Proteção coletiva por etapa da obra

Proteção coletiva por etapa da obra

(Parte 1 de 6)

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Orientador: Prof. Antônio Calafiori Neto

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi

Trabalhoem: _ de______de 2008.

_ Prof. Antônio Calafiori Neto

_ Nome do professor(a) da banca

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia civil com ênfase Ambiental da Universidade Anhembi Morumbi

iv iv

Ao Professor Antonio Calafiori Neto, meus agradecimentos, por ter sido meu orientador, que com muito interesse e paciência acompanhou-me e me fez concluir esta empreitada.

Aos professores e funcionários da Universidade Anhembi Morumbi, pelo incentivo e ajuda na realização do trabalho.

Para garantir uma execução de obra sem a ocorrência de acidentes se trabalho, deve-se sempre aliar dois fatores: a conscientização dos funcionários nela envolvidos, e o cumprimento das leis de trabalho, sendo focadas neste trabalho as leis e medidas recomendadas para proteção coletiva em edifícios. A conscientização dos funcionários é fator determinante no combate aos acidentes pessoais, normalmente ocasionados pela falta de uso de equipamentos de proteção individuais e coletivos. Esta conscientização deverá ser foco das atenções da dirigência da obra, e a sua conquista poderá ser feita de diversas formas, como palestras, treinamentos, cartazes, avisos, fiscalização rigorosa, advertências e concursos de segurança. Por fim, a obra deverá respeitar as medidas obrigatórias de proteção coletiva, que previamente são planejadas nos PCMAT’s das obras (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil), PCMAT’s estes que deverão respeitar as normas brasileiras NR18 (condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) e NR 26 (Sinalização de Segurança). Neste trabalho, serão analisadas as medidas obrigatórias ou recomendadas na construção de um edifício, desde a fundação, até a sua conclusão, passando pela execução de estrutura, execução de fachada, alvenaria e acabamentos. Serão analisadas também medidas de proteção aos trabalhadores que estão submetidos aos perigos de equipamentos de alto risco e perigos de doenças provocadas pelo meio físico do canteiro de obras. Como complementação a este trabalho, será feita uma entrevista com a Técnica de segurança do Trabalho Cláudia Cavalcanti, da empresa Regra Sistema da Construção Ltda, para comentar sobre as medidas impostas, sua eficácia e as estatísticas mais freqüentes em obras.

Palavra-chave: Conscientização, Palestras, Sinalização, Medidas de Proteção vii

To guarantee an execution of construction without the occurrence of work accidents, it must always be united two factors: the awareness of the employees in involved ones, and the fulfilment of the laws of work, being focos in this work the laws and measures recommended for collective protection in buildings. The awareness of the employees is determinative factor in the combat to the casualties, normally caused for the lack of equipment use of the individual protection (EPI’s). This awareness will have to be focus of attentions of the engineers of the construction, and its conquest could be made through diverse forms, as lectures, training, posters, acknowledgments, rigorous fiscalization, warming and competitions of security. Finally, the construction will have to respect the obligator measures of collective protection, that previously are planned in the PCMAT’s of the constructions (Program of Conditions and Environment of Work in the Industry Of the Civil Construction), PCMATs these that will have to respect Brazilian’s norm NR18 (Condition and Environment of work in the Industry of the Construction) and NR26 (Signaling of Security). In this work, the obligator or recommended measures in the construction of building will be analyzed, since the foundation, until its conclusion, passing for the execution of the structure, execution of façade, masonry and finishing. They will also be analyzed measured of protection the workers who are submitted to the dangerous of equipment of high risk and dangerous of illnesses provoked for the environment of seedbed of constructions. As complementation to this work, an interview with a Technician of Security of the Work Claudia Cavalcanti, of the company Regra Sistema na Construção Ltda, to comment on the imposed measures, its effectiveness and the statisticians most frequent in construction.

Key Words: Awareness, lectures, Signaling, measures protection viii

Ilustração 1 Demonstrativo de placas de sinalização de segurança20
Ilustração 2 Escoramento de solos instáveis26
Ilustração 3 Esquema de proteção de periferia de talude27
Ilustração 4 Esquema de passarela de transposição27
Ilustração 5 Proteção de arranques29
Ilustração 6 Empurrador de bancada de serra circular31
Ilustração 7 Coifa protetora de serra circular31
Ilustração 8 Protetor de motor31
Ilustração 9 Placas de aviso de alta periculosidade32
Ilustração 10 Proteção periférica – varandas32
Ilustração 1 Proteção contra queda de pessoas – escadas3
Ilustração 12 Proteção contra queda de pessoas – vãos de lajes3
Ilustração 13 Proteção contra queda de pessoas – poço de elevadores34
Ilustração 14 Bandejas de proteção34
Ilustração 15 Esquematização de utilização de bandejas primárias e secundaria35
Ilustração 16 Detalhe de fixação da mão-francesa na laje35
Ilustração 17 Esquematização de utilização de bandejas primárias e secundária36
Ilustração 18 Esquema de proteção de periferia de laje para concretagem37
Ilustração 19 Esquema lateral e frontal do elevador cremalheira38
Ilustração 20 Esquema vertical de uma grua38
Ilustração 21 Gruas Ascensionais39
Ilustração 2 Telas de fachada40

LISTA DE FIGURAS Ilustração 23 Peças estruturais metálicas presas na cobertura de edifícios.................... 40

LISTA DE TABELAS TABELA 1 – Mapa de riscos por atividades.......................................................................25

APR – Análise Preliminar de Riscos CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho DDS – Diálogo Diário de Segurança DRT – Direção Responsável Técnica EPC – Equipamento de Proteção Coletiva EPI – Equipamento de Proteção Individual NR – Norma Regulamentadora PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da Construção Civil PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes xi LISTA DE SÍMBOLOS xii

SUMÁRIO p.

1.  INTRODUÇÃO
2.  OBJETIVOS
2.1  Objetivo Geral
2.2  Objetivo Específico
3. MÉTODO DE TRABALHO
4  JUSTIFICATIVA
CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS
5.1 RISCOS AMBIENTAIS
5.1.1  Riscos físicos
5.1.2  Riscos Químicos
5.1.3  Riscos Biológicos
5.1.4  Riscos ergonômicos
5.1.5 Riscos de acidentes

5 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS NA

TRABALHO10  
6 ESTUDO DE CASO15 
6.1 ENTREVISTA COM TÉCNICO DE SEGURANÇA15 
6.2 CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS17 

5.2 MAPA DE LEVANTAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS E ACIDENTES DE 6.3 Medidas de Proteção coletiva em Edifícios ...................................... 24

6.4 Canteiro de obras25 
6.5 Fundação e terraplanagem26 
6.5.1 Escoramento de solos instáveis26 
6.5.2 Periferia de talude27 
6.5.3 Passarela de transposição28 
6.5.4 Execução de tubulões28 
6.5.5 Proteção de arranque (pontas de ferro)29 
6.6 Estrutura e transporte de pessoas e cargas30 
6.6.1 Atividades em centrais de forma e armação30 
6.6.2 Atividades em altura (proteções contra quedas)33 
6.6.3 Bandejas primárias e secundárias35 
6.6.4  Concretagens37 
6.6.5 Elevadores cremalheiras e gruas38 
6.7  Fachada40 
6.7.1  Tela fachadeira40 
6.7.2  Balancins41 
7 ANÁLISE DOS RESULTADOS43 
8  CONCLUSÕES44 

xiii REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 45

1. INTRODUÇÃO

Os estudos e leis trabalhistas vêm sofrendo um constante processo de evolução, principalmente desde o início da revolução industrial, quando grupos sindicalistas começaram a se fortalecer e se comunicar. Desde a sua implantação, no Governo do ex. Ministro Marcondes Filho até hoje, as leis referentes à segurança do trabalho estão cada vez mais rigorosas e a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais é cada vez menor. Mas para haver uma eficácia maior no combate a esses males, é necessária uma política de educação ao trabalhador, de modo que este passe a compreender, obedecer e cooperar com as normas pré-estabelecidas. De tal modo, a conscientização, através de treinamentos, palestras, concursos de segurança cartazes e afins são um dos fatores determinantes para um decorrer dos serviços da obra sem a ocorrência de prejuízos físicos ao trabalhador. Para haver uma política de segurança bem implantada, cabe à dirigência da obra garantir um contínuo planejamento e desenvolvimento de ações, desde a elaboração do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho Na Indústria da Construção Civil) e cumprimento de suas medidas previstas, até a garantia de obediências de seus trabalhadores, principalmente na utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), bem como a realização de todas as medidas coletivas na lei. Entende-se como medidas de proteção coletiva toda e qualquer medida prevencionista que faça parte do corpo do prédio em construção, ou medida tomada que visa a proteção de um conjunto de trabalhadores, que foge ao “kit” de proteção individual do mesmo (botas, capacetes e cintos, entre outros). Somente a união entre leis, dirigentes e trabalhadores é que irá minimizar os riscos humanos, garantindo a qualidade da segurança do trabalho na obra, que para além dos benefícios pessoais e sociais, influi em uma maior produtividade nos serviços. Neste trabalho serão desenvolvidos dois dos principais fatores na prevenção de acidentes, já mencionados anteriormente: as medidas capazes de conscientizar o funcionário e as medidas de proteção coletiva em edifícios.

2. OBJETIVOS

O principal objetivo desta pesquisa é demonstrar as medidas obrigatórias de proteção coletiva na construção de edifícios

2.1 Objetivo Geral

Informar e ilustrar a importância da segurança do trabalho na construção de edifícios, da prevenção de acidentes, e redução de doenças ocupacionais.

2.2 Objetivo Específico

Demonstrar métodos capazes de conscientizar os trabalhadores envolvidos na obra sobre a questão da segurança, tanto a individual quanto a coletiva.

3. MÉTODO DE TRABALHO

Este trabalho será desenvolvido por meio de referências bibliográficas, consulta a leis em vigor e do levantamento de dados e fotos específicas das proteções em obras atualmente em fase de construção. Será feita uma entrevista com um técnico de segurança para avaliar as medidas impostas, sua eficácia e as estatísticas de acidentes em obras.

A vida humana tem certamente um valor econômico. E um capital que produz e

4 JUSTIFICATIVA os atuários e matemáticos podem avaliá-lo. Mas a vida do homem possui também um imenso valor afetivo e um valor espiritual inestimável, que não se pode pagar com todo dinheiro do mundo. Nisto consiste, sobretudo, o valor da prevenção, em que se evita o valor da perda irreparável de um pai, de um marido, de um filho, enfim, daquele que sustenta o lar proletário e preside os destinos de uma família. A prevenção é como a saúde. Um bem no qual só reparamos quando o acidente e a moléstia chegam.” ( Marcondes Filho, 1943).

O trecho acima é retirado de um depoimento do ex-ministro Marcondes Filho, no governo de Getúlio Vargas, em cuja gestão foram elaboradas as leis trabalhistas brasileiras, e estas palavras são a síntese da motivação que gerou o trabalho a seguir.

Em tempos onde se discute a desigualdade social como nos dias de hoje, é inadmissível que o capital prevaleça sobre o bem-estar do trabalhador, no que se refere à sua segurança pessoal. Discutir segurança do trabalho é discutir sobre justiça social, e aplicá-la é garantir um futuro ao trabalhador e sua família, sem imprevistos de danos físicos ou mesmo mortes.

Por outro lado, Cesarino Jr (Apud Pacheco Junior, 1995) salienta:

“...As medidas de higiene e segurança do trabalho, sob certo ponto de vista pode considerar-se que barateiam a produção, embora aparentemente trazendo maior ônus ao empregador, pois é geralmente conhecido quanto aos acidentes de trabalho e as moléstias profissionais representam de perdas em horas de trabalho e indenizações.”

Em síntese, a aplicação das leis de prevenção de acidentes, para além dos benefícios sociais, influi em uma maior produtividade dos serviços e previne maiores custos com indenizações, caso venha a ocorrer um acidente.

5 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS

O programa de prevenção de riscos ambientais (P.P.R.A) tem como principais objetivos a identificação e antecipação dos riscos ambientais do empreendimento, atuando de acordo com a norma brasileira NR18, procurando minimizar a incidência de acidentes, garantindo assim a preservação da saúde integridade física dos trabalhadores. Em função dos riscos ambientais levantados, serão implantadas medidas de controle nas diversas áreas atingidas, conforme mapa de riscos ambientais. O planejamento e riscos das ações devem consistir em um treinamento específico para cada função a ser executada pelo trabalhador ( cursos exigidos para trabalhos de alto risco, como operação em gruas, elevadores cremalheiras, trabalhos relacionados à elétrica, etc), eleição da CIPA, com registro no DRT ( departamento responsável técnico), registros de acidentes, e por fim, investigação de acidentes, causas apuradas e medidas propostas. Com a estrutura montada acima, o P.P.R.A está pronto para atuar na profilaxia dos acidentes de trabalho, sendo avaliado e constantemente revisado pela CIPA, que deverá acompanhara sua execução, e avaliar a obra em questão, podendo ou não efetuar concursos internos de segurança. Estes concursos internos têm por finalidade estimular a prática de prevenção de acidentes de trabalho, redução das taxas de freqüência dos mesmos, fornecer parâmetros para a avaliação das administrações das obras, evitar a maculação da imagem da empresa em questão e penalidades do Ministério do trabalho.

5.1 RISCOS AMBIENTAIS

Previstos no P.P.R.A, podemos dividir os riscos ambientais em 5 principais categorias: riscos físicos, riscos químicos, riscos biológicos, ergonômicos e riscos de acidentes. De acordo com o médico do trabalho Dr. Juan Canet Font, da empresa Gafisa S/A, em revista interna da empresa, serão mostradas as principais conseqüências destes riscos ambientais para a saúde do trabalhador.

5.1.1 Riscos físicos

Podem-se dividir os riscos físicos na construção em sete principais categorias: ruídos, vibrações, calor, radiações não ionizantes, radiações ionizantes e umidade. São encontrados na maior parte do canteiro, sendo os ruídos e vibrações mais presentes nas proximidades de maquinário pesado, fundações cravadas, e locais de concretagem. As radiações estão presentes na armação, com o uso de máquinas de solda e insolação por exposição excessiva ao sol. Calor pode tanto ter a ver com exposição excessiva ao sol, como presença em ambientes não ventilados, como é o caso de fundações estilo tubulões, onde existem também problemas ligados à umidade. Esta última está relacionada a ambientes expostos constantemente à ação da água, como vestiários, e lavatórios e locais de contato direto com o solo. Segundo Font, as principais conseqüências possíveis de cada risco físico, causadoras de problemas físicos as trabalhadores são:

Os ruídos podem ter como conseqüências físicas, o cansaço, irritações nos ouvidos, dores de cabeça, diminuição da audição, aumento da pressão arterial, problemas do aparelho digestivo, taquicardia e perigo de infarto.

As vibrações podem ter como conseqüências físicas, o cansaço,l irritações, dores nos membros, na coluna, doença do movimento, artrite, problemas no aparelho digestivo, lesões ósseas, circulatórias e dos tecidos moles.

O calor pode ter como conseqüências físicas, o aumento da pulsação, irritações, internação, prostração térmica, choque térmico, fadiga térmica, perturbações das funções digestivas, hipertensão.

• Radiações não ionizantes

As radiações não ionizantes podem ter como conseqüências físicas, queimaduras, lesões nos olhos, lesões na pele, e em outros órgãos. Como exemplo podemos citar a exposição excessiva ao sol

• Radiações ionizantes

As radiações ionizantes podem ter como conseqüências físicas, alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais e acidentes do trabalho. Não afeta diretamente a construção civil, como exemplo podemos citar as partículas alfa, beta, raios-X, entre outros.

• Umidade

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