Doenças bacterianas

Doenças bacterianas

Doenças Bacterianas

Doenças

  • Botulismo

  • Cólera

  • Salmonelose

  • Leptospirose

  • Tétano

  • Hanseníase

Botulismo

  • Clostridium botulinum

Características

  • Bacilo anaeróbico

  • Provoca um quadro de intoxicação grave, causado pela toxina botulínica

  •  Ingestão dos esporos ou da toxina.

  • Solo - alimentos enlatados, em vidros ou embalados a vácuo, conservas e embutidos

Sintomas

  • Pode variar de algumas horas para pouco mais de uma semana após a ingestão.

  • Tontura, visão dupla, boca seca, aversão à luz, queda da pálpebra e dificuldade para urinar e evacuar são os principais.

  • Dependendo da quantidade ingerida, dificuldades de falar, engolir e se locomover podem se manifestar; assim como paralisia dos músculos respiratórios, o que muitas vezes é fatal.

  • Além disso, há o risco do paciente desenvolver pneumonia, o que também pode levar a óbito.

Diagnóstico

  • Análise dos sintomas e do histórico alimentar dos dias anteriores.

  • Exames específicos que acusam a presença da toxina no organismo – e/ou nos alimentos ingeridos suspeitos –confirmação do diagnóstico em casos em que esse se apresenta inconclusivo após os dois procedimentos citados serem realizados.

Tratamento

  • Geralmente com a aplicação de soro antibotulínico

  • Não raras as vezes, é necessário que a pessoa acometida seja internada, para que fique em observação.

  • Antibióticos não são eficazes para esse caso.

Prevenção

  • Não adquirir nem ingerir alimentos cuja lata ou tampa se apresentem estufadas ou enferrujadas;

  • Não adquirir nem ingerir alimentos cujo conteúdo líquido se apresente turvo;

  • Só consumir mel de procedência conhecida;

  • Ferver alimentos enlatados antes do consumo, (a toxina é destruída à temperatura de 65 a 80º C por 30 minutos; ou à 100 º C por 5 minutos).

Cólera

  • Bactéria: Vibrio cholerae

Características

  • O período de incubação é de aproximadamente cinco dias.

  •  Ingestão da água e alimentos contaminados por fezes de indivíduo portador da doença, sem o devido tratamento.

  • Mãos que tiveram contato com a bactéria ou mesmo moscas e baratas podem provocar a infecção.

  • Esses últimos podem funcionar como vetores mecânicos, transportando o vibrião para a água e para os alimentos.

  • A cólera afeta, principalmente, locais onde o saneamento básico é precário.

  • A bactéria sobrevive por até cinco dias em temperatura ambiente e é resistente ao congelamento.

  • No ambiente marinho, vive bem em temperaturas entre 10 e 30°C.

  • Entretanto, não resiste a temperaturas acima de 80°C e tampouco à exposição ao cloro.

Sintomas

  • Diarréias agudas de aspecto semelhante à água de arroz

  • Vômitos

  • Em casos mais acentuados, câimbras, perda de peso intensa e olhos turvos.

Diagnóstico

  •  isolamento e identificação do vibrião nas fezes do paciente

Tratamento

  • A reidratação é essencial e é, na maioria dos casos, o único método necessário.

  • Entretanto, a visita ao médico é indispensável, caso seja necessário, prescrever antibióticos.

  • Medicamentos antidiarréicos não são indicados, já que facilitam a multiplicação da bactéria por diminuírem o peristaltismo intestinal.

Prevenção

  • Fervura ou cloração de água e alimentos antes de sua ingestão

  • Evitar o uso de gelo em bebidas

  • Vacinas possuem restrições de uso - apenas como medida complementar, em casos de risco de infecção elevado, em pessoas cujas secreções ácidas estomacais são reduzidas.

  • Medidas de saneamento e higiene pessoal

Salmonelose

  • Salmonella sp.

Características

  • Infecções causadas por salmonelas (vários sorotipos), como a gastrenterite.

  • Ingestão de alimentos contaminados pela bactéria Salmonella enterica.

  • Carnes, aves, leite e ovos são os principais alimentos com potencial de causar a infecção; embora folhagens, verduras e frutas mal lavadas também possam propiciar a contaminação.

Sintomas

  • Entre 12 e 72 horas após o contato do organismo com a bactéria, as pessoas infectadas têm cólicas abdominais, febre e diarréia.

  • Bebês, crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida a diarreia pode se apresentar muito frequente e intensa, e/ou com sangue

  • Podem ter septicemia

Diagnóstico

  • Análise dos sintomas e do histórico alimentar dos dias anteriores.

  • Em situações que se fazem necessárias, pode ser solicitado exame de fezes específico para diagnosticar a presença das bactérias.

Tratamento

  • Geralmente, a manifestação da doença não ultrapassa uma semana e é curada naturalmente.

  • Em casos mais graves pode ser necessária a internação e uso de remédios específicos, prescritos pelo médico

Prevenção

  • Ingerir somente leite pasteurizado ou de procedência confiável;

  • Evitar a ingestão de alimentos de origem animal, ou derivados, que não tenham se submetido ao calor – principalmente ovos;

  • Lavar bem os alimentos antes de servi-los;

  • Sempre adotar medidas de higiene, como lavar as mãos, principalmente antes de preparar ou servir alimentos;

  • Sempre lavar os utensílios de cozinha após sua utilização em alimentos crus.

Leptospirose

  • Leptospira sp.

Características

  • A Leptospirose é o nome genérico de um grupo de doenças infecciosas causadas por bactérias espiroquetas do gênero Leptospira

  • Contato direto com animais infectados (ratos ou outros animais) ou com água contaminada por sua urina

  • Período de incubação varia de 10 a 20 dias.

Sintomas

  • Febre, calafrio, dor de cabeça, mal-estar, vômito, dor muscular, dilatação do fígado, hemorragias digestivas, lesões na pele, problemas respiratórios e conjuntivite

  • Duram de alguns dias (até três semanas)

  • Podem ser confundidos com sintomas de gripe ou de dengue.

  • Existem casos de doentes assintomáticos ou que desenvolvem uma forma grave com constante hemorragia e falência renal, podendo levar à morte. 

Diagnóstico

  • O diagnóstico da doença não é fácil, dada a variedade de sintomas, comuns em outros quadros clínicos.

  • O diagnóstico final é confirmado por meio de testes sorológicos como ELISA e PCR

Tratamento

  • Antibioticoterapia

  • Reposição hidroeletrolítica,

  • Assistência cardiorrespiratória,

  • Acompanhamento do volume urinário e da função renal é fundamental para se indicar a instalação de diálise peritoneal precoce, o que reduz o dano renal e a letalidade da doença.

Prevenção

  • Identificação de focos de água contaminada, geralmente coincidentes com períodos chuvosos intensos, com ocorrência de enchentes;

  • Educação sanitária da população;

  • Combate aos roedores, por exemplo, tratamento do lixo

Tétano

  • Clostridium tetani.

Características

  • É uma doença infecciosa e não contagiosa, causada pela toxina da bactéria Clostridium tetani (Gram-positiva anaeróbica)

  • Penetra no organismo via lesões da pele

  • A bactéria pode ser encontrada no ambiente em forma de esporos, causando o tétano em pessoas de qualquer idade.

  • O período de incubação pode atingir aproximadamente três semanas, sendo que, quanto menor o período de incubação, maior será a gravidade da doença.

Sintomas

  • Um dos primeiros sintomas dessa moléstia é a dificuldade em abrir a boca e engolir.

  • Irritabilidade, cefaleia, febre e deformações fisionômicas no rosto são sintomas que podem vir em seguida.

  • Provoca espasmos nos músculos voluntários, principalmente os do pescoço.

  • Os músculos respiratórios podem ser atingidos, causando a morte por asfixia.

Diagnóstico

  • Clínico-epidemiológico, não dependendo de confirmação laboratorial

Tratamento

  • Neutralização da toxina com Imunoglobulina Humana Antitetânica (IGHAT) ou, na indisponibilidade, usar o Soro Antitetânico (SAT).

  • Erradicação do C. tetani (antibioticoterapia)

  •  Sedação do paciente

  •   Limpar o ferimento suspeito com soro fisiológico ou água e sabão

  • Internação em quarto silencioso, em penumbra, com redução máxima dos estímulos auditivos, visuais e táteis

Prevenção

  • O esquema de vacinação, que inclui a vacina antitetânica, é uma das principais formas de prevenir a doença

  • A vacina tetravalente (tétano, coqueluche, difteria e meningite B) é administrada em três doses, aos dois, quatro e seis meses com dois reforços pela DTP (tétano, coqueluche e difteria) aos 15 meses e entre 04 e 06 anos.

  • Vale ressaltar que após esse esquema inicial ou para adolescentes e adultos que nunca se vacinaram contra o tétano é indicada a vacina dupla adulto DT e esta deve ser reforçada a cada 10 anos.

Hanseníase

  • Mycobacterium leprae

Características

  • Conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina.

  • É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, uma bactéria que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.

  • É capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias – a maioria das pessoas é resistente

  • Período de incubação que varia entre três e cinco anos, 

Sintomas

  • Sua primeira manifestação - manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo.

  • Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações.

  • Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos

  • Pode causar deformações no nariz e dedos, e impedir determinados movimentos

  • Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade.

Diagnóstico

  • Clínico: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos.

  • Exame baciloscópico – pode ser utilizado como exame complementar para a classificação.

  • Exame histopatológico – indicado como suporte na elucidação diagnóstica

  • Biópsia

Tratamento

  • O tratamento e a distribuição de remédios são gratuitos (SUS), pode durar até 18 meses

  • Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, não é necessário o isolamento do paciente.

  • Aproximadamente 95% das bactérias são eliminadas na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas

  • Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem restrições.

Prevenção

  • Não há

Tuberculose

  • Mycobacterium tuberculosis

Características

  • É uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch 

  • Outras espécies de micobactérias, como: M. bovis, M. africanum e M. microti também podem causar esta doença.

  • A transmissão é direta - de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso.

  • Maior risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação.

  • Pessoas com sistema imune menos resistente ou comprometido estão mais propensas a adquirir esta doença, de evolução geralmente lenta.

Sintomas

  • Afeta principalmente os pulmões. Rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc., também podem ser comprometidos.

  • Alguns pacientes podem não apresentar os sintomas ou estes podem ser ignorados por serem parecidos com os de uma gripe.

  • Tosse seca e contínua, posteriormente com secreção (+ de 4 semanas), sudorese noturna, cansaço excessivo, palidez, falta de apetite e rouquidão.

  • Dificuldade na respiração, eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar são característicos em casos mais graves.

Diagnóstico

  • Clínico: análise dos sintomas

  • Exames:

  • Radiografia do tórax

  • Microbiológico - Escarro ou secreções pulmonares caso não haja expectoração

  • Cultivo ou a fresco, por coloração de Ziehl-Neelsen

Tratamento

  • É feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente seis meses.

  • É imprescindível que este não seja interrompido – fato que pode ocorrer, principalmente, devido aos efeitos colaterais, tais como enjoos, vômitos, indisposição e mal-estar geral.

  • As medicações são distribuídas gratuitamente pelo sistema de saúde, através de seus postos municipais de atendimento.

Prevenção

  • vacina BCG é utilizada na prevenção da tuberculose e deve ser administrada em todos os recém-nascidos.

  • Práticas de higiene pessoal.

  • Tratamento e orientação aos enfermos são formas de evitar sua contaminação em maior escala.

Pneumonia

  • Streptococcus

  • pneumoniae

Características

  • Inflamação dos alvéolos pulmonares, com ou sem infecção.

  • Vírus, fungos, protozoários e bactérias são capazes de provocá-la, sendo mais comuns as pneumonias bacterianas.

  • Afeta pessoas de todas as idades, desde que estejam com baixa imunidade.

  • Pode se instalar quando há a inalação do patógeno (gotículas de saliva e secreções contaminadas propiciam o contágio)

  • Ingestão de bactérias que se proliferaram na boca

  • Condução de patógenos de outras infecções, via corrente sanguínea.

Sintomas

  • Tosse com secreção, dores torácicas, febre alta, calafrios, dores de ouvido e respiração curta e ofegante.

  • Em idosos, pode haver confusão mental.

  • Não sendo tratada, acúmulo de líquidos nos pulmões e ulcerações nos brônquios podem surgir.

Diagnóstico

  • Clínico: ausculta dos pulmões

  • Exames:radiografia do tórax

  • Exames laboratoriais do sangue e de catarro podem ser solicitados, a fim de identificar o agente causador da doença e se buscar o tratamento mais adequado

Tratamento

  • É feito à base de antibióticos

  • Em alguns casos como os de pacientes idosos, manifestação de febre alta e alterações clínicas – internação.

  • Uma dieta apropriada visando à recuperação do sistema imune da pessoa comprometida

  • Isolamento do indivíduo doente a fim de evitar o contágio

  • É necessário ficar em repouso

Prevenção

  • Gripes que duram mais de uma semana e febre persistente devem ser motivo de atenção.

  • Não fumar nem beber exageradamente

  • Alimentar-se bem

  • Ter bons hábitos de higiene

  • Sempre fazer a manutenção dos ares-condicionados

  • Evitar a exposição a mudanças bruscas de temperatura são medidas preventivas.

  • Há vacina (a mesma indicada para meningite) - esta e a vacina contra o vírus influenza são necessárias em caso de idosos, soropositivos, asplênicos, alcoólicos e demais pessoas com sistema imune debilitado.

Meningite Meningocócica

  • Neisseria meningitidis

Características

  • Inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, por vírus ou bactérias.

  • As bacterianas são altamente contagiosas e geralmente graves, sendo a doença meningocócica a mais séria.

  • Pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia).

  • Contato respiratório com saliva (ou gotículas) da pessoa doente, levando a bactéria para o sistema circulatório.

  • Pessoas com baixa imunidade são mais susceptíveis: crianças de até 6 anos de idade, idosos etc.

Sintomas

  • Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos - aumentam de número e tamanho - grande quantidade de bactérias no sangue)

  • Sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.

  • Pode causar a morte em até 50% dos casos quando a infecção passa para a corrente sanguínea

  • Tem início repentino e evolução rápida, pode levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas.

Diagnóstico

  • Exame laboratorial do líquido cefalorraquidiano, para identificar a presença do patógeno.

Tratamento

  • Antibioticoterapia específica para a espécie bacteriana, administrados via endovenosa, será imprescindível.

Prevenção

  • Para a meningite, as vacinas mais utilizadas são a bivalente, a tetravalente e a monovalente, em menores de 2 anos. Entretanto, não existe ainda vacina para alguns sorotipos da doença.

  • Evitar o uso de talheres e copos utilizados por outras pessoas ou mal lavados

  • Evitar permanecer em ambientes fechados e sem circulação de ar

  • Manter o sistema imunológico fortalecido

  • Caso tenha tido contato com alguém acometido pela doença , procurar imediatamente orientação médica.

Sífilis

  • Treponema pallidum

Características

  • A sífilis, também conhecida através do nome de sua lesão inicial, cancro duro.

  • É uma doença infecciosa e sexualmente transmissível, causada por uma bactéria espiroqueta (Treponema pallidum).

  • Transmissão por contato sexual 

  • Transmissão vertical para o feto durante a gravidez de uma mulher contaminada, o feto sífilis congênita, com sinais e sintomas diferentes da sífilis clássica

Sintomas

  • A sífilis evolui lentamente em estágios:

  • Na fase primária ocorre a lesão inicial, o cancro duro, uma úlcera única e indolor na boca, no pênis, na vagina ou no reto que regride espontaneamente.

  • Na fase secundária ocorrem manifestações em pele e mucosas, geralmente acometendo mãos e pés – erupções cutâneas acompanhadas de mal estar, febre e prurido.

  • Na fase latente não há sinais ou sintomas.

  • Na fase terciária as manifestações geralmente são sistêmicas: cutâneo-mucosas, neurológicas, cardiovasculares e articulares que podem causar a morte

Diagnóstico

  • Exames laboratoriais sorológicos como:

    • VDRL,
    • FTA-Abs
    • TPHA

Tratamento

  • Deve ser tratada o mais cedo possível para evitar a evolução e os danos ao cérebro, que podem ser irreversíveis.

  • Antibioticoterapia

Prevenção

  • A transmissão sexual pode ser prevenida através do uso de preservativos.

  • A transmissão vertical pode ser prevenida através do acompanhamento pré-natal das gestantes, que devem ser tratadas assim que estabelecido o diagnóstico.

  • As lesões iniciais são contagiosas e devem ser examinadas com luvas

Gonorréia

  • Neisseria gonorrhoeae

Características

  • Blenorragia, também denominada gonorréia ou blenorréia, consiste em uma É uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Neisseria gonorrheae.

  • O período de incubação é de aproximadamente cinco a nove dias, é bastante contagiosa.

  • Sua incidência é maior nos indivíduos entre 15 e 30 anos, sexualmente ativos e sem parceiro fixo. 

  • A bactéria penetra pela mucosa da região genital e se aloja.

  • Pode, também, se apresentar na garganta ou reto, em razão de outras práticas sexuais.

  • Bebês se contaminam durante o parto normal

Sintomas

  • Recém nascidos contaminados apresentam inchaço das pálpebras e secreção purulenta nos olhos. Há possibilidades de ficar cego, caso não seja tratado.

  • Homens contaminados apresentam corrimento uretral purulento, desconforto na região, principalmente ao urinar, e inchaço peniano.

  • A maioria das mulheres infectadas não apresenta os sintomas. São eles: corrimento leitoso, dor ao urinar e febre. Dor pélvica pode ocorrer, principalmente durante a relação sexual.

  • Em homens e mulheres pode ocorrer a liberação de sangue juntamente com a urina e, caso não seja curada, pode causar infertilidade. 

Diagnóstico

  • O diagnóstico é basicamente clínico, não havendo necessidade de exames laboratoriais específicos.

  • Pode-se fazer a cultura de secreção uretral, com coleta utlizando um swab.

Tratamento

  • São utilizados antibióticos

  • Nos casos mais graves, a internação pode ser necessária.

  • Parceiros sexuais deverão procurar auxílio médico, a fim de verificar a presença da bactéria.

  • Vale lembrar que a automedicação pode resultar na seleção artificial das bactérias, fortalecendo-as e agravando ainda mais o quadro. 

Prevenção

  • A transmissão sexual pode ser prevenida através do uso de preservativos.

  • Duas gotas de nitrato de prata nos olhos do bebê, ao nascer, previnem a blenorragia ocular nestes. 

  • Exames de rotina específicos devem ser feitos, principalmente pelas mulheres de vida sexual ativa e sem parceiro fixo

Coqueluche

  • Bordetella pertussis

Características

  • Também conhecida pelos nomes pertussis, tosse comprida, tosse com guincho e tosse espasmódica

  • Atinge o sistema respiratório cujas complicações - convulsões, pneumonias e encefalopatias - podem levar o indivíduo a óbito

  • É disseminada por meio de gotículas e aerossóis de saliva e, no organismo, lesa os tecidos da mucosa.

  • Seu período de incubação varia entre cinco e vinte e um dias. 

Sintomas

  • Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe - tosse, coriza, febre e olhos irritados: pertencentes ao estágio catarral.

  • Estágio paroxístico - (duas semanas após) - acessos de tosses sucessivas, com intervalos variáveis, podem estar acompanhadas de muco, e ocorrer vômito.

  • As crises duram alguns minutos, e impedem que o indivíduo respire até que se encerrem - mais frequentes à noite.

  • No término, o fôlego é retomado, geralmente por um “guincho respiratório”.  

  • Cerca de seis semanas após seu início, os sintomas começam a desaparecer, progressivamente, até seu término: estágio de convalescença.   

Diagnóstico

  • O médico deve fazer o diagnóstico clínico, observando o paciente e avaliando os sintomas.

  • Exames de sangue

  • Cultura das secreções a fim de identificar a presença da bactéria no organismo. 

Tratamento

  • O tratamento deve ser feito sob orientação médica, e consiste, basicamente, na utilização de antibióticos

  • Nos casos mais graves, a internação pode ser necessária. Especialmente quando se trata de crianças e idosos.

Prevenção

  • A administração precoce da vacina é imprescindível.

  • Em crianças, ela é distribuída gratuitamente em postos de saúde

  • É feita em três doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade)

  • Dois reforços (aos 15 meses e aos 4 anos)

  • Mantendo a imunização por aproximadamente dez anos.

Cistite

  • Escherichia coli

Características

  • Cistite consiste na inflamação da bexiga

  • Normalmente causada por uma infecção por bactérias (especialmente E. coli), vírus ou fungos.

  • Estão expostos à cistite homens, mulheres e crianças.

  • As mulheres são as vítimas mais frequentes

  • Devido às características anatômicas genitais, pois o canal urinário feminino é mais curto e próximo ao ânus, onde se encontra a bactéria

Sintomas

  • Vontade constante de urinar frequente

  • Ardência durante a micção

  • Dores na bexiga, nas costas e no baixo-ventre

  • Mau cheiro da urina

  • Hematúria

  • Febre

Diagnóstico

  • Exame de urina tipo I

  • Urocultura

  • Antibiograma

Tratamento

  • O tratamento deve ser feito sob orientação médica, e consiste, basicamente, na utilização de antibióticos

Prevenção

  • Beber muita água

  • Urinar com frequência

  • Evitar roupas íntimas muito justas

  • Intensificar os cuidados com a higiene pessoal

Vaginose bacteriana

  • Gardnerella vaginalis

Características

  • A Gardnerella vaginalis é uma bactéria comum na flora vaginal de mulheres em fase reprodutiva

  • Normalmente, há um equilíbrio harmônico com o organismo

  • Em casos em que ocorre alguma alteração nessa região, como situações de stress, infecções, gravidez e uso de DIU, podem sofrer uma superpopulação, resultando no que chamamos de vaginose bacteriana.

Sintomas

  • Recém nascidos contaminados apresentam inchaço das pálpebras e secreção purulenta nos olhos. Há possibilidades de ficar cego, caso não seja tratado.

  • Homens contaminados apresentam corrimento uretral purulento, desconforto na região, principalmente ao urinar, e inchaço peniano.

  • A maioria das mulheres infectadas não apresenta os sintomas. São eles: corrimento leitoso, dor ao urinar e febre. Dor pélvica pode ocorrer, principalmente durante a relação sexual.

  • Em homens e mulheres pode ocorrer a liberação de sangue juntamente com a urina e, caso não seja curada, pode causar infertilidade. 

Diagnóstico

  • O diagnóstico é basicamente clínico, não havendo necessidade de exames laboratoriais específicos.

  • Pode-se fazer a cultura de secreção uretral, com coleta utlizando um swab.

Tratamento

  • São utilizados antibióticos

  • Nos casos mais graves, a internação pode ser necessária.

  • Parceiros sexuais deverão procurar auxílio médico, a fim de verificar a presença da bactéria.

  • Vale lembrar que a automedicação pode resultar na seleção artificial das bactérias, fortalecendo-as e agravando ainda mais o quadro. 

Prevenção

  • A transmissão sexual pode ser prevenida através do uso de preservativos.

  • Duas gotas de nitrato de prata nos olhos do bebê, ao nascer, previnem a blenorragia ocular nestes. 

  • Exames de rotina específicos devem ser feitos, principalmente pelas mulheres de vida sexual ativa e sem parceiro fixo

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