Orgãos e tecidos linfóides dos animais domesticos

Orgãos e tecidos linfóides dos animais domesticos

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O parênquima do timo consiste de um córtex bem desenvolvido e medula. O córtex se caracteriza pela presença de grande número de células semelhantes a pequenos linfócitos, chamados timócitos. Umas poucas células reticulares primitivas de origem endodérmica ocorrem espalhadas no córtex do timo.

O parênquima de cada lobo está subdividido em lóbulos que variam em tamanho, dependendo da espécie, de 5 a 15 m de largura. Um grande número de lóbulos está interligado em grau variável através da continuidade de suas porções medulares. A medula contém muitas células reticulares primitivas e células agranulocíticas com citoplasma abundante, considerada células reticulares primitivas hipertrofiadas. Mielócitos, eosinófilos e células plasmáticas são normalmente observadas. Na medula se observam caracteristicamente os corpúsculos de Hassal,os quais, são estruturas que variam em diâmetro desde 30 até 100u. Sua periferia consiste de poucas camadas de células epiteliais dispostas concentricamente. Internamente estas epiteliais estão mortas ou alteradas, pois seus núcleos estão picnóticos e apresentam cariorrexia. No eqüino o timo está amplamente situado no espaço mediastínicoprécardial ventralmente à traquéia e aos grandes vasos. Estende se cranialmente para a região do pescoço. Nos ruminantes o timo está situado em ambos os lados da face ventrolateral do pescoço e na porção pré-cardial da cavidade torácica. Nos caninos e felinos o timo situa-se apenas na porção torácica, no espaço mediastínicopré-cardial no esterno entre os dois pulmões.

Linfonodos: são órgãos encapsulados constituídos por tecido linfóide e que aparecem espalhados pelo corpo do animal, sempre no trajeto de vasos linfáticos. São encontrados na região cervical, axilar, torácica ao longo dos vasos do pescoço. Os linfonodos têm em geral a forma de rim e apresentam um lado convexo e o outro com reentrância, o hilo, pelo qual penetram artérias nutridoras e saem às veias e seu tamanho é muito variável. Como acontece no tecido linfático em geral, o parênquima do órgão é sustentado por um arcabouço de células reticulares e fibras reticulares, sintetizadas por essas células.

A circulação da linfa nos linfonodos é unidirecional. Ela atravessa os linfonodos penetrando pelos vasos linfáticos que desembocam na borda convexa do órgão denominado vasos aferentes e saindo pelos vasos linfáticos do hilo os vasos eferentes. No suíno e no elefante a situação é inversa, os vasos aferentes penetram no centro do linfonodo e os vasos eferentes têm inicio na periferia do linfonodo. Nos eqüinos os grupos de linfonodos são compostos freqüentemente de um grande número de linfonodos de tamanho variado. E os bovinos, os caprinos e os ovinos apresentam linfonodos em comum.

A cápsula é formada por tecido conjuntivo denso, ela envolve os linfonodos enviando trabéculas para seu interior, dividindo o parênquima em compartimentos incompletos.

Os linfonodos são “filtros” da linfa, removendo partículas estranhas antes que a linfa retorne ao sistema circulatório sanguíneo.

Um linfonodo ou um grupo de linfonodos que ocorrem constantemente na mesma região do corpo e recebe vasos aferentes de regiões semelhantes em todas as espécies é chamado de centro linfático.

Amígdalas: são agregados de tecido linfático incompletamente encapsulado na boca (língua, palato mole e região faríngea). Essas estruturas, semelhantes a órgãos, estão localizadas subepitelialmente na submucosa e estão rodeadas por uma cápsula de tecido conjuntivo. Elas têm forma e tamanhos variáveis, típicos das diferentes espécies. As amígdalas só têm vasos linfáticos eferentes e não aferentes.

Bursa de fabricius: esta presente exclusivamente em aves e é uma massa de tecido linfático localizada próximo à cloaca das aves. Quando essa estrutura é destruída no embrião, a galinha que se gera não é capaz de produzir imunoglobulinas, portanto a resposta humoral é prejudicada e reduz-se o numero de linfócitos é diminuída em determinado orgãos. No peru a bolsa é um pouco maior do que na galinha no seu estágio máximo de desenvolvimento, já no pato e ganso a bolsa é cilíndrica e semelhante a um ceco, sendo mais alongada no pato.

Linfa: A linfa com já foi citada é o material que os vasos linfáticos drenam dos tecidos e os leva de novo a circulação sangüínea, passando pelos linfonodos onde são filtrados. A linfa é um liquido claro e incolor, com exceção nos vasos intestinais que, após a digestão ela é de cor branco-leitosa e é denominada de quilo. A composição química da linfa é muito semelhante a do plasma sangüíneo.

A linfa poder ser classificada como linfa intersticial que também é denominada de isolinfa, que estão encontradas nos tecidos e forma o líquido intersticial. E a linfa circulante que é a linfa propriamente dita, é aquela encontrada nos capilares, vasos linfáticos, linfônodos e outros.

drenado pelos capilares linfáticos

O liquido linfático que está presente nas regiões extracelulares ou intercelular é

também com o aumento dos movimentos respiratórios e da atividade cardíacaCresce

Durante o período de inatividade de uma região, o movimento do liquido linfático é relativamente lento. A atividade muscular provoca a aceleração do fluxo, deixando mais rápido e regular. A circulação da linfa cresce durante o peristaltismo, com elevações da pressão venosa, porém não é tão afetada pela pressão arterial. A circulação da linfa pode aumentar também por massagem, movimentação passiva e até certo grau pelas poções das artérias adjacentes. A obstrução do fluxo linfático de uma dada região pode ter como conseqüência o acumulo nessa área de quantidades anormalmente grandes de liquido tecidual, formando o chamado linfodema.

A composição da linfa é variável, são enriquecidos de proteínas e lipídios à medida que pregressa. Também contêm metabólicos e restos celulares, antígenos e citoquinas, linfócitos T e macrófagos que tem um papel importante contra os antígenos.

Nódulos hemáticos: são órgãos de tecido linfáticos distintos com uma única morfologia. Eles diferem do linfonodo em cor e na ausência de vasos linfáticos aferentes e eferentes. Os nódulos hemáticos são vermelho-escuro ou marron-escuro e normalmente não são maiores que uma ervilha.

A ocorrência de nódulos hemáticos em mamíferos foi estabelecida definitivamente apenas em ruminantes. Os linfonodos vermelho-escuros (linfonodos parotídeos) dos suínos têm sido tomados por engano com sendo nódulos hemáticos. Os nódulos hemáticos são numerosos nos ruminantes e ocorrem especialmente ao longo do curso da aorta, na fissura porta e em associação com linfonodos jejunais.

A cápsula do nódulo hemático é composta por tecido conjuntivo fibroso e contêm poucas células musculares lisas. Eles, tal como o baço, estão interpostos na circulação sanguínea.

Capilares linfáticos: consistem de um tubo endotelial, encaixado no tecido conjuntivo com extremidades cegas arredondadas ou ligeiramente alargado. Comparados aos capilares sangüíneos, os capilares linfáticos carecem de membrana basal envoltória, uma membrana de pericitos. Esse fato provavelmente justifica em parte sua capacidade para absorver macromoléculas dos líquidos tisulares e exsudatos inflamatórios mais rapidamente do que capilares sangüíneos.

capilares linfáticos, esses capilares que drenam o tecido extracelularTodos que
por trazerem a linfa ate os linfonodosA partir dos linfonodos os vasos linfáticos são

Vasos linfáticos: Os vasos linfáticos de primeira ordem originam-se nos plexos direcionam o líquido linfático para os linfonodos são denominados de vasos aferentes denominados de vasos eferentes, esses vasos levam a linfa e desembocam em dois ductos: ducto torácico ou no ducto linfático direito.

O Sistema Linfático é um importante sistema presente no organismo dos animais, constituído por capilares, vasos, tecidos, órgãos, troncos, ductos e centros linfáticos, além de linfonodos, por ter função a função de transporte da linfa e filtração do sangue no organismo e atuarem no sistema imunológico.

O estudo do sistema linfático é importante na prática da medicina veterinária, pois ele vai servir para o diagnostico clinico de enfermidades que atinge os animais. A organização anatômica dos tecidos e órgãos do sistema linfático tem importância critica para a defesa do organismo onde substâncias ou células estranhas são capturadas e fagocitados por macrófagos e tem um papel fundamental no recolhimento dos líquidos intersticiais auxiliando na drenagem de proteínas e mesmo de partículas grandes dos espaços teciduais, que não poderiam ser removidas pelos capilares sanguíneos.

E ainda podemos diferenciar as espécies baseados no sistema linfático, pois os linfonodos variam muito de tamanho e quantidade dependendo do individuo e da espécie, e através das características do timo e do baço.

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