Avaliação do SISTEMA DE GESTÃO DE RISCO de uma empresa de fabricação de arames

Avaliação do SISTEMA DE GESTÃO DE RISCO de uma empresa de fabricação de arames

(Parte 3 de 5)

AuditoriaMonitoramento
de desempenho

Análise critica FIGURA 6 - Verificação e Ação Corretiva

Implementação e Operação

Verificação e Ação corretiva

A análise critica, conforme a figura 7 abaixo representa um sistema de SST e é utilizada para garantir suas conformidades, adequação e eficácia e melhoria continua.

Verificação e Ação corretiva

Fatores InternosFatores externos

Politica FIGURA 7 - Análise Critica dos Responsáveis

Análise Critica

31 3 METODOLOGIA DE PESQUISA

Para a elaboração da pesquisa, desse trabalho adotou como metodologia os levantamentos bibliográficos de alguns autores com o foco nos estudos de casos que abordam os problemas de forma a entender o objetivo proposto. Segundo Bianchi, Alvarenga e Bianchi (1998, p.32) metodologia trata-se de um “conjunto de instrumento que deverá ser utilizado na investigação e tem por finalidade encontrar o caminho mais racional para atingir os objetivos proposto, de maneira rápida e melhor”.

A metodologia foi aplicada em uma empresa multinacional do setor siderúrgico contendo uma fábrica de arames galvanizado para agropecuária, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte e teve como objetivo avaliar a eficácia de um sistema de gestão a fim de obter uma redução de acidentes envolvendo as mãos.

3.1 Tipo da Pesquisa

Neste trabalho quanto aos meios foi utilizado o estudo de caso, essa utilização deuse a parti dos procedimentos utilizados para coletas de dados porque este permite que seja feita uma análise mais detalhada e extensa de um determinado fato. Através deste acredita-se que é possível obter mais conhecimento e um aprofundamento da realidade estudada. Conforme Gil (2007, p.65) “o elemento mais importante para a identificação de delineamento é o procedimento adotado para coleta de dados”.

De acordo com GIL (2007), devido ao estudo de caso promover diferentes propósitos, este é bastante utilizado em pesquisas na área das ciências sociais. É possível explorar situações reais onde seus limites não são precisamente definidos, pode-se explanar sobre variáveis de um caso com a utilização de levantamentos de dados e experimentos e por fim demostrar a situação do local onde será realizado o estudo.

3.2 Universo da Pesquisa

Foram utilizados questionários que foram respondidos pelos funcionários e devolvido ao pesquisador. Sendo assim o estudo de caso foi definido para ser utilizado como meio de investigação. Em um universo de 02 (dois) coordenadores e 28 (vinte e oito) operadores diretos e 06 (seis) terceirizados, selecionados de forma aleatória foram totalizados 36 (trinta e seis) funcionários que compreende um total de 50% (cinquenta por cento) dos funcionários da fábrica estudada incluindo os terceirizados. A primeira fase do trabalho começou com levantamentos bibliográficos que teve a finalidade de colocar o pesquisador em constante contato com tudo aquilo que já foi escrito e descrito sobre determinado assunto. A pesquisa bibliográfica é importante para base a veracidade ao trabalho. Gil (2007) afirma que o levantamento bibliográfico deve ser feito a partir de material já existente contido em livros e artigos publicados. Para fase seguinte foram elaborados questionários para serem respondidos pelos coordenadores e operadores já que o pesquisador é funcionário da empresa e tem todo acesso para coletas de dados.

3 3.3 Técnicas de Amostragens

Neste estudo de caso foi utilizada uma pesquisa exploratória como meio de consulta para coletas de dados, diversas planilhas, relatórios, registros de acidentes ocorridos e outros documentos e arquivos cedidos pela empresa, outra técnica utilizada foi de observação dos funcionários quanto à reação quando interrogado sobre o SST. A amostra foi não probabilística por julgamento convencional onde os funcionários responderam e devolveram os questionários para coletas de dados, totalizando 36 (trinta e seis) questionários.

3.4 Seleção dos Sujeitos

A seleção ocorreu de forma aleatória no local de trabalho, em uma das fábricas da empresa metalúrgica estudada, dos 36 (trinta e seis) questionários distribuídos todos foram respondidos e entregues ao responsável desse trabalho.

3.5 Instrumentos de Coletas de Dados

Foram utilizados registros documentais e fotográficos, questionários, analises de dados e observação em loco a fim de obter dados para serem avaliados, tabulados e transformados em resultados. Utilizou-se também como meio de consultas e coletas de dados, planilhas, relatórios, registros de ocorrências, dentre outros arquivos cedidos pela empresa estudada.

34 3.6 Análises de Dados

Esta análise foi quantitativa e qualitativa

3.7 Limitações da Pesquisa

Pelo fato de pesquisador não fazer parte do quadro de funcionários pertencentes ao SESMT e este trabalho propor revisar o sistema de gestão de segurança implantado e operando em uma indústria conceituada e também avaliar sua eficácia, a sua rejeição era quase total como já era esperado, o pesquisador encontrou muita resistência por parte de alguns técnicos e coordenadores para liberação de documentos e arquivos necessários para realização desse trabalho e também alguns empecilhos quanto à realização da pesquisa de campo necessária, obrigando o pesquisador a alterar algumas perguntas feitas aos funcionários, por outro lado por ao ver que essa pesquisa iria minimizar o custo de um auditor de segurança externo já que o objetivo é de colocar em evidência um programa já estudado e implantado que gerou certo custo financeiro, obtive da gerencia com certa limitação e restrições os registros reais de números de acidentes, para realização desse trabalho.

35 4 ANÁLISE DOS DADOS

Após análise de dados estatísticos dos biênios, 2008/2009 e 2010/2011, apresentado em dezembro de 2011 para a gerência, foi divulgado um volume de 320 (trezentos e vinte) acidentes em apenas quatro anos e também um volume de 178 acidentes envolvendo as mãos totalizando 56% dos acidentes, a empresa sentiu a necessidade de avaliar o sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho implantado, pois de acordo com os números apresentados o sistema é falho. Conforme o gráfico estatístico abaixo fica muito difícil fazer uma análise precisa porque o mesmo esta, muito confuso e demostrando uma total desorganização, criando a partir desse uma campanha de segurança voltada especificamente para os acidentes envolvendo as mãos.

GRÁFICO 1 – Número de anomalias no período de 2008 a 2011 Fonte: Empresa pesquisada

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago set Out Nov Dez

Quadro Próprio + Quadro Terceiros

Total A + SPT + CPT + Incidentes e Anomalias Atualizado em 31/12/2011

Ficou constatado que as formas empregadas para avaliar os índices de acidentes estão se misturando deixando a entender que o SST implantado, esta sendo utilizado de forma incorreta e tendo uma total falta de comprometimento por parte dos responsáveis uma vez que as análises estatísticas dos acidentes não podem ser feitas juntas com as demais ocorrências, sendo que, no escopo do SST esta claro como é os procedimentos e a sua utilização. Para um sistema de gestão obter sucesso desejado é necessário um engajamento e atitude de pessoas, ou seja, o fator humano. A atitude das pessoas o comprometimento para resolução dos problemas deve sempre estar em evidencia onde todos devem trabalhar pela antecipação dos riscos e dessa forma agir no incidente eliminado o mesmo a fim de evitar que o mesmo se torne um acidente.

4.1 Análise de dados estatísticos

Para todo sistema de gestão de suade e segurança do trabalho seu objetivo e reduzir as taxas estatísticas de acidentes do trabalho. O desejo das empresas que fazem um investimento na implantação desse sistema é que os números de acidentes tende a diminuir, e quando isso torna uma realidade é porque seu investimento esta sendo justificados, os treinamentos, as palestras, as mudanças de atitudes e até mesmo de cultura obteve o êxito almejado, dessa forma a empresa pode projetar o zero acidente que é objetivo máximo de toda empresa. Os gestores e técnicos responsáveis pelo sistema devem sempre analisar os gráficos a fim de evitar instabilidades ou discrepância dos números de acidentes registrados, acidentes que ocorrem sempre da mesma forma ou mesmo modo são sinais que as ferramentas do sistema de gestão não estão sendo utilizadas. A fórmula apresentada abaixo é utilizada para calcular a Taxa de Frequência (F), que representa o numero de acidentes (com ou sem lesão) por milhão de horashomem de exposição ao risco, num determinado período.

FIGURA 8 - Formula de Taxa de Frequências Fonte: NBR 14280: 2001

N = numero de acidentes ocorridos. H = homens-horas de exposição ao risco. 10.0 = um milhão de horas de exposição ao risco.

No gráfico 2, foram apresentados os dados estatísticos de acidentes ocorridos no segundo biênio da implantação do SST, percebe-se uma redução na taxa de frequência de acidentes, mais os números apresentados estão muito longe de serem os reais porque os relatos de incidentes e anomalias devem ser analisados separadamente dos relatos de acidentes, é com base nas análises desses relatos é que devemos agir utilizando a antecipação dos acidentes. A proposta é de inverter o quadro onde o trabalhamos pela antecipação e não pela reação. Antecipar os riscos existentes através de normas e treinamentos dos procedimentos internos dão condições de trabalho seguro e exigir que se trabalhe seguro, seguindo todos os procedimentos e punir se for necessário que não cumprir as regras, faz parte da politica de SST.

GRÁFICO 2 – Número de relatos no periodo de 2008 a 2011 Fonte: Empresa estudada

A = Atendimento Ambulatorial SPT = Sem Perda de Tempo CPT = Com Perda de Tempo Incidentes e Anomalia são todos os infortúnios que poderiam causar danos.

De acordo com o gráfico 2, apresentado ocorreu 320 relatos de acidentes em apenas quatro anos que foram analisados e plotados para o conhecimento da gerência, após a análise dos relatos de acidentes registrados na fábrica pesquisada, fica apresentado nos gráficos 3, 4, 5 e 6, os números reais de ocorrências que são muito diferentes dos apresentados para a gerência, são apresentados 70 ocorrências que corresponde a 21,87%, dos números acima, isso comprova que a forma empregada para avaliação dos acidentes está completamente equivocada e que o SST não esta tendo o devido comprometimento necessário que justifique o alto investimento que é feito nesse programa.

F r equ ência

Número de Acidentes: A + CPT + SPT + Incidentes e Anomalias

GRÁFICO 3: Número de acidentes relatados em 2008 Fonte: Autor da pesquisa

GRÁFICO 4: Número de acidentes relatados em 2009 Fonte: Autor da pesquisa

GRÁFICO 5: Número de acidentes relatados em 2010 Fonte: Autor da pesquisa

GRÁFICO 6: Número de acidentes relatados em 2011 Fonte: Autor da pesquisa

4.2 Análise de dados estatísticos de acidentes em mãos

Com o conhecimento dos números reais de acidentes ocorridos no período de 2008 a 2011 se fez necessário uma nova pesquisa a fim de justificar a campanha de segurança implantada na empresa no ano de 2011, ficou evidente que os números acidentes envolvendo as mãos são muitos conforme a tabela 1 e o gráfico 7 abaixo.

Acidentes por partes do corpo Relatados de 2008 a 2011 15 Acidentes nas pernas e pés 39 Acidentes nas Mãos e Braços 4 Acidentes na cabeça 12 Outras Partes do Corpo

TABELA 1: Acidentes por partes do corpo relatado em 2008 a 2011

(Parte 3 de 5)

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