FAO - agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira

FAO - agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira

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Composição da verdura de palma forrageira fresca, alface e espinafre. Composição química da polpa da fruta de palma forrageira (g/100 g). Composição mineral da polpa da fruta de palma forrageira (mg/100 g). Características tecnológicas da polpa da fruta de palma forrageira (g/100g).

Avaliação dos parâmetros de cor no suco da fruta de palma forrageira, submetido a tratamento térmico.

Valores típicos da composição dos cladódios da palma forrageira utilizados como alimento animal.

Principais ervas daninhas de Opuntia, sua origem, país de invasão, métodos de controle e situação atual.

Zonas favoráveis para o binômio palma forrageira-cochonilha. Métodos de matança da cochonilha. Produção anual de cochonilha seca em função da tecnologia usada. Produção potencial de biogás a partir de diferentes materiais.

Efeito da temperatura sobre o período de fermentação para a produção máxima de CH4.

xvi LISTA DE FOTOGRAFIAS

Fotografia 1.

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Primeira gravura européia de uma palma forrageira com espinhos (Oviedo y Valdez, 1535).

Plantação de palma forrageira para a produção de frutas (S. Cono, Itália). Plantação de palma forrageira para a produção de frutas na África do Sul.

Plantação de palma forrageira para a conservação do solo (Tunísia, Norte da África).

Opuntia albicarpa sp. nov. Scheinvar. Opuntia cochenellifera (L.) Mill. Opuntia ficus-indica (L.) Mill. Opuntia hyptiacantha Web. Opuntia joconostle Web. Opuntia lindheimeri Griff. e Hare. Opuntia robusta Wendl. Opuntia streptacantha Lem. Opuntia tomentosa Salm Dick.

Seção transversal do cilindro vascular da raiz primária, mostrando o grande córtex com uma massa pequena de cristal de micorrizo e pêlos radiculares x 170.

Epiderme com estômato inferior e com canal subestomatal proeminente, através de 4-5 capas de células esclerenquimatosas da hipoderme. É possível observar-se as grandes drusas entre a epiderme e a hipoderme x 200.

Estômato paralelocítico cercado por um anel de 3 a 4 células subsidiárias ao redor das células guarda x 400.

Esqueleto arquitetônico de cladódio de O. ficus-indica, mostrando a forma da rede do sistema vascular.

Grão de pólen de O. ficus-indica. Óvulos de O. ficus-indica. Ovário inferior com placentação parietal dos óvulos. Sementes de O. ficus-indica. a) viável, b) estéril e c) estéril (x 8).

xvii Fotografia 2.

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Flores seccionadas mostrando o ovário inferior com os óvulos.

Floração primaveril sobre cladódios com frutas maduras de inverno. (área de Til- Til, Santiago, Chile).

"Amarilla Montesa" (México). "Burrona" (México). "Cardona" (México). "Copena" (México). "Cristalina" (México). "Fafayuco" (México). "Roja pelona" (México). "Bianca" scozzolata (Itália). "Gialla" scozzolata (Itália). "Rossa" scozzolata (Itália). "Algerian" (África do Sul). "Direkteur" (África do Sul). "Fusicaulis" (África do Sul). "Nudosa" (África do Sul). "Roly Poly" (África do Sul).

Cladódio simples (abaixo) e cladódios múltiplos (1-2 brotos) prontos para plantar.

Planta enraizada obtida de uma fração do cladódio com 2-3 aréolas, 3 meses depois de plantada.

Planta enraizada obtida de uma fração do cladódio com 2 aréolas, 9 meses depois de plantada.

Cladódio múltiplo (CM) pouco depois de plantado. Dois CM plantados por cova. Três CM plantados por cova, formando um triângulo. Planta de oito anos conduzida em forma de vaso, plantada com um CM por cova.

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Planta de oito anos conduzida em forma de meia lua, plantada com três CM por cova.

Frutas de forma regular resultantes de uma poda pré-floral adequada. Plantação de palma forrageira para produção de verdura em Milpa Alta (México).

Túneis para a produção de verdura de palma forrageira fora de época em Milpa Alta (México).

Verdura de palma forrageira pronta para ser colhida. Pacotes de verdura de palma forrageira (Milpa Alta, México). Corte correto (esquerda) e incorreto (direita) de verdura de palma forrageira.

Verdura de palma forrageira com os espinhos removidos, pronta para ser processada ou consumida fresca.

Colhendo frutas em San Cono (Itália). Alicate de colheita da fruta fabricado na África do Sul. Cladódio danificado por trips. Frutas da palma forrageira danificadas por Dactylopius coccus. Cladódio danificado por larva de polia. Cactoblastis cactorum em cladódio de um ano. Formigas alimentando-se de cladódio em desenvolvimento. Fêmea de Ceratitis capitata W. Cladódio infestado por Cercospora (Cochabamba, Bolívia).

Cladódio totalmente destruído por infestação de Cercospora (Cochabamba, Bolívia).

Podridão suave do cladódio (S. Cono, Itália). Dano por granizo em frutas e cladódios. Dano por geada em frutas em maturação. Frutas danificadas depois de um manejo inadequado de remoção de espinhos.

Embalagem de madeira para frutas (cv "Gialla") na Itália. Nota-se o pequeno pedaço de cladódio no ponto de corte da fruta.

Embalagem de papelão para frutas na África do Sul.

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Embalagens de frutas produzidas no México (em cima) e na Califórnia (em baixo).

Vista interna de uma embalagem de frutas na Califórnia. Mercado típico de frutas na beira de uma estrada no norte da África. Propaganda de frutas no México. Preparação de marmelada da fruta de palma forrageira(Chapingo, México). Pedaços secos de frutas e cladódios de O. robusta. Amostras de suco das cultivares "Rossa", "Gialla" e "Bianca".

Doce, geléia (em cima), pedaços de verdura de palma forrageira em conserva (abaixo à esquerda e à direita) e frutas em conserva (centro).

Vários produtos cosméticos com base em extratos de cladódios de palma forrageira.

Queima de espinhos em opuntias para a alimentação do gado em pastejo direto. Gado alimentando-se diretamente nas palmas forrageiras.

Cladódios de palma forrageira cortados e misturados com a ração diária do gado (Região Metropolitana, Santiago, Chile).

Plantação de palma forrageira para a produção de cochonilha (La Serena, Chile). Dactylopius coccus aderido a cladódio de um ano. Cladódios de palma forrageira sob galpão para a produção de cochonilha. Corpos secos de cochonilhas (direita) e carmim (esquerda). Variedades de cores em lã tratada com carmim.

Com autorização de:

G. Barbera M. Cantwell-Trejo P. Felker C. Flores-Valdez P. Inglese S. Longo G. Nieddu L. Scheinvar F. Sudzuki Hills Tekelenburg A. Wessels

3, 4, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 39, 42, 43, 4, 53, 59, 64, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 75, 76, 85 50, 52, 5, 67 79, 80 49, 51 2, 18, 23, 31, 32, 3, 40, 41, 45, 46, 47, 48, 54, 60, 62, 63, 65, 6, 74, 7, 78, 81, 82, 83, 86 56, 57, 58, 61 19, 20 5, 6, 7, 8, 9, 10, 1, 12, 13 14, 15, 16, 17, 21, 2 84 34, 35, 36, 37, 38 x x xxi PRÓLOGO

A publicação em 1995 da versão em inglês deste manual significou uma substancial contribuição do Serviço de Cultivos e Pastos da Diretoria de Produção e Proteção Vegetal da FAO, para aqueles interessados em aproveitar o alto potencial da Palma Forrageira (Opuntia sp.). A Organização reconhece este potencial da Opuntia e sua importância para contribuir no desenvolvimento das zonas áridas e semi-áridas, sobretudo nos países em desenvolvimento, através da exploração econômica de várias de suas espécies, com resultados benéficos para a conservação do meio ambiente e a segurança alimentar.

A utilização da Opuntia como forragem, como verdura para consumo humano, na produção de frutas e como matéria prima para processamento é diversificada. Como forragem, pode ser produzida em áreas onde poucos cultivos prosperam; seus cladódios apresentam altos níveis de palatabilidade e digestibilidade, além de disporem de um alto teor de água, o que reduz a necessidade de providenciá-la para os animais. Os cladódios novos são consumidos como verdura, sobretudo no México. As frutas para consumo no estado fresco têm um mercado internacional potencial nos Estados Unidos e na Europa, onde são consideradas como produto exótico. Finalmente, resultados experimentais demonstraram que a palma forrageira tem propriedades medicinais e pode ser eficiente em tratamentos contra diabetes, gastrite e obesidade.

Desde a criação da Rede Internacional de Cooperação Técnica para a Palma Forrageira (CACTUSNET) sob os auspícios da FAO em 1993, se obteve um incremento significativo em termos de cooperação técnica, intercâmbio de informações e conhecimentos entre produtores, técnicos, cientistas e instituições dos países participantes. Isso reflete o papel da FAO como uma organização que promove a cooperação técnica internacional, reunindo peritos de diferentes partes do mundo para discutir argumentos técnicos de comum interesse.

Esta versão em português constitui outro resultado importante do trabalho do Serviço de Cultivo e Pastos sobre Opuntia. O manual fará com que as informações disponíveis no documento original, principalmente as relacionadas com os aspectos históricos, biológicos, agronômicos e industriais, cheguem a um número maior de usuários.

Marcio C. M. Porto Chefe do Serviço de Cultivos e Pastos Diretoria de Produção e Proteção Vegetal FAO, Roma xi xi xi APRESENTAÇÃO

O futuro das zonas áridas e semi-áridas do mundo depende do desenvolvimento sustentável de sistemas agrícolas baseados numa seleção adequada de cultivos.

Os cultivos mais apropriados são os que podem suportar condições de falta de água, altas temperaturas, solos pobres que exijam poucos insumos energéticos, e que sejam de fácil manejo no plantio, para que proporcionem alimento e forragem para a agricultura de subsistência; além do mais é importante que o produto e/ou os subprodutos sejam apreciados e tenham valor no mercado internacional.

As Opuntias especialmente a O. ficus-indica - palma forrageira - satisfaz várias das exigências descritas acima. Elas desempenham um papel importante em projetos de preservação do solo para zonas áridas, além de produzirem frutas e verduras para consumo humano, forragem para o gado, biomassa para fins energéticos (combustível ou biogás), cochonilha para a produção de carmim e inúmeros subprodutos como bebidas, queijo vegetariano, remédios e cosméticos. As opuntias também servem de abrigo e alimento para várias espécies selvagens que vivem em ambientes áridos.

O uso da palma forrageira no México data da época pré-hispânica, quando desempenhou um papel importante na economia agrícola do Império Asteca. Em décadas recentes, no entanto, as plantações para a produção de frutas e forragem, verdura e cochonilha se desenvolveram em muitos países da África, América, Ásia e Europa. A palma forrageira é importante para a economia de zonas áridas, não só para a subsistência, mas também para uma agricultura orientada para o mercado; é possível que sua importância aumente com as alterações climáticas esperadas. As atividades de pesquisa se desenvolveram como resposta a um aumento de solicitações por parte de técnicos, especialistas de campo, produtores privados e comunidades rurais em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Em 1993 estabeleceu-se em Guadalajara, México, uma rede internacional da FAO com a finalidade de fomentar a cooperação entre cientistas de diferentes países, e de facilitar o intercâmbio de informações, conhecimentos e cooperação técnica.

Este livro é o resultado dessa cooperação internacional. Outras publicações podem abranger aspectos específicos, como taxonomia e ecofisiologia de opuntias, produção de frutas ou forragem e manejo da plantação. Esta obra procura oferecer um conhecimento básico da anatomia e fisiologia da planta, sua etnobotânica, taxonomia e biologia reprodutiva, bem como expor detalhadamente os aspectos técnicos do manejo da planta e da plantação, da produção das frutas, forragem, do manejo pós-colheita, da produção de cochonilha, de energia, de subprodutos e do controle das populações naturalizadas.

Tudo isto foi possível graças à cooperação do todos os cientistas que contribuíram para este livro. Os editores agradecem sua entusiástica cooperação.

Agradecimentos também à Dra. Loredana Pace por sua excelente e valiosa assistência na edição do manuscrito.

Finalmente, esperamos sinceramente que este livro desempenhe um papel importante em aumentar o conhecimento e o uso da palma forrageira, tendo em vista seu significativo potencial na agricultura e na economia das zonas áridas e semi-áridas.

Os Editores xxiv xxiv por G. Barbera Università degli Studi di Palermo, Italia

"Lo más importante después de la creación del mundoes el descubrimiento de las Indias". Estas

INTRODUÇÃO palavras dirigidas ao Imperador Carlos V em 1552 por Francisco López de Gomara, autor da famosa Historia General de las Indias, atestam a visão dos conquistadores europeus quanto aos possíveis ganhos resultantes do encontro entre o Velho e o Novo Mundo. De acordo com Alfred Crosby (1972), são notáveis no mundo atual, especialmente na agricultura contemporânea, as conseqüências do intenso intercâmbio de flora e fauna das várias regiões do planeta, feito naquela época. Através dos séculos e até recentemente esse intercâmbio tem continuado e não pára de nos surpreender.

Durante as décadas imediatamente após a primeira viagem de Colombo, houve diferentes dinâmicas de intercâmbio de animais e plantas entre os dois mundos. Os conquistadores impuseram rapidamente à América seus cultivos tradicionais, graças a seu avançado sistema científico e tecnológico, bem como a sua intenção de manter condições e hábitos similares aos de sua terra natal. A transferência na outra direção não foi tão rápida, já que os europeus estavam mais interessados nos produtos que lhes dessem lucros imediatos. Somente mais tarde é que mostraram mais interesse pela flora local, seja por curiosidade científica, seja por uma tendência para o exótico, porém menos por uma conscientização das potencialidades dessas plantas como alimento ou como bem de relevância econômica. De fato, inicialmente os espanhóis mostraram-se desconfiados em relação à cultura dos povos que haviam conquistado, o que os fez se aproximarem com muita precaução de seus hábitos alimentares e, mesmo assim, apenas por necessidade (Doria, 1992).

Assim, passaram séculos até que as opuntias se tornassem totalmente apreciadas em várias regiões do mundo, embora elas fossem uma das plantas mais relevantes da civilização asteca.

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