Gravidez na adolescência

Gravidez na adolescência

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Gislaine Damasceno

Resumo

A gravidez na adolescência constitui tema de grande relevância na realidade social brasileira. Visto que esta se tornando problema comum na sociedade contemporânea, atualmente o enfoque tradicional relaciona a gravidez como indesejada e decorrente da desinformação sexual das jovens que buscam o prazer momentâneo nas relações informais entre parceiros. O presente artigo busca dar ênfase nos aspectos que levam a uma gravidez cada vez mais cedo analisando a importância do significado individual da gravidez, quais as causas reais deste problema vivenciado pela sociedade, qual papel da família diante destes casos. Há a necessidade de reformulação das políticas públicas para com essa população, é necessária uma maior conscientização dos jovens a fim de evitar problemas futuros.

Palavras-chave: Gravidez, Adolescência, Família, sexualidade.

Introdução

Adolescência momento da passagem da até então criança para vida adulta esta fase de transição é marcada por uma serie de descobertas e uma delas é a sexualidade que se não abordada da forma correta acarretara problemas futuros para o (a) adolescente.

Um destes problemas é o da gravidez na adolescência, um problema que esta tomando conta de nossa sociedade, cada vez mais cedo nossos jovens estão se tornando pais e como identificar estes problemas, a falta de estrutura familiar contribui para isto?

Onde há algumas décadas uma jovem ainda virgem era motivo de orgulho para si e sua família hoje é algo raro de se encontrar, perderam – se os valores hoje o jovem busca aceitação perante os grupos sociais nem que para isto tenha de deixar os valores de lado.

Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que estejam passando pela fase da adolescência. Na maioria dos casos esse tipo de gravidez não foi planejada ou desejada, e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade.

A abordagem do tema da gravidez na adolescência tem se tornado problema social, uma vez que nem toda adolescente tem condições fisiológica para gestar e incapacidade psicológica para criar.

A gestação passa a ser encarada como indesejável, e possui consequências biológicas, psicológicas e sociais negativas.

A gravidez é uma fase de aprendizado faz parte do processo da sexualidade.

Devido às repercussões sobre a mãe e sobre o concepto é considerada gestação de alto risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS 1977, 1978), porém, atualmente postula-se que o risco seja mais social do que biológico.

A atividade sexual na adolescência vem iniciando cada vez mais precocemente, com consequências indesejáveis imediatas como o aumento da frequência de doenças sexualmente transmissíveis nessa faixa etária; e gravidez.

A adolescência é um período de descobertas para os jovens tudo é novidade.

Quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera consequências tardias e em longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido.

A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. Há inclusive quem considere a gravidez na adolescência como complicação da atividade sexual.

O assunto a ser abordado por este artigo é o da gravides na adolescência para isto deve–se conhece melhor tal conceito.

Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que se encontram, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil os números são alarmantes, (MORAES, 2001).

A gravidez na adolescência acontece desde os primórdios da civilização. A mulher começava a sua vida reprodutora próxima a puberdade e raras eram as que ultrapassavam a segunda década de vida em consequência de complicações advindas da gravidez e do parto.

Na Idade Média, as meninas mal saiam da infância, logo no inicio da menarca, qual é o limite entre a infância e a vida adulta, eram praticamente obrigadas a casar com homens cuja idade girava em torno dos 30 anos.

No século passado no Brasil, as sinhazinhas também eram casadas com maridos escolhidos pelos pais basicamente escolhidos a fim de unir os capitais das famílias e geravam filhos para seus maridos, só deixando de fazê-lo quando havia alguma complicação.

No Brasil somente ocorreram mudanças significativas no final do século passado, decorrentes da Revolução Industrial na Europa, e devido às consequências da I Guerra Mundial, onde ouve a abertura de vagas de trabalho no campo e em outras áreas voltadas para serviço feminino, às mulheres estavam em vários setores de atividades até então exercidas por homens.

Surgia assim a concepção da adolescente que se lançava no mercado de trabalho. Nestes casos a gravidez a impedia de evoluir na profissão, além de comprometer a estrutura financeira da família num dos períodos mais difíceis economicamente.

Com o fim da II Guerra Mundial ouve uma serie de transformações sociais. Isto assegurou a quebra nos valores sociais importantes até aquele período, levando os jovens que até então já possuíam a característica de viver em grupos, a se unir cada vez mais, estabelecendo assim padrões de convivência em que a atividade sexual é considerada o símbolo da liberdade, do uso do corpo em sua totalidade.

Em meados de 1950 surge à pílula anticoncepcional, que influenciou a maior inserção no mercado de trabalho e também uma liberdade sexual que a mulher ainda não tinha.

O comércio da pílula anticoncepcional teve início, no Brasil, em 1962, dois anos depois de ela ter sido aprovada nos EUA pela Food and Drug Administration (FDA).

Os métodos contraceptivos dão certa segurança porem nem sempre seu uso é feito da forma correta, atualmente estes são distribuídos de forma gratuita pelo Sistema único de Saúde – SUS.

A inserção da mulher no mercado de trabalho eliminou aquela ideologia qual ela apenas serviria para reprodução e cuidar da casa e filhos. Isto reduziu drasticamente o numero de filhos por casal.

Atualmente a sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando a sexualidade dos adolescentes, já se aceita o sexo antes do casamento e de certa forma a gravidez na adolescência.

Basta compararmos o período atual com algumas décadas atrás, quando o fato de perder a virgindade era motivo de desonra para a adolescente e a família, além de, na maioria das vezes, culminar com sua expulsão da casa dos pais.

Estes tabus, inibições e estigmas estão diminuindo, e a atividade sexual entre jovens está aumentando.

E é este fator que causa cada vez mais o aumento no numero de pais com menos de 18 anos.

A sociedade atual de certa forma esta mais precoce em vários aspectos onde uma jovem de 15 anos ainda brincava com bonecas atualmente já esta inserida nas redes sociais em busca de um algo a mais, surgem às oportunidades, o famoso ficar esta cada vez mais comum e passando dos limites.

Quando somos adolescentes pensamos que nada pode nos acontecer e que somos imunes a tudo. Primeiramente vem a festa somente depois se pensa na questão das DSTs ou Gravidez, na adolescência isto é algo que ninguém pensa que pode acontecer, o jovem em meio a bebidas alcoólicas e drogas deixa de lado a segurança em busca do prazer momentâneo.

A gravidez na adolescência pode ser fruto da falta de informação, as estruturas familiares nos dias de hoje estão cada vez mais frágeis, esta em falta o diálogo com os pais acerca de sua sexualidade, falta de diálogo com o namorado, assuntos como uso de camisinha e vida social geram falta de informação sobre métodos contraceptivos e consequente escolha de métodos pouco eficazes.

Durante o período de transformações, o apoio dado às adolescentes é muito importante, para que elas tolerem as mudanças a que estão sujeitas e não se sintam vulneráveis às transformações biopsicossociais. Para tanto a família deve estar bem estruturada, a fim de não facilitar a ocorrência, comum entre as adolescentes, de violência, uso de drogas e gravidez precoce. (GODINHO, 2000).

A gravidez na adolescência na grande maioria das vezes é algo não planejado e não desejado. O amor adolescente é algo comum á ideia romântica de ficar com o namorado para sempre, faz com que jovens engravidem sem que os namorados saibam dessa vontade a fim de prendê-los pela barriga o que perante a lei o jovem não é obrigado ao casamente desde que cumpra os direitos legais como à pensão dentre outras questões relacionados ao filho.

Em alguns casos há o desejo de terem um filho mais jovem, outras o fazem em prévio planejamento e acordo com o namorado para tornarem-se livres dos pais, entre outras várias razões.

A gravidez nessa época acarreta muitos efeitos negativos nos futuros pais adolescentes. O isolamento social é a primeira coisa que acontece assim que uma adolescente engravida.

A princípio essa gravidez é escondida, falta coragem para enfrentar a sociedade, e essa adolescente torna-se, às vezes, receosa de seus próprios pais.

Há insegurança, medo, vergonha, desespero, desorientação, solidão.

A gravidez pode também interromper avanços sociais e econômicos desta adolescente e do pai da criança, quando também adolescente. Em muitos casos o primeiro passo é retirar-se da escola, a maioria das meninas grávidas o faz por vontade própria, às vezes por vergonha, ou para casar-se às pressas a mando dospais, além do medo do julgamento da sociedade, e até mesmo pela necessidade de trabalhar para o sustento dessa criança.

As responsabilidades vêm antes da hora, e faz com que as transformações normais do período da adolescência cheguem junto com as da gestação causando uma confusão na cabeça da jovem futura mãe.

Na adolescência, o indivíduo ainda não possui capacidade para racionalizar as consequências de seu comportamento sexual, deparando-se frequentemente com situações de risco, como gravidez não planejada ou indesejada. (GODINHO, 2000).

Vamos supor que a gravides venha precocemente, Ou seja, o casal não conseguiu empregar a inteligência, atributo dos seres humanos, para usufruir o prazer sexual e burlar o determinismo biológico da gravidez.

Descuidou-se da parte biológica, nem se preocupou com ela, ou utilizou um método contraceptivo ineficiente.

Por mais que pareça ter sido apenas uma pessoa a indisciplinada, convém realçar: a indisciplina é do casal e houve concordância de ambos. Culpar só a mulher, que não soube se cuidar, ou só o homem, que não conseguiu se controlar, é resquício da cultura machista. (TIBA, 1996).

Se houve concordância por ambas às partes na hora do ato sexual as responsabilidades devem se conjuntas e não lançadas a apenas um dos indivíduos.

É fato que a utilização de métodos contraceptivos não ocorre de modo eficaz na adolescência, embora muitos adolescentes conheçam os contraceptivos mais comuns, como a camisinha e a pílula anticoncepcional nem sempre fazem seu uso e se fazem o fazem de forma incorreta.

Uma das razões para tal comportamento seria a imaturidade psicoemocional, característica do período da adolescência.

Um dos medos dos jovens é com relação às reações da família diante da adolescente grávida que tendem a ser contraditórias, sendo comum a sobreposição de sentimentos de revolta, abandono e aceitação do inevitável.

Em muitos casos a adolescente nega a possibilidade de engravidar pensando erroneamente que, se a relação sexual for mantida de forma eventual, não haverá necessidade de utilizar métodos anticoncepcionais e isto é um erro com causas irreparáveis.

Outro pensamento pueril é de que não se engravida na primeira relação sexual, uma falha do comportamento jovem. A primeira relação pode sim levar a gravidez.

Reprolatina (2005) define que após a 1º menstruação, (menarca), a adolescente já pode engravidar. Para ocorrer uma gravidez é preciso ter relações sexuais durante o período fértil, tempo em que o óvulo sai do ovário e vai para trompa.

Então nada impede que a adolescente venha a engravidar desde que esteja em seu período fértil.

Porem não se pode dizer que toda gravidez na adolescência é algo indesejado, pois gravidez indesejada é aquela que acontece por abuso sexual ou por falha de métodos anticoncepcionais.

O que encontramos, é que na maioria dos casos de gravidez na adolescência não são planejadas, isto é, acontecem sem intenção, causadas por diferentes fatores individuais ou sociais.

Porém, não é por isso que esta gravidez não vai ser bem vinda.

Segundo Guimarães (2001),

As causa de uma gravidez na adolescência é multicausal e sua etiologia está relacionada a uma série de aspectos que podem ser agrupados em: Fatores Biológicos, Fatores de Ordem Familiar, Fatores Sociais, Fatores Psicológicos e Contracepção.

O que se nota é que as mulheres com uma idade mais avançada demoram mais para terem filhos já o índice de adolescentes mães esta a aumentar cada vez mais.

No Brasil;

Aproximadamente 27% dos partos feitos no SUS (Sistema Único de Saúde) no ano de 1999, foram em adolescentes de 10 a 19 anos, isso quer dizer que a cada 100 partos 27 foram de adolescentes. Cerca de 10% das adolescentes de acordo com uma pesquisa feita em alguns Estados brasileiros em 1996, tinham pelo menos 2 filhos aos 19 anos. Entre 1993 e 1999 houve aumento de aproximadamente 30% do número de partos feitos no SUS em adolescentes mais jovens entre 10 e 14 anos. Disponível em: (http://www.adolescencia.org.br/portal_2005/secoes/saiba/saiba_mais_gr?secao=saiba&tema=gravidez).

A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado.

Este pode ser dificultado por problemas biológicos, pois nem sempre o corpo da adolescente esta pronto para tal ação que é gerar um filho, fatores psicológicos também devem ser levado a serio.

Em diversos estudos o que se vê é que a depressão esta presente em muitos destes casos de Gravides inesperada além de alguns casos há a tentativa de suicídio por parte das mães.

As complicações na adolescente vão desde anemia, ganho de peso insuficiente, hipertensão, infecção urinária, DST.

Para o bebê, baixo peso ao nascerem, doenças respiratórias além da possível mortalidade infantil. Deve-se considerar que estes riscos se associam não só a idade materna, ou ao pré-natal inadequado ou insuficiente, como a adolescente tende a esconder os sintomas da gravides os cuidados necessários são deixados de lado.

A maneira correta para orientar a vida sexual dos adolescentes deve ser através dos pais, para poder informar e ouvir os filhos, e que desde cedo educassem a criança para responsabilizar-se por suas ações.

É de suma importância o apoio da família para que analise a situação e pense junto o que fazer diante da gravidez precoce. Que sejam estabelecidos os limites e responsabilidades de cada um, para possibilitar uma situação com menos conflitos e mais aprendizado.

Na prática, toda família realiza a educação sexual de suas crianças e jovens, mesmo aquelas que nunca falam abertamente sobre isso. O comportamento dos pais entre si, na relação com os filhos, no tipo de “cuidados” recomendados, nas expressões, gestos e proibições que estabelecem, são carregados dos valores associados à sexualidade que a criança e o adolescente apreendem, (LIMA, 2000).

As jovens de hoje o que se deve ensinar é que não vale a pena engravidar por distração ou ignorância. As informações são importantes e devem continuar a ser oferecidas às crianças que estão entrando na adolescência, e aos jovens.

As escolas vêm cumprindo papel fundamental através de programas de educação sexual, permitindo o diálogo e a circulação de informações cruciais sobre a sexualidade.

Os meios de comunicação e as campanhas publicitárias também vêm abordando com frequência esse assunto, visando combater principalmente as doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS.

A sociedade qual se vive atualmente esta com alguns valores invertidos. A questão da virgindade perdeu seus valores e hoje o que se fala é que virgindade é algo raro de se encontrar se é que este fator serve para alguma coisa, muito pelo contrário é motivo para gozação das amigas da menina e dos amigos do menino.

Esse motivo faz com que mesmo que a garota não esteja com vontade e preparada, passa a adotar um comportamento de procurar um parceiro a fim de receber a aceitação no grupo de amigas. Desse modo ela não será mais motivo de gozação no seu grupo.

Terá histórias das suas aventuras para contar terá um valor maior perante seu grupo de relacionamento, mas de que lhe valera isto quando estiver gravida este é o preço a pagar pela irresponsabilidade e falta de informação.

CONCLUSÃO:

A gravidez na adolescência é um problema muito serio e vem tomando proporções extremamente perigosas, infelizmente o assunto é bem preocupante, é preciso conscientizar os jovens a respeito do assunto, pois é um problema não tão fácil quanto parece de lidar afinal um período da vida é interrompido a fim de dar os melhores cuidados a jovem gravida e a futura criança, além de outros problemas que podem surgir, pois nem sempre o organismo da jovem esta pronto para o desenvolvimento correto do feto.

O que sabemos é que a adolescência é a idade mais interessante que existe afinal é um período de descobertas, onde tudo que é novo chama atenção.

É na adolescência que os hormônios fluem a todo vapor, por isso é importante contar com o auxilio da família e de profissionais da saúde, pois apenas eles poderão orientar e encaminhar os métodos mais seguros para essa fase sem que ocorra nenhum problema.

Fica claro que os riscos de uma possível gravidez na adolescência são imensos, como se já não bastasse, ainda estamos imersos ao despreparo e falta de informação, na qual leva em algumas consequências como, por exemplo, uma Doença Sexualmente Transmissível.

Os jovens de hoje estão mais precoces em tudo e a conscientização é o caminho correto a fim de evitar problemas, afinal ter um filho não é brincadeira, mas sim uma responsabilidade conjunta.

REFERENCIAS:

GUIMARÃES, E. B. - Gravidez na adolescência: fatores de risco. IN: Saito, M.I. & Silva, E. V. -Adolescência - Prevenção e Risco. São Paulo, Atheneu, 2001. P. 291-298.

Godinho RA, Schelp JRB, Parada CMGL, Bertoncello NMF. Adolescentes e grávidas: onde buscam apoio? Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2000; 8(2): 25-32.

LIMA, H. Educação Sexual e Orientação Sexual. São Paulo, 2000.

MORAES, R. R. A. Gravidez na adolescência. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Perfil estatístico de crianças - mães no Brasil: A situação da fecundidade; Determinantes gerais características da transição recente. Rio de Janeiro, 1988.

Tiba, Içami - Disciplina, limite na medida certa / Içami Tiba. — São Paulo:

Editora Gente, 1996 — 1a ed.

http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=224

http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=42

http://www.adolescencia.org.br/portal_2005/secoes/saiba/saiba_mais_gravidez.asp?

secao=saiba&tema=gravidez

http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3.html

Acadêmica do Curso de Pedagogia da F.E.S.C

Trabalho apresentado a disciplina de Psicologia da Educação.

Ministrado pelo Professor Ms. Denisson . B.R

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