Aula Diabetes mellitus

Aula Diabetes mellitus

DIABETES MELLITUS

Enfermeira

Jussara Hercília

Diabetes Mellitus O que é?

O Diabetes Mellitus é doença crônica causada pela falta absoluta ou relativa da insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelas células beta pancreáticas torna-se insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que ocasiona elevação da mesma na corrente sanguínea.Os níveis glicêmicos ideais em jejum, variam de 70 a 99 mg por 100 ml de sangue.

Epidemiologia do diabetes

O diabetes é comum e de incidência crescente. Estima-se que em 1995, atingia 4,0% da população adulta mundial e que em 2025 alcançara a cifra de 5,4%, o que estima-se por um número atual de 194 milhões de casos duplicados com a população mundial entre 20 a 79 anos, que sofre da doença, segundo a OMS(Organização Mundial de Saúde).

Tipos de Diabetes Mellitus

O diabetes se manifesta quando o corpo não produz a quantidade essencial de insulina para que o açúcar do corpo mantenha normal.

São dois tipos de Diabetes, mais a diabetes gestacional e outros tipos:

Diabetes Mellitus tipo 1

Indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estagio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir a Cetoacidose,

Coma e morte.

Diabetes Mellitus tipo 2

É chamado de diabetes não INSULINODEPENDENTE ou diabetes do adulto o que corresponde 90% dos casos de diabetes, ou seja, ocorre geralmente em pessoas obesas, com mais de 40 anos de idade. Embora na atualidade se vê com maior frequência em jovens em virtudes de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana.

OBS: Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina “porém” sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como RESISTÊNCIA INSULÍNICA, uma das causas de HIPERGILICEMIA.

Diabetes Mellitus Gestacional

Intolerância à glicose na gravidez

A diabetes Gestacional é o alto risco de açúcar no sangue que começa ou é diagnosticado durante a gestação. Várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar - ou até mesmo bloquear - a ação da insulina materna. Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina. Entretanto, nem todas as mulheres reagem desta maneira e algumas delas desenvolvem as elevações glicêmicas características do diabetes gestacional. Por isso, é tão importante detectar o distúrbio, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê.

Outros tipos de Diabetes Mellitus

Os tipos de diabetes Mellitus menos frequentes é <5% de todos os casos

diagnosticados pode resultar:

  • Defeitos genéticos nas células beta;

  • Resistência a insulina determinada geneticamente;

  • Doenças no Pâncreas causada por efeito hormonais e causadas por composto

químicos ou fármacos;

  • Infecções (rubéola congênita, cetamegalovirus e outros);

  • Formas incomuns de diabetes imune (síndrome do homem rígido, anticorpos, anti

insulina e outros);

6.Outros síndromes genéticas, algumas vezes com diabetes (síndrome de Dow,

síndrome de tunner, etc.).

Complicações Diabetes M.

  • As complicações da diabetes são muito menos comuns e severas nas pessoas que possuem os níveis glicêmicos (de açúcar no sangue) bem controlados, mantendo-os entre 70 e 100 mg/dl em jejum.

  • As complicações causadas pela diabetes se dão basicamente pelo excesso de glicose no sangue, sendo assim, existe a possibilidade de glicosilar as proteínas além de retenção de água na corrente sanguínea, e retirada da mesma do espaço intercelular.

  • Caso não limpe, cuide bem e esteja atento para ferimentos nos pés, os danos podem levar a necessidade de amputação.

Estágios do Desenvolvimento da Diabetes Mellitus

Fatores de risco para o Diabetes Mellitus tipo 2

  • IMC (Índice de massa corporal);

2. Sedentarismo;

3. Antecedente familiar (mãe ou pai) de diabetes;

4. Anormalidade das frações do colesterol: HDL(colesterol bom),

abaixo de 35 mg/dL e triglicerídeos maior que 250 mg/dL.

5. Pressão Arterial >= a 140x90 mmHg;

6. Antecedente de diabetes M. Gestacional ou parto de Bebê c/

mais de 4kg;

7. Síndrome dos ovários policísticos;

8. História de doença cardiovascular.

Diabetes Mellitus 2

É a mais frequente tipo da doença, respondendo por 90% dos casos, diferentemente do tipo 1, o Diabetes Mellitus 2, decorre de defeitos na ação e na secreção da insulina que costuma-se instalar de maneira mais gradual, o que permite o rastreamento de estados de intolerância à glicose e formas assintomáticas, as quais estão presente em metade desses pacientes. Por isso é importante da utilização de métodos diagnósticos que possibilitem sua detecção precoce.

Prevenção de Diabetes M. Tipo 2

Está bem demonstrado hoje que indivíduos em alto risco (com tolerância à glicose diminuída) podem prevenir, ou ao menos retardar o aparecimento do diabetes tipo 2 podendo evitar:

  • Fazendo uma boa alimentação adequada:

  • Pouca gordura;

  • Muitas fibras;

  • Poucas calorias.

  • Emagrecendo sempre que necessário, de preferência no âmbito de uma programação de controle de peso;

  • Aumentando o exercício físico;

  • Pessoas com excesso de peso;

  • Pessoas com má alimentação ou falta de exercício;

  • Pessoas com idade superior a 45 anos;

  • Pessoas com história familiar de diabetes;

  • Idosos;

  • Pessoas que tomam determinados medicamentos.

Diagnóstico de Diabetes M.

São os textos laboratoriais mais centralizados para suspeita de diabetes ou regulação glicêmica. Tipos de exames laboratoriais:

Glicemia em jejum: Nível de glicose sanguínea após um jejum de 8 a 12 horas.

Testes oral de tolerância à glicose(TTG-75g): O paciente recebe uma carga de 75g de glicose em jejum, e a glicemia é medida antes de 120 minutos após a ingestão.

Glicemia Casual: Tomada sem padronização do tempo desde a última refeição.

Na consulta inicial é necessário classificar o tipo de diabetes, o que é feito, via de regra pela história clínica. Para classificar o diabetes 1, o traço clínico mais relevante é a tendência à hiperglicemia grave e a cetoacidose. Casos suspeitos devem ser monitoradores de perto ou encaminhados prontamente ao especialistas.

Avaliação clínico inicial do paciente Diabético

Avaliação inicial: visa definir o tipo de diabetes, o estado atual do paciente, seu controle metabólico, seu risco cardiovascular e as complicações vigentes. É importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multiprofissional, trabalhando de uma forma integrada e colaborativa.

Anamnese: Idade e características do inicio da diabetes, hábitos alimentares, estado nutricional, peso, crescimento e desenvolvimento em crianças e adolescentes. Tratamento atual medicamentosa e modificações do estilo de vida; episódios de descompensação: RITMO, NEFRO E NEUROPATIAS (incluindo disfunção sexual, lesões nos pés e gastroparisia). Complicações macrovasculares já ocorrido.

Avaliação clínica inicial de pacientes com Diabetes

História:

  • Resultado de exames relacionados ao diagnósticos de diabetes ou do controle metabólico;

  • Sintomas de diabetes (apresentação inicial, evolução, estado atual);

  • Frequência, gravidade e causa de cetose e cetoacidose;

  • História ponderal, padrões alimentares, estado nutricional atual (em crianças e adolescente); crescimento e desenvolvimento.

  • Tratamentos prévios, incluindo dieta e auto-medicação e tratamento atual;

  • História familiar de diabetes (pais e irmãos);

  • Infecções previas e atuais, atenção especial aos à pele, pés, dentes e tratamento atual;

Avaliação clínica inicial de pacientes com Diabetes

  • Uso de medicamentos que aumentam a glicemia;

Fármacos que promovem “HIPERGLICEMIA”

Glicocorticídes Pentamidina

Tiazídicos Interferon

Estrógenos Agentes Simpaticomimético:

Beta - Bloqueadores Ácido nicotínico

Diazóxido

Estreptozocina

  • História de atividades físicas;

  • Fatores de risco para aterosclerose,

  • Estilo de vida e outros aspectos que podem afetar o manejo de diabetes;

  • História obstétrica;

  • Presença de complicações crônicas do diabetes.

Exame Físico

  • Peso, altura e cintura;

  • Maturação sexual (Diabetes Mellitus) Tipo 1;

  • Pressão Arterial;

  • Fundo de olho (Diabetes Mellitus tipo 2)

  • Tireóide;

  • Coração;

  • Pulsos periféricos;

  • Pés (DM. Tipo 2);

  • Pele (acantose nigricans).

Avaliação laboratorial de pacientes com diabetes recém-diagnosticados

  • Glicemia de jejum;

  • Hemoglobina glicada. ( A1C)

  • Colesterol total, HDL – C e (para avaliar risco Framingham) triglicerídeos;

  • Creatinina sérica em adultos;

  • Exames de urina:

Infecção Urinária

Proteinúria

Corpos Setônicos

Sedimentos

  • Microalbuminúrica (diabetes tipo 2, se proteinúria negativa);

  • TSH (Diabetes tipo 1);

  • ECG em adultos.

Plano Terapêutico do Diabetes Mellitus

Diabetes tipo 1:

Pela maior complexidade do cuidado, esses pacientes são em geral acompanhados por especialistas endocrinologistas. O caminhamento deve ser imediato, com o cuidado de evitar demora no atendimento, pois eles apresentam risco elevado de descompensação metabólica.

Hiperglicemia Intermediária:

Pacientes classificados como portadores de

hiperglicemia intermediária devem ser

informados sobre seu maior risco para o seu

desenvolvimento de diabetes e doenças

aterosclerótica e orientados sobre hábitos

saudáveis para sua prevenção.

Diabetes M. tipo 2:

A figura ilustra os dois planos básicos dos tratamento do paciente com Diabetes M. tipo 2.

Sintomas da Diabetes Mellitus

Principais Sintomas: Clássicos (4 “Ps”):

Poliúria; Polidipsia;

Polifagia; Perda involuntária de peso;

Outros sintomas:

Fraqueza; Nictúria;

Astenia; Letargia;

Prurido vulvar; Balanopostite;

Redução acuidade visual; Boca seca.

Complicação Agudas de D. M

Hipoglicemia: Hipoglicemia é um distúrbio provocado pela

baixa concentração de glicose no sangue, que pode afetar pessoas portadoras

ou não de diabetes com ou sem sintomas, para valores abaixo de 60 a 70 mg/dl.

Condições de risco:

  • Pacientes em uso de insulina; 2. Pacientes idosos em uso de sulfoniluréias;

  • Insuficiência Renal; 4. Omissão Alimentar;

5. Atraso no horários das refeições; 6. Realização de exercício não usual;

7. Educação em diabetes deficientes; 8. Vômitos, diarreias;

9. Baixa idade; 10. Insulinoterapia recentemente iniciada;

11. Glicemia normal baixa à noite; 12. Troca de insulina;

13. Neuropatia autonômica.

Sinais e Sintomas

  • Descarga Adrenérgica:

Tremores; Sudorese Intensa(suor frio);

Palidez; Palpitações;

Fome intensa.

  • Neuroglicopenia:

Visão borrada; Diplopia;

Tonturas; Cefaleias;

Ataxia; Distúrbio do comportamento;

Convulsão; Perda de consciência e coma.

Achados Laboratoriais

Glicemia < 50 mg/dl.

Cetoacidose

É uma complicação aguda grave, potencialmente mortal.  No diabetes tipo 1, ela pode ser a primeira manifestação da doença ou resultar do aumento das necessidades de insulina por causa de infecções, traumas, infartos e cirurgias. Já nos portadores do tipo 2, pode ocorrer sob  condições graves como a septicemia, por exemplo.

Condições de risco:

Doença febril aguda; suspensão de insulinoterapia;

Uso concomitante de agentes hiperglicemiantes;

Diabetes + distúrbios psicológicos graves;

Educação em diabetes deficientes.

Sinais e Sintomas

Sinais e Sintomas

Poliúria – Polidipsia

Desidratação;

Dor abdominal;

Rubor facial;

Halito cetônico;

Hiperventilação;

Náuseas;

Vômitos;

Sonolência.

Achados Laboratoriais:

Hiperglicemia (> 300 mg/dl);

Glicosúria acentuada;

Cetonúria;

Acidose – PH < 7,3;

Leucocitose e alterações eletrolíticos.

Coma Hiperosmolar

Mais comum no diabetes tipo II quando o portador utiliza-se de excessos alimentares ou por uma doença intercorrente. É um processo mais lento que a cetoacidose, pois os pacientes tem uma certa reserva de insulina, então eles não desenvolvem a Cetose, sendo que os sintomas variam,com alterações de sistema nervoso,conforme a gravidade do quadro, de um simples torpor a coma profundo. É um quadro de bastante gravidade e risco de vida se não for devidamente tratado.

Condições de risco:

  • Diabetes tipo 2 com doenças intercorrentes (infecções grave, infarto cerebral ou do miocárdio, estresse intenso, etc.)ou uso de medicamentos hiperglicemiantes;

  • Pode ser forma de apresentação de diabetes tipo 2;

  • Má aderência ao tratamento.

Sinais e Sintomas:

Sinais e Sintomas:

Poliúria intensa evoluindo para oligúria;

Polidipsia;

Desidratação intensa;

Hipertemia;

Sonolência;

Coma.

Achados Laboratoriais:

Glicosúria intensa;

Hiperglicemia extrema (geralmente > 700 mg/dl).

Complicações crônicas

Complicações Microvasculares:

Retinopatia Diabética

A Retinopatia Diabética é a principal causa de cegueira adquirida na população. A retinopatia pode ocorrer em qualquer tipo de DM sendo a elevação permanente da glicemia (açúcar no sangue) o principal fator responsável por esta complicação.  Assim, quanto melhor o controle glicêmico, menores as chances de comprometimento dos pequenos vasos da retina e perda da visão. Para reduzir a incidência desta grave complicação recomenda-se, portanto, que além de um adequado controle da glicemia, todos os pacientes portadores de DM2 e aqueles portadores de DM1 com mais de 5 anos de doença devam ser submetidos anualmente ao exame de fundo de olho (fundoscopia), a fim de que a alteração nos vasos da retina possa ser identificado e tratado precocemente.

Nefropatia Diabética

É uma complicação associada à importante aumento da mortalidade sendo a principal causa de insuficiência renal crônica e hemodiálise em nosso país. Esta alteração também está relacionada à lesão de pequenos vasos sanguíneos decorrente da elevação crônica dos níveis de glicose no sangue. O diagnóstico da nefropatia diabética é tradicionalmente definido pelos níveis de proteína presentes na urina, porém, nas fases iniciais, a nefropatia já pode ser identificada pelo aumento dos níveis de albumina na urina. A pesquisa anual de microalbuminúria (eliminação discretamente elevada de albumina na urina) é, portanto, o exame indicado para o diagnóstico precoce desta complicação.

Neuropatia Diabética

É uma complicação frequente do DM podendo manifestar-se de várias formas, de acordo com o tipo de fibra nervosa acometida. Mais comumente a neuropatia diabética manifesta-se pela redução da sensibilidade superficial ou sensação de formigamento, envolvendo particularmente as regiões mais distais do corpo (mãos e pés). A diminuição de sensibilidade na pele aumenta o risco de lesões nas regiões afetadas, pois, os traumatismos locais podem passar despercebidos. Essas lesões, observadas principalmente nos pés, estão sujeitas a infecções que são facilitadas por deficiências circulatórias associadas e por deficiências no sistema imune, comuns nos pacientes diabéticos. Além disso, a alteração nos nervos pode gerar uma condição conhecida como dor neuropática, a qual muitas vezes pode ser intensa, incapacitante e de difícil tratamento. Embora a eletroneuromiografia seja o exame capaz de identificar mais precocemente as alterações características da neuropatia, na prática clínica o mais importante é que os pacientes obtenham um bom controle glicêmico, protejam-se de traumatismos e tenham o hábito de examinar seus pés diariamente, identificando pequenas lesões de pele que possam ser sítios de infecção.

Complicações Macrovasculares

Complicações Macrovasculares

As complicações macrovasculares estão relacionadas à obstrução dos grandes vasos sanguíneos e são responsáveis por mais de 75% das internações hospitalares e por cerca de 80 % da mortalidade em pacientes diabéticos.  Tais obstruções decorrem de um processo de aterosclerose o qual está diretamente vinculado às elevações dos níveis de glicose no sangue, da pressão arterial e dos lipídios (colesterol e triglicerídeos) sendo agravado pelo tabagismo, excesso de peso e sedentarismo.

Doença Arterial Periférica

A Doença Arterial Periférica representa a principal causa de amputação não-traumática na população adulta. Um controle glicêmico ruim e o hábito do tabagismo parecem ser os principais fatores no desenvolvimento desta grave complicação.

Doença Arterial Coronariana

A Doença Arterial Coronariana pode manifestar-se por episódios de angina e por infarto agudo do miocárdio constituindo-se a principal causa de morte nos pacientes diabéticos. É importante ressaltar que no paciente diabético, devido à neuropatia, o infarto pode ocorrer sem a característica “dor no peito”, sendo diagnosticado retrospectivamente. Portanto, é de suma importância que todos os pacientes diabéticos sejam avaliados regularmente por seu endocrinologista e cardiologista que, analisando a história clínica, exame físico e exames especializados tais como o eletrocardiograma, ecocardiograma, cintilografia miocárdica, poderão identificar a existência de comprometimento da circulação coronariana.

Doença Carotídea

A Doença Carotídea é a obstrução das artérias carótidas por placas ateroscleróticas que podem ocasionar a interrupção do fluxo de sangue para o cérebro desencadeando um Acidente Vascular Encefálico conhecido como isquemia cerebral.  O impacto desta complicação sobre a vida dos pacientes, assim como o seu custo no sistema de saúde é enorme, de modo que o controle do DM e dos demais fatores de risco se torna imprescindível.

Tratamento do Diabetes Mellitus 1

O tratamento se dá pela injeção com aplicação de insulina diretamente no sangue, no intuito de diminuir as altas taxas de glicose. Para diminuir essas taxas de glicose, o indivíduo também precisa seguir uma dieta rigorosa com baixo valor calórico e de açúcar, em vista de não alterar suas taxas metabólicas normais.

Tratamento do Diabetes Mellitus 2

O tratamento do tipo 2 da diabetes é feita através de reeducação alimentar, com dietas específicas controlando sempre a glicose, e através também da prática de exercícios físicos, sempre para manter o organismo funcionando muito bem com relação a excreção de glicose. Também é administrado medicamentos para controlar a taxa de açúcar no sangue.

Tratamento Farmacológico da DM. Tipo 2

O tratamento medicamentoso do diabetes tipo 2 deve ser

iniciado quando as recomendações nutricionais e de atividade

física não forem eficazes para manter os níveis de HbA1c inferiores

a 7,0, mesmo em pacientes sem queixas, com boa qualidade

de vida, e aderentes às orientações nutricionais e de atividade física.

Atribuições dos membros da equipe da Estratégia Saúde da Família com pacientes diabéticos

Saúde da família é a estratégia priorizada pelo Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica e tem como principal desafio promover a reorientação das práticas e ações de saúde de forma integral e contínua, levando-as para mais perto da família e com isso, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Incorporando e reafirmando os princípios básicos do SUS: “UNIVERSALIDADE, DESCENTRALIZAÇÃO, INTEGRALIDADE” e participação da comunidade – mediante o cadastramento e a vinculação dos usuários.

Equipe Multiprofissional

Equipe Multiprofissional

A inserção de outros profissionais, especialmente nutricionistas, professores de educação física, assistentes sociais, psicológicos, odontológicos, e até portadores dos diabetes mais experientes dispostos a colaborar em atividades educacionais, é vista como bastante enriquecedora, destacando-se a importância da ação interdisciplinar para a prevenção de diabetes Mellitus e suas complicações.

Atribuições do Enfermeiro

1)Desenvolver atividades educativas, por meio de ações individuais e/ou coletivas, de

promoção de saúde com todas as pessoas da comunidade; desenvolver atividades

educativas individuais ou em grupo com os pacientes diabéticos.

2)Capacitar os auxiliares de enfermagem e os agentes comunitários e supervisionar, deforma permanente, suas atividades.

3) Realizar consulta de enfermagem com pessoas com maior risco para diabetes tipo 2

identificadas pelos agentes comunitários, definindo claramente a presença do risco e

encaminhado ao médico da unidade quando necessário.

4) Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, estratificando risco

cardiovascular, orientando mudanças no estilo de vida e tratamento não medicamentoso,

verificando adesão e possíveis intecorrências ao tratamento, encaminhando o individuo

ao médico, quando necessário.

5) Estabelecer, junto a equipe, estratégias que possam favorecer a adesão (grupos de

5) Estabelecer, junto a equipe, estratégias que possam favorecer a adesão (grupos de

pacientes diabéticos).

6) Programar, junto a equipe, estratégias para a educação do paciente.

7) Solicitar, durante a consulta de enfermagem, os exames de rotina definidos como necessários pelo médico da equipe ou de acordo com protocolos ou normas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal.

8) Orientar pacientes sobre automonitorizaçao (glicemia capilar) e técnica de aplicação de insulina.

9) Renovar a prescrição de indivíduos controlados e sem intercorrências, conforme protocolo.

10) Encaminhar os pacientes portadores de diabetes, seguindo a periodicidade descrita neste manual, de acordo com a especificidade de cada caso (com maior frequência para indivíduos não aderentes, de difícil controle, portadores de lesões em órgãos alvo ou com co-morbidades) para consultas com o médico da equipe.

11)Acrescentar, na consulta de enfermagem, o exame dos membros inferiores para identificação do pé em risco. Realizar, também, cuidados específicos nos pés acometidos e nos pés em risco.

11)Acrescentar, na consulta de enfermagem, o exame dos membros inferiores para identificação do pé em risco. Realizar, também, cuidados específicos nos pés acometidos e nos pés em risco.

12) Perseguir, de acordo com o plano individualizado de cuidado estabelecido junto ao portador de diabetes, os objetivos e metas do tratamento (estilo de vida saudável, níveis pressóricos, hemoglobina glicada e peso).

13)Organizar junto ao médico, e com a participação de toda a equipe de saúde, a distribuição das tarefas necessárias para o cuidado integral dos pacientes portadores de diabetes.

14) Usar os dados dos cadastros e das consultas de revisão dos pacientes para avaliar a qualidade do cuidado prestado em sua unidade e para planejar ou reformular as ações em saúde.

15) Demais atribuições presentes nas políticas nacionais e estaduais de atenção básica.

 

Pé Diabético

É uma série de alterações anatomopatológicas e neurológicas periféricas que

ocorrem nos pés de pessoas acometidas pelo diabetes mellitus. Essas alterações

constituem-se de neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e menor

circulação sanguínea no local.

Locais de risco

  • Dedos: podem ser formadas deformidades, que por pressão formam calosidades ulceráveis.

  • Sulcos interdigitais: local com facilidade para fissuras e cortes, além da presença de fungos.

  • Região distal do pé: metatarsos ulcerados podem levar a osteomielite.

  • Região medial do pé: é um local de apoio, sujeito a calosidades.

Classificação e Conduta

Insulina

É a hormona responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células. Esta é também essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios (gorduras). Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as células por falta de abastecimento:DIABETES MELLITUS.

Aplicação de Insulina:

Desde que foi decidido pelo médico o tratamento com insulina, você deve prestar muita atenção no tipo de insulina prescrita, nas doses recomendadas, não podendo o paciente mudar nem o tipo nem a dose, sem a devida orientação médica.

Locais de Aplicação

Nos últimos anos, houve grande progresso no desenvolvimento de sistemas de aplicação, desde as tradicionais seringas e agulhas, cada vez mais finas, o que tornou a aplicação de insulina mais confortável e quase indolor. As canetas de aplicação e as bombas de infusão foram desenvolvidas e aprimoradas. É importante alternar periodicamente o local de cada aplicação de insulina, fazendo rodízio, uma vez que, quando uma área é utilizada muitas vezes para injetar-se, pode haver problemas degenerativos locais, até mesmo, prejudicando absorção e consequentemente prejudicando o bom controle do Diabetes .

Áreas de aplicação são:

Braços Parede Abdominal

Nádegas Coxas

Aplicação com Seringa

Estão disponíveis no mercado brasileiro :

Seringas para aplicação de insulina com agulhas fixas (embutidas) de

  • 12,7 mm x 29 G

  • 2 8 mm x 31G.

Agulhas para canetas de aplicação de insulina de:

  • 12,7 mm x 29 G

  • 8 mm x 31 G

  • 6 mm x 30 G

  • 5 mm x 31 G

  • 4 mm x 32G.

Obs: Os milímetros (mm) referem-se ao comprimento e o G refere-se ao diâmetro das agulhas, sendo que, quanto menor o número maior será o diâmetro da agulha. ( mais grossa).

Procedimentos adequados para a devida aplicação de insulina

  • Lave bem as mãos e o local de aplicação com um algodão embebido com álcool.

  • Verifique se a seringa é correta, pois há seringas que são graduadas de 1 em 1 unidade e há aquelas de 2 em 2 unidades.

  • Retire a insulina da geladeira para atingir a temperatura ambiente.

  • Se usar insulina de ação intermediaria de aspecto leitoso ( NPH ou Pré-mistura) , agite suavemente o frasco até que o líquido fique homogêneo.

  • Introduza uma quantidade de ar na seringa, que corresponda à dose de insulina a ser aplicada, e injete lentamente dentro do frasco, mantendo-o na posição vertical, diante dos olhos.

Procedimentos adequados para a devida aplicação de insulina

  • Vire o frasco de cabeça para baixo, bata na seringa com os dedos, suavemente, para retirar as bolhas de ar.

  • Injete o excesso de insulina do frasco e retire a agulha.

  • Faça ou não a prega cutânea e introduza a agulha em ângulo de 90 graus no tecido subcutâneo. Em crianças e pessoas magras, introduza a agulha com um ângulo de 45 graus. A prega deve ser solta antes da aplicação.

  • Injete a insulina lentamente, retire a agulha suavemente e passe o algodão embebido com álcool sobre o local.

  • Jogue a seringa descartável fora, tomando o cuidado de recolocar a tampa na agulha.

Aplicação com Canetas

A opção mais segura, prática e confortável para aplicar-se insulina está disponível através das canetas de aplicação. O refil das canetas, após iniciado o seu uso, pode (deve) ser mantido em temperatura ambiente. As agulhas utilizadas nas canetas são também bastante finas e pequenas. Também existem atualmente as canetas de aplicação já prontas para o uso, o paciente não precisa trocar o refil, uma vez que elas já vêm prontas para a utilização.

Aplicação com Bomba de Infusão

A bomba de infusão de insulina é um aparelho pequeno, do tamanho de um Pager, ligado ao corpo por um cateter com agulha flexível na ponta. A agulha é inserida na região subcutânea do abdômen ou da coxa e deve ser substituída, a cada dois ou três dias, para evitar obstruções.

Não é uma bomba inteligente, isto é, ela não mede a glicemia ou indica a quantidade de insulina a ser administrada. A dosagem da glicemia permanece sendo realizada através do glicosimetro e não pela bomba. O funcionamento é simples, liberando quantidade de insulina basal, programada pelo médico, 24 horas por dia, tenta imitar o funcionamento do pâncreas de uma pessoa normal. No entanto, a cada refeição é preciso calcular a quantidade de carboidratos que será ingerida e programar o aparelho para lançar quantidade de insulina de ação rápida ou ultra-rápida ( análogo ) no organismo.

Candidato ideal para usar a bomba de insulina é o diabético que :

  • Consegue medir a glicemia capilar, no mínimo 4 vezes ao dia. Na fase de ajuste de doses de insulina a serem usadas na bomba, passe a medir a glicemia no mínimo 6 vezes por dia.

  • Segue as recomendações médicas e mantém contato com a equipe responsável pela bomba, seguindo a dieta recomendada..

  • Tem condições financeiras para arcar com os custos.

  • Está disposto a usar o aparelho 24 horas por dia junto ao corpo.

  • Manter a pratica da atividade física.

Vantagens do uso:

  • Maior flexibilidade no horário das refeições;

  • Reduz o risco de hipoglicemias, e a longo prazo as complicações decorrentes do diabetes assumindo o uso da bomba de maneira adequada;

  • Melhora o controle glicêmico e níveis da Hemoglobina glicada;

  • Melhor controle do chamado fenômeno do amanhecer, responsável pela elevação da glicemia entre as 4 e 8 horas da manhã, que causa hiperglicemia, se o diabético não tiver calculado a dose de insulina na noite anterior, ou não se levantar de madrugada para administrá-la. Com o uso da bomba, esse problema está resolvido.

Armazenagem e Transporte

Os seguintes cuidados devem ser observados quanto ao armazenamento e transporte da insulina.

  • A estocagem de insulina deve ser feita em geladeira,na temperatura entre 2 a 8 graus. Deve-se evitar estocar a insulina na porta, onde há maior variação de temperatura. Siga sempre as orientações escritas na bula do medicamento;

  • Não exponha a insulina ao sol e evite calor excessivo, como o porta-luvas do carro, em cima de estufa, fogão ou aparelhos eletrônicos;

  • Não congele a insulina, nem faça seu transporte em contato com gelo seco;

  • Em viagens longas, leve a insulina na bagagem de mão, usando um recipiente ( bolsa ) isotérmico;

  • Não agite vigorosamente o frasco de insulina;

  • Não use insulina com data de validade vencida;

  • Não use a insulina se observar mudança no seu aspecto, cor amarela escuro, granulações, turvação, por exemplo.

Automonitorização (autocontrole)

  • O autocontrole do diabetes consiste em balancear adequadamente a alimentação, os exercícios físicos, a medicação, insulina ou hipoglimeciantes orais;

  • O autocontrole começa mediante medida da glicemia, que varia durante o dia, e por essa razão deve ser medida para ser controlada;

  • Pode-se medir a glicemia de duas maneiras; diretamente do sangue ( glicemia) ou indiretamente, através da urina ( glicosuria);

  • Para medir-se a glicemia, utiliza-se um equipamento denominado Glicosimetro (um monitor), onde uma gota de sangue é colocada numa fita reagente e colocada no aparelho que calcula a glicemia em alguns segundos. Existem diversos monitores disponíveis no mercado.

Automonitorização (autocontrole)

  • Para avaliar de forma indireta, pela urina, é necessário utilizar tiras para glicosuria e cetonas. Em uma tira,deve-se desprezar a primeira urina e depois molhe a parte reagente da fita na urina. Espere o tempo indicado. Compare a cor com as opções que estão no tubo; Esse controle é pouco preciso, porque o açúcar na urina somente aparece quando a glicemia estiver acima de 180 mg/ml ,e o rim começa a filtrar a glicose;

  • Usando sempre o Diário do Diabético, anote os resultados das glicemias, e as doses de insulina, os horários, glicosurias, e qualquer outro dado que possa influenciar a sua glicemia : exercícios físicos, doenças, etc.

Leve sempre o seu diário para o seu médico ver a cada consulta.

Referência

BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diabetes Mellitus. Cadernos de AtençãoBásica – nº 16, Brasília, DF, 2006. Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.pdf> Acessoem 30 de ago. 2011.

FAEDA, Alessandra; LEON, Cassandra Genoveva Rosales Martins Ponce de. Assistência de enfermagem a um paciente portador de Diabetes Mellitus. Rev. Bras. Enferm. 2006, v.59, n.6, p. 818-821. ISSN 0034-7167.

Endereços eletrônicos: Google, Firefox e sites acadêmicos referente: Diabetes Mellitus.

OBRIGADA

Enf: Jussara

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