agricultura organica

agricultura organica

Histórico

  • Antiguidade: uso apenas do descanso da terra e de matéria orgânica.

  • Agricultura Moderna

    • Descobertas do século XIX:
      • Saussure (1797 – 1845),
      • Boussingoult (1802 – 1887) e
      • Liebing (1803 – 1873).
    • Liebig: precursor da “agroquímica” – aumento da produção é diretamente proporcional à quantidade de substâncias químicas incorporadas ao solo.

Histórico

  • Século XX:

    • Luis Pasteur (1822 – 1895),
    • Serge Winogradsky (1856 – 1953),
    • Martinus Beijerinck (1851 – 1931);
    • E outros:
      • Provaram a importância da matéria orgânica nos processos produtivos agrícolas.
  • “Segunda Revolução Agrícola” - Abandono dos sistemas de rotação de culturas e da integração da produção animal à vegetal.

  • Várias descobertas: grande aumento nos rendimentos das culturas.

Histórico

  • A partir da década de 60 – sinais de exaustão:

    • Desflorestamento,
    • Diminuição da biodiversidade,
    • Erosão e perda de fertilidade dos solos,
    • Contaminação da água, dos animais silvestres e dos produtores pelo uso indiscriminado de agrotóxicos.

Histórico

  • Livro: Primavera silenciosa, Rachel Carson, 1962.

    • “Best seller” e um dos principais alicerces do pensamento ambientalista nos EUA e, conseqüentemente, no resto do mundo.

Histórico

  • Início dos anos 70 – propostas “alternativas”:

    • Conhecido como “agricultura alternativa”.
  • Em 1972: fundada a International Federation on Organic Agriculture (IFOAM):

    • 400 entidades “agroambientalistas”.
    • Atribuições: troca de informações e harmonização internacional de normas técnicas e certificação.

Histórico

  • Década de 80: movimento agroecológico ganha força com os três Encontros Brasileiros de Agricultura Alternativa (EBAAs).

  • A partir do 3º EBAA – ERAA.

  • Surgiram várias ONG’s.

  • Tecnologias alternativas -> Agricultura Ecológica.

Histórico

  • Efeitos: maior busca de fundamentação científica e é dado maior importância aos aspectos sócio-culturais.

  • 1989 – Conselho Nacional de Pesquisa (NRC) – EUA – “Alternative Agriculture” – reconhecimento da pesquisa oficial à tendência.

  • 1992 – Conferência Mundial da ECO92 –RJ, BR; surge o conceito de sustentabilidade.

Histórico

  • A partir de 90: processos de certificação – “selos verdes”. Iniciativa das ONG’s.

  • Em 1999 – Instrução Normativa 007/99: cria um Órgão Colegiado Nacional que é responsável pela implementação da Instrução Normativa e fiscalização das certificadoras e a exigência de que a certificação seja conduzida por entidades nacionais e sem fins lucrativos.

Definição

  • LEI Nº 10.831, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003:

    • Art. 1º Considera-se sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente.

Fundamentos

  • 4 bases:

    • Respeito à natureza;
    • Diversificação de culturas;
    • O solo é um organismo vivo;
    • Independência dos sistemas de produção.

Estatísticas

  • 138 países já produzem e consomem orgânicos.

  • Ranking: 1º - Oceania, 2º - Europa, 3º - América Latina.

  • Grandes fornecedores para mercados internacionais – EU, Espanha e Dinamarca.

  • Maiores compradores: EUA, Alemanha, Japão e Reino Unido.

Estatísticas

Estatísticas

Estatísticas

Estatísticas

Estatísticas

Estatísticas

  • Ano de 2008, Brasil:

    • Área total cultivada: 1.765.793 ha;
    • Com exploração certificada: 932.120 ha;
    • Áreas em transição: 833.673 há;
    • 7.250 produtores com ação direta.
  • Perfil do consumidor:

    • Idade entre 30 e 50 anos;
    • Em geral, sexo feminino;
    • Elevada instrução;
    • Classe média;
    • Com hábito de consumo diversificado.

Estatísticas

  • Brasil: país com o maior potencial no mundo.

  • Produtos com maior volume de produção: açúcar, café, frango, fumo, laranja, leite, olerícolas, ovos e soja.

  • 94,35% dos estabelecimentos que produzem orgânico o fazem sem certificação.

  • Crescimento da área: incorporação das áreas de pastagem e de produtos florestais não madeireiros.

Estatísticas

  • Em 2010: R$ 350 milhões só no Brasil, 40% a mais que em 2009.

  • Preocupação: não conseguir atender o crescente mercado com a produção atual.

Certificação

  • Quem pode certificar:

    • Agências locais, internacionais ou por parcerias entre elas;
    • Grupos de pequenos produtores, sem preocupação com exportação
  • Legalização da agência certificadora:

    • Credenciamento junto ao Órgão Colegiado Nacional e Estadual;
    • Credenciamento junto à IFOAM;
    • Obter o certificado ISSO-65, para que o selo emitido seja reconhecido internacionalmente;
    • Estabelecer normas, padrões e procedimentos de certificação, subordinados à legislação.

Certificação

  • Como fazer a certificação:

    • Associar-se a uma agência certificadora e obter informações sobre as normas técnicas de produção. A certificadora pode indicar consultores para assistência técnica.
    • Inspeções: programadas e aleatórias.
    • Apresentar um plano de produção.
    • Manter registros atualizados.
    • Relatório que é encaminhado ao departamento técnico ou ao conselho de certificação da certificadora – libera o certificado, o produtor pode usar o selo.
    • A certificação pode ser para algumas áreas ou toda a propriedade

Certificação

Certificação

Certificação

  • Ganhos:

    • Hortaliças: 20 a 30% a mais;
    • Produtos com maiores problemas técnicos de produção: 100% a mais (ex.: algodão orgânico naturalmente colorido);
    • Produtos difíceis de serem produzidos com métodos orgânicos: 200, 300 ou ainda 400% a mais (ex.: morango, tomate e batata)

Introdução

  • As condições edafoclimáticas do semi-árido nordestino possibilitam a sua exploração sem o uso de defensivos agrícolas.

  • A presença de pigmentos naturais = elimina a necessidade de tintura com corantes sintéticos.

Introdução

  • Manter satisfatório nível de nitrogênio e demais elementos essenciais, além de altos níveis de matéria orgânica.

  • Condicionadores orgânicos de solo podem ser superiores aos fertilizantes sintéticos, por melhorarem os atributos biológicos, físicos e químicos do solo, incrementando a produtividade das plantas e melhorando qualidade do solo e no controle de doenças de plantas.

Introdução

  • Os insumos orgânicos geralmente têm sido manejados de forma empírica.

  • Um dos adubos orgânicos mais utilizados na agricultura nordestina é o esterco.

  • Eficiência depende do grau de decomposição, da origem do material, da dosagem empregada e até da forma de colocação do adubo

Objetivo

  • Determinar nível e forma de aplicação do esterco bovino em algodoeiro colorido BRS 200-marrom, cultivado sob manejo orgânico nas condições edafoclimáticas do Seridó Paraibano.

Material e Métodos

  • Estação Experimental de Patos, situada na região fisiográfica do Seridó Paraibano, no Estado da Paraíba.

  • Clima é tipo BS (semi-árido) na classificação de Köppen.

Material e Métodos

Material e Métodos

  • Plantio = 10/3, 14/3 e 15/2 nos anos de 2000, 2001 e 2002, respectivamente.

  • Espaçamento = 1,0 x 0,5 m; 1 planta por cova = 20.000 plantas ha-1.

  • No ano 2000 =linhagem CNPA 772/1139,

  • Nos anos de 2001 e 2002 = BRS 200, de fibras marrom.

Material e Métodos

  • Solo = textura arenosa.

  • Luvissolo (EMBRAPA, 1999)

  • Vegetação predominante = caatinga hiperxerófila.

  • Relevo suave ondulado.

Material e Métodos

Material e Métodos

Material e Métodos

  • Desbaste = 30 dias após o plantio

  • Controle de ervas daninhas = cultivador de tração animal, seguido de retoques com enxada manual, sempre que houvesse competição entre o algodão e os inços.

  • Controle do bicudo (Anthonomus grandis Boheman 1843) aplicou-se o fungo Beauveria bassiana, na dose de 1x108 conídeos mL-1 da formulação oleosa contendo 70% de óleo de soja e 30% de querosene (Silva,2001).

  • Ambiente = condições inóspitas ao desenvolvimento do bicudo do algodoeiro.

Material e Métodos

  • Delineamento = blocos ao acaso.

  • 9 tratamentos e 4 repetições.

  • Os tratamentos se originaram de um fatorial (4 x 2 + 1),

    • = 4 níveis de esterco bovino curtido (10, 20, 30 e 40 t ha-1) em base úmida em
    • 2 locais de aplicação (abaixo e ao lado das sementes com 10 cm de distância),
    • + uma testemunha absoluta sem adubação orgânica.
  • A área total de cada un. experimental foi de 24 m2 (6,0 x 4,0 m) com área útil de 10 m2 (5,0 x 2,0 m).

Material e Métodos

Material e Métodos

  • As variáveis analisadas:

    • Algodão em caroço (kg ha-1);
    • Nº de capulhos por planta;
    • Altura de plantas (cm);
    • Percentagem de fibra (%);
    • Peso de 1 capulho (g)
    • Características tecnológicas de fibra e fio:
      • Índice micronaire (Mic) em μg in-1 ;
      • Comprimento da fibra (Len) em mm;
      • Uniformidade de comprimento (Unf) em %
      • Índice de fibras curtas (SFI) em %;
      • Resistência de fibras (Str) em gf tex-1;
      • Alongamento à ruptura (Elg) em %;
      • Reflectância (Rd) – quantidade de luz refletida pela fibra em %.

Material e Métodos

  • Os dados foram submetidos a análise de variância e conseqüente análise de regressão do fator níveis de esterco bovino, conforme recomendações de Ferreira (2000) e Gill (1990).

Conclusão

  • 1. A adubação orgânica com esterco bovino incrementou o rendimento do algodão BRS 200; no entanto, a precipitação pluviométrica se constituiu no fator mais importante para o aumento de produtividade do algodão.

  • 2. Quando ocorreu regularidade climática, a aplicação do esterco bovino ao lado das sementes foi mais eficiente, alcançando-se a máxima produtividade com aproximadamente 30 t ha-1.

  • 3. O índice macronaire em 2001, a uniformidade do comprimento e o índice de fibras curtas em 2002, foram as únicas características tecnológicas da fibra afetadas pelos níveis de esterco bovino adotadas.

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