Patologias dos animais de abate

Patologias dos animais de abate

Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA);

  • Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA);

  • Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT);

  • Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias (PNCRH);

  • Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO);

  • Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS);

  • Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA).

A Coordenação de Febre Aftosa - CFA está subordinada a Coordenação Geral de Combate a Doenças - CGCD e ao Departamento de Saúde Animal - DSA e à CFA compete:

  • A Coordenação de Febre Aftosa - CFA está subordinada a Coordenação Geral de Combate a Doenças - CGCD e ao Departamento de Saúde Animal - DSA e à CFA compete:

  • controlar, avaliar e conduzir o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa PNEFA

  • elaborar normas sanitárias relativas ao PNEFA;

  • programar e acompanhar a realização de inquéritos epidemiológicos;

  • levantar e programar a demanda anual de vacina anti-aftosa para as campanhas de vacinação e

  • assessorar a CGCD em todos os processos de tomada de decisão em relação ao PNEFA e dar apoio às discussões com a cadeia produtiva, destacando as reuniões com os Circuitos Pecuários. 

Etiologia:

  • Etiologia:

  • Vírus da família Picornaviridae, gênero Aphtovirus;

  • Sorotipos O, A, C, SAT 1, SAT 2, SAT 3 e Ásia 1 (Somente O, A e C na América Latina);

  • Resistente no meio ambiente, sobrevive em material orgânico, alta umidade e pouca incidência solar;

Doença de impacto econômico:

  • Doença de impacto econômico:

  • Afeta todos os continentes menos a Antártica;

  • Reduz lucro e a disponibilidade de carne para consumo (queda na produção, embargos econômicos);

  • Países que têm febre aftosa – mercado muito restrito;

  • Países livres com vacinação – exporta carne desossada e maturada (2º C por 24 horas e pH menor que 6).

Sinais clínicos:

  • Sinais clínicos:

  • Vesículas, úlceras e erosões principalmente na cavidade oral e espaços interdigitais;

Objetivo:

  • Objetivo:

  • Diminuir o impacto dessas zoonoses na saúde pública;

  • Promover a competitividade da pecuária nacional.

Etiologia:

  • Etiologia:

  • Brucelose – Brucella abortus

  • Tuberulose – Mycobacterium bovis

Brucelose

  • Brucelose

    • Aborto
    • Repetição de cio
    • Bezerros fracos
    • Diminuição na produção de leite
    • Redução do tempo de vida produtiva
    • Custos de reposição de animais
    • Limitação na comercialização de animais

Brucelose

  • Brucelose

  • Aborto;

  • Infertilidade;

  • Orquite.

Objetivo:

  • Objetivo:

  • Baixar prevalência da doença na população de herbívoros domésticos através de vacinação e controle de transmissores;

Doenças abrangidas:

  • Doenças abrangidas:

  • Raiva

  • EEB – Encefalite Espongiforme Bovina (doença da vaca louca)

Raiva

  • Raiva

  • Doença aguda do Sistema Nervoso Central (SNC) que pode acometer todos os mamíferos;

  • Caracterizada por uma encefalomielite fatal;

  • Causada por vírus do gênero Lyssavirus, que é pouco resistente aos agentes químicos, físicos e às condições ambientais;

  • Transmissão: principal por mordedura de carnívoros (domésticos ou silvestres) e morcegos;

Os animais se isolam do lote, apresentam pêlos arrepiados, tremores musculares, inquietação, transtornos locomotores, decúbito esternal e depois decúbito lateral permanente e movimento de pedalagem, morte em cerca de 5 dias;

  • Os animais se isolam do lote, apresentam pêlos arrepiados, tremores musculares, inquietação, transtornos locomotores, decúbito esternal e depois decúbito lateral permanente e movimento de pedalagem, morte em cerca de 5 dias;

  • Diagnóstico baseado em suspeita clínica – sintomas nervosos e presença de morcegos hematófagos e animais espoliados – e em achados patológicos à microscopia (corpúsculo de Negri).

EEB

  • EEB

  • Acomete bovinos, outros ruminantes e humanos (vCJD);

  • Príon veiculado na ração contaminada;

  • Período de incubação de 2 a 8 anos (média de 5 anos);

  • Sinais clínicos – nervosismo, apreensão, medo, ranger de dentes, hipersensibilidade ao toque, ao som e à luz, hipermetria e ataxia.

Diagnóstico - Exame microscópico do cérebro para identificar alterações características;

  • Diagnóstico - Exame microscópico do cérebro para identificar alterações características;

  • A prevenção da doença num país deve ter como base o controle de importação de animais e produtos derivados destes, assim como no controle da alimentação de ruminantes, por ser a principal via de transmissão do agente.

Objetivo:

  • Objetivo:

  • Controle e erradicação das doenças de caprinos e ovinos

Objetivo:

  • Objetivo:

  • Preservar a sanidade do rebanho suídeo brasileiro;

  • Principais tópicos:

  • Erradicação da PSC do Território Nacional;

  • Reconhecimento e manutenção de zonas livres de doenças no Brasil;

  • Certificação e monitoramento de granjas de reprodutores suídeos certificadas;

  • Programa Nacional de Controle da Doença de Aujeszky

Principais doenças abrangidas:

  • Principais doenças abrangidas:

  • Peste Suína Clássica;

  • Doença de Aujeszky;

  • Peste suína Africana (erradicada);

  • Doença Vesicular dos Suínos (exótica);

  • Triquinelose (exótica);

  • Síndrome Respiratória e Reprodutiva Suína (exótica).

PSC:

  • PSC:

  • Vírus da família Flaviviridae, gênero Pestivirus;

  • Suínos e javalis são os únicos reservatórios naturais;

  • Febre (41ºC), anorexia, letargia; Hiperemia multifocal e lesões hemorrágicas na pele, conjuntivite;

  • Petéquias e equimoses difundidas, principalmente na pele, gânglios linfáticos, laringe, bexiga, rins e válvula íleo-cecal; baço e linfonodos hemorrágicos; encefalomielite.

Doença de Aujeszky

  • Doença de Aujeszky

  • Herpes virus suis;

  • Sintomatologia nervosa e respiratória;

  • Elevado índice de mortalidade entre leitões, queda na produtividade das matrizes e redução no desenvolvimento dos animais.

DOENÇAS DE MONITORAMENTO E VIGILÂNCIA OFICIAL:

  • DOENÇAS DE MONITORAMENTO E VIGILÂNCIA OFICIAL:

  • Doença de Newcastle;

  • Influenza aviária;

  • Salmoneloses(S. Gallinarum, S. Pullorum,S. Enteritidis e S. Typhimurium);

  • Micoplasmoses( M. gallisepticum, M. synoviae e M. melleagridis).

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • CONTROLAR OU ERRADICAR DOENÇAS

  • EXECUTAR AÇÕES DE VIGILÂNCIA E CONTROLE

  • EXPANDIR MERCADOS CONSUMIDORES

  • ESTIMULAR PRODUÇÃO E A TECNIFICAÇÃO

  • MANTER SOB VIGILÂNCIA E CONTROLE AS DEMAIS EXPLORAÇÕES DE CRIAÇÃO DE AVES

SINAIS CLÍNICOS: IA e DNC

  • SINAIS CLÍNICOS: IA e DNC

  • DEPRESSÃO SEVERA, ANOREXIA;

  • QUEDA DRÁSTICA NA PRODUÇÃO DE OVOS, COM CESSAÇÃO PARCIAL OU TOTAL DA PRODUÇÃO;

  • OVOS MAL-FORMADOS;

  • EDEMA FACIAL, EDEMA E CIANOSE DE CRISTAS E BARBELAS;

  • HEMORRAGIAS PETEQUIAIS EM MUCOSAS;

  • MORTE SÚBITA (MORTALIDADE SUPERIOR A 10% EM 72HS, PODENDO ATINGIR 100%);

  • SINAIS RESPIRATÓRIOS E/OU NEUROLÓGICOS:

    • TOSSE, ESPIRROS, SALIVAÇÃO;
    • ASAS CAÍDAS, PARALISIA DE PERNAS, TORCICOLO;
    • ANDAR EM CÍRCULOS, PARALISIA TOTAL.

MICOPLASMOSE – Mycoplasma gallisepticum e M. synoviae

  • MICOPLASMOSE – Mycoplasma gallisepticum e M. synoviae

  • IMPORTÂNCIA ECONÔMICA:

  • CONDENAÇÃO CARCAÇAS - AEROSACULITE

  • MORTALIDADE

  • REDUÇÃO PRODUÇÃO OVOS - 10 a 20%

  • REDUÇÃO GANHO DE PESO - 300 a 400g

  • AUMENTO CONVERSÃO ALIMENTAR

  • AUMENTO CUSTOS MEDICAÇÃO

Sinais Clínicos:

  • Sinais Clínicos:

  • Espirros;

  • Secreção nasal;

  • Claudicação;

  • Edemas nas articulações;

  • Diminuição no ganho de peso, produção de ovos e consumo de ração;

  • Apatia.

SALMONELOSE

  • SALMONELOSE

  • SAÚDE ANIMAL

  • ENFERMIDADE CLÍNICA

  • PERDAS NA PRODUÇÃO

  • CORTE: DESEMPENHO

  • POSTURA: OVOS

  • SAÚDE PÚBLICA

  • PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

  • TOXINFECÇÕES ALIMENTARES

PULOROSE Salmonella Pullorum

  • PULOROSE Salmonella Pullorum

  • TIFO AVIÁRIO Salmonella Gallinarum

  • PARATIFO AVIÁRIO Diversas salmonelas

  • Ex. S. Enteritidis, S. Typhimurium,

  • S. Agona, S. Hadar, etc

PULOROSE

  • PULOROSE

  • DOENÇA SEPTICÊMICA

  • AVES JOVENS

  • VIAS DE TRANSMISSÃO VERTICAL

  • DIARRÉIA BRANCA - BRANCO AMARELADA

  • TIFO AVIÁRIO

  • DOENÇA SEPTICÊMICA E TOXICÊMICA

  • COMUM EM AVES ADULTAS

  • TRANSMISSÃO HORIZONTAL

  • DIARRÉIA AMARELO ESVERDEADA - ESVERDEADA

PARATIFO AVIÁRIO

  • PARATIFO AVIÁRIO

  • DOENÇA SEPTICÊMICA

  • AVES E MAMÍFEROS JOVENS E ADULTOS

  • TRANSMISSÃO VERTICAL E HORIZONTAL

  • DIARRÉIA

CONTROLE DOS PLANTÉIS

  • CONTROLE DOS PLANTÉIS

  • Ração contaminada, roedores, insetos (cascudinho).

  • CONTROLE NOS MATADOUROS

  • Colheita de amostras para análise de lotes suspeitos ou para exportação.

Teníase - Cisticercose

  • Teníase - Cisticercose

  • Taenia saginata – Cysticercus bovis

  • Taenia solium – Cysticercus cellulosae

Ciclo de vida da Taenia saginata

  • Ciclo de vida da Taenia saginata

  • Hospedeiro definitivo – homem

  • Hospedeiro intermediário - bovino

Ciclo de vida da Taenia solium

  • Ciclo de vida da Taenia solium

  • Hospedeiro definitivo – homem

  • Hospedeiro intermediário - suíno

CISTICERCOSE

  • CISTICERCOSE

  • INGESTÃO DE OVOS (ÁGUA, VERDURAS, FRUTAS CONTAMINADAS COM FEZES HUMANAS, AUTOCONTAMINAÇÃO): CISTICERCOSE

  • INGESTÃO DE CARNE MAL COZIDA DE ANIMAIS COM CISTICERCOS: TENÍASE

  • O SUÍNO NÃO É FONTE DE TRANSMISSÃO, APENAS PARTICIPA DO CICLO DO PARASITA;

  • O SUÍNO NÃO CAUSA A CISTICERCOSE NO HOMEM; O HOMEM É QUE CAUSA A CISTICERCOSE NO SUÍNO;

  • O HOMEM COM TENÍASE CONTAMINA O AMBIENTE;

  • IMPORTÂNCIA: NEUROCISTICERCOSE NO HOMEM.

Ciclo de vida da Trichinella spiralis

  • Ciclo de vida da Trichinella spiralis

Ciclo de vida da Toxoplasma gondii

  • Ciclo de vida da Toxoplasma gondii

Clostridioses – carbúnculo sintomático

  • Clostridioses – carbúnculo sintomático

  • Clostridium chauvoei;

  • Hiperemia, anorexia, depressão, edema subcutâneo nos membros posteriores;

  • Vacinação com vacina polivalente.

Botulismo:

  • Botulismo:

  • Clostridium botulinum produz toxina botulínica;

  • Ingestão de ossos, ligamentos ou alimento contaminado com a toxina;

  • Zoonose transmitida por bovinos, aves, cavalos...

Anorexia, depressão, salivação, desequilíbrio, tremores, paralisia flácida nos quartos traseiros progredindo até o pescoço e cabeça;

  • Anorexia, depressão, salivação, desequilíbrio, tremores, paralisia flácida nos quartos traseiros progredindo até o pescoço e cabeça;

  • Suplementação com fósforo, correção do solo e eliminação de cadáveres.

Leptospirose – Leptospira interrogans:

  • Leptospirose – Leptospira interrogans:

  • Zoonose que pode afetar bovinos, cavalos, suínos caprinos e ovinos;

  • Vacinação semestral.

  • Pasteurelose – Pasteurella haemolytica e P. multocida:

  • Pneumonia em bezerros confinados, estressados (desmame, vacinação, mochação);

  • Vacinação com vacina polivalente.

Viroses:

  • Viroses:

  • IBR – rinotraqueíte infecciosa bovina

  • BVD – vírus da diarréia viral bovina

  • BRSV – vírus respiratório e sincicial bovino

  • PI 3 – parainfluenza tipo 3

  • Prevenção com vacina polivalente

  • Ectoparasitoses

  • Carrapatos – Boophilus microplus

  • Berne – Dermatobia hominis

  • Mosca do chifre – Haematobia irritans

Sarna

  • Sarna

  • Sarcoptes scabiei var suis;

  • Irritação ,prurido, pele avermelhada, perda de peso;

Erisipela ou Ruiva:

  • Erisipela ou Ruiva:

  • Erysipelotrix rhusiopathiae;

  • Febre, perda de apetite, lesões cutâneas em forma diamante, artrite.

Rinite Atrófica:

  • Rinite Atrófica:

  • Bordetella bronchiseptica e Pasteurella multocida toxigênicas;

  • Espirros, secreção ocular, respiração ruidosa, descarga nasal, algumas vezes sanguinolenta, hipotrofia ou atrofia dos cornetos nasais, desvio do septo nasal e deformidade do focinho.

Difilobotríase:

  • Difilobotríase:

  • Diphyllobothrium dendriticum

Anisaquidose:

  • Anisaquidose:

  • Anisakis simplex

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