Resenha4 (AgriculturaSustentável)

Resenha4 (AgriculturaSustentável)

Promoção: Turma de Mestrado 2012 Disciplina eletiva: Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Período: 06 a 14 de novembro Docente: Luís Mauro Santos Silva (UFPA/NCADR)

Nome do discente: André Santos de Souza

Agricultura Sustentável: Origens e Perspectivas de Um Novo Paradigma1

No segundo capítulo de “Agricultura Sustentável: Origens e Perspectivas de Um Novo

Paradigma”, Eduardo Ehlers destaca que a euforia das grandes safras deu lugar a uma variedade de pensamentos relacionados a problemas sociais, econômicos e ambientais provocados por esse modelo produtivo. Surgem, assim, movimentos contrários à utilização de adubos e agrotóxicos que agridam os produtos agrícolas.

Durante os anos de 1980, começam a crescer as preocupações em relação à qualidade de vida e aos problemas ambientais, como efeito estufa, camada de ozônio e aquecimento global. Emergiram, então, movimentos rebeldes que podem ser agrupados em quatro grandes vertentes. Na Europa, tem-se a agricultura biodinâmica, a agricultura orgânica e a agricultura biológica. No Japão, a agricultura natural.

Em todo esse cenário, a preocupação é solucionar as questões mundiais e entrelaçar, de maneira harmônica, o meio ambiente e o desenvolvimento. Nasce, então, o termo sustentabilidade e é nesse bojo que a agroecologia desponta com vigor. Para Ehlers, a principal meta da agroecologia é a resolução dos problemas da sustentabilidade, a qual só será possível se forem consideradas as questões econômicas e sociais.

No pacote de questionamentos acerca das possibilidades de se fazer agricultura, o autor traz à luz períodos igualmente importantes para a compreensão do processo. Ehlers lembra que as grandes revoluções que marcam o desenvolvimento da agricultura moderna foram: a Primeira Revolução Agrícola, a qual se caracteriza pela aproximação das atividades agrícolas e pecuárias e pela adoção de sistemas de rotação de culturas com plantas forrageiras; e a Segunda Revolução Agrícola, esta marcada pela introdução de adubos químicos e pela separação entre agricultura e pecuária. A própria Revolução Verde, no entendimento dele, trouxe a especialização de culturas, que, mediante a destruição dos habitats nativos, reduziu a diversidade genética.

Não obstante, o autor se atém ao fato do percurso da agricultura sustentável, desde a sua gênese até as mais recentes reflexões, a fim de elucidar a discussão temática e apontar caminhos viáveis que possam conduzir à realização de uma nova concepção. Ele compara que, à medida que o incremento tecnológico na produção animal trouxe significativos ganhos de produtividade, também criou problemas, a exemplo do aumento da presença de hormônios nos alimentos.

Também, são destacados alguns elementos que permeiam as definições de agricultura sustentável, tais como manutenção em longo prazo dos recursos naturais e da produtividade agrícola; mínimo de impactos adversos ao ambiente; retornos adequados aos produtores; otimização da produção das culturas com o mínimo de insumos químicos; satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda; e atendimento das necessidades sociais das famílias e das comunidades.

1 Resenha do capítulo: “Movimentos Rebeldes”. In: EHLERS, E. Agricultura Sustentável: Origens e Perspectivas de

Um Novo Paradigma. 2a. ed. Guaíba: Agropecuária, 1999, p. 19-86.

Comentários