As fases do desenvolvimento da criança

As fases do desenvolvimento da criança

(Parte 2 de 2)

A educação infantil é o momento de interação da criança com o mundo, com todos os que a cercam e com ela mesma. Com isso, o desenvolvimento da criança deve ser acompanhado desde o nascimento.

Segundo Wallon; a criança deve ser estudada na sucessão das etapas de desenvolvimento caracterizadas pelos domínios funcionais da afetividade, do ato motor e do conhecimento, entendidos como sendo desenvolvido primordialmente pelo meio social, (Wallon, 1934).

Os períodos de desenvolvimento são:

  • Período sensório-motor (0 a 2 anos): o desenvolvimento ocorre a partir da atividade reflexa para a representação e soluções sensório-motoras dos problemas.

  • Período pré-operacional (2 a 7 anos): aqui o desenvolvimento ocorre a partir da representação sensório-motora para as soluções de problemas e segue para o pensamento pré-lógico.

Para Wallon; o estágio, que vai até os 6 anos de idade, é muito importante para a formação da personalidade. Segundo o autor partir dos 3 anos, ocorre o estágio do personalismo, momento da constituição do eu, no qual a criança em seu confronto com o outro passa por uma verdadeira crise de personalidade, caracterizada pelas mudanças nas suas relações com o seu entorno e pelo aparecimento de novas aptidões. Já Piaget menciona que as etapas de desenvolvimento das crianças são de extrema valia para o entendimento da atividade lúdica e seus efeitos na infância, (WALLON, 1953)

a) Desenvolvimento Intelectual

• A aprendizagem faz-se, sobretudo através dos sentidos;

• Vocaliza espontaneamente;

• A partir dos 4 meses, começa a imitar alguns sons que ouve à sua volta;

• Por volta do 6º mês, compreende algumas palavras familiares (o nome dele, "mamã", "papá"...), virando a cabeça quando o chamam;

No período seguinte, que vai até os 2 anos de idade, a criança encontra-se no estágio sensório-motor e projetivo, voltando-se para a exploração do mundo físico.Gradualmente, com a aquisição da marcha e da linguagem, a criança apresenta modificações no seu padrão de interação com o mundo.

Os estágios do desenvolvimento propostos por Wallon; têm início na vida intra-uterina, caracterizada por uma simbiose orgânica. Após o nascimento, apresenta-se o estágio impulsivo- emocional no qual prevalece a emoção, caracterizado como o período da simbiose afetiva. Nesse sentido, considerando a idade compreendida na educação infantil, ressaltam-se as características desse momento do desenvolvimento da criança como forma de oferecer subsídios para a atuação do educador escolar nesse contexto, (WALLON, 1934)

Parte-se do princípio da necessidade de que a escola e todos aqueles envolvidos com a educação infantil tenham consciência de que suas ações têm conseqüências não só no momento atual do desenvolvimento da criança, como também nos posteriores. Para Mahoney, é nesse momento que a criança está mais propensa à formação de complexos, ou seja, atitudes que podem marcar de forma prolongada seu comportamento em relação ao meio, (MAHONEY 2002).

De acordo com Wallon; é nesse estágio, na escola, que a criança diferencia-se dos outros e descobri sua autonomia e sua originalidade. O estágio do personalismo divide-se em três períodos distintos, todos com o objetivo de tornar o eu mais independente e diversificado. Durante esse estágio, o grupo permitirá à criança diferenciar-se dos outros e descobrir sua autonomia e sua originalidade, (WALLON, 1953)

O estágio do personalismo divide-se em três períodos distintos, todos com o objetivo de tornar o eu mais independente e diversificado. São eles: período da negação, idade da graça e período da imitação.

No primeiro período da negação:

  •  Surge na criança a necessidade de se auto-afirmar, de impor sua visão pessoal e lutar para fazer prevalecer sua opinião.

No segundo período idade da graça:

  • Se da, por volta dos quatro anos de idade, a criança desenvolve maneiras de ser admirada e chamar a atenção para si através da sedução, com uma necessidade de agradar cujo objetivo é obter a aprovação dos demais. A criança passa a se considerar em função da admiração que acredita poder despertar nas pessoas. Ressalta-se a importância da oferta de oportunidades de expressão espontânea da criança, através de atividades como a música, a dança, artes, etc.

No terceiro período, o da imitação:

  • A criança conta com 5 anos, é a idade marcado por uma reaproximação ao outro, manifestada pelo gosto por imitar, que possui um papel essencial na assimilação do mundo exterior.

Para Galvão; exercitar na criança as habilidades de representação do seu meio, ou seja, através do faz-de-conta ou do uso da linguagem, contribui para que ela adquira uma precisão maior na expressão de seu eu.

A partir dessas considerações, verifica-se que a educação infantil possui um papel importantíssimo na formação da personalidade da criança, visto que permite a sua adaptação à vivência em comunidade, em grupos que vão além dos limites familiares, e contribui para a formação do eu psíquico, (GALVÃO, 1992).

De acordo com Wallon; a escola pode estimular o desenvolvimento de valores saudáveis nas interações, tais como a cooperação, a solidariedade, o companheirismo e o coletivismo. As atividades em grupo devem alternar-se com atividades individuais fazendo assim uso das alternâncias comuns nesse estágio para promover o desenvolvimento de mais recursos de personalidade, (WALLON, 1937).

CAPITULO III

3. DESENVOLVIMENTO SOCIAL

VER

A criança desde o inicio de sua vida está em constante e profunda transformação. Inicialmente as respostas das crianças são dominadas por processos naturais e é através dos adultos que os processos psicológicos mais complexos tomam formam. Dessa forma, a aprendizagem da criança inicia-se muito antes de sua entrada na escola, isto porque, ela já está exposta desde o primeiro dia de vida aos elementos do seu sistema cultural, e à presença do outro se torna indispensável para a mediação entre ela e a cultura, (DANTAS, 1990).

O ser humano nasce e se desenvolve primeiramente pelo auxilio de suas respostas inatas, como por exemplo, o ato de mamar para saciar a fome. Com o passar do tempo ele adquire habilidades que lhe possibilitarão o convívio dentro de uma sociedade. Diante da realidade de uma sociedade contemporânea é muito comum a inserção da criança, ainda em sua fase bebê dentro do ambiente escolar, decorrente do fato dos pais trabalharem o dia todo para a sustentação de sua família. Hoje a sociedade possui um modelo não mais conservador de estrutura familiar onde a mãe ficava em casa para cuidar de seus filhos e o pai era o núcleo do sustento família. (VYGOTSKY, 1996)

A escola surgirá, então, como lugar privilegiado para o desenvolvimento do organismo e a aquisição das capacidades superiores que caracterizam o psiquismo humano, pois é o espaço em que o contato com a cultura é feito de forma sistemática, intencional e planejada.Dentro desse processo de escolarização, outros leques de relações sociais se abrirão, é um momento de ruptura, onde uma parcial independência dos pais acontece e é nesse momento que a escola constituirá a experiência central desta parte da vida e é fundamental para o desenvolvimento físico, cognitivo e sócio-emocional da criança, (BOOK, 1996).

O contexto escolar vai proporcionar á criança o contato com a diversidade através da interação com as outras crianças e da aprendizagem de novos conhecimentos que as preparam para se relacionar com o mundo real.É nesse universo que é preciso compreender a importância do desenvolvimento humano e perceber que a criança não é um adulto em miniatura e que essas possuem características próprias de sua idade, ou seja, existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo que nas palavras de Piaget quer dizer que existe uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica acomodação das estruturas mentais a este novo dado do mundo exterio,(BOOK, 1996).

Essas características são relevantes no momento de planejamento do que ensinar e como ensinar, pois não podemos igualar uma mesma idade à outra, por mínimo que seja a diferença entre elas, existem um nível de desenvolvimento das estruturas mentais para ambas; e considerar ainda de que em cada criança existe um mundo diferente. Pois, o desenvolvimento do individuo não se faz somente no ambiente escolar, existem a interação de vários fatores, como a hereditariedade, crescimento orgânico, maturação neurofisiológica e o meio social, (VYGOTSKY, 1996)

O desenvolvimento humano deve ser entendido como uma globalidade, mas, para efeito de estudo, tem sido abordado a partir do aspecto físico-motor, aspecto intelectual, aspecto afetivo-emocional e o aspecto social. Para Bruner; as teorias do desenvolvimento humano parte do pressuposto de os quatro aspectos são indissociáveis, mas elas podem enfatizar aspectos diferentes, isto é estudar o desenvolvimento global a partir da ênfase em um dos aspectos quanto ao desenvolvimento intelectual, (BRUNER, 1989).

Piaget; divide os períodos do desenvolvimento de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento, o que por sua vez, interfere no desenvolvimento global onde cada período é caracterizado por aquilo que de melhor o individuo consegue fazer nessas faixas etárias, (PIAGET, 1967).

Piaget relata que a evolução cognitiva leva à percepção da existência de outras pessoas e à colocação de si próprio como um indivíduo entre os demais. Assim, para Piaget, o objetivo do desenvolvimento é a socialização do pensamento, sendo a interação com outras pessoas de importância fundamental na construção do conhecimento e constituindo-se numa de suas forças motivadoras, (PIAGET, 1967).

A teoria cognitiva foi construída por Piaget partindo do princípio que existe certa continuidade entre os processos biológicos de morfogênese e adaptação ao meio e a inteligência.

Com efeito, a vida é uma criação continua de formas cada vez mais complexas e um equilíbrio progressivo entre essas formas e o meio. Dizer que a inteligência é um caso particular de adaptação biológica é, pois supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato (PIAGET, 1991:10).

Esta citação tem significado a partir da estrutura anatômica e morfológica que passa pelos sistemas de reflexos levando aos hábitos e associações adquiridos que dão origem a inteligência prática ou sensória motora e a inteligência refletida, (PIAGET, 1991).

Já Bruner; por sua vez explica que cada cultura gera a sua própria psicologia popular, e esta seria o instrumento que iniciaria as crianças na compreensão de seu mundo social. A cultura emerge do senso comum das pessoas ao explicar os acontecimentos do dia-a-dia, passando de uma geração para outra. Para este autor, a inteligência é em grande medida, a interiorização de instrumentos proporcionados por uma cultura dada, (BRUNER, 1990).

Todos os indivíduos passam por essas fases ou períodos, nessa sequência, porém o inicio e o término de cada uma delas depende das características biológicas do individuo e dos fatores educacionais, sociais. Portanto a divisão nessa faixa etária é uma referencia que pode variar de individuo para individuo.

CAPÍTULO IV

4. DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Ao nascer, a criança não entende o que lhe é dito. Somente aos poucos começa a atribuir um sentido ao que escuta. Do mesmo modo acontece com a produção da linguagem falada. O entendimento e a produção da linguagem falada evoluem. Existem diferentes tipos de linguagem: a corporal, a falada, a escrita e a gráfica. Para se comunicar a criança utiliza tanto a linguagem corporal (mímica, gestos, etc.) como a linguagem falada. Lógico que ela ainda não fala, mas já produz linguagem.

Steven Pinker; em seu livro chamado "o instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem", explica tudo sobre a linguagem como funciona como as crianças aprendem como ela muda como o cérebro a computa, como ela evoluiu, (PINKER, 1954).

Com o uso de exemplos cotidianos, Pinker diz que:

Linguagem é um instinto humano instalado em nosso cérebro, ou seja, existe um dispositivo que é ativado na mente quando a criança alcança certa idade, por isso lembramos apenas de certo momento de nossa infância, (PINKER, 1954).

Para Farias; a manifestação da linguagem ocasiona modificações importantes nos aspectos cognitivos, afetivos e sociais da criança, já que ela possibilita as interações humanas e fornece, principalmente, a capacidade de trabalhar com representações para atribuir significados à realidade. Tanto é assim, que a aceleração do alcance do pensamento neste estágio do desenvolvimento, é atribuída, em grande parte, às possibilidades de contatos interindividuais fornecidos pela linguagem, e é aqui o papel fundamental da escola com a inserção de atividades lúdicas no contexto escolar, ampliando o leque de possibilidades do desenvolvimento global do individuo, (FARIAS 2003).

Segundo Book; embora o alcance do pensamento apresente transformações importantes, ele caracteriza-se, ainda, pelo egocentrismo, uma vez que a criança não concebe uma realidade da qual não faça parte, devido à ausência de esquemas conceituais e da lógica. O desenvolvimento da linguagem se divide em dois estádios: pré– lingüístico, quando o bebê usa de modo comunicativo os sons, sem palavras ou gramática; e o lingüístico, quando usa palavras. No estádio pré – lingüístico a criança, de princípio, usa o choro para se comunicar, podendo ser rica em expressão emocional. Logo ao nascer este choro ainda é indiferenciado, porque nem a mãe sabe o que ele significa, mas aos poucos começa a ficar cheio de significados e é possível, pelo menos para a mãe, saber se o bebê está chorando de fome, de cólica, por estar se sentindo desconfortável, por querer colo etc, (BOOK, 1996).

Segundo Del Ré; o balbucio ocorre de repente, por volta dos 6-10 meses, e caracteriza – se pela produção e repetição de sons de consoantes e vogais como “ma – ma – ma – ma”, que muitas vezes é confundido com a primeira palavra do bebê. No desenvolvimento da linguagem, os bebês começam imitando casualmente os sons que ouvem, através da ecolalia. Por exemplo: os bebês repetem repetidas vezes os sons como o “da – da – da”, ou “ma –ma – ma – ma”. Por isso as crianças que tem problema de audição, não evoluem para além do balbucio, já que não são capazes de escutar, (DEL RÉ (2006).

Sampaio; cita que por volta dos 10 meses, os bebês imitam deliberadamente os sons que ouvem, deixando clara a importância da estimulação externa para o desenvolvimento da linguagem. Ao final do primeiro ano, o bebê já tem certa noção de comunicação, uma idéia de referência e um conjunto de sinais para se comunicar com aqueles que cuidam dele. O estádio lingüísticoestá pronto para se estabelecer. Sendo assim, contando com a maturação do aparelho fonador da criança e da sua aprendizagem anterior, ela inicia a dizer suas primeiras palavras, (SAMPAIO, 2003).

Para Sciar-Cabral; a fala lingüística se inicia geralmente no final do segundo ano, quando a criança pronuncia a mesma combinação de sons para se referir a uma pessoa, um objeto, um animal ou um acontecimento. Por exemplo, se a criança disser apo quando vir a água na mamadeira, no copo, na torneira, no banheiro etc., pode afirmar que ela já esta falando por meio de palavras. Espera – se que aos 18 meses a criança já tenha um vocabulário de aproximadamente 50 palavras, no entanto ainda apresenta características da fala pré – lingüística e não revela frustração se não for compreendida, (SCIAR-CABRAL, 1991).

Segundo Piaget; é na fase inicial da fala lingüística a criança costuma dizer uma única palavra, atribuindo a ela, no entanto o valor de frase. Por exemplo, diz ua, apontando para porta de casa, expressando um pensamento completo; eu quero ir pra rua. Essas palavras com valor de frases são chamadas holófrases. A partir daqui acontece uma “explosão de nomes”, e o vocabulário cresce muito. Aos 2 anos espera – se que as crianças sejam capazes de utilizar um vocabulário de mais de cem palavras. Entre os 2 e 3 anos as crianças começam a adquirir os primeiros fundamentos de sintaxe, começando assim a se preocupar com as regras gramaticais. Usam, para tanto, o que chamamos de super – regularização, que é uma aplicação das regras gramaticais a todos os casos, sem considerar as exceções. É por isso que a criança quer comprar “pães”, traze – los nas “mães”. Aos 6 anos a criança fala utilizando frases longas,tentando utilizar corretamente as normas gramaticais, (PIAGET,1971).

Chomsky; é defensor da idéia de que a estrutura da linguagem é, em grande parte, especificada biologicamente (nativista). Skinner; afirma que a linguagem é aprendida inteiramente por meio de experiência (empirista). Piaget; consegue chegar mais perto de uma compreensão do desenvolvimento da linguagem que atenda melhor a realidade observada. Segundo ele tanto o biológico quanto as interações com o mundo social são importantes para o desenvolvimento da linguagem (interacionista), (CHOMSKY, 1998), (SKINNER, 1954) e (PIAGET, 1971).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considera-se que o desenvolvimento da criança é um fator relevante em todos os aspectos, pois é preciso que se tenha um desenvolvimento na integra, ou seja, social, psicológico, por isso é fundamental que se possa oferecer condições a criança de ter um desenvolvimento sócio-afetivo adequado e desenvolver também a sua capacidade de aprendizagem respeitando os limites de cada idade.

A criança desde que nasce desenvolve-se de forma relevante e dinâmica, o desenvolvimento físico corresponde a sua maneira de crescer com fatores genético e biológicos interferindo nesse processo. Já o desenvolvimento social e afetivo é outro fator relevante que deve ser levado em consideração em especial no processo de aprendizagem.

É verídico que a personalidade da criança é única e sua construção se dá nos primeiros anos de vida. A base deste desenvolvimento dará estruturação à infância, adolescência, juventude e vida adulta. Por este motivo, é tão importante o cuidado das crianças em seu desenvolvimento emocional saudável.

Conhecer o mundo e sentir-se seguro é fundamental para o indivíduo que acabou de sofrer o trauma do nascimento e entrou no mundo real. Nesta fase, o mais importante é o estabelecimento do vínculo mãe-filho para que o bebê se sinta seguro e parta para a sua aventura de descobrir o mundo.

Pensar na importância da educação na formação de indivíduos críticos, atuantes e conscientes é pensar também em alternativas que valorizem a realidade educacional dos aprendizes, criando ambientes dinâmicos e estimuladores que favoreçam mais, a efetivação da aprendizagem, de modo que possam interferir e transformá-la em um espaço com vista ao bem comum e principalmente a prática da cidadania, portanto, a prática educacional na formação dos indivíduos deve configurar numa proposta aberta, dinâmicas, flexíveis, refletidas num projeto político pedagógico calçado como objeto de norteamento, reflexão e análise por toda comunidade escolar.

Vê-se o quanto o educador tem responsabilidade na formação da personalidade da criança. Sendo assim, a personalidade do educador pode

influenciar na personalidade da criança. E para que esta influência seja saudável é necessário que o educador esteja preparado para o exercício desta profissão, uma vez que, passarão valores pessoais a criança, que o imitará como procedimento natural dessa fase. É fundamental que o educador tenha valores bem definidos para servirem de exemplos aos alunos. Diga-se que a formação de indivíduos críticos e atuantes, exige das escolas um novo modo de envolvimento do educando na produção do seu próprio conhecimento, baseado agora num olhar maior sobre a democratização e o processo de socialização de saberes que conseqüentemente tende a levá-lo a autonomia.

É preciso interagir com o ambiente social para que tenha uma visão de mundo mais ampliada e melhorada, sem para tanto que seja desconsiderado o conhecimento que a criança já traz para escola.

Por isso, a escola deve ser um ambiente estimulador e dinâmico para a aprendizagem dos educandos, somente assim e pode ter uma educação de qualidade e transformadora para todos.

Ao findar é importante ressaltar o quanto os estudos contribuíram para percepção das diferentes fases do desenvolvimento infantil. São dignas de nota as idéias de todos os autores que estão referenciados neste trabalho.

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