Nova DFL - Filmesde Raio X

Nova DFL - Filmesde Raio X

(Parte 1 de 7)

Como evitar os erros mais comuns

Cartilha de Filmes de Raios-X

Prof. Luiz Fernando Deluiz Pr of. L uiz F ernando D e l u iz

C o mo e vitar o s er ros m ais c o m u ns

C a r tilh a d e F il mes d e Ra i o s-X

Como evitar os erros mais comuns

Aos meus pais por todo carinho, amor e dedicação que me deram por toda minha vida.

A minha esposa Denise e minhas filhas Carolina e

Vitória, pela força e paciência para que este sonho pudesse se tornar realidade.

Este livro marca o início de um sonho, onde os profissionais e estudantes dispusessem de forma prática, simples e rápida dos principais tópicos para dirimir suas dúvidas durante a interpretação radiográfica.

Bem, o primeiro passo foi dado, com o lançamento do Livro ‘Interpretação Radiográfica por Imagens”, chega-se ao primeiro capítulo de uma série que pretendemos lançar.

Escolhemos “Erros na Confecção das Radiografias”, na certeza de ser um assunto que engloba todos os procedimentos radiográficos, ou seja, desde a chegada do paciente, passando por toda a confecção de um exame e chegando a imagem final, aquela responsável pelo diagnóstico.

É nosso desejo que este livro se torne um poderoso aliado no dia a dia do profissional, que os estudantes de odontologia possam ter mais um recurso para melhor visualizar os erros cometidos rotineiramente.

Quando minimizamos os erros cometidos durante a confecção dos exames radiográficos estamos dando um importante passo para conseguirmos melhores imagens e por conseqüência melhor possibilidade de interpretação e diagnóstico, estamos emitindo menos dose ao paciente pela diminuição de repetições de radiografias, melhorando a proteção ao paciente e agilizando o atendimento deste paciente.

Esperamos que com este livro estejamos contribuindo com um instrumento eficaz para agilizar e melhorar a interpretação radiográfica na prática diária.

Prof. Luiz Fernando Deluiz

Mestre em Radiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro / Especialista em Radiologia Oral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro / Coordenador do Curso de Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia da Universidade Estácio de Sá / Professor do Curso de Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia da Universidade São Leopoldo Mandic. / Professor de Radiologia Odontológica e Imaginologia da Universidade Estácio de Sá / Coordenador do Projeto de Interpretação Radiográfica da Universidade Estácio de Sá / Responsável Técnico do Departamento e de Radiologia Odontológica e Imaginologia da Universidade Estácio de Sá. / Membro Titular da AORJ - Academia de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro. / Coordenador do Centro de Imagem da Associação Brasileira de Odontologia – RJ - ABORJ / Staff da CEDT – Centro de Estudos e Diagnóstico em Tomografia – Unidade Barra e Icaraí

É com enorme satisfação que temos a oportunidade de tecer alguns comentários acerca desta obra e do seu autor, Prof. Luiz Fernando Deluiz.

Dentre muitas outras qualidades, a sua objetividade ao ensinar se dei xa transparecer neste trabalho que, de maneira perspicaz e direta tem como principal objetivo orientar o Cirurgião-Dentista em seu consultório a minimizar os erros na realização das radiografias intra-orais, diminuindo, conseqüentemente, a quantidade de radiação ionizante recebida pelo paciente de acordo com as orientações da legislação vigente.

A escolha do tema deste livro, “Erros na Confecção das Radiografias” e a preocupação em abordar de uma maneira resolutiva os erros nas tomadas radiográficas que o Dentista se depara na clínica diária, demonstra o cuidado com que o autor pretende alcançar seus leitores.

Este livro está organizado em capítulos respeitando a seqüência dos procedimentos para realização do radiodiagnóstico: erros no armazenamento do filme; erros nas tomadas radiográficas; e erros no processamento.

Desta maneira, esperamos que você leitor possa usufruir deste livro de uma maneira prática, pois se existiam dúvidas acerca desses erros, elas não existem mais!

EDUARDO JOSÉ DA COSTA SANTOS Especialista em Radiologia Oral - UFRJ Especialista em Estomatologia - UNESA LEONARDO DE MELO VEIGA Mestre em Radiologia Odontológica e Imaginologia – SL.Mandic Especialista em Radiologia Oral - UFRJ

Erros no Processamento das Radiografias13
1.Antes de começar o Exame Radiográfico15
1.1 - Em relação aos Aparelhos de Rxs ...........................................15
1.2 - Em relação a Instalação do Aparelho .....................................16
1.3 - Em relação ao Processamento Radiográfico .........................16
1.4 - Cuidados com a Câmara Escura Portátil ...............................17
2.Erros no Armazenamento19
2.1 Filme Vencido .............................................................................19
2.2 Filme Submetido à Altas Temperaturas ..................................20
3.Erros na Tomada das Radiografias21
3.1 Radiografar o Paciente com PPR ..............................................21
3.2 Radiografar o Paciente com Óculos .........................................2
3.3 Radiografar o Paciente com Brincos ........................................2
3.4 Radiografar o Paciente com Cordão ........................................2
3.5 Radiografar o Paciente com Piercing ........................................23
3.6 Radiografar o Paciente com Twinkle .......................................23
3.7 Projeção do Dedo entre o Tubo e o Filme ...............................24
3.8 Na Colocação do Filme ..............................................................24
3.8.1 Filme Baixo .........................................................................24
3.8.2 Filme Alto ............................................................................25
3.8.3 Filme Curvado ....................................................................26
3.8.4 Filme Dobrado ....................................................................27
3.8.5 Filme Invertido ...................................................................27
3.8.6 Pressão Excessiva da Unha ................................................28
3.8.7 Nas Radiografias Interproximais ......................................29
3.8.7.1 Colocação Incorreta das BWs ...................................29
3.8.7.2 Imagem da Asa de Mordida ......................................31
3.9 Na Centralização do Feixe .........................................................31
3.9.1 Angulação Vertical .............................................................31
3.9.2 Angulação Horizontal ........................................................34
3.9.3 Direção do raio Central (Cone-cut) ................................36
3.10 Na Exposição da Película ........................................................37
3.10.1 Super-exposição ...............................................................37
3.10.2 Sub-exposição ...................................................................38

Avaliação da Qualidade das Radiografias ..........................................12 SUMÁRIO

3.10.4 Radiografia Tremida ........................................................40
3.10.5 Aparelho Desligado ..........................................................41
4.Erros no Processamento43
4.1 Na Manipulação do Filme .........................................................43
4.1.1 Arranhão no Filme .............................................................43
4.1.2 Pressão Excessiva da Unha ................................................43
4.1.3 Impressão Digital ...............................................................4
4.1.4 Eletricidade Estática ...........................................................45
4.1.5 Grampo Sujo .......................................................................46
4.1.6 Velo de Luz ..........................................................................47
4.2 Na Revelação ...............................................................................47
4.2.1 Nível Baixo de Revelador ..................................................47
4.2.2 Super-revelação ...................................................................48
4.2.3 Sub-revelação ......................................................................50
4.2.4 Super-exposição com Sub-revelação ...............................50
4.2.5 Reticulação ..........................................................................51
4.3 Na Fixação ...................................................................................52
4.3.1 Nível Baixo de Fixador ......................................................52
4.3.2 Super-fixação .......................................................................53
4.3.3 Sub-fixação ..........................................................................54
4.3.4 Filme Colado na Parede do Tanque .................................5
4.4 Na Lavagem Final .......................................................................56
4.4.1 Manchas Amarronzadas após determinado Tempo .......56
4.5 Na Secagem .................................................................................57
4.5.1 Filme Colado em Outro ....................................................57
4.5.2 Filme Colado em Papel ......................................................58

O exame radiográfico assume uma importância muito grande no diagnóstico, pois possibilita o profissional evidenciar uma quantidade de informações que em conjunto com o exame clínico, ajudam o processo conclusivo do diagnóstico.

Torna-se imperioso que exista pelos profissionais que executam tomadas radiográficas cuidados técnicos na tomadas das radiografias, no armazenamento dos filmes radiográficos e no processamento destes exames, pois a falha ocorrida na execução de uma destas fases pode dificultar a interpretação, levando a conclusões errônea, provocando exposições desnecessárias aos pacientes e aumentando a necessidade de repetições, devido ao exame radiográfico não possuir imagens em condições de diagnóstico.

A radiografia dental é uma imagem fotográfica produzida em um filme pela passagem dos raios x através dos dentes e tecidos de suporte. Ela é essencial para o diagnóstico, pois permite o profissional identificar várias condições que não são facilmente identificáveis pelo exame clínico.

Um exame oral sem o uso de radiografias dentais limita o profissional a um conhecimento das informações que são visualizadas pelo exame clínico. Com o uso das radiografias dentais o profissional ganha todas as informações dos dentes e tecidos de suporte.

O benefício primário da radiografia dental é a descoberta da doença.

Quando a radiografia é corretamente exposta e processada o benefício da descoberta da doença excede em muito os riscos advindos do uso das radiações.

Segundo Freitas (2000), uma radiografia deve ser considerada tecnicamente boa quando apresenta um máximo de detalhe e um grau médio de densidade e contraste.

• Detalhe - a imagem radiográfica deve visualizar com minúcias suas estruturas, apresentando contornos precisos, sem distorção.

• Densidade - é o grau de escurecimento ou enegrecimento da radiografia (aparência mais clara ou mais escura de uma radiografia).

• Contraste - é a diferença de densidade de áreas contíguas na mesma radiografia.

Avaliação da Qualidade das Radiografias

Os erros cometidos durante qualquer fase do processo para obtenção do exame radiográfico, acarretará em prejuízos para o profissional. Inicialmente devido ao tempo despendido para identificação do erro e sua correção, depois pelo gasto com repetições desnecessárias e exposições adicionais para o paciente.

É importante o cuidado em todas as fases do processo de confecção do exame, muitos dos erros são cometidos pelo não cumprimento das etapas durante a aplicação da técnica radiográfica, pela pressa ou desatenção ao executar o exame radiográfico.

O incômodo apresentado pelo paciente em determinadas regiões, a ansiedade, enjôo ou variações anatômicas não devem ser motivos para uma radiografia com qualidade diagnóstica insatisfatória, pois além de interferir na interpretação das imagens, podem influenciar o diagnóstico e o plano de tratamento.

Outro fator que deve ser levado em consideração em relação aos erros nas radiografias, é que o exame radiográfico desempenham um importante papel em processos legais.

Devido a importância na identificação do tipo de erro cometido pelo profissional e para exata correção, os erros foram divididos em três grupos:

1) Erros no Armazenamento 2) Erros na Tomada das Radiografias 3) Erros no Processamento

Erros no Processamento das Radiografias

Alguns fatores devem ser levados em consideração antes de iniciarmos o exame radiográfico, pois eles podem alterar o resultado final da sua imagem radiográfica.

De forma sucinta vamos abordar alguns tópicos que podem ser de grande ajuda na confecção de seus exames radiográficos.

1.1 - Em relação aos Aparelhos de Rxs

1.1.1 - Tensão – nos aparelhos intra-orais a tensão do tubo de raios x deve ser maior ou igual a 50 Kvp e preferencialmente maior do que 60 kVp. O fator técnico kVp (quilovoltagem pico) é o que determina o poder de penetração dos Raios X. Ele é responsável pela qualidade da imagem e pelo contraste radiográfico. Isto representa que quanto maior for a kVp do seu aparelho maior será a possibilidade de se conseguir uma melhor imagem e um bom contraste radiográfico.

1.1.2 - mA - a mA (miliamperagem) varia nos aparelhos intra-orais em média entre 7 a 10 mA. Este fator técnico controla a taxa de produção de fótons de raios X, ela é responsável pela quantidade dos raios X, e pela densidade radiográfica. Como este fator na maioria dos aparelhos intra-orais é fixo é usado o acionamento de disparo (timer) para regular a quantidade de dose que será dada para se conseguir a imagem radiográfica.

1.1.3 - Colimação - todo equipamento de raios-x deve possuir um sistema de colimação para limitar o campo de raios-x ao mínimo necessário para cobrir a área em exame, para radiografias intra-orais o diâmetro do campo não deve ser superior a 6 cm na extremidade de saída do cilindro localizador. Caso seu aparelho esteja com colimação menor a este diâmetro existe a possibilidade de suas imagem apresentarem-se com um erro descrito no capítulo 2 (erro no direcionamento do raio central – cone cut)

1Antes de começar o Exame Radiográfico

161 Como evitar os erros mais comuns

(Parte 1 de 7)

Comentários