ÓPTICA DA VISÃO

ÓPTICA DA VISÃO

ÓPTICA DA VISÃO

Defeitos da visão

Aluna: Ludimilla Costa de Albuquerque – Meio Ambiente Integrado – 2483B

Cuiabá/MT – 25.11.2009

Introdução

A visão, um dos 5 sentidos, é um dos sentidos mais importantes que o ser humano possui. Enxergamos os demais vegetais, animais, objetos, ou seja, qualquer coisa que nos envie luz. Por meio da visão, recebemos dos corpos informações referentes à forma, cor, distância, repouso, movimento, etc. Os olhos são receptores de luz que conseguem converter em energia luminosa em impulsos elétricos e que no cérebro são interpretados no centro da visão. O olho do ser humano é dividido basicamente em retina, composta das células sensoriais da visão, que se comunicam com o cérebro por meio de um cordão nervoso denominado nervo óptico; pupila, que fica após a córnea, cuja função é graduar a quantidade de luz que penetra no olho; cristalino, que fica após a pupila, é uma lente flexível, deformável pela ação dos músculos ciliares. As informações luminosas da imagem de um objeto real e invertida projetada no fundo do olho (na retina) são transformadas em sinais elétricos, que escoam pelo nervo óptico até o centro da visão (localizado no cérebro), e quem decodifica os sinais luminosos em elétricos são as células receptoras da visão, chamadas de cones e bastos, são eles que promovem a percepção, respectivamente, das cores e do preto e do branco. E embora a imagem que a retina transmite ser invertido, o cérebro a corrige. O olho do ser humano pode apresentar alguma anormalidade, e algumas dessas patologias estão associadas à geometria do globo ocular e das lentes; os principais defeitos que ocorrem na visão são: a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo, o estrabismo, presbiopia (mais conhecido como vista cansada) e o daltonismo. A miopia consiste no alongamento do globo ocular, o afastamento da retina em relação ao cristalino, então o míope enxerga o objeto próximo, mas quando tenta focalizar um objeto mais distante não consegue enxergar, pois os raios de luz são focalizados antes de atingirem a retina, formando uma imagem não nítida. Já hipermetropia é o contrário da miopia, pois os raios de luz são focalizados depois da retina e há uma diminuição do globo ocular, então a pessoa que tem hipermetropia enxerga bem os objetos mais distantes, mas quando tenta focalizar algo mais próximo não consegue, porque o ponto próximo do olho hipermétrope situa-se mais distante do olho que o ponto próximo do olho normal. O astigmatismo deve-se a irregularidade na curvatura da córnea, eventualmente abrangendo também o cristalino, causado pela refração diferencial dos raios de luz, ou seja, a córnea da pessoa apresenta diferentes raios em sua curvatura, em lugar de um ponto focal, existirão dois, e por isso esta pessoa não conseguirá focalizar simultaneamente num mesmo plano tudo o que vê, isto é, vê tudo dobrado. O estrabismo ou vesguice (como é conhecida popularmente) é a condição onde um ou ambos os olhos são desviados do eixo central, provocado pelo enfraquecimento de um dos músculos do globo ocular ou por alguma doença grave. A presbiopia ou vista cansada consiste no enrijecimento dos músculos ciliares, ocasionados pelo evoluir da idade, é uma ametropia, pois não é capaz de projetar sobre a retina uma imagem nítida tanto para objetos próximos como para objetos distantes, isto é, limitação de sua capacidade de acomodação visual. O daltonismo, determinado geneticamente, caracterizado pelo não reconhecimento de uma ou várias cores. A ametropia pode ser cromático, esférico, por dispersão e por difração: os esféricos se devem a defeitos de esfericidade, ocorrendo quando raios luminosos incidem afastados do eixo principal de lentes muito curvas; os cromáticos ocorrem pelo fato de as lentes apresentarem diferentes focos para raios de cores diferentes. Os raios de luz de menor comprimento de onda são mais fortemente desviados que os de maior comprimento de onda, fazendo com que o foco para a luz azul acabe sendo menor que o foco para a luz vermelha. Os de dispersão e difração: Os raios luminosos podem ser espalhados, em direções diversas, devido aos defeitos dos meios transparentes do olho. Além disso, as diversas bordas (pálpebras, cílios, íris, etc.) encontradas no olho permitem a difração da luz, o que produz padrões de interferência. Portanto, os defeitos da visão estão relacionados com os raios de luz e como o globo ocular recebe esta luz, transformando em impulsos elétricos e enviando-os para a parte central da visão no cérebro, que envia para nossa retina em forma de imagem, então dependendo do tamanho, e da distância dos componentes do globo ocular, essa forma de leitura da luz poderá ocasionar na distorção ou modificação da imagem.

ÓPTICA DA VISÃO

Defeitos da visão

Miopia

É a condição em que os raios de luz são focalizados antes de atingirem a retina. O míope enxerga bem os objetos próximos e, quando tenta focalizar algo mais afastado, procura forçar a vista na tentativa de reduzir a distância. Por isso, para enxergar um ponto mais distante o míope aperta os olhos. A miopia mais comum é a axial, que se caracteriza pelo olho ser maior do que o normal.

Hipermetropia

É a condição inversa à miopia, em que os raios de luz são focalizados após a retina. A hipermetropia mais comum é a axial, que se caracteriza pelo olho ser menor que o normal. O hipermétrope vê melhor os objetos distantes. Pode-se observar que quem tem este problema costuma colocar o jornal a certa distância para poder lê-lo.

Astigmatismo

É um defeito causado pela refração diferencial dos raios de luz. A córnea normal é um segmento perfeito, como uma esfera. A córnea de um astigmata apresenta diferentes raios em sua curvatura, em lugar de um ponto focal, existirão dois, e por isso o indivíduo não conseguirá focalizar simultaneamente num mesmo plano, tudo o que vê. Os astigmáticos geralmente queixam-se de dor de cabeça, dores constantes no globo ocular, sensação de peso e queimação nos olhos.

Estrabismo

Vesguice, como o estrabismo é conhecido popularmente, é a condição onde um ou ambos os olhos são desviados do eixo central. É provocado pelo enfraquecimento de um dos músculos oculares, e por algumas doenças graves. Se perceber olho torto na criança, leve-a o mais rápido possível ao oftalmologista.

Daltonismo

É uma perturbação da visão colorida, determinada geneticamente, caracterizada pela falta de reconhecimento de uma ou várias cores.

Presbiopia ou vista cansada

É uma condição normal, onde principalmente indivíduos acima de 40 anos, têm dificuldade para ler ou enxergar objetos muito próximos (a menos de 45 cm de distância). Esta condição é corrigida com óculos de leitura.

Defeitos na Visão Humana

Um dos mais importantes entre os cinco sentidos humanos é a visão. Ela nos permite a percepção do mundo com todas as suas formas e cores, que tanto impressionam o homem desde os tempos mais remotos. Didaticamente dividimos o olho humano em:

  • Cristalino: Parte do frontal do olho que funciona como uma lente convergente, do tipo biconvexa.

  • Pupila: comporta-se como um diafragma, controlando a quantidade de luz que penetra no olho.

  • Retina: é a parte sensível à luz, onde são projetadas as imagens formadas pelo cristalino, e enviadas ao cérebro.

  • Músculos ciliares: comprimem convenientemente o cristalino, alterando a distância focal.

O olho humano pode apresentar algumas anormalidades que levam a dificuldades de enxergar em algumas situações. Essas anormalidades podem ser Miopia, Hipermetropia, Astigmatismo, Presbiopia e Estrabismo, então:

Miopia

É uma anomalia da visão que consiste em um alongamento do globo ocular. Nesse caso há um afastamento da retina em relação ao cristalino, fazendo que a imagem seja formada antes da retina, tornando-a não nítida. Para o míope, o ponto próximo (ou remoto), que é o ponto onde a imagem é nítida está a uma distância finita, maior ou menor, conforme o grau da miopia. O míope tem grandes dificuldades de enxergar objetos distantes. A correção da miopia é feita comumente com a utilização de lentes divergentes. Ela fornece de, de um objeto impróprio (objeto no infinito), uma imagem virtual no ponto remoto do olho. Esta imagem se comporta como objeto para o cristalino, produzindo uma imagem final real exatamente sobre a retina.

Hipermetropia A hipermetropia é um defeito oposto à miopia, ou seja, aqui existe uma diminuição do globo ocular. Nesse caso a imagem de objetos próximos é formada além da retina, fazendo com que aquelas imagens não sejam formadas com nitidez. A correção desse defeito é possível através da utilização de uma lente convergente. Tal lente convergente deve fornecer, de um objeto real, situado em um ponto próximo do olho, uma imagem que se comporta como objeto real para o olho, dando uma imagem final nítida. 

Astigmatismo Consiste no fato de que as superfícies que compõem o globo ocular apresentam diferentes raios de curvatura, ocasionando uma falta de simetria de revolução em torno do eixo óptico. A correção é feita com a utilização de lentes cilíndricas capazes de compensar tais diferenças entre os raios de curvatura.

Presbiopia Anomalia da visão semelhante à hipermetropia, que ocorre com envelhecimento da pessoa, ocasionando o relaxamento dos músculos. Porém, se a acomodação muscular for muito grande, o presbíope, também terá problemas de visão à longa distância, uma vez que a aproximação do ponto remoto, o problema se torna semelhante ao da miopia. A correção nesse caso se dá com a utilização de lentes bifocais (convergentes e divergentes). Estrabismo Tal anomalia consiste no desvio do eixo óptico do globo ocular, a correção é feita com o uso de lentes prismáticas.

Por Kléber CavalcanteGraduado em FísicaEquipe Brasil Escola

CAPÍTULO 6. DEFEITOS DA VISÃO

Um olho normal (olho emétrope) é aquele capaz de projetar sobre a retina uma imagem nítida tanto para objetos próximos como para objetos distantes. Um olho que não obedeça a este critério é chamado de amétrope. Algumas causas de ametropia serão citadas aqui, como, por exemplo, as devidas: às aberrações esféricas e cromáticas, as dispersões e difrações e aos defeitos de forma do olho.

ABERRAÇÃO (ANOMALIA) ESFÉRICA

Esta aberração se deve a defeitos de esfericidade, ocorrendo quando raios luminosos incidem afastados do eixo principal de lentes muito curvas. Esses raios convergem para focos distantes do foco que a lente apresenta aos raios que estão próximos ao eixo principal, conforme a Figura 2.21.

Esta aberração aumenta para a visão de um objeto próximo. Isto se deve ao fato das faces do cristalino estarem mais curvas. Entretanto, este efeito pode ser minimizado porque para objetos próximos o diâmetro pupilar diminui, ou seja, os raios mais afastados do eixo pupilar são impedidos de serem refratados.

ABERRAÇÃO CROMÁTICA

Esta aberração ocorre pelo fato das lentes apresentarem diferentes focos para raios de cores diferentes. Os raios de menor comprimento de onda são mais fortemente desviados que os de maior comprimento de onda, de forma que o foco para a luz azul acaba sendo menor que o foco para a luz vermelha, conforme se vê pela Figura 2.21. No entanto, este efeito pode ser minimizado pelo fato do olho humano ser menos sensível as cores situadas no extremo do espectro visível, ou seja, as cores que mais contribuem com a aberração cromática – o vermelho e o violeta – são as menos percebidas.

DISPERSÃO E DIFRAÇÃO DA LUZ NO OLHO

Os raios luminosos podem ser espalhados, em direções diversas, devido às imperfeições dos meios transparentes do olho. Além disso, as diversas bordas (pálpebras, cílios, íris, etc.) encontradas no olho permitem a difração da luz, o que produz padrões de interferência. O borramento de uma imagem produzido pelo espalhamento e pela difração por essas estruturas é pequeno e geralmente está abaixo do limiar de sensibilidade da retina.

DEFEITOS DA FORMA

Algumas patologias estão associadas à geometria do globo ocular ou das lentes. Estas são:

Miopia

A miopia pode ocorrer por duas razões: ou o eixo ocular é muito comprido ou a córnea tem uma curvatura exagerada. Para um objeto colocado a uma distância grande a imagem recai antes da retina. Em conseqüência, o olho míope tem dificuldade em ver objetos à grande distância. Em outras palavras, o ponto remoto (PR) não está no infinito e sim a uma distância finita (dPR). Pode-se corrigir miopia com uma lente divergente ou cirurgicamente com a utilização de raio laser para adequar a curvatura da córnea. Assim, como o ponto remoto (PR) está a uma distância finita, o ponto próximo (PP), sofre uma diminuição da distância. Por esta razão o míope tem maior capacidade de focalizar objetos próximos do que o emétrope. Até mesmo o problema de vista cansada custa mais a atingir o míope na visão de objetos próximos.

Hipermetropia

Nessa patologia o eixo ocular é mais curto que o normal. Em conseqüência, o olho hipermétrope tem dificuldade em ver objetos próximos. Um objeto colocado a pequena distância tem sua imagem formada depois da retina. Em outras palavras, o ponto próximo (PP) está mais afastado que o normal. Pode-se corrigir a hipermetropia com uma lente convergente.

Presbiopia

A presbiopia ou “vista cansada” ocorre devido à perda de flexibilidade dos músculos ciliares ou ao aumento da rigidez do cristalino, o que reduz o poder de acomodação. O presbíope tem seu ponto próximo mais afastado que o normal e ponto remoto a uma distância finita. A correção desta patologia é feita usando lentes bifocais.

Astigmatismo

O astigmatismo ocorre devido às imperfeições de curvatura da córnea, ou, mais raramente, do cristalino. A correção é feita com lentes cilíndricas ou toroidais que apresentam convergência maior numa direção que em outra.

Bibliografia

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