relatorio meios de cultura

relatorio meios de cultura

Faculdade de Medicina Nova Esperança-FAMENE

Curso de Medicina

Alana Emily Andrade Wanderley

Camila Lopes Ribeiro Leão

Raíssa Pinheiro de Lucena

Vanessa Holanda

Ursúla Lima de Medeiros

Relatório Meios de Cultura

JOÃO PESSOA – PB

2012

1 INTRODUÇÃO

Os meios de cultura (preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de microrganismos) são utilizados com a finalidade de cultivar e manter microrganismos viáveis no laboratório, sob a forma de culturas puras.

Os meios de cultura devem ter na sua composição, os nutrientes indispensáveis ao crescimento do organismo em questão, sob forma assimilável e em concentração não inibitória do crescimento. Além disso, após a sua preparação, cada meio de cultura deve ser submetido a esterilização, por forma a eliminar qualquer organismo vivo contaminante.

Um meio de cultura líquido contem todos os nutrientes necessários ao crescimento do microrganismo, dissolvidos em água. Uma vez preparado, este pode ser inoculado com uma cultura pura do microrganismo que se pretende cultivar e ser colocado a incubar em condições óptimas (temperatura e arejamento) para o crescimento do microrganismo

Por forma a averiguar o grau de pureza do inóculo preparado, recorre-se, normalmente, à transferência de uma amostra do inóculo para a superfície de um meio de cultura sólido com a mesma composição, contido numa placa de Petri.

Os meios de cultura sólidos são preparados a partir da adição, ao meio líquido correspondente, de um agente solidificante (o agar - com uma concentração de cerca de 1.5-2% p/v), antes da esterilização do meio (ver como preparar um meio de cultura sólido).

Os meios de cultura podem ainda ter um estado físico intermédio (semi-sólido), que é obtido através da adição de uma quantidade reduzida de agente solidificante (0.3 a 0.5% de agar). A consistência menos firme destes meios permite a mobilidade de microrganismos que sejam móveis

De acordo com a finalidade bacteriológica ou micológica os meios especiais podem ser classificados em:

Meios de pré-enriquecimento - são aqueles que permitem a dessensibilização de microrganismos injuriados, i.e., para amostras que sofreram algum tipo de tratamento (térmico ou químico). Ex. Água peptonada, caldo lactosado (isolamento de salmonelas de leite em pó).

Meios de Enriquecimento - quando proporcionam nutrientes adequados ao crescimento de microrganismos presentes usualmente em baixos números ou de crescimento lento, bem como microrganismos exigentes e fastidiosos. Esses meios têm a propriedade de estimular o crescimento de determinados microrganismos, mas existem alguns que também podem inibir o crescimento de outros. Ex. Caldo Tetrationato e Selenito-Cistina para cultivo de Salmonelas (líquidos), Caldo Tioglicolato para Clostridium perfringens.

Diferenciais - quando contém substâncias que permitem estabelecer diferenças entre microrganismos muito parecidos, tais como meio de Teague ou Eosina Azul de Metileno (diferencial para coliformes), Ágar MacConkey para a diferenciação de enterobactérias, Ágar sangue, agar Baird-Parker para isolamento e diferenciação de cocos Gram positivos (sólidos).

Seletivos - os que contém substâncias que inibem o desenvolvimento de determinados grupos de microrganismos, permitindo o crescimento de outros. Exemplo: meios com telurito de potássio (para isolamento de Corynebacterium diphtheriae), ágar Salmonella-Shigella (SS) e ágar MacConkey, meios com sais biliares e verde brilhante para isolamento seletivo de Salmonella, meios com 7,5% de cloreto de sódio, meio Baird-Parker, para isolamento de Staphylococcus aureus, meios com antibióticos para isolamento de diversos microrganismos (TSC, SFP, , meio de Blaser, meio de Skirrow, etc.). A maioria deles é também diferencial, permitindo diferenciar as colônias (sólidos) dos microrganismos.

Meios de triagem - meios que avaliam determinadas atividades metabólicas permitindo caracterização e identificação perfunctória ou presuntiva de muitos microrganismos (ágar tríplice açúcar e ferro, meio Instituto Adolfo Lutz, uréia, etc.);

Identificação - prestam-se para a realização de provas bioquímicas e verificação de funções fisiológicas de organismos submetidos a identificação (meios Oxidação/Fermentação, Ágar Citrato, Caldo nitrato, meio semi-sólido, caldo triptofano, meio de Sulfito Indol Motilidade, etc.;

Dosagem - empregados nas determinações de vitaminas, antibióticos e aminoácidos;

Contagem - empregados para a determinação quantitativa da população microbiana (Agar de Contagem em Placas, TSC, Agar Batata Dextrose, Ágar Baird-Parker, etc.);

Estocagem ou manutenção - utilizados para conservação de microrganismos no laboratório, i.e. garantem a viabilidade de microrganismos (Ágar Sabouraud, Meios com leite, Ágar suco de tomate, Ágar sangue, Ágar Simples, meio semi-sólido, etc.).

2 OBJETIVO

Preparar meio de cultura com Agar Sal Manitol, após uma semana observar o crescimento bacteriano.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Materiais:

-Água destilada

-Balança de precisão

-Papel Madeira

-Balão de fundo chato

-Pipeta

-Proveta

-Caixinha de Alumínio

-Gaze

Composição do Ágar Manitol em g/L:

Peptona Proteose: 10.0

Extrato de Bife: 1.0

Cloreto de Sódio: 75.0

D-Manitol: 10.0

Vermelho Fenol: 0.025

Agar: 15.0

pH Final (a 25ºC): 7.4 ± 0.2

Método: Pesou 225g de Ágar Manitol Salgado, que é um meio seletivo para o isolamento e identificação de estafilococos patogênicos. Adicionou 70 ml de água destilada em um balão, agitou-se. Adicionou mais água para completar.

Fechou com gaze e etiquetamos. Leva-se para a autoclave por 15 minutos a 121ºC. Espera-se a pressão baixar para abrir a autoclave. Agora, coloca na geladeira.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

111g de Ágar Manitol ____________________ 1000mL

X ____________________ 200mL

X= 22,2 g de ágar para 200 mL de água destilada

O resultado foi a preparação de uma solução de 200mL de Ágar monitol, de cor vermelha. Foi levado a autoclave para esterilizar o meio e após isso levado a geladeira para conservação do preparado.

Conclui-se então, que os meios de cultura são uma associação equilibrada de agentes químicos e físicos que permitem o cultivo de microrganismos fora de seu habitat natural.

REFERÊNCIAS

Disponível em: <http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=312&ordem=2 Acesso dia 25 de setembro de 2012.>

Disponível em: <http://www.biomedicinabrasil.com/2010/09/meios-de-cultura.html> Acesso dia 25 de setembro de 2012.

TORTORA, G. J. Microbiologia, 8ª ed. Editora Artmed. São Paulo, 2005.

FRANCO, B. D. G. M. Microbiologia dos Alimentos, 3ª ed. Editora Athenas. São Paulo, 2008.

Comentários