Comando aplicados a refrigeração comercial

Comando aplicados a refrigeração comercial

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Comandos Aplicados a Refrigeração Comercial

Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Presidente Jorge Wicks Côrte Real

Departamento Regional do SENAI de Pernambuco Diretor Regional Antônio Carlos Maranhão de Aguiar

Diretor Técnico Uaci Edvaldo Matias

Diretor Administrativo e Financeiro Heinz Dieter Loges

Ficha Catalográfica

621.56 SENAI.DR.PE. Comando aplicados à refrigeração comercial. S474c SENAI.PE/DITEC/DET, 2002. 1. ENGENHARIA ELÉTRICA 2. REFRIGERAÇÃO I. Título

Reformulado em Maio/2003

Direitos autorais de propriedade exclusiva do SENAI. Proibida a reprodução parcial ou total, fora do Sistema, sem a expressa autorização do Departamento Regional de Pernambuco.

Introdução 5

Componentes Básicos de um Comando Elétrico 6

Ligação de Motor Monofásico 21

Ligação de Motor Trifásico 2

Controlador 32 Bibliografia 53

Os comandos aplicados a refrigeração comercial são dispositivos que possibilitam maior segurança para o funcionamento dos equipamentos.

Esses comandos são constituídos de componentes como: contatores, reles, temporizadores, botoeiras, fusíveis e controladores eletrônicos que têm a função de automatizar os equipamentos de refrigeração.

Essas serão as informações aqui abordadas que servirão de apoio as atividades práticas desempenhadas pelo técnico da área.

Ao final desse estudo você terá condições de ler, interpretar, montar, diagnosticar e corrigir falhas em diversos comandos elétricos.

Chave de Faca

Pode-se dizer que a chave de faca é o interruptor mais simples que se conhece. Estas chaves são geralmente providas de porta-fusíveis, para proteção dos circuitos em que são inseridas. São fabricadas para diversas correntes, desde 30 até 600 ampères, e para tensões nunca superiores a 600 volts, devido a esse tipo de chave não oferecer muita segurança ao operador.

Chave de faca de 3 pólos com porta fusível cartucho

Observação A chave de faca da figura só poderá ser instalada de modo que o peso das lâminas não tenda a fechá-la.

Chave de faca blindada com dupla segurança

Observação Antes de desligar a chave geral, certifique-se de que os equipamentos estão desligados.

Seccionador

Seccionador Fusível

Este tipo de seccionador se compõe do dispositivo de comando propriamente dito, que é igual à chave-faca, e de um conjunto de fusíveis, um por pólo, normalmente associado à própria parte móvel da chave.

Os seccionadores fusíveis são bastante práticos, pois associam em um só elemento a função de comando sem carga com a de proteção contra curtocircuito.

A abertura prévia do sistema antes da troca do fusível é feita manualmente, no ato da abertura do seccionador para a troca do fusível queimado.

Os seccionadores não possuem mecanismo de desligamento rápido (mola) atuando sobre os seus contatos. A velocidade da abertura depende exclusivamente do operador (sendo essa a causa principal da indefinição da capacidade de ruptura). Ao se abrirem os contatos por onde circule corrente de certa intensidade (circuito com carga) com velocidade baixa, o meio gasoso que se interpõe entre os contatos vai se ionizando sucessivamente, criando um caminho de baixa resistência elétrica, por onde se desenvolve o arco voltaico. Este, persistindo, permite o fluxo de corrente pelo circuito mesmo com as facas abertas, provocando a fusão dos contatos e vaporizando-os sob forte explosão.

Seguranças Fusíveis Tipo NH e Diazed

São dispositivos destinados a limitar a corrente de um circuito e mesmo interrompe-la, em casos de curto-circuitos ou sobrecargas de longa duração.

Constituição das Seguranças NH

As seguranças NH são compostas de base e fusível. A base é constituída geralmente de esteatita, plástico ou termifixo, possuindo meios de fixação a quadros ou placas. Possuem contatos em forma de garras prateadas, que garantem o contato elétrico perfeito e alta durabilidade. A essas garras se juntam molas que aumentam a pressão de contato.

Base de fusíveis, sistema NH Fusível NH

A. Material isolante (esteatitas)

B. Contato em forma de garra C. Mola

O fusível possue um corpo de porcelana de seção retangular, com suficiente resistência mecânica, contendo nas extremidades facas prateadas. Dentro do corpo de porcelana se alojam o elo fusível e o elo indicador de queima, imersos em areis especial, de granulação adequada.

O elo fusível é feito de cobre, em forma de lâminas, vazadas em determinados pontos para reduzir a secção condutora. Existem ainda elos fusíveis feitos de fitas de prata virgem.

Retirando-se o fusível de segurança, obtêm-se uma separação visível dos bornes, tornando dispensável em alguns casos a utilização de um seccionador adicional. Para se retirar o fusível, é necessária a utilização de um dispositivo, construído de fibra isolante, com engates para extração. Esse dispositivo recebe o nome de “punho saca-fusíveis”.

Corpo de porcelana

Elo indicador de queima Elo fusível

Faces

Constituição de Seguranças Dized (D)

As seguranças D são compostas de: base aberta ou protegida, tampa, fusível, parafuso de ajuste e anel.

Base É um elemento de porcelana que comporta o corpo metálico, roscado internamente, e externamente ligado a um dos bornes, o outro borne está isolado do primeiro e ligado a parafuso de ajuste.

Tampa É um dispositivo, geralmente de porcelana, com um corpo metálico roscado, que fixa o fusível à base e não se inutiliza com a queima do fusível.

Permite inspeção visual do indicador do fusível e a substituição deste sob tensão.

A- Borne ligado ao corpo roscada B- Borne ligado ao parafuso de ajuste

Parafuso de ajuste É um dispositivo, feito de porcelana, com um parafuso metálico que introduzido na base, impede o uso de fusíveis de capacidade superior à indicada.

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