Debito cardiaco

Debito cardiaco

DÉBITO CARDÍACO

Enfermeira Mônica Veron

Definição e Regulação do Débito Cardíaco

O débito cardíaco é a quantidade de sangue que sai do coração por unidade de tempo, resultando basicamente do produto do volume sistólico pela frequência cardíaca. A sua regulação é feita por intermédio de mecanismos Intrínsecos e Extrínsecos.

Quanto aos mecanismos intrínsecos, representam um mecanismo interno próprio do coração. É um mecanismo que altera o volume sistólico e a frequência cardíaca. Para tal, começa por haver uma alteração da pressão venosa (pressão da entrada do sangue na artéria), que conduz a um aumento do retorno venoso (quantidade de sangue que entra na aurícula), e consequente aumento do volume tele-diastólico, aumento sistólico, aumento da distensão das fibras musculares ventriculares (maior relação actina-miosina, aumento da contração), mais sangue no coração, aumento da força de contração, o que finaliza num aumento do débito cardíaco. Um aumento do retorno venoso conduz igualmente a um aumento da distensão do nódulo sino-auricular e aumento da frequência cardíaca.

Quanto aos mecanismos extrínsecos, são mecanismos externos ao coração, como SNA e as hormonas. Aqui, o débito cardíaco vai depender do retorno venoso, da pressão aórtica e da força de contração. O SNA pode alterar o volume sistólico e a frequência cardíaca, e assim, normalmente a estimulação simpática aumenta o débito cardíaco (aumenta a frequência e a força contráctil) e a estimulação parassimpática diminui (diminui a frequência e a força contráctil).

Algumas hormonas podem atuar no coração para regular o débito cardíaco, como a adrenalina e a hormona tiroideia T3. Quando o sistema simpático esta estimulado, há mais adrenalina ao nível do sangue, a qual pode ligar-se aos receptores adrenérgicos do coração e favorecer um efeito inotrópico, cronotrópico e dromotrópico. Assim a adrenalina vai aumentar o débito cardíaco. A T3 pode alterar o DC, pois quando está em excesso vai promover uma taquicardia, aumentando a frequência cardíaca, e consequentemente o débito cardíaco.

Enfermeira Mônica Veron

O débito cardiaco varia entre 5 a 8,0 litros/minuto em indivíduos destreinados e nos fisicamente aptos. O débito cardíaco (Volume de sangue ejetado na aorta em um minuto) é medido pelo produto do Volume Sistólico (VS) vezes a freqüência cardíaca (FC), ou seja:

DC = VS x FC

O volume sistólico, em repouso, em indivíduo do sexo masculino destreinado é, em média, 70 a 90ml por sístole e 100 a 120ml no indivíduo treinado. Em mulheres destreinadas entre 50 a 70ml e de 70 a 90ml por sístole nas treinadas. Durante a diástole, o enchimento dos ventrículos, normalmente, aumenta o volume de cada Ventrículo para cerca de 120 a 130ml que se denomina VOLUME DIASTÓLICO FINAL (VDF). Durante a sístole, o ventrículo esvazia-se de 70 a 90ml (VOLUME SISTÓLICO). O volume que permanece, cerca de 50m a 60ml, é denominado VOLUME SISTÓLICO FINAL (VSF).

Enfermeira Mônica Veron

Os vasos sanguíneos são elásticos, de modo que a vasocontrição e a vasodilatação, que ocorrem primariamente nas arteríolas, controlam grande quantidade de fluxo sanguíneo através do sistema circulatório.

O coração deve ejetar sangue na aorta, de modo a manter um satisfatório gradiente de pressão sanguíneo (adequado). O fluxo sanguíneo direciona-se aos capilares (local das trocas gasosas e nutrientes), dependendo da pressão arterial média e da resistência a este fluxo. A resistência ao fluxo está relacionada aos diâmetros internos das arteríolas e dos esfíncteres pré-capilares.

Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica

Quando houver um aumento no volume de sangue a ser ejetado, exemplo quando os rins não funcionam normalmente ou quando o coração contrai de modo insuficiente, ou quando a frequência cardíaca aumentada, isto é, o coração bate mais vezes por minuto para ejetar um determinado volume de sangue, ou quando a resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue estiver aumentada, ocorre aumento da pressão arterial.

Outra possibilidade é as artérias de maior calibre perder sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas de modo que elas não conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração. Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal e a pressão arterial aumentam.

Enfermeira Mônica Veron

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