tipos de fezes, provas funcionais

tipos de fezes, provas funcionais

Anderson de Araujo Galvao n.07 matricula 1202459 Turma Analise Clinicas 3N

Trabalho de Parasitologia – Tipos de Fezes

Fezes Normais - Geralmente têm aspecto castanho-parda e pastoso homogeneo, possui odor caracteristico. As fezes normais são sólidas e apresentam 75% de água na sua composição. A forma das vezes normais varia em sua consistencia, moldada pelo esfincter anal em cilindros, geralmente uniformes, com estreitamento terminal (provocado pelo espasmo do reto). As fezes normais contem pouca viscosidade, que não depende da consistência, mas sim do teor de muco.Alguns fatores, como o vegetarianismo, pode aumentar o teor de líquido e a cor das fezes. Geralmente, uma alimentação adequada, faz o indivíduo eliminar de 100 a 150 g de fezes, por dia. Mais da metade da massa das fezes humanas é composto por bactérias, em sua maioria mortas. Cada grama de fezes no adulto normal contém de 1011 a 1012 unidades formadoras de colónias por grama, quase o valor teórico máximo de bactérias por centímetro cúbico. O restante é constituído por sais, muco, fibras, celulose e outros materiais não digeridos. A cor amarronzada ou acastanhada e estrutura das fezes se deve à presença de pigmentos provenientes da bile.

Fezes Esteatorreicas é a formação de fezes volumosas, acinzentadas ou claras, que geralmente são mal cheirosas, flutuam na água e têm aparência oleosa, ou são acompanhadas de gordura que flutua no vaso sanitário. Ocorre por aumento na quantidade de gordura nas fezes, geralmente definida acima de 6 gramas por dia, causada por má absorção derivada de má digestão intraluminal, má absorção pela mucosa intestinal ou má absorção pós-mucosa. Pode estar relacionada ainda a doença de Crohn, diverticulose do intestino delgado, distúrbios de motilidade intestinal e Doenças metabólicas como tireotoxicose, insuficiência adrenal, síndrome autoimune poliglandular, desnutrição proteico-calórica.

Fezes Disentericas Diarreia, sempre acompanhada de muco e sangue, após estágio inicial de diarréia aquosa. Se não for tratada, a disenteria pode ser fatal. A disenteria resulta de infecções virais, bacterianas, protozoárias ou parasíticas. Estes agentes patogénicos chegam ao intestino grosso após ingestão de comida ou água contaminada, ou contacto oral com objectos contaminados. Cada agente patogénico tem o seu próprio mecanismo de patogenicidade, mas em geral a infecção provoca danos no revestimento intestinal, resultando em inflamação. Isto pode causar aumento da temperatura, espasmos dos músculos intestinais, inchaço ou edema, e danos no tecido devido à resposta imunológica (por células do sistema imunitário e respectivas citocinas). O resultado pode levar a uma absorção de nutrientes defeituosa, perda excessiva de água e minerais pelas fezes, e, em casos graves, entrada dos organismos patogénicos na corrente sanguínea.

Fezes constipadas/obstipadas, duras e pequenas resultantes de obstipação intestinal, resultante dos seguintes fatores: Falta de ingestão de liquidos. Alimentação com pouca fibra e/ou baseada em lanches, massas e alimentos industrializados. Sedentarismo. Uso prolongado de laxantes. Uso de determinados medicamentos. Evitar evacuar quando sentir vontade. Stress, ansiedade, e depressão. Doenças especificas ou alterações anatomicas do cólon e reto.

Melena se refere a fezes pastosas de cor escura e cheiro fétido, sinal de hemorragia digestiva alta. A cor escura se refere as modificações bioquímicas sofridas pelo sangue na luz intestinal colonizada por bactérias. Os médicos geralmente usam os termos melena e hematoquesia para se referir a sangue nas fezes. Somente o sangue que se origina de fonte superior (como intestino delgado), ou sangramento de fonte inferior que ocorre lento o suficiente para permitir oxidação, são associados com melena. Por essa razão, melena é freqüentemente associada com sangue no estômago ou duodeno (trato gastrointestinal superior), por exemplo úlcera péptica. Na melena o sangue, que parece oculto, é indicado pela cor negra das fezes, enquanto que na hematoquesia pode haver sangue vivo aparente.

Fecaloma, também chamado de fecalito, é um endurecimento das fezes em pedras de tamanho variado no interior do cólon, que podem aparecer quando há obstrução do trânsito intestinal, como ocorre no megacólon ou na constipação crônica. Algumas doenças como a doença de Chagas, doença de Hirschsprung e outras provocam a destruição do sistema nervoso autônomo no interior da mucosa do cólon (plexo de Auerbach) e podem causar fecalomas extremamente grandes, que precisam ser removidos cirurgicamente (desimpactação). Normalmente, entretanto, os fecalomas podem ser removidos manualmente ou através da passagem de tubos colônicos, catéteres que carregam um fluido de desimpactação.

Fezes Diarreicas - A diarreia consiste no aumento do número de evacuações e/ou a presença de fezes amolecidas, com consistência pastosa e/ou até mesmo líquidas nas evacuações. A diarreia é classificada em Aguda, quando dura até 14 dias, Persistente, superior a 14 dias ou ainda Crônica, quando ultrapassa de 3 semanas. Essa classificação tem importância porque o tratamento e a investigação de cada um dos tipos é diferente. Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação. Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com facilidade. Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano constituído por cerca de 75% de água, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio.

Causas

* Toxinas bacterianas como a do estafilococus;

* Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shighella;

* Infecções virais;

* Disfunção da motilidade do tubo digestivo;

* Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase;

* Efeitos colaterais de algumas drogas, por exemplo, antibióticos, altas doses de vitamina C e alguns medicamentos para o coração e câncer;

* Abuso de laxantes;

* Intolerância a derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose (açúcar do leite);

* Intolerância ao sorbitol, adoçante obtido a partir da glicose.

Tipos de diarreia

a) Diarreia comum: caracteriza-se normalmente por provocar apenas fezes soltas e aguadas. Ocorre mais em crianças. Pode estar associada a uma combinação de estresse, remédios e alimentos. Por exemplo, excesso de gorduras, de cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou mesmo ansiedade diante de acontecimentos importantes podem provocar esse tipo de diarréia;

b) Diarreia infecciosa – comum em crianças, provoca além dos sintomas da diarréia comum, febre, perda de energia e de apetite. É causada por viroses e bactérias. Se não for convenientemente tratada, pode demorar até uma semana os sintomas desaparecerem;

c) Amebíase – pode ocasionar desde leve dor de estômago e flatulência até febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes aguadas com manchas de sangue. É causada por um protozoário que invade o sistema gastrintestinal transportado por água ou comida contaminada. Infecção típica dos trópicos, manifesta-se também nos habitantes de regiões de clima temperado;

d) Giardíase – causada pela giárdia, um protozoário, seus sintomas variam da simples dor estomacal à diarréia persistente ou à presença de fezes pastosas. Outros sintomas também podem aparecer: desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga. A giárdia espalha-se no aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. Também pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos;

e) Intolerância à lactose – algumas pessoas não conseguem digerir a lactose, açúcar encontrado no leite e seus derivados, porque não produzem uma enzima chamada lactase. Entre seus sintomas, destacam-se tanto diarreia quanto prisão de ventre, desarranjos estomacais e gases.

http://boasaude.uol.com.br/realce/emailorprint.cfm?id=12213&type=lib

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fecaloma_(doen%C3%A7a)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Melena

http://pt.wikipedia.org/wiki/Esteatorreia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Disenteria

http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/

http://www.circuitoescola.com.br/Apostila/Apostila5.pdf

NOME: FEZES – COPROLÓGICO FUNCIONAL

Valor de Referência:

Aspecto: fezes formadas

Resíduos: ausentes

Reações químicas: negativas

Reação para estercobilina: positivo

Interpretação Clínica: Útil na avaliação de distúrbios funcionais e orgânicos do processo de digestão e absorção dos alimentos permitindo diagnosticar: insuficiência gástrica, pancreática e biliar, desvios da flora bacteriana, síndromes ileais, colites e outras alterações do sistema digestivo.

NOME: ALFA-1-ANTITRIPSINA FECAL

Valor de referencia: 5,4 a 26,8 mg/dL

Indicações diagnosticas: A Alfa-1-antitripsina nas fezes é uma proteína resistente à degradação pelas enzimas digestivas, sendo utilizada como marcador endógeno da perda protéica pelo tubo digestivo. Níveis elevados são encontrados nas enteropatias perdedoras de proteínas: enterite regional, doença de Whipple, carcinoma gástrico, gastroenteropatia alérgica, linfagectasia intestinal, intolerância ao leite de vaca e na hipogamaglobulinemia congênita

NOME:DOSAGEM DE GORDURA FECAL

Referencia: 1,8 a 6,0 g/24horas

Indicações Diagnosticas: A quantificação de gordura nas fezes, em determinado período de tempo, permite o diagnostico da esteatorreia, quepode estar associada com pancreatite crônica, fibrose cística, neoplasias, doença de Whipple, doença celíaca, enterite regional, tuberculose intestinal, giardíase e atrofia mucosa (consequente à desnutrição).

NOME: HEMÁCIAS E LEUCÓCITOS, DIRETO, FEZES

Valor de referencia: Eritócitos: ausentes.

Leucócitos: ausentes ou raros.

Muco: pequena quantidade.

Indicações Diagnosticas: Leucócitos não são encontrados normalmente no material fecal, razão pela qual sua presença indica processo infeccioso (invasão tissular) ou inflamatório do trato intestinal.- A existência de grande quantidade de leucócitos, associada ou não à presença de eritrócitos, sugere retocolite ulcerativa ou infecção bacteriana. No entanto, convém ponderar que, em cerca de 10% a 15% dos quadros causados por patógenos intestinais, não há leucócitos nas fezes.- Leucócitos fecais em número aumentado costumam ser indicativos da presença de E. coli invasora, Salmonella, Shigella, e Yersinia, assim como de amebíase, colite ulcerativa, colite associada a antibiótico, colite pseudomembranosa e doenças inflamatórias intestinais idiopáticas.- Em algumas infecções bacterianas, infecções virais e giardíase, podemos não detectar presença de leucócitos nas fezes.

NOME: pH NAS FEZES

Valor de Referência:

Acima de 4 anos: 6,5 a 7,5

de 1 a 4 anos: 5,6 a 7,5

Adultos: 5,5 a 8,0

Lactante em aleitamento materno: 5,0 a 6,0

Lactante em aleitamento com leite de vaca : 7,2 a 9,0

Indicações diagnosticas: O pH das fezes é dependente da dieta alimentar, da fermentação de açúcares no intestino e do seu teor de gordura. Se predominar a fermentação o pH será ácido e se predominar a putrefação será alcalino.

NOME: PESQUISA DE SANGUE OCULTO

Valor de Referência: Negativo

Indicações diagnosticas: Auxiliar no diagnóstico de lesões com sangramento da mucosa de porções baixas do trato digestivo, especialmente do cólon como: colite, diverticulite, pólipos, câncer

NOME: PIGMENTOS BILIARES, PESQUISA, FEZES

Valor de referência

Bilirrubina: reação negativa.

Estercobilina: reação positiva (++) ou fortemente positiva (+++).

Indicações Diagnosticas: Este exame pesquisa os pigmentos biliares presentes nas fezes: a estercobilina, que representa o estado normal dessa substância, e a bilirrubina, cujo encontro é sempre patológico. A presença de bilirrubina indica trânsito intestinal muito acelerado, não oferecendo tempo para que se processem as reações normais de oxidorredução desse pigmento pela flora intestinal. Já reações negativas para estercobilina e bilirrubina demonstram a ausência total de pigmentos biliares nas fezes, ou seja, um indício de obstáculo ao trânsito da bile para o intestino, que é traduzido pelas fezes acólicas.

NOME: CROPOLÓGICO INFANTIL

Valores de referencia:

Pesquisa de gordura: raras gotículas de gordura;

grãos de amido: raros

pH:

Lactente em aleitamento materno: 5,0 - 6,0

Lactente em aleitamento com leite de Vaca: 7,2 - 9,0

Crianças de 1 a 4 anos: 5,6 – 7,5

Crianças acima de 4 anos: 6,5 - 7,5

Pesquisa de substâncias redutoras: negativa.

Pesquisa de Tripsina: atividade tríptica até a diluição 1/100.

Indicações diagnosticas: A prova avalia a atividade funcional dos diferentes segmentos do tubo digestivo detectando alguns distúrbios motores e déficit de absorção. Tem maior valor nas síndromes de má absorção.

NOME: Substancias redutoras nas fezes

Valor de referência: Reação negativa

Indicações diagnósticas: A pesquisa de substâncias redutoras nas fezes é utilizada para detectar deficiências congênitas, ou causadas por lesão inespecífica, de enzimas da mucosa intestinal, especialmente as dissacaridases (lactase e sacarase). Normalmente, os açúcares são rapidamente absorvidos no intestino delgado proximal, mas, se isso não ocorre, eles permanecem na luz intestinal, causando diarréia osmótica. A má absorção dos diferentes açúcares, ocasionada por essas deficiências enzimáticas, determina o aparecimento das substâncias redutoras nas fezes, além de queda em seu pH. Apesar de a sacarose não ser um açúcar redutor, ela está sujeita à hidrólise ácida no intestino, no qual ocorre a liberação dos açúcares redutores que são avaliados como substâncias redutoras. É possível encontrar resultados falso-negativos em material fecal não-recente devido à fermentação dos açúcares pelas bactérias intestinais.

NOME: TRIPSINA FECAL

Valor Referência: Crianças menores de 1 ano: maior que 1:80

Crianças acima de 1 ano: maior que 1:40

Indicações Diagnosticas: A pesquisa da atividade da tripsina nas fezes é um teste de triagem para função exócrina do pâncreas e síndromes de malabsorção - pancreatite crônica e fibrose cística. É indicado na avaliação de malabsorção em crianças até 4 anos de idade.

Pesquisa realizada em 17/06/2012 nas seguintes fontes:

http://www.endoclinicasp.com.br/exames-que-realizamos/fezes-coprologico-funcional/

http://www.laboratorionobel.com.br/exame/87/alfa-1-antitripsina-fecal.html

http://www.laboratorioreacao.com.br/procedimentos-para-exames/GFQT

http://www.inac.com.br/novo/?pag=exames&pg_ex=ex_busca_detalhe&ex=626

http://www.endoclinicasp.com.br/exames-que-realizamos/fezes-ph-fecal/

http://www.endoclinicasp.com.br/exames-que-realizamos/fezes-pesquisa-de-sangue-oculto/

http://www.inac.com.br/novo/?pag=exames&pg_ex=ex_busca_detalhe&ex=1675

http://www.laboratoriocenterlab.com.br/exames/parasitologia/coprologico-para-criancas-390/

http://www.labsaoroque.com.br/index.asp?link=exames_view&id=341

http://www.labhpardini.com.br/lab/parasitologia/tripsina.htm

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