aproximado de 0.5 a 1.0 cm e é introduzido na traquéia sob anestesia e sedação. Permite a conexão do ventilador mecânico com os pulmões. A permanência pode ser de curta duração, até horas, ou semanas.

  • Tubo orotraqueal - Trata-se de tubo plástico, maleável, de diâmetro aproximado de 0.5 a 1.0 cm e é introduzido na traquéia sob anestesia e sedação. Permite a conexão do ventilador mecânico com os pulmões. A permanência pode ser de curta duração, até horas, ou semanas.

  • Ventilador Mecânico - Aparelho microprocessado valvular que permite a entrada e saída do ar dos pulmões, oxigenando-os e mantendo estabilidade e segurança do sistema respiratório.

  • O processo de retirada do ventilador mecânico é chamado de desmame ventilatório, que é gradual.

Técnicas

  • Técnicas

  • Coma induzido - Em casos mais graves, principalmente quando há necessidade da Intubação Orotraqueal, é iniciada sedação (tranqüilizante e indutor de sono ) e analgesia ( abolição da dor ) contínua que pode levar a ausência total de consciência e sonolência profunda.

  • Neste estágio, designado “coma induzido” .

As Infecções - Em geral respiratórias ou urinárias, Os riscos das infecções ocorrem quando há disseminação hematogênica (através do sangue) e ocorre generalização do processo infeccioso designada tecnicamente como sepse. .

  • As Infecções - Em geral respiratórias ou urinárias, Os riscos das infecções ocorrem quando há disseminação hematogênica (através do sangue) e ocorre generalização do processo infeccioso designada tecnicamente como sepse. .

Traqueostomia:

  • Traqueostomia:

  • Procedimento relativamente simples, consiste na abertura da traquéia na região inferior frontal do pescoço e introdução de cânula plástica em substituição a mantida através da boca

  • . Pode ou não ser procedimento permanente, podendo ser retirada quando do desmame efetivo do ventilador mecânico.

Drenagem Torácica: Em coleções líquidas importantes no pulmão ou no pneumotórax (colabamento do pulmão), pode ocorrer necessidade da colocação de dreno torácico com sistema coletor. Trata-se de procedimento provisório.

  • Drenagem Torácica: Em coleções líquidas importantes no pulmão ou no pneumotórax (colabamento do pulmão), pode ocorrer necessidade da colocação de dreno torácico com sistema coletor. Trata-se de procedimento provisório.

  • Catéter de PIC: Catéter em geral provisório introduzido na porção superior da cabeça para drenagem liquórica de alívio.

  • Catéter de Diálise Peritoneal: introduzido no abdome, permite a infusão de líquido intraabdominal e troca dialítica. Procedimento simples, podendo ser

Exames complementares de rotina

  • Exames complementares de rotina

. Após avaliação clínica, são solicitados exames de rotina como:

  • Hematológicos: para avaliação no laboratório central dos principais eletrólitos, enzimas e metabólitos do organismo. A função renal é medida indiretamente através da dosagem da uréia e creatinina, dando ao médico informação valiosa em relação a integridade renal.

Gasométricos: designada de gasometria arterial, é efetuada punção na artéria radial situada no punho (local do pulso).

  • Gasométricos: designada de gasometria arterial, é efetuada punção na artéria radial situada no punho (local do pulso).

  • permite a análise dos principais gases do sistema respiratório tais como oxigênio e gás carbônico.

  • Portanto é método para avaliação da boa função pulmonar.

Radiológicos: Diariamente efetua-se nos pacientes submetidos a ventilação mecânica a radiologia torácica pulmonar para controle e diagnósticos de derrames (líquidos) e infecções como a broncopneumonia.

  • Radiológicos: Diariamente efetua-se nos pacientes submetidos a ventilação mecânica a radiologia torácica pulmonar para controle e diagnósticos de derrames (líquidos) e infecções como a broncopneumonia.

A equipe de trabalho na Unidade de Terapia Intensiva 

  • A equipe de trabalho na Unidade de Terapia Intensiva 

  • O pessoal deve ser calculado com base em alguns quesitos como:

  • 1) Planta física;

  • 2) Número de leitos;

  • 3) Características do hospital;

  • 4) Grau de dependência dos pacientes;

  • 5) Capacidade do pessoal;

  • 6) Quantidade e qualidade do equipamento.

Conforme o artigo 13 da RDC 07/10, que trata sobre o funcionamento da UTI, deve ser formalmente designado um Responsável Técnico médico, um enfermeiro coordenador da equipe de enfermagem e um fisioterapeuta coordenador da equipe de fisioterapia, assim como seus respectivos substitutos.

  • Conforme o artigo 13 da RDC 07/10, que trata sobre o funcionamento da UTI, deve ser formalmente designado um Responsável Técnico médico, um enfermeiro coordenador da equipe de enfermagem e um fisioterapeuta coordenador da equipe de fisioterapia, assim como seus respectivos substitutos.

  • O Responsável Técnico deve ter título de especialista em Medicina Intensiva para responder por UTI Adulto; habilitação em Medicina Intensiva Pediátrica, para responder por UTI Pediátrica; título de especialista em Pediatria com área de atuação em Neonatologia, para responder por UTI Neonatal;

Médico diarista/rotineiro: 01 (um) para cada 10 (dez) leitos ou fração, nos turnos matutino e vespertino, com título de especialista em Medicina Intensiva para atuação em UTI Adulto; habilitação em Medicina Intensiva Pediátrica para atuação em UTI Pediátrica; título de especialista em Pediatria com área de atuação em Neonatologia para atuação em UTI Neonatal;

  • Médico diarista/rotineiro: 01 (um) para cada 10 (dez) leitos ou fração, nos turnos matutino e vespertino, com título de especialista em Medicina Intensiva para atuação em UTI Adulto; habilitação em Medicina Intensiva Pediátrica para atuação em UTI Pediátrica; título de especialista em Pediatria com área de atuação em Neonatologia para atuação em UTI Neonatal;

  • Médicos plantonistas: no mínimo 01 (um) para cada 10 (dez) leitos ou fração, em cada turno.

  • Enfermeiros assistenciais: no mínimo 01 (um) para cada 08 (oito) leitos ou fração, em cada turno.

Fisioterapeutas: no mínimo 01 (um) para cada 10 (dez) leitos ou fração, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 18 horas diárias de atuação;

  • Fisioterapeutas: no mínimo 01 (um) para cada 10 (dez) leitos ou fração, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 18 horas diárias de atuação;

  • Técnicos de enfermagem: no mínimo 01 (um) para cada 02 (dois) leitos em cada turno, além de 1 (um) técnico de enfermagem por UTI para serviços de apoio assistencial em cada turno;

  • Auxiliares administrativos: no mínimo 01 (um) exclusivo da unidade;

  • Funcionários exclusivos para serviço de limpeza da unidade, em cada turno.

Humanização da assistência em Terapia Intensiva 

  • Humanização da assistência em Terapia Intensiva 

  • De acordo com a AMIB, humanizar é tornar humano, dar condições humanas.

  • Trata-se de um conjunto de medidas que englobam o ambiente físico, o cuidado com o cliente e seus familiares e as relações entre a equipe de saúde, buscando o bem estar físico, psíquico e espiritual do cliente, da família e da equipe.

A PRÁTICA DE ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA:

  • A PRÁTICA DE ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA:

  • CUIDADOS E PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM

  • Nesse sentido, a aplicabilidade de uma metodologia da assistência de enfermagem é um processo essencial para o cuidado intensivista de qualidade, na medida em que favorece o atendimento das necessidades do cliente e família a partir da definição das ações de enfermagem.

Exemplos mais comuns de doenças que levam a internação em UTI são:

HIGIENE ORAL DO PACIENTE ENTUBADO

  • HIGIENE ORAL DO PACIENTE ENTUBADO

  • Tem por finalidade:

  • - manter a cavidade oral limpa.

  • - evitar a contaminação da traquéia.

  • - proporcionar conforto ao paciente.

  • - prevenir a formação de escaras e lesões de mucosa.

  • TÉCNICA:

  • 1-Lavar as mãos.

  • 2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.

  • 3- Reunir o material.

  • 4- Colocar o paciente em decúbito dorsal, elevado 45º.

  • 5- Calçar luvas

6- Colocar uma toalha ou forro na parte superior do tórax do pescoço do paciente.

  • 6- Colocar uma toalha ou forro na parte superior do tórax do pescoço do paciente.

  • 7- Verificar se o cuff da cânula endotraqueal ou traqueostomia está rigorosamente insuflado.

  • 8- Abrir sonda nasogástrica, caso haja conteúdo gástrico.

  • 9- Instilar água bicarbonatada pelo orifício da cânula de guedel, com auxílio de uma seringa, e fazer a aspiração em seguida.

  • 10-Retirar a cânula de guedel e lavá-la em água corrente na pia do sanitário do paciente ou proceder à troca por outra estéril, conforme a rotina da unidade.

11-Proceder à limpeza de toda a boca do paciente, usando as espátulas envoltas em gazes e embebidas em solução antisséptica.

  • 11-Proceder à limpeza de toda a boca do paciente, usando as espátulas envoltas em gazes e embebidas em solução antisséptica.

  • 12-Enxaguar a cavidade oral com água bicarbonatada e proceder à aspiração ao mesmo tempo.

  • 13- Enxugar os lábios com forro ou toalha e lubrificá-la com vaselina.

  • 14- recolocar a cânula de guedel.

  • 15- retiraras luvas.

  • 16- Lavar as mãos

ASPIRAÇÃO TRAQUEAL

  • ASPIRAÇÃO TRAQUEAL

  • Realizada por fisioterapeutas, enfermeiro e técnico em enfermagem.

  • Objetivos da técnica:

  • - manter as vias aéreas livres e permeáveis.

  • - garantir ventilação e oxigenação adequadas.

  • - prevenir complicações no quadro clínico geral do paciente, provocada por acúmulo de secreções nos pulmões.

  • TÉCNICA:

  • 1- Lavar as mãos.

  • 2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.

  • 3- reunir material

4- Colocar máscara a óculos se necessário.

  • 4- Colocar máscara a óculos se necessário.

  • 5-Verificar tipo de característica da respiração e condições dos batimentos cardíacos. Observar o paciente encontra-se em ventilação mecânica (assistida ou controlada) ou espontânea.

  • 6-Utilizar sonda de aspiração compatível com o número da sonda endotraqueal do paciente.

  • 7- Abrir a embalagem da sonda de aspiração esterilizada e conecta-la à extremidade do látex.

  • 8-Ventilar o paciente três vezes consecutivas, utilizando o próprio respirador mecânico, caso trate-se de respirador a volume, com uma FIO2 de 100; ou com ambu e oxigênio a 100% (cinco litros), caso se trate de respirador à pressão.

9- Calçar luvas

  • 9- Calçar luvas

  • 10-Desconectar o respirador com a mão esquerda ou solicitar que um segundo elemento o faça.

  • 11- Apanha a sonda de aspiração e ligar o aspirador.

  • 12- Introduzir a sonda de aspiração com a mão direita no tubo endotraqueal na FASE INSPIRATORIA mantendo o látex pressionando com a mão esquerda.

  • 13-Despressionar o látex para criação de sucção; e simultaneamente, com a mão direita, fazer movimentos circulares lentos na sonda de aspiração, trazendo-a para fora do tubo endotraqueal.

  • - Fazer a aspiração de três a cinco segundos na fase expiratória até no máximo cinco vezes, utilizando a mesma sonda.

  • - Não ultrapassar 15 segundos no total de sucção (incluindo as cinco vezes).

14- Religar o respirador mecânico ou o nebulizador no paciente, desligar o aspirador de secreções, com a mão esquerda e desprezar a sonda de aspiração.

  • 14- Religar o respirador mecânico ou o nebulizador no paciente, desligar o aspirador de secreções, com a mão esquerda e desprezar a sonda de aspiração.

  • 15-Desprezar a sonda de aspiração e desligar o aspirador de secreções.

  • 16- retirar a luva e lavar as mãos.

  •  

DISTURBIOS CARDIOVASCULARES 

  • DISTURBIOS CARDIOVASCULARES 

  • Sopro no coração:

  • É uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração provocada por problemas em uma ou mais válvulas cardíacas ou por lesões nas paredes das câmaras. Na maioria das vezes, não existem seqüelas. No entanto, quando o sopro é muito forte, decorrente de lesões nas paredes das câmaras, ele certamente precisará ser tratado, pois um volume considerável de sangue sem oxigênio irá se misturar com o sangue que já foi oxigenado.

Sintomas: Sopros são caracterizados por ruídos anormais, percebidos quando o médico ausculta o peito  e ouve um som semelhante ao de um fole. O problema pode ser diagnosticado de maneira mais precisa pelo exame de ecocardiograma, que mostra o fluxo sangüíneo dentro do coração.

  • Sintomas: Sopros são caracterizados por ruídos anormais, percebidos quando o médico ausculta o peito  e ouve um som semelhante ao de um fole. O problema pode ser diagnosticado de maneira mais precisa pelo exame de ecocardiograma, que mostra o fluxo sangüíneo dentro do coração.

  • Tratamento: Como existem várias causas possíveis, o médico precisa ver o que está provocando o problema antes de iniciar o tratamento — que vai desde simples medicamentos até intervenções cirúrgicas para conserto ou substituição das válvulas, que poderão ser de material biológico ou fabricadas a partir de ligas metálicas.

UTI NEONATAL E PEDIÁTRICA

  • UTI NEONATAL E PEDIÁTRICA

  • Estas unidades podem atender grupos etários específicos, a saber:

  • Neonatal- atendem pacientes de 0 a 28 dias;

  • Pediátrico – atendem pacientes de 28 dias a 14 ou 18 anos de acordo com as rotinas hospitalares internas;

  • Adulto – atendem pacientes maiores de 14 ou 18 anos de acordo com as rotinas hospitalares internas;

  • Especializada- voltadas para pacientes atendidos por determinada especialidade ou pertencentes a grupo específico de doenças.

INSTALAÇÃO

  • INSTALAÇÃO

  • No caso de maternidades, o sistema prevê três níveis com um adequado sistema de referência e contra-referência entre eles, a saber:

  • PRIMÁRIO: será feito o acompanhamento de gestante e RN de baixo risco, identificando e encaminhado os casos de maior risco para os próximos níveis de assistência mais complexa.

  • SECUNDÁRIO: acompanhará gestantes e RN de baixo e médio risco, selecionando e encaminhado casos de maior risco para os Centros mais habilitados para o seu atendimento

  • TERCIÁRIO: destinado ao atendimento de gestante e RN de alto risco e de internação de RN com algumas patologias, transportados de outras unidades para a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN

A UTIN pode ser dividida nas seguintes áreas:

  • A UTIN pode ser dividida nas seguintes áreas:

  • Sala de Admissão do RN (primeiros atendimentos): local aonde ocorre a recepção do RN de partos não contaminados e aonde permanecerão em observação nas primeiras quatro horas de vida. Cada sala deve ter, no máximo, seis leitos, com área mínima de 2,50m2 por berço.

  • Sala para RN em Observação (opcional): destinada aos RN com mais de 4 horas de nascimento que, embora não patológicos, estejam por algum motivo impedidos de fazerem uso do alojamento conjunto. Cada sala deverá contar com, no máximo, quatro leitos, com área mínima de 2m2 por berço e distância de 60cm, no mínimo, por leito.

Sala de Cuidados Intermediários: indicada para RN que precisarão de tratamento simples por problemas não infecciosos, ou para RN que saíram da fase aguda da doença mas necessitam de cuidados específicos de enfermagem. Cada sala deve ter, no máximo, seis leitos, com área de 2 a 2,5m2 por berço e espaço de 60 cm entre os berços.

  • Sala de Cuidados Intermediários: indicada para RN que precisarão de tratamento simples por problemas não infecciosos, ou para RN que saíram da fase aguda da doença mas necessitam de cuidados específicos de enfermagem. Cada sala deve ter, no máximo, seis leitos, com área de 2 a 2,5m2 por berço e espaço de 60 cm entre os berços.

  • Sala de Cuidados Especiais (incluindo Unidade de Tratamento Intensivo): destinado a RN de alto risco que necessitem de recursos físicos e humanos especializados para prestação de cuidados médicos hospitalares constantes. Cada sala deve ter, no mínimo, quatro leitos, respeitando área mínima de 2,5m2 à 5m2, com espaço mínimo de 80cm entre berços.

Isolamento: destinados aos RN com diagnóstico confirmado de processo infeccioso, conforme as normas da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH). 

  • Isolamento: destinados aos RN com diagnóstico confirmado de processo infeccioso, conforme as normas da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH). 

  • Cada sala deve conter seis leitos, no máximo, área mínima de 2,5m2 por berço e distância mínima de 80cm.

  • Deve ser considerada a proporção de berços para o total de RN, sendo adequado um berço de isolamento para cada 20 RN (5% do total de leitos).

  •  

A UTIN deve contar ainda, para o seu funcionamento, com:

  • A UTIN deve contar ainda, para o seu funcionamento, com:

    • Posto de Enfermagem
    • Sala de Serviço
    • Rouparia
    • Sala de Amamentação
    • Área de Apoio:
    • Depósito de Armazenamento de Material;
    • Depósito de Armazenamento de Medicamento;
    • Depósito para Equipamento;
    • Sala de Ordenha/amamentação;

    • Central de Enfermagem;
    • Chefia de Enfermagem;
    • Expurgo;
    • Consultório/escritório médico;
    • Repouso Médico.
    • Serviço de Apoio:
    • Laboratório próprio, equipado no mínimo com:

  • RECURSOS HUMANOS 

  • A assistência a um RN exige vigilância constante de pessoal competente e bem treinado, dadas as características de emergência, frequentemente oligossintomática, da patologia neonatal.  

INDICAÇÃO PARA A UTIN

  • INDICAÇÃO PARA A UTIN

  • Baixo peso, <1500g, grandes ou pequenos para idade gestacional;

  • Pré-termo;

  • Filho de mãe diabética;

  • Malformação;

  • Suspeita de infecção congênita;

  • Icterícia não-fisiológica;

  • Pós-maturidade;

  • Asfixia perinatal;

  • Duração do parto ativo: PRIMÍPARA: +24h, MULTÍPARA: + de 12h, Segundo Estágio: + de 2h;

  • Anomalias congênitas importantes;

  • Anemia Aguda;

Síndromes Hemorrágicas;

  • Síndromes Hemorrágicas;

  • Convulsões;

  • Pré e pós-operatório;

  • Prolapso de Cordão Umbilical;

  • Sofrimento fetal crônico, subagudo, ou agudo;

  • Placenta prévia ou descolamento de placenta;

  • Parto difícil ou tocotraumatismo;

  • Gravidez múltipla;

  • Parto cesárea (observação);

  • Parto pélvico (observação);

Oligo e polidrâmio;

  • Oligo e polidrâmio;

  • Membrana Hialina ou outra dificuldade respiratória;

  • Sepse;

  • Doença hemolítica;

  • Cardiopatia congênita;

  • RN sintomático.

QUEIMADURAS

  • QUEIMADURAS

  • Queimadura é uma lesão em determinada parte do organismo desencadeada por um agente físico. Dependendo deste agente as queimaduras podem ser classificadas em queimaduras térmicas, elétricas e químicas.

  • Queimaduras térmicas são aquelas causadas por calor e são as mais freqüentes.

Queimadura de primeiro grau:

  • Queimadura de primeiro grau:

  • É a queimadura mais superficial e caracteriza-se por deixar a pele avermelhada (hiperemiada) inchada (edemaciada), e extremamente dolorida. Uma exposição prolongada ao Sol pode desencadear este tipo de lesão.

  • Queimadura de segundo grau:

  • Caracteriza-se pelo aparecimento da bolha (flictena) que é a manifestação externa de um descolamento dermo-epidérmico. Tem uma profundidade intermediária.

  • Queimadura de terceiro grau:

  • Caracteriza-se pelo aparecimento de uma zona de morte tecidual (necrose). É a mais profunda e a mais grave.

UNIDADES DE QUEIMADOS

  • UNIDADES DE QUEIMADOS

  • As unidades de queimados são serviços hospitalares com uma estrutura física e características muito específicas no que respeita aos recursos humanos e ao tipo de cuidados prestados.

Enfermeiros – que prestam cuidados diretos e humanizados aos doentes queimados ajudando-os: nos seus cuidados básicos diários; no tratamento das queimaduras através da execução dos cuidados; na administração de medicação; na monitorização dos seus sinais vitais, na identificação de problemas e apoiando psicologicamente, tal como às suas famílias e amigos.

  • Enfermeiros – que prestam cuidados diretos e humanizados aos doentes queimados ajudando-os: nos seus cuidados básicos diários; no tratamento das queimaduras através da execução dos cuidados; na administração de medicação; na monitorização dos seus sinais vitais, na identificação de problemas e apoiando psicologicamente, tal como às suas famílias e amigos.

  • Cirurgião plástico – médico que diagnostica o tipo de queimadura, avalia e prescreve o tratamento a realizar. É ele que realiza técnicas tais como: o debridamento, enxertos, escarotomias, fasciotomias etc.

Anestesista – médico que anestesia os doentes para que possam ser executados os procedimentos sem presença de dor.

  • Anestesista – médico que anestesia os doentes para que possam ser executados os procedimentos sem presença de dor.

  • Fisioterapeuta – técnico responsável pela reabilitação do doente queimado a nível musculoesquelético, tegumentar e cardiorrespiratório, que executa exercícios com este, tendo um papel importante na prevenção de sequelas.

  • Auxiliar/técnico em enfermagem – profissional que colabora com o enfermeiro e auxilia o doente na realização dos cuidados básicos (alimentação, higiene e eliminação), bem como na limpeza e desinfecção de materiais e organização de alguns setores nas unidades.

Pessoal da limpeza - profissionais que realizam a limpeza de todos os espaços da unidade de queimados, bem como colaboram com os auxiliares de ação médica na desinfecção de ambientes e materiais. 

  • Pessoal da limpeza - profissionais que realizam a limpeza de todos os espaços da unidade de queimados, bem como colaboram com os auxiliares de ação médica na desinfecção de ambientes e materiais. 

  • Psicólogo – técnico responsável pelo acompanhamento psicológico do doente e detecção de alterações comportamentais. Ajuda o doente a desenvolver estratégias de adaptação à sua situação.

  • Psiquiatra – médico que detecta alterações comportamentais patológicas e medica o doente para as mesmas.

Assistente social – tem como função a resolução de problemas de ordem social, tais como: a procura de apoios financeiros ou de recursos materiais aos quais o doente não tem acesso.

  • Assistente social – tem como função a resolução de problemas de ordem social, tais como: a procura de apoios financeiros ou de recursos materiais aos quais o doente não tem acesso.

  • Nutricionista – é responsável pela adequação do tipo de dieta ao doente e aos seus problemas de saúde, tendo em conta as suas opções alimentares. 

  • Administrativo – gere todas as burocracias relacionadas com o serviço, os doentes e os profissionais de saúde. 

  • Outros profissionais - quando existem outros problemas associados à queimadura, pode ser necessário recorrer a outras especialidades médicas, tais como: neurologia; ortopedia; cirurgia geral; urologia e oftalmologia.

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