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Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e Superintendente de Conhecimento e Tecnologia Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração/Organização Eugênio Sérgio de Macedo Andrade

Unidade Operacional Centro de Formação Profissional Pedro Martins Guerra

APRESENTAÇÃO
1. TRANSFORMADORES
1.1Relação de Transformação
1.2Relação de Potência em Transformadores
1.3Diagrama Fazorial
1.4Funcionamento de um Transformador a Vazio e com Carga
2. TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS
2.1Tipos de Ligação de Transformadores Trifásicos
2.2Análise de Óleo e Umidade
2.3Resfriamento de Transformadores Trifásicos
2.4Características dos Transformadores
2.5Aplicação
3. MOTORES DE CA MONOFÁSICOS
3.1Motores Tipo universal
3.2Motores Monofásicos de Indução
3.2.1 Motor de Campo Distorcido
3.2.2Motor Monofásico de Fase Auxiliar
4. MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO (MIT)
4.1Construção
4.2Princípio de Funcionamento
4.3Ligação de Motores
4.4Considerações sobre Torque
4.5Características Operacionais
4.6Motor de Indução Trifásico de Rotor Bobinado
Alimentadores
5. MOTOR DE INDUÇÃO - ROTOR DE DUPLA GAIOLA
6. MOTORES DE MÚLTIPLAS VELOCIDADES
6.1Motores de Dois Enrolamentos
6.2Motor Dahlander
7.MOTOR SÍNCRONO TRIFÁSICO

SumárioSumário 4.7Dimensionamento de Circuitos Terminais, Ramais e

8.1Princípio de Funcionamento
8.2Partida dos Motores C
8.3Características de Torque dos Motores C
8.3.1 Motor Série
8.3.2 Motor Shunt
8.3.3 Motor Composto
8.4 Características de Velocidade dos Motores C
8.4.1 Motor Série
8.4.2 Motor Shunt
8.4.3 Motor Composto
8.5Potência Mecânica e Rendimento de um Motor C
8.6Formas de Controle da Velocidade dos Motores C
8.7Reação da Armadura
8.8Enrolamentos
8.9Inversão de Rotação do Motor C
8.10 Frenagens
8.1 Controle de Velocidade do Motor C – Circuito RLE
8.12 Escovas Elétricas
8.13 O Carbono
8.14 Classificação das Escovas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ApresentaçãoApresentação

“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do conhecimento. “ Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, coleta, disseminação e uso da informação.

O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e ,consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência:” formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada.”

Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento , na sua área tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet- é tão importante quanto zelar pela produção de material didático.

Isto porque, nos embates diários,instrutores e alunos , nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

O SENAI deseja , por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada !

Gerência de Educação e Tecnologia

1. TRANSFORMADORES1. TRANSFORMADORES

O transformador é um dispositivo que permite elevar ou abaixar os valores de tensão ou corrente em um circuito de CA.

Figura 1.1

A grande maioria dos equipamentos eletrônicos emprega transformadores, seja como elevador ou abaixador de tensões.

Figura 1.2

Quando uma bobina é conectada a uma fonte de CA surge um campo magnético variável ao seu redor.

Figura 1.3 – Campo magnético variável

Aproximando-se outra bobina à primeira, o campo magnético variável gerado na primeira bobina “corta” as espiras da segunda bobina.

Figura 1.4

Como conseqüência da variação de campo magnético sobre suas espiras surge, na segunda bobina, uma tensão induzida.

Figura 1.5

A bobina na qual se aplica a tensão CA é denominada de primário do transformador e a bobina onde surge a tensão induzida é denominada de secundário do transformador.

Figura 1.6

É importante observar que as bobinas primária e secundária são eletricamente isoladas entre si. A transferência de energia de uma para outra se dá exclusivamente através das linhas de força magnética.

A tensão induzida no secundário de um transformador é proporcional ao número de linhas magnéticas que corta a bobina secundária.

Por esta razão, o primário e o secundário de um transformador são montados sobre um núcleo de material ferromagnético.

Figura 1.7

O núcleo diminui a dispersão do campo magnético, fazendo com que o secundário seja cortado pelo maior número de linhas magnéticas possível, obtendo uma melhor transferência de energia entre primário e secundário. As figuras abaixo ilustram o efeito provocado pela colocação do núcleo no transformador.

Figura 1.8

Com a inclusão do núcleo, o aproveitamento do fluxo magnético gerado no primário é maior. Entretanto surge um inconveniente:

O ferro maciço sofre grande aquecimento com a passagem do fluxo magnético.

Para diminuir este aquecimento utiliza-se ferro silício laminado para a construção do núcleo.

Figura 1.9

Com a laminação do ferro se reduzem as “correntes parasitas” responsáveis pelo aquecimento do núcleo.

A laminação não elimina o aquecimento, mas reduz sensivelmente em relação ao ferro maciço.

Figura 1.10 - Símbolos empregados para representar o transformador, segundo a norma ABNT

1.1 RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO

A aplicação de uma tensão CA ao primário de um transformador resulta no aparecimento de uma tensão induzida no seu secundário.

Aumentando-se a tensão aplicada ao primário, a tensão induzida no secundário aumenta na mesma proporção.

Figura 1.12 – A tensão aplicada no primário dobra, a tensão induzida no secundário também dobra

Verifica-se através dos exemplos das figuras acima que, no transformador tomado com exemplo, a tensão do secundário é sempre a metade da tensão aplicada no primário.

A relação entre as tensões no primário e secundário depende fundamentalmente da relação entre o número de espiras no primário e secundário.

Num transformador com primário de 100 espiras e secundário de 200 espiras, a tensão no secundário será o dobro da tensão no primário.

Figura 1.13 – O dobro de espiras no secundário, o dobro da tensão no secundário

Denomina-se o número de espiras do primário de NP e do secundário de NS. Pode-se escrever:

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