Coléta Citologia Oncótica.

Coléta Citologia Oncótica.

PROTOCOLO PARA COLETA DA CITOLOGIA ONCÓTICA CERVICO-VAGINAL

USFC – UNIVALI

GINECOLOGIA

QUALIDADE DA CITOLOGIA ONCÓTICA

Indicadores da qualidade da coleta ** A identificação clara das lâminas (aconselha-se que a lâmina esteja identificada antes de se iniciar os procedimentos da coleta) ** O esfregaço colocado na face da lâmina que corresponda a da extremidade fosca (rugosa) ** O esfregaço ocupando toda a superfície transparente da lâmina, sendo 2/3 da lâmina ocupado com material do ectocérvice e fundo de saco e 1/3 da lâmina ocupado com material do canal endocervical. ** O acondicionamento apropriado das lâminas. ** Tipos de células presentes no esfregaço (separação nítida entre coleta ecto e endocervical). ** Quantidade de células no esfregaço. ** Espessura e homogeneidade do esfregaço. ** Preservação das estruturas celulares (boa fixação).

PROTOCOLO PARA COLETA

  • HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO Criar um ambiente acolhedor. Comportar-se com cortesia e respeitar a privacidade da mulher, é postura esperada de todo profissional.

2 PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO Ainda nesse contexto, devemos mencionar a importância do preenchimento do formulário de requisição de citologia oncótica, bem como da identificação do exame. Falhas na identificação podem acarretar troca de exames, comprometendo pôr completo o trabalho.

  • 2 PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO Ainda nesse contexto, devemos mencionar a importância do preenchimento do formulário de requisição de citologia oncótica, bem como da identificação do exame. Falhas na identificação podem acarretar troca de exames, comprometendo pôr completo o trabalho.

3 IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA É obrigatório o uso de lâmina com bordas lapidadas e extremidades fosca. USAR LÁPIS 2. NÃO USAR: caneta hidrográfica, esferográfica, pois leva á perda da identificação do material. Estas tintas se dissolvem durante o processo de coloração das lâminas.

  • 3 IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA É obrigatório o uso de lâmina com bordas lapidadas e extremidades fosca. USAR LÁPIS 2. NÃO USAR: caneta hidrográfica, esferográfica, pois leva á perda da identificação do material. Estas tintas se dissolvem durante o processo de coloração das lâminas.

4 PERGUNTAR:

  • 4 PERGUNTAR:

Se paciente está menstruada. Preferencialmente, aguardar o 5º. Dia após o término de menstruação. A presença de pequeno sangramento de origem não menstrual, não é impeditivo para a coleta, principalmente nas mulheres na pós-menopausa. Se utilizou creme vaginal ou submeteu-se a exames intravaginais (ultrassonografia), ou duchas vaginais pôr 2 dias antes do exame. Se manteve relações sexuais 48horas antes da coleta. É impossível realizar análise de amostra que contenha grande quantidade de sangue ou esteja contaminada pôr creme vaginal, vaselina e outros.

5 ANTES DE INICIAR A COLETA

  • 5 ANTES DE INICIAR A COLETA

- Verificar se a paciente é Virgem. Se for, não colher.

- Perguntar se já teve filhos pôr parto normal (via vaginal). Se não, usar espéculo pequeno.

- Perguntar se está grávida ou suspeita estar. Caso afirmativo não colher material endocervical.

- Identificar a lâmina, na extremidade fosca, com lápis n.º 2, acomodando-a na mesa de apoio, para em breve, receber o material colhido.

6 ARRUMAR MATERIAL

  • 6 ARRUMAR MATERIAL

  • Certificar-se que todo material necessário está presente sobre a mesa auxiliar

  • LER os rótulos dos produtos a serem utilizados.

  • Deixar o fixador próximo a lâmina já identificada.

7. COLETA

1) PROCEDA Á COLETA DA ECTOCÉRVICE:

  • Utilize a espátula de madeira tipo Ayre, do lado que apresenta reentrância.

  • Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em movimento rotativo de 360.º, em torno de todo o orifício, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra.

  • Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça mais uma vez o movimento de rotação.

  • Estenda o material ectocervical na lâmina dispondo-o no sentido vertical, ocupando 1/3 da parte transparente da lâmina, esfregando a espátula com suave pressão, garantindo uma amostra uniforme.

2) PROCEDA Á COLETA DE FUNDO DE SACO:

2) PROCEDA Á COLETA DE FUNDO DE SACO:

  • Utilize, agora, a extremidade oposta da espátula.

  • Recolha material, raspando suavemente o fundo de saco vaginal.

  • Estenda o material na lâmina paralelamente ao primeiro esfregaço.

3) PROCEDA Á COLETA DO CANAL CERVICAL:

3) PROCEDA Á COLETA DO CANAL CERVICAL:

  • Utilize a escova de coleta endocervical;

  • Recolha o material introduzindo a escova delicadamente no canal cervical, girando-a 360.º.

  • Ocupando o 1/3 restante da lâmina, estenda o material rolando a escova de cima para baixo.

8. FIXAÇÃO MATERIAL

  • A fixação do esfregaço deve ser procedida imediatamente após a coleta, sem nenhuma espera. Visa conservar o material colhido, mantendo as características originais das células, preservando-as de dessecamento, o que impossibilitará a leitura do exame.

  • São três as formas de fixação:

  • 1 – Polietilenoglicol – Mais recomendado Pingar 3 ou 4 gotas da solução fixadora sobre o material, que deverá ser completamente coberto pelo líquido. Deixar secar ao ar livre, em posição horizontal, até a formação de uma película leitosa e opaca na sua superfície.

  • 2 - Álcool á 95%. A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95%, em vidros de boca larga.

  • 3 - Propinilglicol. Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20cm.

Citologia oncótica

Coléta

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