ELETRONICA - AUTOMOTIVA - 01-2-º-MODULO

ELETRONICA - AUTOMOTIVA - 01-2-º-MODULO

(Parte 1 de 10)

ETEC MARTIN LUTHER KING – Eletrônica Automotiva – 2.º Módulo – Prof. José Carlos1

Circuitos de proteção

Um componente muito simples e de extrema importância nos circuitos elétricos são os fusíveis. Este dispositivo tem por finalidade proteger o circuito contra possíveis sobre-cargas.

Entenda sobre-carga como uma corrente superior ao máximo permitido num circuito. Por exemplo, se em um determinado circuito elétrico a corrente máxima admissível for de 10A, qualquer valor superior a isso é considerado sobre-carga, que pode danificar o circuito e por em risco a segurança do usuário, pois, podem causar incêndios.

Existem diversos tipos de fusíveis. Os mais conhecidos são: O de vidro (tipo americano), o tipo europeu, o tipo lâmina, o tipo maxi-lâmina, o tipo mini-lâmina e o tipo mega (pode ser macho, fêmea ou com terminal lateral).

Cada tipo é empregado num determinado veículo. Os mais antigos utilizavam o tipo europeu ou americano. Atualmente, a maioria dos veículos utilizam os fusíveis do tipo lâmina (normal, maxi ou mini). Outros utilizam o tipo mega (fêmea, macho ou terminal lateral).

Independente do tipo, todos possuem a mesma função. Vamos descreve cada um deles: Fusível tipo Europeu

Este tipo de fusível foi muito empregado na linha Volkswagen até 1986.

Possui um corpo de material isolante e as suas área de contato ficam na extremidade. Estas duas áreas estão interligadas por uma lâmina que se rompe (derrete) com a temperatura.

O excesso de corrente faz com que haja um aumento de temperatura no filamento (lâmina) que acaba se rompendo abrindo o circuito elétrico.

Quem não se lembra desse tipo de fusível no Passat, Fusca, etc.? Embora estes fusíveis possam ser encontrados com diversas cores, sua identificação está no seu código de vendas. Exemplos:

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Fusível tipo Americano Também é outro tipo de fusível que já saiu de circulação há muito tempo, antes mesmo do que o tipo europeu.

O fusível americano possui seu corpo em vidro. Observe que o filamento de proteção está localizado na sua parte interna.

Este tipo de fusível foi muito empregado pela linha Ford até o início dos anos 80. Os fusíveis do tipo americano também são classificados por códigos

Fusível tipo Lâmina

É o tipo de fusível mais utilizado atualmente. Pode ser encontrado com valores entre 3 a 30 ampères.

Seu corpo embora seja colorido, possui uma transparência que permite a visualização do filamento de proteção. Suas áreas de contato são do tipo terminal de encaixe macho.

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Neste tipo de fusível cada cor representa exatamente o seu valor em ampères. Veja a tabela abaixo:

Fusível tipo Maxi-lâmina

Possui o mesmo formato do tipo lâmina só que maior. Podem ser encontrados com valores entre 20 a 80 ampères.

Estes fusíveis são normalmente encontrados nos carros da linha Fiat, Chevrolet e os importados da linha Ford.

Abaixo segue a tabela de classificação dos fusíveis Maxi-lâmina:

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Comutador de partida e ignição

Iremos começar por esse dispositivo, pois, é dele que partem a maior parte dos circuitos elétricos do automóvel.

O comutador de ignição e partida é como se fosse um interruptor, só que com múltiplas posições (normalmente três). Esse dispositivo fica instalado atrás do miolo da chave de contato, no painel do automóvel. Se você está imaginando que se trata do dispositivo que é responsável para ligar o veículo acertou em cheio.

O comutador de partida é um dispositivo que possui três ou quatro terminais, sendo um deles entrada de corrente e as demais, saídas. Para se retirar o comutador de partida é um pouco complicado, uma vez que as montadoras dificultam ao máximo o seu acesso, por questão de segurança, pois, uma vez com o comutador em mãos, não haveria necessidade das chaves para se ligar o veículo (exceto os que contam com o imobilizador eletrônico).

Quando você insere a chave no miolo e, uma vez que o segredo esteja correto, ele permite que se vire o tambor, cuja extremidade está ligado na parte superior do comutador (ver figura ao lado). Se você conseguir retirar o comutador do lugar e desmembrá-lo do miolo, poderá dar partida apenas com uma chave de fenda ou qualquer outro material que possa acionar o comutador. Por esse motivo ele fica bem escondido.

Observe que na parte inferior do comutador existem quatro terminais, como já dissemos, uma é entrada de corrente e as demais são saídas.

Veja na figura ao lado que, onde está escrito acionamento do comutador, bastaria de uma chave de fenda para acioná-lo. Uma vez que se se gire o acionador no sentido horário, ele provocará o fechamento do circuito para as suas respecitivas saídas. Bom, creio que agora vocês devem estar imaginando o nível de segurança que nossos automóveis possuem.

Veja na figura abaixo o símbolo que iremos utilizar para o comutador de partida, a sua entrada e suas saídas.

Um comutador de quatro terminais possui três posições, no caso, 1, 2 e 3. Os números que aparem representam os circuitos as quais chegam ou saem do comutador.

A linha 30 é a entrada e, as linhas 50, X e 15 são as saídas.

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Comutador de ignição e partida Confira a seguir a ligação dos fios que saem do comutador de partida:

Lembra-se quando mencionamos que o comutador possui quatro terminais. Pois bem, cada terminal possui um fio. Em nosso exemplo, temos: Linha 30 ou positivo direto da bateria (vermelho), linha 50 ou partida (vermelho e preto), Linha X ou função X (preto e amarelo) e linha 15 ou ignição (preto).

Como podemos observar, a linha 30 é a entrada de corrente enquanto que as linhas 50, X e 15 são saídas do comutador.

Observação: Quando os fios possuírem duas cores, é diferente dizermos vermelho e preto de preto e vermelho. Tratam-se então, de dois tipos de fiação distintas. A cor predominante sempre vem primeiro e possui uma faixa maior na simbologia.

Vamos ver agora o funcionamento do comutador nas suas três posições. Para facilitar nosso entendimento, iremos colocar uma lâmpada em cada saída.

Comutador na posição 1 ou desligado

Nesta condição o comutador não permitirá à passagem da corrente elétrica para nenhuma das linhas de saída e as lâmpadas estarão apagadas.

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Comutador na posição 2

Nesta posição, a corrente entra no comutador pela linha 30 e sai nas linhas X e 15, conseqüentemente, as lâmpadas B e C irão se acender.

Comutador na posição 3

Nesta posição, a linha 50 é ativada, acionando a lâmpada A. Note que em função de uma linha de comunicação no comutador, a linha 15 se mantém ativa mantendo a lâmpada C também acesa.

Nota importante: Nas posições 1 e 2, a chave se mantém na posição que foi deixada. Na posição três ela somente permanece se o motorista ficar segurando a chave, caso contrário ela voltará à posição 2.

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Abaixo a simulação do funcionamento do comutador de partida.

Comutador de ignição e partida I

É importante ressaltar as linhas dos circuitos elétricos. Quando falamos em sinal negativo (terra) significa um ponto comum de todos os circuitos. Assim, podemos dizer que mais de 85% dos componentes elétricos já estão aterrados, ou seja, já possuem o negativo ligado. Para funcionar, basta aplicar um sinal positivo.

Por essa razão, o controle de interrupção da corrente normalmente se faz pelo positivo, como vimos no comutador de partida e ignição. Você pôde perceber que entra no comutador um sinal positivo direto da bateria e esse sinal pode ser transmitido para três linhas distintas- 50, X e 15. Todas essas linhas continuam tendo um sinal positivo, só que controlado por um sistema de interrupção.

Estamos empregando em nossos circuitos o método utilizado pela Volkswagen para representar seus diagramas elétricos, uma vez que o mesmo é o mais simples de se compreender. Ao longo do nosso curso iremos aprender a interpretar todos os esquemas elétricos.

Voltemos ao comutador de partida. Caso esse dispositivo apresente algum defeito, ele poderá impossibilitar o funcionamento dos componentes controlados por ele, ou seja, os elementos que estão ligados as linhas 50, X e 15.

Para testar o comutador é muito simples, pode-se inclusive utilizar lâmpadas para esse fim, como vimos na aula anterior ou utilizar um multímetro na função ohmímetro para medir continuidade. Quando falamos continuidade, significa que o valor da resistência é zero ou muito próximo de zero. Outra expressão que iremos utilizar é "infinito" ou circuito em aberto. Neste caso, deverá aparecer o sinal "0.L" no visor (multímetro digital). Veja a ilustração a seguir.

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