Escola monetarista e escola keynesiana

Escola monetarista e escola keynesiana

Muro Lucio Barbosa

Petrópolis 2011

Trabalho acadêmico apresentado à

UCP como requisito parcial para obtenção da aprovação na disciplina Introdução à Teoria Econômica.

Mauro Lucio Barbosa Autor do Trabalho

Fabini Hoelz Bargas Alvarez Professor

Petrópolis 2011

1INTRODUÇÃO
1.1 TEMA4
1.2 ESCOLA MONETARISTA4
1.3 KEYNESIANISMO5
1.4 ESCOLA KEYNESIANA6
1.5 TEORIA KEYNESIANA6
1.6 O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA7
2CONCLUSÃO ..........................................................................8
3BIBLIOGRAFIA.....................................................................9

SUMÁRIO - 3 -

Universidade Católica de Petrópolis

Centro de Engenharia e Computação

Departamento de Engenharia Mecânica Introdução à Teoria Econômica

1 INTRODUÇÃO

1.1 TEMA Escola Monetarista e Escola Keynesiana

1.2 ESCOLA MONETARISTA

Monetarismo é uma teoria econômica que defende que é possível manter a estabilidade de uma economia capitalista através de instrumentos monetários, pelo controle do volume de moeda disponível e de outros meios de pagamento. Foi a principal teoria de oposição ao keynesianismo. Até o século X, foi respaldado pela "teoria quantitativa do dinheiro" de Irwin Fisher, formalizando-se na equação onde o nível geral de preços equivalia à quantidade de dinheiro multiplicada por sua "velocidade de circulação" dividida pelo volume de transações. Os principais defensores do monetarismo, em épocas recentes, foram os economistas da Escola de Chicago, liderados por George Stigler e Milton Friedman, ambos laureados com o Prémio Nobel da Economia. Suas idéias são associadas à teoria neoclássica da formação de preços e ao liberalismo econômico. Adotam o fundamentalismo de livre mercado como sua ideologia e refutam e rejeitam o Keynesianismo em favor do monetarismo; abominam qualquer regulamentação da economia em favor de um laissez-faire quase absoluto.

Vários outros economistas, tais como o professor James Tobin da Universidade de Yale,

austríaca

Prêmio de Ciência Econômicas em 1981, faziam severas críticas às teorias de Friedman e do monetarismo e defendiam a intervenção governamental nas economias nacionais Alegam os críticos do monetarismo e das teorias econômicas defendidas pela Escola de Chicago que Friedman considerava que as teorias do ciclo econômico da escola austríaca não teriam passado pelo teste estatístico, e seriam portanto, falsas. Mas na realidade era Friedman que estava errado, diziam eles. Nos modelos matemáticos de Friedman a produção e o consumo são "instantâneos", por hipótese. Seu erro residiu em utilizar dados do PNB que omitiam os gastos intermediários entre os vários estágios da produção. Em outras palavras, a postura de Friedman desconsiderava, em sua análise, um dos mais importantes elementos do ciclo de produção, conforme demonstrou a escola

1.3 KEYNESIANISMO

Keynesianismo é a teoria econômica consolidada pelo economista inglês John Maynard

Keynes em seu livro Teoria geral do emprego, do juro e da moeda(General theory of employment, interest and money) e que consiste numa organização político-econômica, oposta às concepções neoliberalistas, fundamentada na afirmação do Estado como agente indispensável de controle da economia, com objetivo de conduzir a um sistema de pleno emprego. Tais teorias tiveram uma enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado.

A teoria atribuiu ao Estado o direito e o dever de conceder benefícios sociais que garantam à população um padrão mínimo de vida como a criação do salário-mínimo, do salário-desemprego, da redução da jornada de trabalho (que então superava 12 horas diárias) e assistência médica gratuita. O Keynesianismo ficou conhecido também como "Estado de Bem-Estar Social", ou "Estado Escandinavo" tendo sido originalmente adotado pelas políticas econômicas inauguradas por Roosevelt com o New Deal, que respaldaram, no início da década de 1930, a intervenção do Estado na Economia com o objetivo de tentar reverter uma depressão e uma crise social que ficou conhecida como a crise de 1929 e, quase simultaneamente, por Hjalmar Horace Greeley Schacht na Alemanha Nazista. Cerca de 3 anos mais tarde, em 1936, essas políticas econômicas foram teorizadas e racionalizadas por Keynes em sua obra clássica Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. A escola de pensamento econômico keynesiana tem suas origens no livro escrito por John M. Keyneschamado "Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda". Rápidamente muitos economistas aderiram a esta escola, o que foi chamado de revolução keynesiana.

1.4 ESCOLA KEYNESIANA

A escola keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo econômico não é autoregulador como pensavam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo "espírito animal" dos empresários. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema capitalista em empregar todos que querem trabalhar que Keynes defende a intervenção do Estado na economia.

1.5 TEORIA KEYNESIANA

A teoria de Keynes é baseada no princípio de que os consumidores aplicam as proporções de seus gastos em bens e poupança, em função da renda. Quanto maior a renda, maior a porcentagem desta é poupada. Assim, se a renda agregada aumenta em função do aumento do emprego, a taxa de poupança aumenta simultaneamente; e como a taxa de acumulação de capital aumenta, a produtividade marginal do capital reduz-se, e o investimento é reduzido, já que o lucro é proporcional à produtividade marginal do capital. Então ocorre um excesso de poupança, em relação ao investimento, o que faz com que a demanda (procura) efetiva fique abaixo da oferta e assim o emprego se reduza para um ponto de equilíbrio em que a poupança e o investimento fiquem iguais. Como esse equilíbrio pode significar a ocorrência de desemprego involuntário em economias avançadas (onde a quantidade de capital acumulado seja grande e sua produtividade seja pequena), Keynes defendeu a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a procura efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego. É importante lembrar que Keynes nunca defendeu o carregamento de déficits de um ciclo econômico para outro, nem muito menos operar orçamentos deficitários na fase expansiva dos ciclos.

Deve notar-se que, para o estado aumentar a procura efetiva, deve gastar mais do que arrecada, porque a arrecadação de impostos reduz a procura efetiva, enquanto que os gastos aumentam a procura efetiva.

O ciclo de negócios segundo Keynes ocorre porque os empresários têm "impulsos animais" psicológicos que os impedem de investir a poupança dos consumidores, o que gera desemprego e reduz a demanda efetiva novamente, e por sua vez causa uma crise econômica. A crise, para terminar, deve ter uma intervenção estatal que aumente a demanda efetiva através do aumento dos gastos públicos.

1.6 O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA

A mais importante Agenda do Estado não está relacionada às atividades que os indivíduos particularmente já realizam, mas às funções que estão fora do âmbito individual, àquelas decisões que ninguém adota se o Estado não o faz.

Para o governo, o mais importante não é fazer coisas que os indivíduos já estão fazendo, e fazê-las um pouco melhor ou um pouco pior, mas fazer aquelas coisas que atualmente deixam de ser feitas. (John Maynard Keynes, The end of laissez-faire)

A escolha não deve ser se o estado deve ou não estar envolvido (na economia), mas como ele se envolve. Assim, a questão central não deve ser otamanho do estado mas as atividades e métodos do governo. Países com economias bem-sucedidas têm governos que estão envolvidos em um amplo espectro de atividades. (Joseph Stiglitz, More instruments and broader goals…)

Estas duas citações,Stiglitz, que é considerado por muitos um neo-keneysiano, servem para desmistificar muitas das críticas feitas por políticos neoliberais aos ensinamentos de Keynes.

Keynes nunca defendeu a estatitização da economia, nos moldes em que foi feita na União

Soviética. O que Keynes defendia, na década de 1930, e que hojeStiglitz e os novosdesenvolvimentistas defendem é uma participação ativa de um Estado enérgico nos segmentos da economia que, embora necessários para o bom desenvolvimento de um país, não interessam ou não podem ser atendidos pela inciativa privada.

Não se trata promover uma competição entre o Estado e o mercado, mas sim de obter uma adequada complementação ao mercado, que agindo sozinho não é capaz de resolver todos os problemas, conforme demonstraram Grenwald e Stiglitz (1986), em busca de uma maior eficiência geral da Economia.

Não constitui uma dedução correta dos princípios da Economia que o auto-interesse esclarecido sempre atua a favor do interesse público.

A aguda intuição de Keynes, que o levou a recomendar a intervenção do estado na economia, vêm encontrando cada vez mais respaldo nas recentes descobertas da economia da informação, como demonstra o teorema de Greenwald-Stiglitz:

O efeito da influência de Stiglitz é tornar a Economia mais presumivelmente intervencionista do que Samuelson propunha. Samuelson considerava as falhas de mercado como "exceções" à regra geral dos mercados eficientes. Mas os teoremas de Greenwald-Stiglitz postulam ser as falhas de mercado a "norma", e estabelecem que "os governos quase sempre podem potencialmente melhorar a eficiência da alocação de recursos em relação ao livre mercado." E o teorema de Sappington- Stiglitz "estabelece que um governo 'ideal' poderia atingir um maior nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que privatizando-a." (Stiglitz 1994, 179).

2 CONCLUSÃO

De 1936 para cá, a evolução da macroeconomia está, sem dúvida nenhuma, relacionada ao grau de sofisticação de sua estrutura teórica: análises matemáticas e de inferências estocásticas tornaram-se parte integrante dos modelos de estabilização e crescimento econômico.

Os monetaristas e os novos-clássicos, por sua vez, fundamentam suas análises em alguns pressupostos, tais como, market-clearing e competição e informação perfeitas, que parecem não se verificar no cotidiano das economias empresariais contemporâneas.

Vejo que eu sou um monetarista pelos seguintes motivos: a economia keynesiana se encontra na armadilha da liquidez, as equações monetárias dos modelos da "Teoria Geral" e "clássico" passam a ter uma relação funcional comum: variações na demanda por moeda dependem, exclusivamente, do nível de renda.

A teoria monetarista é alicerçada na idéia de que moeda é extremamente importante na macroeconomia, seja porque ela afeta os níveis de produto e emprego no curto prazo, seja pelo fato de que o estoque de moeda provoca modificações no nível de preços no longo prazo.

2 BIBLIOGRAFIA

BARRO, R, GROSSMAN, H. (1971). A general disequilibrium model of income and employment. American Economic Review, v.61, n.1, p.82-93, mar.

BENASSY, J. P. (1975). Neo-keynesian disequilibrium theory in monetary economy. Review of Economic Studies, v.42, n.4, p.503-523, oct.

DAVIDSON, P. (1994). Post iceynesian macroeconomic theory. Aldershot,

UK: Edward Elgar. Wikipédia

Comentários