Gravidez na adolescência

Gravidez na adolescência

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Gerar um filho é uma coisa muito séria. E a responsabilidade é tanto da mulher quanto do homem. Um bebê transforma totalmente a vida de um casal principalmente se tratando de adolescentes que ainda não tem tanta maturidade e condições financeiras de criar um bebê, acarretando assim varias consequências tanto para os adolescentes quanto para as crianças.

Para, (Castro, Abramovay e Silva, 2004) a problemática da gravidez na adolescência costuma estar relacionada, ao abandono dos estudos e a entrada prematura no mercado de trabalho geralmente informal, acarretando em especial à reprodução da pobreza nas famílias dos adolescentes de menor poder aquisitivo.

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A gravidez precoce de um adolescente pode limitar sua educação, restringir suas habilidades na força de trabalho e reduzir sua qualidade de vida. Mulheres que têm filhos durante a adolescência têm uma chance maior de estar em desvantagem econômica no futuro vis-à-vis aquelas que postergam sua gravidez (Mensch et al., 1998). Apesar do homem também sofrer possíveis consequências do comportamento sexual e reprodutivo, os custos de uma gravidez geralmente são arcados pela mulher. (Segundo Akerloff et al,. 1996 cit. In Longo, 2002:5)

De acordo com Cabral (2002) denomina que os enfoques nessas áreas de estudos sociodemográficos e medico e medico-epidemologico de “tradicionais” pela diminuição de processos complexos a outro fator com as associações lineares, colocadas entre gravidez na adolescência e reprodução integracional da pobreza.

Stern e Medina (2000) chamam a atenção para o fato de essa proposição [reprodução da pobreza, pela interrupção dos estudos devido a uma gravidez] se presta, muito facilmente, a completar um silogismo com a necessária conclusão de que um declínio do numero de gravidez na adolescência contribuiria então para a redução da pobreza. Nesta perspectiva a gravidez na adolescência torna-se alvo de intervenções múltiplas de programas de politicas publicas, pois deve ser prevenida. (Cabral, 2002:182)

Outra consequência enfrentada pelas adolescentes que engravidam é a instabilidade dos vínculos conjugais, ou seja, a não disposição dos jovens para assumirem a paternidade. Na possibilidade das adolescentes terem de criar e sustentar seus filhos sem a presença paterna, onde muita das vezes esses cuidados com a criança são compartilhados com a família de origem nuclear.

7-3 A GRAVIDEZ PRECOCE NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO NO BRASIL

De acordo com FREITAS, (1990) Elizabete Nas últimas décadas a gravidez na adolescência tem sido considerada um desafio social e consequentemente de saúde publica. No Brasil as abordagens sobre a gravidez na adolescência compartilham em geral as noções de problemas frente ao fator idade e condições sociais, a preocupação social que provoca gravidez na adolescência na sociedade brasileira na virada do século XXI é sem duvida, mais o resultado das grandes mudanças sociais do que o efeito do desenvolvimento de um fenômeno novo e especifico.

Essa é a geração mais precoce, eles têm todas as informações que precisam principalmente através dos veículos de comunicação, onde o avanço tecnológico contribui para obtenção de informações tornando um desafio para a família, a sociedade e os órgãos públicos, pois estas instituições são responsáveis em atuar com prevenções e cuidados para que este individuo não venha assumir uma responsabilidade precoce, De acordo com:

Art. 227 é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade o direito à vida, à saúde, à alimentação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

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A sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando melhor assexualidade na adolescência, sexo antes do casamento, e também na adolescência. Portanto tabus inibições e estigma estão diminuindo e atividade sexual e a gravidez aumentado, pois dependendo do contexto social em que estar inserida a adolescente, a gravidez pode ser encarada como um evento normal, não problemática, aceito dentro de suas normas e costumes.(FREITAS, 1990)

8- METODOLOGIA

Para o presente trabalho de pesquisa bibliográfica utilizou-se a metodologia de referências bibliográficas, que segundo LAKATOS “baseia-se basicamente na coleta de material de diversos autores sobre determinado assunto.”.

Permitindo apresentar informações da gravidez na adolescência através de minuciosas leituras de diversos autores que enfocam essa temática.

9- ORÇAMENTO

OBJETO

QUANTI.

VALOR UNITARIO

VALOR TOTAL

1

Encadernações

02

R$= 4,00

R$= 8,00

2

Acesso Internet

03meses

R$= 9,90

R$= 29,70

3

Pen Drive

01

R$= 40,00

R$= 40,00

4

Net Book

01

R$= 1.200,00

R$= 1.200,00

5

Computador

01

R$= 1.500,00

R$= 1.500,00

6

Xerox

20

R$= 0,20

R$= 4,00

TOTAL

R$= 2.781,70

10- CRONOGRAMA

Atividades

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Encontro da Equipe

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Pesquisa Bibliográfica/sites/artigos

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Digitação

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Organização das Normas da ABNT

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Organização do trabalho para impressão

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Apresentação do trabalho em sala de aula

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11-REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

ABRAMOVAY, Miriam. A juventude e Sexualidade/ Miriam Abramovay, Mary Garcia Castro e Lorena Bernadete da Silva. Brasília: UNESCO, 2004.

BRASIL. Constituição da Republica Federativa do Brasil. 12° Ed. São Paulo (SP): DP&A; 2002.

Brasil. Estatuto da Criança e do adolescente. 5° Ed. São Paulo: Saraiva 1995.

FREITAS, Elizabete. Gravidez na Adolescência. Campinas: Atual 1990.

LAKATOS, Maria Eva. MARCONI, Maria de Andrade. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO /4 ed. São Paulo. Revista e Ampliada. Atlas, 1992.

MARTINS, Celso. Gravidez na Adolescência, Copyright, 2005.

ACRITICA.uol.com.br/manaus/Gravida-marido-maternidade-prefeitura-negligencia-Amazonia-Amazonas-Manaus_0_703729655.html

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