Relatório: Teor de álcool na gasolina

Relatório: Teor de álcool na gasolina

Universidade Federal do Pará

Instituto de Ciências Exatas e Naturais

Faculdade de Química

Controle Químico de Qualidade

Prof.: Augusta Maria Paulain Ferreira Felipe

Relatório: Teor de álcool na gasolina

Ana Carolina Maués – 08056000301

Christiene R. L. de Matos – 08056000901

Cléber Santos de Souza – 06056002401

Fabrício da Silva Tavares – 03056000801

Flávio Marcelo de O. da Silva – 06056002401

Belém – 2011

  1. Introdução

A utilização do petróleo como fonte de energia foi essencial para garantir o desenvolvimento industrial verificado durante o século XX. Através da sua destilação fracionada, podem-se obter vários produtos derivados de grande importância econômica, tais como o gás natural, o querosene, o diesel, os óleos lubrificantes, a parafina e o asfalto. Mas a fração do petróleo que apresenta maior valor comercial é a gasolina, tipicamente uma mistura de hidrocarbonetos saturados que contém de 5 a 8 átomos de carbono por molécula (Morrison e Boyd, 1996; Solomons, 1996).

O custo de produção do álcool é maior que o da gasolina, mas por um acordo firmado entre o governo e os usineiros, hoje o álcool é subsidiado e, por isso, é mais barato que a gasolina nos postos. A mistura do álcool na gasolina reduz a poluição e melhora a octanagem do combustível, evitando sua explosão ao ser comprimido no motor o que causa estouros que podem danificá-lo.

No Brasil, antes da comercialização, adiciona-se álcool anidro à gasolina. A mistura resultante é homogênea (monofásica). A mistura água-álcool também é um sistema homogêneo (monofásico), com propriedades diferentes daquelas das substâncias que a compõem (densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição, etc.). Já a mistura água-gasolina é um sistema heterogêneo, bifásico. Quando a gasolina (que contém álcool) é misturada à água, o álcool é extraído pela água e o sistema resultante continua sendo bifásico: gasolina-água/álcool.

O álcool contido na gasolina dissolve-se na água porque suas moléculas são polares como as da água. Substâncias polares dissolvem-se melhor em solventes polares e substâncias apolares dissolvem-se melhor em solventes apolares.

  1. Objetivo

Determinar o teor de álcool na gasolina, e assim verificar se a mesma está dentro das normas técnicas e em perfeitas condições de uso.

Reconhecer a presença da Química no controle de qualidade de combustíveis.

  1. Materiais utilizados

Proveta 50 mL com tampa, um bastão de vidro, balão volumétrico de fundo chato, Becker 50 mL, balança semi-analítica, espátula, solução 30% NaCl, amostra de 25 ml de gasolina comum.

  1. Procedimento

Foram pesados 30g de NaCl no Becker para preparar a solução. Foi adicionando-se água, e à medida que o soluto era dissolvido era transferido para o balão. Quando o soluto foi todo dissolvido, os 100 ml foram completados com água. Essa solução de NaCl foi usada para aumentar a solubilidade do álcool em água, pois sendo este sal um composto iônico a sua solução é mais polar do que a água pura (contém íons), desta maneira consegue-se extrair com mais eficiência o álcool da camada orgânica, gasolina (apolar).

Depois de preparar a solução, foram colocados 25 mL de amostra de gasolina na proveta e completados os 50 mL com a solução. Foi tampada a proveta, e agitada três vezes. O sistema foi deixado em repouso. E a partir do volume de água+álcool constatou-se o volume de álcool e a porcentagem.

  1. Resultados e discussões

Considerando-se V’ o volume da mistura água/álcool e V” o volume de álcool na gasolina, temos:

V’’ = V’ – 25 mL

O volume da mistura álcool/água encontrado foi de 31 mL, assim temos:

V” = 31 – 25 → V’’ = 6 mL

O volume 25,0 mL se refere ao volume inicial da mistura gasolina álcool (se este volume for alterado, a fórmula tem que ser modificada de acordo). A partir do volume se calcula a porcentagem de álcool na gasolina (x):

% álcool = (6 mL/ 25mL)*100 = 24%

O teor de álcool nessa amostra de gasolina é de 24%.

  1. Conclusão

A partir da análise concluiu-se que a gasolina não está adulterada, pois a sua concentração é de 24%, e a concentração de álcool na gasolina brasileira, segundo o CNP (Conselho Nacional do Petróleo), deve estar entre 18 % e 24%. Assim, pode-se dizer que a gasolina utilizada para análise está em condições de uso.

  1. Referências

Associação Brasileira de Normas Técnicas. Determinação da Massa Específica e do Teor Alcoólico do Álcool Etílico e suas Misturas com Água. Rio de Janeiro.ABNT, NBR – 5992. Jul. /1966.

ABNT. Disponível em: http://www.abnt.org.br. Acessado em 12 de junho de 2011.

Ministério Público Federal. Gasolina adulterada batizada – entendendo a alteração de combustíveis. São Paulo, 2006.

EBAH. Disponível em: http://www.ebah.com.br/. Arquivos sobre gasolina. Acessado em 12 de junho de 2011.

MORRISON, R.; BOYD, R. Química Orgânica. 13ª ed. Trad. M.A. da Silva.Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. p. 110-115 e 294-304.

SOLOMONS, T.W.G. Química Orgânica. 6ª ed. Trad. W. Oh Lin. Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e Científicos, 1996. v. 1, p. 76-85 e 127-131.

Comentários