Palma Forrageira - Cultivo, Uso Atual e Perspectivas de Utilização no Semiárido

Palma Forrageira - Cultivo, Uso Atual e Perspectivas de Utilização no Semiárido

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Palma Forrageira: Cultivo, Uso Atual e

Perspectivas de Utilização no Semi-árido Nordestino

Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S/A Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba - FAEPA

Palma Forrageira: Cultivo, Uso Atual e Perspectivas de Utilização no Semi-árido Nordestino1

Edson Batista Lopes Editor

1Livro especialmente editado para ser divulgado no VI International Congress on Cactus Pear and Cochineal / VI General Meeting of FAO-CACTUSNET: 2 - 26 Octuber 2007. João Pessoa - Paraíba - Brazil.

João Pessoa

Estado da Paraíba Outubro, 2007

Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S. A. Rua Eurípedes Tavares 210, Tambiá – Caixa Postal 275 CEP: 58013-290 João Pessoa, PB w.emepa.org.br emepa@emepa.org.br

Comitê de Publicações Camilo Flamarion de Oliveira Franco (Presidente) Maria Leoneide Leite da Nóbrega (Secretária) Elson Soares dos Santos (Editor Técnico) Ivonete Berto Menino Jorge Cazé filho Ladilson de Souza Macedo Maria Ruth de Sousa Wandrick Hauss de Sousa

1ª edição Tiragem: 1000 exemplares

Palma forrageira: cultivo, uso atual e perspectivas de utilização no semi-árido nordestino/Editor, Edson Batista Lopes. João Pessoa: EMEPA/FAEPA, 2007. 130p. il.

Inclui Bibliografia ISSN: 0102-0919 1. Palma forrageira – Alimentação. 2. Palma forrageira – Agroindústria. I. Lopes, E. B. I. Título.

CDD 574.5 P 153

ISSN 0102-0919AUTORES

EDSON BATISTA LOPES Engenheiro Agrônomo, Dr. Pesquisador da EMBRAPA/EMEPA-PB. Estação Experimental de Lagoa Seca. 58.117-0. Lagoa Seca - PB. E-Mail: edsonbatlopes@uol.com.br

CARLOS HENRIQUE DE BRITO Biólogo, Dr. Bolsista do CNPq/FINEP. EMEPA - Estação Experimental de Lagoa Seca. 58.117- 0. Lagoa Seca - PB. E-Mail: chbrito1@hotmail.com

CLAUDETE COELHO GUEDES Economista, Drª. Professora da UFPB. 58.0-0. João Pessoa - PB. E-mail: claudetg@terra.com.br

DJALMA CORDEIRO DOS SANTOS Engenheiro Agrônomo, M. Sc. Pesquisador do IPA. Estação Experimental de Arcoverde. 56. 500-0. Arcoverde – PE. E-mail: djalma@arconet.com.br

EGBERTO ARAÚJO Engenheiro Agrônomo, Dr. Professor do CCA/UFPB. Setor de Fitossanidade. 58.397-0. Areia - PB. E-mail: egberto@cca.ufpb.br

JACINTO DE LUNA BATISTA Engenheiro Agrônomo, Dr. Professor do CCA/UFPB. Setor de Fitossanidade. 58.397 - 0. Areia - PB. E-mail: jacinto@cca.ufpb.br

LÚCIA DE FÁTIMA ARAÚJO Zootecnista, Drª. Pesquisadora da EMEPA-PB. Rua Eurípedes Tavares, 210, Tambiá. 58.013- 290. João Pessoa - PB. E-mail: luciazootec@yahoo.com.br

MANOEL FERREIRA DE VASCONCELOS Engenheiro Agrônomo, M. Sc. Pesquisador da EMEPA-PB. Estação Experimental de Lagoa 58.117-0. Lagoa Seca - PB. E-Mail: vasconcelosmf@bol.com.br

RILDO SARTORI BARBOSA COELHO Engenheiro Agrônomo, Dr. Pesquisador do IPA/SPRRA. Av. Gal. San. Martin, 1371 – Bonji, CEP 50.761- 0. Recife - PE. E-mail: rsartori@oi.com.br

VANILDO ALBERTO LEAL BEZERRA CAVALCANTI Engenheiro Agrônomo, M. Sc. Pesquisador do IPA. Av. Gal. San. Martin, 1371 – Bonji, CEP 50.761-0. Recife - PE. E-mail: vanildo@ipa.br

O Brasil tem a maior área de palma plantada do mundo, atualmente com cerca de 600 mil hectares, e o produtor rural ainda dispõe de poucas informações sobre o assunto, explorando a cultura apenas para ração animal. Em outras regiões do mundo, além de ser utilizada como forragem, encontram-se utilizações diferentes da palma como, por exemplo, no México e em algumas regiões da América Latina, onde as plantas do gênero opuntia e nopalea são cultivadas para produção de verdura (nopalito), fruto (Tuna, Figo-da-índia) e, em alguns países da África, as raquetes da palma fazem parte da dieta de seres humanos. Em países asiáticos a palma é utilizada como planta medicinal, entrando na composição de medicamentos naturais.

No Brasil, graças aos esforços traçados pela Federação da Agricultura e Pecuária do

Estado da Paraíba – FAEPA, através do Projeto Palmas para o semi-árido, a palma passou a ganhar ares de cultura nobre, com a implantação de Núcleos de Tecnologia Social para produção e beneficiamento da palma (NTS), onde grupos de produtores rurais são orientados a plantar e manejar a cactácea, obedecendo à tecnologia do cultivo intensivo, atingindo produtividades superiores a 10 ou 12 vezes às atingidas com o sistema tradicional. Desta forma, a área a ser cultivada com palma pode diminuir significativamente abrindo espaço para o produtor cultivar outras culturas em sua propriedade.

O Projeto Palmas para o Semi-árido vem proporcionando a todos o acesso às informações sobre as diversas opções econômicas a partir da cultura da palma, possibilitando a diversificação da renda das famílias rurais desde a fabricação de farelo como base energética de rações balanceadas para alimentação dos animais, até a produção agroindustrial com a fabricação de cosméticos, doces, sucos, vinhos, licores, sorvetes, iogurtes, dentre outros produtos.

Paralelamente à implantação dos Núcleos de Tecnologia Social, o projeto se preocupa, de forma muito especial, com a educação das crianças das escolas rurais, na certeza de que estes serão os cidadãos que no futuro irão garantir o uso intensivo da planta, com possibilidades concretas de mudar a história da região nordeste do Brasil. Neste processo educativo, as crianças aprendem desde cedo que o cultivo da palma para outro fim que não apenas o de alimentação animal está dentro de uma normalidade em sua vida.

Este livro, elaborado por técnicos de reconhecida capacidade, faz uma análise técnica aprofundada do que é possível se fazer com a palma. Assim, acredito que poderemos dar um redirecionamento das potencialidades da palma através dos diversos sistemas de produção que são aplicados à cultura. Acredito que o livro chega em um excelente momento nas mãos dos agricultores, técnicos de nível médio e superior, bem como àqueles interessados na cadeia produtiva e no agronegócio da palma, pois a cultura vive um momento de grande entusiasmo e crescimento, necessitando com urgência de novas informações.

Mário Antônio Pereira Borba Presidente da FAEPA-PB

PREFÁCIO

No Semi-árido Nordestino a predominância botânica é de vegetação chamada de “caatinga” representada por 73% de plantas xerófilas e entre estas muitas cactáceas, altamente resistentes a longos períodos estivais, em ajustamento fitológico único no mundo dos vegetais para condições adversas do meio, com cerca de 930 espécies vegetais já catalogadas.

Nessa região de muitas cactáceas as palmas forrageiras (Opuntia e Nopalea) têm sido largamente utilizadas no Nordeste, visando à suplementação dos animais nos períodos críticos do ano. A palma é uma forrageira bem adaptada às condições do semi-árido nordestino, suportando grande período de estiagem, em função das suas propriedades fisiológicas, caracterizadas por um “apparatus” fotossintético eficiente. Assim a utilização da Opuntia fícus-indica como forragem para os animais foi ganhando espaço sobretudo nos Estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e em algumas regiões do Ceará e Rio Grande do Norte, onde a planta se aclimatou bem e apresenta boa produção de massa verde. Uma inovação para utilização da palma forrageira na alimentação é sob a forma de farelo. O farelo de palma é um grande potencial para uso como fonte alternativa de energia para ruminantes.

Além de ser utilizada como forragem em algumas regiões do globo terrestre encontramse utilizações diferentes da palma forrageira como, por exemplo, no México e em algumas regiões da América Latina a Opuntia é cultivada para produção de verdura (nopalito), fruto (figo-da-india) e em alguns países da África, as raquetes de palma faz parte da dieta de seres humanos. Em países asiáticos a palma forrageira é utilizada como planta medicinal, entrando na composição de medicamentos naturais.

Este livro faz uma análise técnica aprofundada do que é possível de se fazer com a palma forrageira. Elaborado por técnicos de reconhecida capacidade ele visa o redirecionamento das potencialidades da palma. Ele objetiva, ainda, preencher uma lacuna até então desconhecida dos múltiplos usos da palma, bem como difundir conhecimentos novos gerados ou adaptados pela equipe de pesquisadores e professores que o escreveu, atendendo aos anseios dos agricultores, técnicos de nível médio e superior, bem como àqueles interessados na cadeia produtiva e no agronegócio da palma.

Miguel Barreiro Neto Diretor Presidente da EMEPA-PB

Apresentação05
Prefácio06
Resumo10
Abstract10
CAPÍTULO I – CULTIVO DA PALMA FORRAGEIRA1
1. Introdução1
2. Histórico da introdução da palma no semi-árido nordestino13
3. Classificação botânica14
4. Variedades de palma forrageira cultivadas no semi-árido nordestino16
4.1. Palma gigante (Opuntia ficus-indica L.) Mill........................................................... 16
4.2. Palma redonda (Opuntia sp.).................................................................................... 17
4.3. Palma doce ou miúda (Nopalea cochenillifera Salm-Dyck).................................... 17
5. Clima e solo17
5.1. Clima........................................................................................................................ 17
5.2. Solo.......................................................................................................................... 19
5.2.1. Tipos de solos explorados com a palma forrageira............................................. 20
5.2.1.1. Argissolos Vermelho-Amarelos Eutróficos (Podzólicos Vermelho-
Amarelos Equivalentes Eutróficos)

SUMÁRIO 20

5.2.1.2. Luvissolos Crômicos Vérticos (Brunos não Cálcicos Vérticos)................... 21
5.2.1.3. Neossolos Regolíticos Eutróficos (Regosolos Eutróficos)........................... 2
5.2.1.4. Neossolos Litólicos Eutróficos (Solos Litólicos Eutróficos)........................ 2
5.2.2. Limpeza do terreno e preparo do solo................................................................. 23
6. Plantio24
6.1. Rendimento da palma forrageira no cultivo adensado na Paraíba........................... 27
7. Adubação28
8. Consorciação31
9. Manejo cultural31
10. Colheita32
CAPÍTULO I - PRAGAS DA PALMA35

1. Introdução....................................................................................................................... 35

2. Cochonilha-do-carmim (Dactylopius opuntiae)36
2.1. Manejo Integrado da Cochonilha - do - carmim (MICC)........................................ 39
2.1.1. Erradicação.......................................................................................................... 39
2.1.2. Controle mecânico.............................................................................................. 39
2.1.3. Controle alternativo (produtos químicos)........................................................... 39
2.1.4. Variedades resistentes......................................................................................... 40
2.1.5. Controle biológico............................................................................................... 41
3. Cochonilha de escama (Diaspis echinocacti)42
3.1. Manejo Integrado da Cochonilha-de-Escama.......................................................... 43
4. Pão-de-galinha (Ligyrus spp.)46
5. Preá46
CAPÍTULO I – DOENÇAS DA PALMA47
1. Introdução47
2. Doenças dos cladódios causadas por fungos48
2.1. Podridão Negra (Lasiodiplodia theobromae)........................................................... 49
2.2. Podridão seca escamosa (Scytalidium lignicola)..................................................... 49
2.3. Gomose (Dothiorella ribis)...................................................................................... 50
2.4. Podridão de Fusarium (Fusarium solani)................................................................ 51
2.5. Mancha de alternaria (Alternaria tenuis)................................................................. 52
2.6. Podridão de Sclerotium (Sclerotium rolfisii)........................................................... 52
2.7. Rizoctoniose (Rhizoctonia solani)............................................................................ 53
2.8. Podridão de Macrophomina (Macrophomina phaseolina)...................................... 54
2.9. Podridão Polaciana - Pollaccia sp............................................................................ 54
2.10. Mancha de Macrophoma – Macrophoma sp......................................................... 54
2.1. Antracnose – (Colletotrichum gloeosporioides)..................................................... 5
3. Doenças dos cladódios causadas por bactérias5
3.1. Podridão mole – (Pectobacterium carotovorum subsp. Carotovorum)................... 5
4. Doenças causadas por outros agentes fitopatogênicos56
CAPÍTULO IV - USOS E APLICAÇÕES DA PALMA FORRAGEIRA57
1. Introdução57

8 2. Alimentação humana..................................................................................................... 57

3. Alimentação animal64
3.1. Valor nutritivo e utilização como forragem para animais bovinos, caprinos e
ovinos
4. Cortadeira manual de palma forrageira – EMEPA – PB7
4.1. Ajuste da máquina para o corte da palma................................................................ 7
4.2. Vantagens................................................................................................................. 78
5. Enriquecimento protéico da palma forrageira78

5.1. Utilização da palma na presença da levedura Saccharomyces cerevisiae por meio

da fermentação em estado semi-sólido
5.2. Utilização da palma na presença de uréia e mistura mineral e da levedura
sólido

Saccharomyces cerevisiae por meio da fermentação em estado semi- 83

6. Agroindustrialização86
7. Uso medicinal8
8. Produção de corantes89
SEMI-ÁRIDO NORDESTINO

CAPÍTULO V - A PALMA FORRAGEIRA E SUA SUSTENTABILIDADE NO 91

CAPÍTULO VI - RECEITAS DE PALMA94
1. Introdução94
2. Receitas de salgados95
3. Receitas de saladas109
4. Receitas de doces1
5. Receitas de sucos114
6. Receitas de conservas115

LITERATURA CONSULTADA...................................................................................... 116

RESUMO - A palma forrageira apresenta-se como uma alternativa para as regiões áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro, visto que é uma planta de aspecto fisiológico especial quanto à absorção, aproveitamento e perda de água, e bem adaptada às condições adversas do semi-árido, nos prolongados períodos de estiagem. Inexoravelmente, a exploração racional da palma forrageira insere-se nesse propósito. Esta cactácea, em virtude de suas especificidades fisiológicas, medra com desenvoltura em solos do Semi-árido, podendo atingir elevados níveis de rendimento. Desde o uso no arraçoamento animal, prática já consolidada pelos pecuaristas, até o uso na alimentação humana, em face do seu alto valor alimentício, tanto na subsistência, como em escala comercial, mediante produção dentro de padrões de conformidade exigidos pelos mercados e com a desejável diferenciação de produtos. Ademais, tem-se que prever a exploração da palma forrageira como frutífera e matéria prima para a fabricação de produtos industriais de significativo valor agregado: sucos, polpas, doces, conservas, pratos para alimentação rápida, bebidas alcoólicas, cosméticos, adesivos, colas, fibras, papel, corantes mucilagem, antitranspirante. Objetiva - se com esse livro, apresentar uma visão geral das potencialidades e usos da palma forrageira e difundir, ao mesmo tempo, alguns conhecimentos gerados e/ou adaptados pela equipe de Pesquisadores da EMEPA-PB, do IPA e CCA/UFPB. Palavras-chave: Alimento, fruto, forragem, produção, bebidas alcoólicas, cosméticos, papel

ABSTRACT - The cactus pear is presented as an alternative for arid and semi-arid regions of Brazilian Northeast, since it is a plant that presents special physiological aspect how much to the absorption, exploitation and loss of water, being well adapted to the adverse semi-arid conditions, supporting drawn out periods of dry season. Inexorably, the rational exploration of cactus pear put in this intention. This cactus, in function of its physiological specificities, grows with nimbleness in soil of semi-arid region, being able to reach high yelds levels. Since the use in the animal feeding, practical already consolidated by farmers, until the use in the feeding human being, face of its high nourishing value, as much in the subsistence, as in commercial scale, by means of the production in the standards of conformity demanded by the markets and with the desirable differentiation of products. Also, is had that to foresee the exploration of the cactus pear as fruitful and substance cousin for the manufacture of industrial products of significant aggregate value: juices, pulps, candies, conserves, plates for fast feeding, alcoholic beverages, cosmetic, adhesive, glues, staple fibres, paper, natural colour, mucilage, anti-transpiration. This book aim to present a general vision of the potentialities and uses of the cactus pear and to spread out, at the same time, some knowledge generated and/or adapted for the team of Researchers of EMEPA-PB, IPA and CCA/UFPB. Key words: Feed, fruit, forage, production, alcoholic beverages, cosmetic, paper.

Edson Batista Lopes Djalma Cordeiro dos Santos Manoel Ferreira de Vasconcelos

1. Introdução

A FAO (Food Agriculture Organization) reconhece o potencial da palma e sua importância para contribuir com o desenvolvimento das regiões áridas e semi-áridas, especialmente nos países em desenvolvimento, através da exploração econômica das várias espécies, com conseqüências excelentes para o meio ambiente e para segurança alimentar. Mundialmente, a palma conforme registros na literatura, é utilizada para produzir forragem, verdura para consumo humano, principalmente no México, frutas frescas, processadas para os mercados nacional e internacional, especialmente EUA e Europa, além da possibilidade de exploração das propriedades medicinais, constatadas experimentalmente no tratamento de diabetes, gastrite e obesidade.

O Nordeste brasileiro ocupa 1.600.0 km² do território nacional. Tem incrustado em 62% da sua área, o Polígono das Secas que circunscreve isoietas abaixo de 800 m de pluviosidade por ano. O Polígono das Secas é a área de maior incidência das secas e estende-se por 980.0 km2, é o Semi-Árido propriamente dito. Nele, situam-se várias províncias florísticas que entremeiam essa grande área nordestina em diversas escalas botânicas, desde os remanescentes úmidos da Mata Atlântica até as essências vegetais hiper-xerófilas já no limiar das formações desérticas. Sua predominância botânica é de vegetação chamada caatinga representada por 73% de plantas xerófilas, entre essas muitas cactáceas, altamente resistentes a longos períodos estivais, em ajustamento fitológico único no mundo dos vegetais para condições adversas do meio, com cerca de 930 espécies vegetais já catalogadas.

No Nordeste Semi-árido (980.0 km2, 2 milhões de habitantes, dos quais 8.400.0 no meio rural) acha-se implantada a maior área de palma cultivada de todo o mundo, estimada em 500 mil hectares distribuídos nos Estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia (Figura 1); possibilitando, no período das secas, a alimentação do maior rebanho de caprinos e ovinos (cerca de 10 milhões) de todo o país, o que representa 90%

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