COMO DOMINAR AS SUAS EMOÇÕES E TORNÁ-LAS POSITIVAS - Chrisitan H[1][1]. Godefroy

COMO DOMINAR AS SUAS EMOÇÕES E TORNÁ-LAS POSITIVAS - Chrisitan H[1][1]. Godefroy

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Como dominar as suas emoções e torná-las positivas

Chrisitan H. Godefroy

Como dominar as suas emoções e torná-las positivas

Como dominar as suas emoções e torná-las positivas

É uma pessoa irritável? Fica furioso quando alguém tem uma ideia contrária à sua ou ousa criticá-lo? Falta-lhe autoconfiança? Neste livro, vai aprender como aplicar a todos estes problemas, os métodos desenvolvidos na primeira parte. Embora não se trate de um tratamento propriamente dito, já não ignora que o seu estado de espírito, o seu desenvolvimento pessoal ou, pelo contrário, as suas frustrações, os choques psicológicos e afectivos que recebe, são factores importantes de saúde ou de doença. Por conseguinte, as sugestões neste livro podem ser consideradas como uma terapia preventiva. "Tratando" as suas emoções e os seus sentimentos, reforça o seu sistema imunitário.

I. Como dominar o seu temperamento

É desaconselhado reprimir a sua fúria. Você não ignora que uma fúria voltada para dentro se torna ainda mais perigosa.

Os perigos de uma fúria reprimida

Quando um vulcão entra em erupção, é claramente preferível, para aqueles que se encontram na zona exposta, que a cratera não esteja entupida e que a lava possa fluir livremente. Caso contrário, os gases acumulam-se por baixo da cratera e quando esta explode é o Apocalipse!

Como dominar as suas emoções e torná-las positivas

zangadosAs crianças bem educadas não fazem birras... Só as
anorexia nervosa, insucesso escolar, drogas, enuresiaA lista dos

Uma fúria contida é comparável a um vulcão com a cratera entupida. Se tem um temperamento colérico, não serve de nada tentar reprimir a sua crise. Pelo contrário, vai chegar o momento em que ela vai explodir, mil vezes mais poderosa, aniquilando tudo por onde passa. Além disso, também o vai aniquilar a si. Se se priva de exprimir a sua cólera contra outra pessoa, está a virá-la contra si! Desde a infância que nos buzinam aos ouvidos que: “não é bonito ficarmos pessoas que têm mau feitio é que fazem birras..., etc.”. Temos, portando, tendência para nos castigarmos pelas nossas fúrias, nos auto-destruirmos por todos os tipos de comportamentos não saudáveis e perigosos: tabaco, álcool, roer as unhas, doces, nossos castigos é excessivamente longa. Por conseguinte, vai aprender não a reprimir a sua fúria, mas a canalizá-la.

Como canalizar a sua fúria

O melhor método consiste em representar a cólera como uma força da natureza e deixá-la libertar-se. Em seguida, reencontre e conserve a paz.

Primeira etapa: canalize a sua fúria

A imagem que acalma

Vai começar por procurar nos seus livros fotos de formato bastante grande, que representem as forças da natureza em acção. Pode ser uma tempestade num oceano, uma cascata que cai do alto de uma falésia, um vulcão em erupção, um ciclone que verga as árvores, um vento glaciar acompanhado de tempestade de neve, um géiser, uma avalanche, uma cheia, e assim sucessivamente. Em vez da fotografia, pode preferir um quadro ou uma gravura, consoante os seus gostos e afinidades. Em seguida, proceda da seguinte maneira:

− Assim que sentir a fúria a crescer dentro de si, quer se trate de uma "erupção" ou de um sentimento mais subtil de rancor, pegue na fotografia ou no quadro.

− Instale-se confortavelmente num sofá e olhe para a sua imagem.

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− Imagine que ela tem movimento, que você assiste verdadeiramente ao espectáculo desta força em plena acção. Veja as ondas rebentarem, o vento torcendo os troncos das árvores, a água a cair poderosamente do alto da montanha.

− Ao fim de um momento, levante os olhos e faça alguns exercícios respiratórios. A sua fúria deve ter-se acalmado.

− Pratique este exercício várias vezes ao dia, se tiver a impressão que precisa de canalizar uma verdadeira avalanche.

Utilize a força da sua mente

Este exercício baseia-se no mesmo princípio do que o anterior, mas você está apto a fazê-lo a qualquer momento, sem precisar da sua imagem, pois vai criar uma na sua mente.

− Instale-se tranquilamente, de preferência no seu santuário mental.

− Faça alguns exercícios respiratórios.

− Agora imagine uma força da natureza em acção. Escolha-a segundo as suas afinidades e os seus gostos. O importante é vê-la a desencadear-se nitidamente.

− Ao fim de alguns instantes, pratique novos exercícios respiratórios e sinta-se aliviado.

− Repita este exercício as vezes que achar necessário.

Segunda etapa: depois de reencontrada a paz

Após ter praticado regularmente um ou outro dos exercícios anteriores (ou ambos) durante algumas semanas, você tem a impressão que a sua vida se torna mais fácil. Dorme melhor, talvez tenha melhores digestões. Portanto agora a questão está em consolidar o seu êxito. Como?

Com efeito, dedicando alguns minutos por dia ao relaxamento, independentemente do método escolhido, liberta a sua mente de várias toxinas. Vai limpá-la. Torna-se menos sensível à fúria e muito mais tolerante.

2. Escolha uma técnica de meditação.

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Se se colocar num plano espiritual superior, a meditação fará de si aquilo a que se chamava antigamente um “sábio”. Graças à meditação, vai aprender inconscientemente a antecipar as reacções dos outros. Por conseguinte, se a sua fúria é principalmente causada pela sua reacção face ao comportamento dos outros, ela já não terá razão de existir. Por outro lado, vai acabar por fazer uma separação entre as coisas importantes da sua vida e aquelas que não o são. Já não vai perder as estribeiras por coisas insignificantes. Vai aceitar mais facilmente os outros, enquanto aprende a aceitar-se a si mesmo. Por fim, a meditação transcendental vai limpá-lo de toda a fúria reprimida e perturbadora que acumulou durante anos. Ora isso é na realidade o mais importante! Mas vai ter de se empenhar e dedicar, pelo menos, 20 minutos por dia a um exercício de meditação durante algumas semanas. Não é em dois ou três dias que conseguimos desintoxicar-nos de um veneno que nos rói há anos.

I. Recupere a sua memória

Não é segredo: quando envelhecemos, a nossa memória parece cada vez mais uma fatia de queijo esburacado. Mesmo aqueles que podiam, na sua juventude, vangloriar-se de ter uma memória fenomenal, mais cedo ou mais tarde acabam por cair na armadilha amarga de um “buraco de memória”. Porém, os dados que a sua mente consciente aparentemente esqueceu ficam, em contrapartida, na memória do seu subconsciente. O subconsciente grava tudo e não se esquece de nada. O problema consiste, portanto, em saber extrair aquilo que já não sai espontaneamente. Se teve a oportunidade de trabalhar com um computador, sabe provavelmente que existem pequenos programas destinados a recuperar ficheiros que foram apagados do disco por engano. Admitindo que o subconsciente seja esse disco, o que lhe resta fazer é pôr a funcionar o seu programa de recuperação dos ficheiros desaparecidos.

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Como proceder para melhorar a sua memória?

O melhor método consiste em utilizar uma indução auto-hipnótica que lhe permite comunicar directamente as suas instruções ao seu subconsciente. Pode criar a sua própria indução baseando-se no modelo abaixo indicado. Deve ser principalmente composta por fórmulas afirmativas. Proceda como habitualmente e grave as suas três induções sem parar.

Indução para “a memória reencontrada”

Primeira indução: a descida Segunda indução:

Está relaxado, descontraído. Está tudo bem, está tudo calmo. A sua memória melhora de dia para dia. Tem uma boa memória, uma memória fiável. Conta com a sua memória, pois ela é cada vez mais fiável. Imagine a sua memória sob a forma de uma fruta [qualquer fruta]. Está saudável, perfeitamente lisa, sem imperfeições. É perfeita. É a sua memória. A sua memória é fiel. Pode contar com ela. A cada dia que passa está cada vez mais fiel. Sente-se feliz pelos progressos que fez. [Repita mais uma vez a totalidade da indução]

Terceira indução: a subida. Persista e verá a sua memória melhorar!

I. Tenha confiança em si

A falta de confiança em si está na origem de imensos danos. Pode gerar medo, travar as suas relações afectivas, dar-lhe insónias, perturbar a sua digestão, minimizar o rendimento profissional, enfim, estragar toda a sua vida!

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No entanto, a menos que seja quase sobre-humano, cada um de nós tem efectivamente o seu ponto fraco. É raro encontrar pessoas cuja segurança seja total em todos os aspectos. Ou então, trata-se de pessoas que dissimulam bem. A confiança é essencial para conquistar e manter a felicidade e o equilíbrio psíquico. A sua falta de confiança não é uma fatalidade.

Como ter mais segurança em si próprio

Comece por determinar qual o aspecto da sua vida que revela maior falta de confiança em si próprio. É possível que este problema seja generalizado; porém, na maioria dos casos, atinge sobretudo um elemento específico, quer se trate do trabalho, das relações afectivas, da escolaridade ou das relações com o sexo oposto. Quando souber exactamente sobre que ponto dirigir a sua reprogramação, dedique todos os dias alguns minutos aos seus exercícios.

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