Avaliação segundo a LDB

Avaliação segundo a LDB

Trabalho referente ao módulo de Prática do Ensino Superior, do Curso de: Especialização em Docência do Ensino Superior da Faculdade Estadual de Educação Ciências e Letras de Paranavaí. Ministrado pelo professor – mestre Gustavo Cabrera Alvarez. Realizado pelo aluno: Eliseu de Souza.

Este estudo serve para analisar o tema avaliação conforme a LDB e verificar as várias formas de avaliações existentes nas escolas brasileiras. Uma avaliação mal aplicada pode trazer prejuízo na carreira acadêmica e pessoal do aluno no futuro. Muitos professores ainda estão acostumados com o velho modelo tradicional de prova escrita, sendo que na maioria das vezes esse tipo de avaliação é empregado somente no final do ano ou semestre ou bimestre, e, a avaliação deve ser continuada e não somente em um único momento do curso que o aluno está fazendo. Existem vários tipos de avaliações, só basta a criatividade e vontade do professor em empregá-la de forma correta e justa, não favorecendo apenas a classe alta e menosprezando os menos favorecidos, porque com essa atitude o futuro do aluno pode ser comprometido e a culpa cai sobre o professor, pois tendo em vista que a escola prepara o aluno para a vida e por isso deve se preocupar em avaliar as atitudes do aluno em sala, assiduidade, pontualidade e trabalho em equipe.Uma avaliação bem feita só trás lucro para o aluno, professor e a própria escola, de forma elevar a qualidade do ensino oferecido e com isso pode atrair mais recursos para a instituição. Palavras-chave: avaliação educacional, LDB, MEC, ensino-aprendizagem,

1 - INTRODUÇÃO5
2 - AVALIAÇÃO6
3 – AVALIAÇÃO SEGUNDA A LDB8

1 - INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é descrever o termo avaliação e as conseqüências que ela trás para a vida do aluno quando não é aplicada de forma bem ordenada. Deverá ser verificado as atitudes do professor em sala de aula contextualizando sempre o ensino e aprendizagem, deixando de lado a velha cultura de medir os conhecimentos e habilidades do aluno em forma de conceitos ou notas e insinuando o individualismo e a competição dentro de sala de aula para alcançar um objetivo que é a aprovação.

Justifica-se uma pesquisa sobre o tema avaliação que não deve ser confundido com competição, devido muitas injustiças que acontecem em sala de aula, onde a maioria dos professores não faz uma avaliação que abrange todos os pontos que estão em evolução na vida do aluno em sala de aula, mas sempre tem em mente que o aluno tem que tirar notas para ser aprovado e não se preocupa se o aluno aprendeu ou não.

A metodologia utilizada será a pesquisa bibliográfica e análise das competências que o aluno deve ter quando for aprovado no final do seu curso, ou no final de um período, os objetos de avaliação, os momentos de avaliação, os procedimentos para uma perfeita avaliação e os instrumentos e técnicas de avaliação disponíveis para o professor utilizar se julgar necessário.

2 - AVALIAÇÃO

É um termo muito discutido no campo da aprendizagem, porém muito pouco valorizado. Muitos especialistas escrevem artigos e mais artigos a respeito de avaliação, todos com opiniões diferentes, mas o resultado é só um, aprendizagem não tem peso e nem quantidade e sim qualidade.

A avaliação deve ser constante no cotidiano da educação, e não aquela avaliação marcada para uma determinada data ou momento em uma sala de aula, o aluno deve ser avaliado a todo instante dentro e fora da sala de aula, porque muitas vezes o aluno vai bem nas aulas mas quando fala que o assunto é avaliação, o mesmo entra em desequilíbrio e não consegue ter um rendimento satisfatório. Também, é necessário avaliar não apenas o conteúdo mas também o comportamento, assiduidade, pontualidade e participação das aulas e das tarefas propostas ao mesmo

Dentro do ambiente escolar, a avaliação requer um peso para poder medir o rendimento do aluno e também a qualidade da educação proposta pela determinada instituição, pois com isso a mesma eleva o rendimento em porcentagem para angariar benefícios futuros propostos pelo estado.

Muitas vezes a escola apresenta apenas conteúdo teórico, o que dificulta a assimilação do conteúdo ministrado em sala de aula, pois tem aluno que absorve bem a matéria apresentada apenas teórica, mas existe alunos que necessitam de aplicação prática do conteúdo apresentado pelo professor, e com isso , há uma disparidade no conceito de notas, porque o aluno que consegue assimilar apenas através da teoria, tem um rendimento superior ao aluno que depende exclusivamente da prática para absorver o conteúdo.

A avaliação escolar como verificação de aprendizagem, está isolada do restante do processo educativo da escola.

Considera as provas, instrumentos indispensáveis utilizados para dar informações a respeito dos alunos e verificar o rendimento escolar, adotando como critério a soma de notas, dividida por um numero de etapas que mostra uma média que teoricamente representa o nível de conhecimento de um indivíduo, classificando ou não o mesmo indivíduo a partir para série seguinte. Fragmenta o ensino em períodos bimestrais, desvinculados da totalidade.

Dando sequência neste conceito, observa-se ainda alguns mitos de que este instrumento de avaliação escolar denominado prova escrita, mostra o nível de aprendizagem no aluno num determinado período, quando na verdade muitos dos alunos tem conhecimento suficiente para avançar os períodos e não consegue expressar durante a avaliação por simples insegurança ou talvez ansiedade. Esta concepção, embora ultrapassado, continua presente no cotidiano escolar.

Está aos olhos de todos que tem aparecido grandes investimentos em salas de aula, metodologias de ensino, procedimentos que levem o aluno a construir o conhecimento com recursos audiovisuais, trabalhos interdisciplinares e muitos outros. Técnicas e trabalhos com o intuito de formar pessoas capazes de aprender e despertar o interesse para que o aluno sempre queira continuar aprendendo e tornese atuante e responsável, tendo a escola como um cotidiano de ambiente democrático e transformador que prepara o aluno para construir um mundo próprio a partir da sala de aula.

Entretanto, este processo criativo pode fracassar, caso mantenham-se os antigos conceitos de avaliação. Seguindo esse raciocínio, as aulas descontraídas, interessantes, criativas e participativas, são interrompidas ao final do período bimestral, para que seja aplicado o tradicional teste de aprendizagem, prova escrita: elaborada e corrigida nos padrões tradicionais e que fica completamente fora da concepção de formação de um indivíduo.

3 – AVALIAÇÃO SEGUNDA A LDB

A Lei das Diretrizes e Bases para a educação nacional 9.394/96, fala muito de avaliação, pois coloca-se em destaque visto que é um dos problemas a serem solucionados para melhorar a educação brasileira.

A avaliação deveria ter como objetivo detectar problemas, servir como diagnóstico da realidade em função de uma qualidade a atingir, não sendo definitivo nem rotulador, sem visar estagnação mas para superar possíveis deficiências.

O artigo 7º, em seu inciso I, é o primeiro que menciona a avaliação.

Analisando a LDB, a avaliação aparece simplesmente como instrumento para diagnosticar deficiências a serem sanadas e não como recurso classificatório. Não é bem definitiva, mas impõe uma nova avaliação apenas para verificar mudanças implantadas.

Utilizando essa idéia no contexto escolar, os mestres deveriam utilizar os resultados da verificação do rendimento do aluno como um material importante para contextualização do professor e do próprio aluno, e não como dado para simples classificação do aluno, facilitando assim as estratégias didáticas pedagógicas das aulas posteriores, facilitando na escolha de conteúdos a serem trabalhados na seqüência e conteúdos a serem revisados. Pensando assim, pode-se dizer que a avaliação é retrospectiva, mas voltada para o futuro.

Art. 9º. - A União incumbir-se-á de: VI. Assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino.

Todos estão em constante avaliação, não somente os alunos, mas os professores, instituições e cursos são avaliados; a avaliação é um direito de todos e deve ser respeitado.

Estariam contrárias a visão de educação do futuro, toda e qualquer prática escolar que, aplicasse métodos de avaliação apenas para atribuir notas aos alunos e notificar as famílias, sem que tais dados proporcionassem qualquer mudança no planejamento das aulas e que classificasse de modo estratégico o desempenho do aluno, desfavorecendo melhoras no rendimento e destruindo sinais negativos como, por exemplo, uma nota baixa no bimestre anterior, e também que se mostrasse melhor o passado do que o futuro da avaliação, tendo os resultados da mesma, como um resultado do processo, e não como base para desenvolver o conteúdo a ser seguido.

Quanto ao reconhecimento de cursos, a LDB também coloca em evidência em seus artigos.

Art. 46º - A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o credenciamento de instituições de educação superior, terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após o processo regular de avaliação.§ 1º. - Após um prazo para sanamento de deficiências eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este artigo, haverá reavaliação.

O desempenho docente é avaliado e tem como resultado, dados para classificação ou promoção, normalmente realizada por entidades externas, tidas como importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal. Um mito sobre avaliação escolar é que o aluno se reprova sozinho e que o aluno é o único responsável pelo sucesso ou fracasso escolar.

Com o resultado dos rendimentos escolares, detecta-se as desigualdades no desenvolvimento dos alunos, atribuídas ao mérito e esforço de cada um, e ainda as reprovações de alguns alunos consideradas naturais uma vez que os alunos não tenham atingido os resultados desejados. Com os resultados em mãos, muitas vezes os professores seguem com o cronograma pré-estabelecido ao invés de agir de acordo com as dificuldades detectadas, mesmo porque tem conhecimento de que outras entidades irão avaliar o desempenho nesse ponto.

Trabalham como se não houvesse desigualdades entre os alunos, é como se todos os alunos da classe pudessem acompanhar a seqüência dos conteúdos avaliados, desde os que tiveram notas máximas aos que não atingiram a média préestabelecida.

Seguindo o raciocínio, percebe-se que a avaliação perde a razão de acontecer, transformando-se num catálogo de rendimentos para classificar alunos, ao invés de apontar deficiências e colaborar com o desenvolvimento dos alunos com maior dificuldade de aprendizagem.

É importante destacar que ao considerar o baixo rendimento de um grupo, o professor passa a desconsiderar sua própria função social, afinal estão sob seus cuidados todos os alunos de uma turma. O professor é (ou deveria ser) o profissional competente e treinado para ensinar cada aluno, levando em consideração as diferenças individuais de ritmo e possibilidades de aprendizagem, podendo perceber que nem todos os alunos assimilam determinado conteúdo de imediato. A avaliação pode determinar o grau de experiência e desenvolvimento do aluno, pode e deve aproveitar o que o aluno já conhece e sabe.

O inciso I do Art.24 classifica os alunos de uma determinada série mediante avaliação que defina o seu grau de desenvolvimento, experiência, independente da escolarização . No Art.41 permite que se reconheça e faça valer o conhecimento adquirido pela educação profissional no trabalho, tendo o objeto de avaliação como auxílio para prosseguir ou concluir determinados estudos.

Embora mostrem situações especificas de inclusão à escola, a avaliação contida nestes textos, mostra também uma dupla interpretação, de um lado a abertura e flexibilidade, contrários à rigidez normal e limitação de conteúdos e visão da escola como instituição normativa, simplesmente.

4 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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