Baermann-Moraes (Relatório)

Baermann-Moraes (Relatório)

IFRJ – Campus Maracanã

Coordenadoria de Biotecnologia

Disciplina: Parasitologia

Turma: BM171

Professores: Rodrigo Bisaggio e Carlos Henrique

Relatório de Parasitologia

Baermann-Moraes

Avaliação:

Critério:

Nota:

Apresentação

Introdução

Objetivos

Material Utilizado/ Métodos

Resultados

Discussão

Conclusão

Referências Bibliográficas

Total:

Alunos: Alexandre Garcez

Guilherme Cerqueda

Pedro Lobo

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2011.

Sumário

Introdução

Pág.: 3

Objetivos

Pág.: 3

Material Utilizado e Métodos

Pág.: 4 e 5

Resultados

Discussões

Pág.: 5

Conclusão

Pág.: 5

Referências Bibliográficas

Pág.: 6

  1. Introdução

Um dos métodos específicos para identificar larvas vivas de Strongyloides stercolaris é o método de Baermann-Moraes. O método se baseia em propriedades que estas larvas possuem, que interferem em seus padrões migratórios. Uma das características é o hidrotropismo positivo, ou seja, as larvas costumam migrar para a água, ou para o local com maior umidade. O termotropismo positivo também está presente, indicando que as larvas procuram estar em locais com temperaturas mais elevadas (porém com um limite para esta temperatura). Juntando as duas características podemos generalizar dizendo que as larvas possuem termohidrotropismo, podendo migrar facilmente para águas que tenham sofrido um processo de aquecimento.

Na natureza, essas larvas se encontram no solo, e possuem geotropismo negativo, costumando ficar na superfície, todavia, quando há um aumento na umidade e temperatura no interior desta terra essas larvas podem acabar migrando para camadas um pouco mais profundas. Isto indica que a influência do termohidrotropismo nas larvas é bastante acentuada, o método de Baermann-Moraes aproveita-se disso, criando uma metodologia para caso haja larvas de Strongyloides stercolaris em uma amostra, elas migrem para a água aquecida. Com a coletagem desta água é possível utilizar a microscopia para confirmar a presença ou ausência do parasito.

É possível que encontre-se também larvas de ancilostomídeos, embora eles sejam menos sensíveis ao método, para resolver este problema pode-se utilizar uma coloração de lugol que permitirá na observação microscópica diferenciar estruturas entre os dois parasitos como a presença de um primórdio genital e de um vestíbulo bucal bastante curto.

  1. Objetivos

  • Realização e familiarização com o método cropológico de Baermann-Moraes, para a obtenção de uma amostra com possíveis larvas vivas de Strongyloides stercoralis, por conta de suas características de termohidrotropismo positivo. Esta amostra poderá ser usada para observação na lupa, embora não seja o objetivo da prática.

  1. Material Utilizado e Métodos

  • Material Utilizado:

▪ Luvas descartáveis

▪ Fezes formadas

▪ Palheta de madeira

▪ Filtro de gaze

▪ Béquer de 100mL

▪ Água

▪ Suporte de madeira

▪ Funil

▪ Peneira

▪ Mangueira de látex

▪ Pinça de Mohr

▪ Vidro de Relógio

▪ Banho-Maria

  • Métodos:

O sistema para a realização do método foi montado, acoplando a mangueira de látex no funil, que foi colocado sobre o suporte de madeira. Uma pinça de mohr foi utilizada para fechar a mangueira, não permitindo que houvesse perda de água durante o método. Para confirmar se não havia vazamento foi colocado um pouco de água da bica no funil, esta água foi posteriormente descartada.

Simultaneamente, foi aquecida mais água no banho-maria à 42°C, e com o auxílio de um béquer de 100mL ela foi transferida para o funil, enchendo-o parcialmente para que o nível de água não atingisse o fundo da peneira que seria colocada posteriormente no sistema.

Em um filtro de gaze, com uma palheta de madeira, espalhou-se um pouco de fezes formadas, com cuidado para que fragmentos não ultrapassassem o filtro. Em seguida, este filtro foi fixado em uma peneira, e o funil preparado foi completado com água até que ela encostasse no fundo da peneira, sem que as fezes fiquem submersas.

Após aproximadamente 15 minutos uma alíquota de água foi coletada em um vidro de relógio, embora o procedimento padrão indique que o tempo desejável para este método esteja entre 1h e 1:30h.

  1. Resultados

A alíquota de água que foi coletada no vidro de relógio não possuía quaisquer indícios macroscópicos da presença de larvas vivas de Strongyloides stercoralis, por conta das dimensões das larvas seria necessário uma análise microscópica que não foi realizada, desta forma não obtivemos resultados claros.

  1. Discussão

Devido ao termotropismo positivo apresentado pelas larvas de Strongyloides stercoralis, é possível que caso a amostra coletada fosse observada em lupa, observássemos larvas de Strongyloides stercoralis, indicando assim um resultado positivo para o teste, ou seja, o doador é portador do parasito em questão. Tal fato ocorre, pois, ao entrar em contato com a água aquecida, as larvas de Strongyloides stercoralis presentes na amostra fecal, tendem a seguir para esta, já que esta apresenta uma maior temperatura em comparação com a temperatura da região em que a larva se encontra, sendo assim, a larva acaba por ser coletada junto à água, devido á gravidade.

Apesar de não observarmos a possível presença de larvas na amostra coletada através da lupa, observamos a praticidade e a eficiência do método em questão, onde a partir de poucas etapas é possível se obter uma eficiente análise coprológica específica para Strongyloides stercoralis.

  1. Conclusão

Devido à falta de tempo, não foi possível fazer a análise da amostra, porém o objetivo descrito no relatório pôde ser alcançado, tendo em vista que os técnicos tiveram a possibilidade de se familiarizar com o método, de forma a poderem reproduzi-lo em possíveis futuras análises, e pôde-se compreender e discutir a respeito das etapas e eficiência do método realizado.

  1. Referências Bibliográficas

Literatura:

  1. NEVES, D. P. ; et al. Parasitologia Humana – 11.ed.- São Paulo : Atheneu, 2004.

  2. VERONESI, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias – 7.ed.- Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1982.

Comentários