Método HPJ e análise de sedimento (Relatório)

Método HPJ e análise de sedimento (Relatório)

IFRJ – Campus Maracanã

Coordenadoria de Biotecnologia

Disciplina: Parasitologia

Turma: BM171

Professores: Rodrigo Bisaggio e Carlos Henrique

Relatório de Parasitologia

Método de HPJ e análise de sedimento

Avaliação:

Critério:

Nota:

Apresentação

Introdução

Objetivos

Material Utilizado/ Métodos

Resultados

Discussão

Conclusão

Referências Bibliográficas

Total:

Alunos: Alexandre Garcez

Guilherme Cerqueda

Pedro Lobo

Rio de Janeiro, 2 de março de 2011.

Sumário

Introdução

Pág.: 3 e 4

Objetivos

Pág.: 4

Material Utilizado e Métodos

Pág.: 4 e 5

Resultados

Discussões

Pág.: 5 e 6

Conclusão

Pág.: 6

Referências Bibliográficas

Pág.: 7

  1. Introdução

Parasitologia é a ciência responsável com o estudo das relações de parasitas com seus hospedeiros e os ciclos de vida ao qual esses parasitas estão submetidos, incluindo os meios de disseminação deles a partir de vetores e os meios de contaminação humana.

O parasitismo é o estado em que um organismo se associa a um outro, se beneficiando de alguma forma deste, com unilateralidade, em que em tal associação haverá algum dano, de grau variável, ao outro organismo. Desta forma também é preocupação da parasitologia entender as patogenias e sintomatologias relacionadas a diferentes parasitas quando associados a um hospedeiro, sendo o humano um foco importantíssimo.

Diferentes seres podem, em algum momento da sua vida, ou durante todo o ciclo dela, ser um parasita, entre eles protozoários, helmintos, fungos, bactérias, insetos, etc. Entre os mais importantes parasitas temos os protozoários e helmintos, que contem um grande grupo de espécies de importância médica. É difícil detalhar o meio de ação desses parasitas em um organismo, ou o seu ciclo de vida, de uma forma generalizada, porque é bastante comum observar grandes diferenças de espécie para espécie.

Todavia, no caso de protozoários conhecemos um ciclo de vida bastante comum entre as espécies, mesmo que haja exceções. Ele segue as seguintes etapas:

▪ Há uma contaminação, geralmente por via oral-fecal, por um protozoário qualquer, na forma de cisto, que é sua forma inativa ou de resistência à um ambiente hostil.

▪ Estes cistos seguem no organismo do hospedeiro o caminho até um órgão que funciona como habitat natural, sendo a maioria dos protozoários habitantes do intestino.

▪ Neste ambiente favorável os cistos passam para a forma ativa de trofozoítos, e começa a se alimentar e reproduzir dentro do hospedeiro.

▪ Alguns desses trofozoítos após um longo tempo se tornam novamente cistos, sendo excretados pelas fezes para o início de um novo ciclo.

Tendo o conhecimento que um dos meios mais comuns de contaminação por parasitas é pela via oral-fecal, desta forma estabeleceu-se que as fezes é um meio útil para a identificação de um parasita em um organismo, sendo possível em sua manipulação e avaliação a elaboração de um diagnóstico. O exame de fezes pode ser realizado tanto em fezes formadas quanto fezes diarréicas, sendo que na primeira espera-se encontrar cistos de protozoários e na segunda os trofozoítos, e fragmentos de helmintos em ambas, isto se deve graças ao processo de encistamento, fazendo com que apareça trofozoítos nas fezes apenas se essas foram expelidas prematuramente.

Para a avaliação de fezes em um exame parasitológico, deve-se fazer a coletagem, e posteriormente armazená-la em um ambiente refrigerado. Alguns exames requerem a necessidade de frascos completamente estéreis ou até mesmo com conservantes, além de coletagem em dias alternados.

Há vários métodos pelos quais pode-se avaliar as fezes, sendo um bastante comum chamado de Método HPJ ou Lutz.. A técnica consiste basicamente na preparação de uma solução homogênea entre uma amostra pequena de fezes e água, com filtração para retirada de interferentes como pedaços de comida, ou para a observação facilitada de fragmentos macroscópicos de parasitas como os helmintos. Em água, os restos fecais irão sedimentar ao longo do tempo (por isso a técnica também pode ser chamada de Método de Sedimentação Espontânea), sendo possível passá-los por uma coloração com lugol para a observação de estruturas parasitárias microscópicas. É utilizado um cálice cônico neste processo, para que a sedimentação desça facilmente até o fundo do recipiente.

  1. Objetivos

  • Realização do Método de Lutz, em uma amostra de fezes, com objetivo de familiarização com ele, aplicando os procedimentos referentes ao método, com o intuito de preparar uma amostra para posterior observação microscópica do sedimento gerado.

  • A observação, a olho nu, do processo de formação de sedimento na amostra manipulada.

  1. Material Utilizado e Métodos

  • Material Utilizado:

▪ Luvas descartáveis

▪ 5 gramas de fezes frescas

▪ 1 cálice

▪ Água

▪ Lugol▪ Béquer

▪ Palheta

▪ Geladeira

▪ Filtro de gaze

▪ Peneira

  • Métodos:

Utilizando-se as luvas e com o auxílio de uma palheta, pegou-se cerca de 5 gramas de fezes frescas e misturou-se em um béquer contendo cerca de 10 mL de água. É comum dar preferência há regiões da amostra com muco e/ou sangue, caso o contenha. Homogenizou-se bem até que fosse observada somente uma fase, logo após colocou-se mais água com o cuidado de não encher demais o béquer evitando o risco de transbordar do recipiente.

Transferiu-se o material para um cálice com o filtro de gaze e uma peneira, acoplados em sua boca, e colocou-se mais água até ultrapassar cerca de três quartos de sua altura. Esperou-se aproximadamente 30 minutos até a formação de sedimentos no fundo do cálice e em seguida eliminou-se o material, com o cuidado de não verter o sedimento ou de formar aerossóis. Colocou-se então um volume de lugol igual ao volume de sedimento e transferiu-se a solução para um outro béquer, devidamente rotulado, que foi armazenado na geladeira para possível posterior avaliação microscópica.

  1. Resultados

Observou-se a formação de um acúmulo de sedimentos, provenientes das fezes, no fundo do cálice cônico.

  1. Discussão

Observa-se no método de Lutz que a filtração faz-se necessária no procedimento, pois, após a homogeneização das fezes no béquer com água, observa-se a presença de estruturas que poderiam causar interferência no diagnóstico laboratorial, como por exemplo, restos de alimentos, a filtração é então um procedimento com o intuito de purificar e concentrar ao máximo as estruturas parasitárias que podem estar presentes nas fezes, a filtração também permite a observação de possíveis estruturas parasitárias, como fragmentos de helmintos, que podem ficar presas no filtro.

Utiliza-se então um cálice cônico para a sedimentação da amostra, isso é possível devido ao peso dos sedimentos fecais, onde as possíveis estruturas parasitárias se encontram, ocorrendo então uma sedimentação espontânea, a qual é utilizada para o diagnóstico laboratorial. O cálice cônico é utilizado como recipiente para a sedimentação, pois, ele permite a concentração dos sedimentos fecais no seu fundo, o que não ocorreria caso o recipiente não fosse de fundo cônico.

  1. Conclusão

A observação da formação de sedimento comprova a realização correta de alguns procedimentos do Método de Lutz, assim como era desejado como objetivo da prática. Foi possível dissertar a respeito de cada procedimento e como este favorece para um resultado almejado. É possível saber a precisão da técnica com a observação ao microscópio do material decantado, ao qual esta prática serviu como preparação inicial do material que será levado à lâmina para análise.

  1. Referências Bibliográficas

Literatura:

  1. NEVES, D. P. ; et al. Parasitologia Humana – 11.ed.- São Paulo : Atheneu, 2004.

  2. VERONESI, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias – 7.ed.- Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1982.

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