Método de Faust (Relatório)

Método de Faust (Relatório)

IFRJ – Campus Maracanã

Coordenadoria de Biotecnologia

Disciplina: Parasitologia

Turma: BM171

Professores: Rodrigo Bisaggio e Carlos Henrique

Relatório de Parasitologia

Método de Faust

Avaliação:

Critério:

Nota:

Apresentação

Introdução

Objetivos

Material Utilizado/ Métodos

Resultados

Discussão

Conclusão

Referências Bibliográficas

Total:

Alunos: Alexandre Garcez

Guilherme Cerqueda

Pedro Lobo

Rio de Janeiro, 16 de março de 2011.

Sumário

Introdução

Pág.: 3

Objetivos

Pág.: 3 e 4

Material Utilizado e Métodos

Pág.: 4 e 5

Resultados

Discussões

Pág.: 5 e 6

Conclusão

Pág.: 6

Referências Bibliográficas

Pág.: 7

  1. Introdução

As fezes podem ser formadas ou diarréicas. Nas fezes formadas observam-se estruturas que demandam um certo tempo para serem produzidas, como os cistos que são característicos de seres multicelulares. Nas fezes diarréicas observam-se estruturas menos resistentes ao meio externo, que é o caso dos trofozoítos, que em sua maioria não sobrevivem muito tempo no meio ambiente, sendo assim a estrutura no qual o microrganismo se encontra parasitando algum ser, constitui a forma ativa do parasito.

Os exames parasitológicos de fezes são feitos utilizando-se fezes frescas e são baseados nos princípios de sedimentação e flutuação - embora possamos ver nos dias atuais métodos mais modernos - podendo observar o material então em um microscópio, caracterizando assim um exame microscópico com observação direta.

Quanto às técnicas de flutuação temos a técnica de Willis, que é dita como técnica de flutuação simples, e a técnica de Faust, que é chamada de técnica de centrífugo-flutuação. A teoria das técnicas de flutuação é a seguinte: após a devida preparação das fezes, com a retirada de qualquer interferente, é colocada uma solução com maior densidade que a das estruturas analisadas, e por conta disto elas flutuarão até a superfície, e uma alíquota dela poderá ser retirada para análise microscópica. A solução utilizada neste método é de sulfato de zinco que tem densidade igual a 1,18 g/mL.

O método de Faust faz com que sejam observados os microrganismos que se encontrarem em baixa densidade como alguns cistos de protozoários, ovos e larvas de helmintos. Excluindo-se assim aqueles microrganismos que não formam cistos.

Uma diferença do método de Faust para o de Lutz é a quantidade de interferentes na hora da observação microscópica, já que, nas técnicas de flutuação, qualquer interferente de alta densidade ficará no fundo dos tubos, não fazendo parte assim da alíquota retirada para preparação das lâminas.

  1. Objetivos

  • Realização do Método de Faust, em uma amostra de fezes, com objetivo de familiarização com ele, aplicando os procedimentos referentes ao método, com o intuito de preparar uma amostra para posterior observação microscópica de uma pequena alíquota retirada desta.

  1. Material Utilizado e Métodos

  • Material Utilizado:

▪ Luvas descartáveis

▪ 2 gramas de fezes frescas

▪ Béquer

▪ Palheta de madeira

▪ Água

▪ Tubo de ensaio

▪ Funil

▪ Filtro de gaze

▪ Centrífuga

▪ Pipeta pasteur

▪ Sulfato de Zinco 33% com densidade 1,18 g/mL

▪ Alça de platina

▪ Lâmina

▪ Lâmínula

▪ Microscópio óptico

▪ Lugol

  • Métodos:

Utilizando o jaleco, óculos de proteção e luvas descartáveis pegou-se cerca de 2 gramas de fezes frescas e colocou-se em um béquer com o auxilio de uma palheta de madeira, homogeneizou-se com cerca de 10 mL de água da bica e após a ausência ou quantidade desprezível de resíduos sólidos verteu-se a solução para um tubo de ensaio específico para centrifugar, utilizando um funil forrado com uma gaze para filtrar a solução.

Centrifugou-se por 2 minutos a 2500 rpm descartou-se o sobrenadante, essa etapa foi repetida até ser observada pouca coloração no sobrenadante. Desprezou-se então o sobrenadante e adicionou-se 5mL de uma solução de sulfato de zinco, com o auxílio de uma pipeta Pasteur, e centrifugou-se novamente por 2 minutos a 2500 rpm. Com o auxílio de uma alça de platina, retirou-se três pequenas alíquotas da superfície do material e colocou-se na lâmina seguido de uma gota de lugol, cobriu-se então a região com a lamínula e observou-se em um microscópio.

  1. Resultados

Com a realização da técnica, observou-se uma fina película de fragmentos, na superfície da solução, ao qual foi retirada como alíquota. No microscópico não foram observadas estruturas parasitárias, como cistos, fragmentos de larvas, etc, sendo possível apenas identificar pequenas sujeiras comuns em análises de fezes.

  1. Discussão

O método de Faust consiste em preparar uma amostra para análise microscópica que possa ser analisada com maior precisão, sem muitos interferentes que possam induzir a uma observação e interpretação errônea. Logo no início temos uma filtração da amostra homogeneizada para a retirada de interferentes macroscópicos, como pedaços de comida mal digerida, ou mesmo para facilitar a observação de estruturas parasitárias microscópicas, como helmintos.

Até esta etapa, todos os métodos de análises parasitológicas se familiarizam, porém em especial no método de Faust temos uma etapa de centrifugações seqüenciais, descartando o sobrenadante entre elas. Estas centrifugações ajudam na eliminação de impurezas que sejam menos densas que a água, pois essas não descerão para o fundo do tubo e serão descartadas, a realização de várias centrifugações ajuda a ter certeza de que toda impureza pouco densa foi eliminada.

Com a adição do sulfato de zinco, e a centrifugação, ele ficará depositado no fundo do tubo, e conseqüentemente a amostra densa a ser analisada flutuará. Isto foi possível observar, como é dito nos resultados.

Com a preparação da lâmina não foi possível observar estruturas parasitárias, talvez por conta de uma ausência de cistos na amostra analisada, descartando a possibilidade de que a técnica foi realizada de maneira incorreta.

  1. Conclusão

Muito embora não tenha sido possível a observação de parasitas na amostra, o objetivo da prática pode ser concluído, pois ele se foca no aprendizado do método pela qual a amostra foi preparada, de maneira à evitar possíveis erros.

Pode-se afirmar com maior certeza de que a ausência de parasitas na análise microscópica não foi um erro de manipulação por conta dos resultados semelhantes de outros grupos em laboratório.

  1. Referências Bibliográficas

Literatura:

  1. NEVES, D. P. ; et al. Parasitologia Humana – 11.ed.- São Paulo : Atheneu, 2004.

  2. VERONESI, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias – 7.ed.- Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1982.

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