Trabalho sobre frutos

Trabalho sobre frutos

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB

TRABALHO SOBRE CLASSIFICAÇÃO E MECANISMOS DE ABERTURA DOS FRUTOS

Ancelmo dos Santos Mendes

Djalma da Silva Leite Neto

Vitória da Conquista/BA

Julho de 2012

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Departamento de Fitotecnia e Zootecnia - DFZ

Disciplina: Taxonomia Vegetal III

Professor: Aristonildo Cezar da Silva

TRABALHO SOBRE CLASSIFICAÇÃO E MECANISMOS DE ABERTURA DOS FRUTOS

Ancelmo dos Santos Mendes

Djalma da Silva Leite Neto

Vitória da Conquista/BA

Julho de 2012

Índice

  1. Introdução ------------------------------------------------------------------------------- 4

  1. Origem do fruto ------------------------------------------------------------------------ 5

  1. Função dos frutos ---------------------------------------------------------------------- 6

  1. Estrutura dos frutos ------------------------------------------------------------------- 7

  1. Divisão relaciona ao pericarpo do fruto ------------------------------------------- 8

  1. Divisão relacionada a formação do fruto ----------------------------------------- 8

  1. Classificação dos frutos carnosos e secos ----------------------------------------- 9

  1. Pseudofrutos --------------------------------------------------------------------------- 13

  1. Conclusão ------------------------------------------------------------------------------- 15

  1. Referências Bibliográficas ----------------------------------------------------------- 16

Introdução

A diversidade existente na organização das flores das Angiospermas, sobretudo a variação no número, arranjo, grau de fusão e estrutura dos pistilos que formam o gineceu, propicia uma ampla gama de variação no tamanho, forma, textura e anatomia dos frutos. Segundo a definição, fruto deriva do ovário das flores, desenvolvido, contendo as sementes maduras. Contudo, pode ser formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais ainda podem se associar outras estruturas acessórias. O fruto é uma estrutura exclusiva das Angiospermas e biologicamente é um envoltório protetor das sementes, assegurando a propagação e perpetuação das espécies.

Após a fecundação dos óvulos em seu interior, o ovário inicia um crescimento, acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto. Os frutos mantêm-se fechados sobre as sementes até, pelo menos, o momento da maturação. Quando as sementes estão prontas para germinar, os frutos amadurecem, e podem se abrir, liberando as sementes ao solo, ou tornam-se aptos a serem ingeridos por animais, que depositarão as sementes após estas passarem por seu aparelho digestivo.

Alguns frutos podem ter sua origem sem que haja o processo de fecundação do óvulo, este processo é conhecido como partenocarpia. Ela pode ser induzida pelo homem, através da utilização de hormônios ou acontecer de forma natural. Entre a academia de ciências existem muitas discursões se estes “frutos” podem ou não ser assim chamados. São chamados de infrutescências.

Este trabalho tem por objetivo descrever a classificação dos frutos de acordo as suas diversas características morfofisiológicas e mecanismos de aberturas existentes nas diversas espécies.

Origem do fruto

Após a polinização, ocorre a formação do tubo polínico e a fecundação. Os dois núcleos do grão de pólen descem por dentro do tubo polínico e, durante a descida, o núcleo generativo se divide, dando origem aos dois gametas masculinos do vegetal, estes, ao atingir o óvulo, fecundam a oosfera e os núcleos polares (que previamente se fundem), respectivamente. A partir deste momento, as paredes do ovário começam a se transformar no pericarpo, que é a parte externa do fruto, enquanto que o óvulo fecundado se transforma na semente.

Figura 1: Processo de fecundação e formação dos frutos e sementes das plantas.

Função dos Frutos

A principal função dos frutos é a proteção da semente em desenvolvimento. Ao longo de sua evolução, as plantas com flores e frutos desenvolveram novos tipos de frutos, e novas estratégias para a dispersão das sementes contidas neles, de forma que nas espécies atuais há uma variedade imensa de cores, formas, estruturas assessórias e sabores, cada qual especializada em uma forma diferente de dispersão de sementes.

Outra importante função do fruto é o mecanismo de dispersão. Há frutos que secam e abrem-se na maturação, simplesmente liberando as sementes sobre o solo. Outros se abrem expelindo as sementes de forma explosiva, arremessando-as a grandes distâncias. Já os frutos carnosos dependem de animais, que os carregam a outros lugares para serem liberadas longe do local de origem. Certos frutos armados de espinhos agarram-se à pelagem de mamíferos ou penugem de aves, e assim percorrem grandes distâncias. Há ainda frutos providos de alas e pelos, que permitem que flutuem por alguns momentos antes de atingir o solo.

Figura 2: Diversas formas de frutos.

Estrutura dos Frutos

Os frutos se dividem em três estruturas básicas:

Epicarpo: é a camada externa do fruto, ela se origina da epiderme do carpelo e é normalmente de composição membranosa e fibrosa. Esta camada pode ser lisa, rugosa, pilosa ou espinhosa, e é popularmente conhecida como casca.

Mesocarpo: é a camada intermediária do fruto, possui característica suculenta, podendo ou não armazenar substâncias de reserva. Esta camada é advinda do mesofilo carpelar.

Endocarpo: é a camada mais interna, normalmente de característica rígida que envolve as sementes. É originária da epiderme interna da folha carpelar. Em certos tipos de frutos, o endocarpo apresenta-se espessado e muito resistente.

Figura 3: Diversos frutos demonstrando suas estruturas.

Divisão relacionada ao pericarpo do fruto

Os frutos são divididos em dois grupos de acordo a consistência do pericarpo, os frutos carnosos e os frutos secos. A principal diferença entre eles é a existência, nos frutos carnosos, de um mesocarpo muito suculento, podendo ser acúmulo de reservas.

A grande maioria dos frutos carnosos é de característica indeiscente, frutos que não se abrem espontaneamente. Enquanto os frutos secos podem ser deiscentes, frutos que se abre m de forma espontânea ou indeiscentes.

Figura 4: Frutos carnosos indeiscentes e frutos secos deiscentes e indeiscentes.

Divisão relacionada à formação do fruto

Outra classificação dos frutos se dá de acordo ao seu processo de formação desde a fecundação até a sua maturação. No fruto simples, os carpelos da flor que irá formá-lo se unem dando origem a um único fruto. Já o fruto composto, os carpelos se desenvolvem separadamente formando vários frutos.

Figura 5: O mamão é um exemplo de fruto simples, e o morango é um fruto composto.

Classificação dos frutos carnosos e secos

Os frutos carnosos são classificados em:

Baga: se originam de um ovário uni ou multicarpelar, sendo assim formado por um ou mais carpelos, contendo uma ou mais sementes. O pericarpo da baga, normalmente comestível, é composto do exterior para o interior por um epicarpo muito fino, um mesocarpo carnoso (chamado sarcocarpo) e de um endocarpo carnoso.

Drupa: se originam de um ovário unicarpelar, é formado por apenas um carpelo contendo uma semente concrescida, com endocarpo muito duro formando um caroço.

Figura 6: A uva é um fruto do tipo baga e o pêssego é um fruto tipo drupa.

Os frutos secos deiscentes são classificados em:

Folículo: é um tipo de fruto seco, deiscente, com apenas uma folha carpelar que se abre em apenas um lado. É o modelo mais simples de fruto, e possivelmente o mais primitivo. São encontrados na família Magnoliaceae, Proteaceae e Malvaceae Sterculioideae.

Figura 7: Fruto folículo.

Legume: um fruto seco simples, que se desenvolve de um único carpelo e usualmente deiscente pela abertura da sutura da folha carpelar e da nervura oposta. Ervilhas e feijões são exemplos.

Figura 8: Fruto tipo legume.

Síliqua: é um tipo de fruto seco e deiscente, constituído por 2 carpelos. Em seu interior há um septo plano, onde se inserem as sementes, em ambas as suas faces (encerrando-as em cada um dos dois lóculos formados). Este septo, na abertura do fruto, destaca-se de ambos os carpelos, expondo as sementes ao vento. São frutos conhecidos como ipês.

Figura 9: Fruto tipo síliqua.

Esquizocarpo: Derivado de gineceu sincárpico multicarpelar, cujos carpelos separam-se inteiramente na maturidade em mericarpos (frutículos) geralmente deiscentes, livres. A mamona e a cenoura são exemplos.

Figura 10: Fruto tipo esquizocarpo.

Lomento: Derivado de ovário unicarpelar, fragmentam-se transversalmente em segmentos unisseminados. Como exemplo temos o carrapicho.

Figura 11: Fruto tipo lomento.

Craspédio: Derivado de ovário unicarpelar, fragmentam-se transversalmente em segmentos, mas após a queda desses, uma armação formada pela nervura e sutura do carpelo permanece presa ao receptáculo. A mimosa é um tipo deste fruto.

Figura 12: Fruto tipo craspédio.

Cápsula: são frutos secos e deiscentes, composto por mais de um carpelo. De todas as categorias de frutos, esta é a mais variável, tanto no número de carpelos como no tipo de deiscência. De acordo ao tipo de deiscência os frutos cápsulas são classificados em: septicida, fruto que se abre pela linha de união dos carpelos (azaléa), loculicida, que se abre pelo meio de cada carpelo (algodão), pixidiária, que se abre por uma linha transversal (castanha-do-Pará; sapucaia) e poricida que se abre através de poros (papoula, quaresmeira).

Figura 13: Fruto tipo cápsula.

Os frutos secos indeiscentes são classificados em:

Aquênio: são frutos que possuem uma semente, ligada à parede do fruto em um único ponto. Como exemplo temos o girassol (Helianthus annus).

Figura 14: Fruto tipo aquênio.

Sâmara: é um tipo de fruto identificado pela sua forma, mais do que pela sua estrutura carpelar. São normalmente secos, com uma ou duas alas membranosas associadas à região do lóculo, onde se encontra uma só semente. várias leguminosas, Sapindáceas e Malpiguiáceas são exemplos.

Figura 15: Fruto tipo sâmara.

Cariopse: é um fruto com uma semente presa ao pericarpo em toda a sua extensão. Os grãos são chamados de cariopse e é típico das gramíneas, do trigo, do arroz e do milho.

Figura 16: Fruto tipo cariopse.

Noz: é um fruto seco com apenas uma semente (raramente duas) no qual a parede do ovário ou parte dela torna-se muito dura na maturidade. Como exemplo temos a noz-moscada.

Figura 17: Fruto tipo noz.

Pseudofrutos

Muitas vezes confundido com fruto, os pseudofrutos ou falsos frutos, são partes comestíveis do fruto formados não pelos ovários, mas pelo receptáculo da flor, ou mesmo por diversos frutos fundidos. Os pseudofrutos são classificados em:

Pseudofrutos simples: Provenientes do receptáculo de uma única flor, que incha, envolvendo o fruto verdadeiro total ou parcialmente. Temos como exemplo a maçã e o caju.

Figura 18: Pseudofruto simples.

Pseudofrutos compostos: formado a partir de uma flor com gineceu apocárpico (diversos carpelos não fundidos) em que cada carpelo produz um fruto (aquênio). Após a fecundação o receptáculo se expande, tornando-se carnoso e suculento, ficando os pequenos frutos distribuídos ao seu redor. O morango é o exemplo deste fruto.

Figura 19: pseudofruto composto.

Pseudofrutos múltiplos: Produzidos a partir de uma inflorescência que dá origem a diversos frutos que, por nascerem muito próximos se desenvolvem agregados. Como exemplos temos o abacaxi e a amora.

Figura 20: pseudofruto múltiplo.

Conclusão

O trabalho demonstra que os frutos são órgãos gerados a partir do desenvolvimento do ovário de plantas superiores, possuindo as mais variadas formas e constituições. E que podem ser classificados de diversas maneiras a depender das características analisadas. Foi possível analisar o processo da formação de um fruto, suas diversas formas de desenvolvimento e maturação, bem como os mecanismos de abertura ou não. Conhecemos também os pseudofrutos ou frutos falsos.

Referências Bibliográficas

  • ARAGUAIA, M. Fruto. Disponível em< http://www.brasilescola.com/biologia/ fruto.htm> Acessado em: 09 de Julho de 2012.

  • FERRI, M. G. Botânica: Morfologia Externa das Plantas (organografia); 14ª ed. Editora Nobel, São Paulo, 1999.

  • Fruto. Disponível em< http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/fruto/index.php> Acessado em: 08 de julho de 2012.

  • Fruto. Disponível em< http://www.infoescola.com/plantas/fruto/> Acessado em: 09 de Julho de 2012.

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