E-Apostilas e manuais - Bombeiros-Desencarceramento e extricação-Curso de resgate veicular

E-Apostilas e manuais - Bombeiros-Desencarceramento e extricação-Curso de...

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• Fazer o reconhecimento, acompanhado pelo elemento de segurança, quando existir;

• Aproximar-se e verificar qual o tipo de acidente e avaliar a sua extensão;

• Identificar os perigos existentes;

• Identificar o número, condições e posicionamento das vítimas, estabelecendo contato visual com as mesmas;

• Formular o plano de ação;

• Informar a situação à central do Corpo de Bombeiros;

• Decidir sobre as manobras a executar, em coordenação com o responsável pela equipe pré-hospitalar;

• Garantir, permanentemente, a segurança da equipe;

• Fazer a ligação com outras agencias no local.

3.3 Resposta

Uma vez que os recursos deslocam à cena do acidente inicia a fase de resposta, em que são implementadas as ações de resgate propriamente ditas, denominadas rotina de resgate. 3.4 Finalização

Nesta fase são tomadas todas as medidas necessárias para que os recursos empregados retornem à situação de prontidão, fechando assim o ciclo operacional.

3.4.1 Análise pós-incidente.

O melhor caminho para a preparação para um novo chamado é a

Análise pós incidente. Rever o ultimo chamado e identificar os pontos fortes e fracos. O que foi bem feito? Qual equipamento tornou o resgate mais fácil ou seguro.

este chamado e fará o próximo mais satisfatório

Rever um resgate veicular com os envolvidos os levará a aprender com

4. ROTINA DE RESGATE

Chamamos de rotina de resgate o conjunto de etapas que desenvolvemos na cena de emergência durante a fase de resposta da operação de resgate. A rotina de resgate deve seguir uma seqüência préestabelecida: 1. Estabelecer o comando 2. Dimensionar a cena 3. Gerenciar os riscos 4. Obter acesso às vítimas 5. Realizar a avaliação inicial das vítimas 6. Desencarcerar 7. Extrair 8. Execução a avaliação dirigida 9. Transporte e transferência 10. Garantir a segurança da cena

4.1 Estabelecer o Comando

O componente mais graduado da primeira unidade de emergência no local deverá assumir formalmente o comando da operação assim que chegar ao local. Desta forma, estará sendo dado início ao SCO. Seguindo o princípio da modularidade, a operação poderá prosseguir até o final apenas com uma estrutura simples, composta pelo Chefe de Guarnição e seus recursos, ou ir aumentando de complexidade, incluindo Chefe de Operações, segurança, relações públicas, ligações, estacionamento, logística, planejamento, etc.

4.1.1 Assumir formalmente o comando

ferragenssolicito apoio de..... ASSUMINDO O COMANDO DA
OPERAÇÃO o SGTmeu posto de comando será.....

Para assumir o comando o componente mais graduado da primeira unidade na cena deverá informar no rádio o seu nome e unidade, local, descrição breve do que visualiza e enunciar: ABTS 01 chegando à Avenida Das Dores com o km 171 confirma acidente envolvendo dois veículos e confirma a existência de pessoas presas as

4.1.2 Posto de comando

Assim que possível, o comandante deve também estabelecer onde será o seu posto de comando. O posto de comando deverá ser estabelecido em um local seguro, visível, de fácil acesso e que permita na medida do possível o controle visual das principais atividades. Logo que seja estabelecido, o local do posto de comando deve ser comunicado através do rádio.

4.1.3 Quem deve comandar

A questão de quem deve comandar uma operação é sempre complexa.

O comando é inicialmente estabelecido pela primeira unidade na cena, mas pode ser que alguns fatores indiquem a impossibilidade desta unidade continuar no comando. Alguns critérios podem servir de guia para a resolução deste problema, mas dificilmente esgotam a discussão:

• Comanda a instituição que chegou primeiro • Comanda quem tem a obrigação legal pelo evento

• Comanda quem tem maior conhecimento técnico

• Comanda quem tem a maior quantidade de recursos empregados

Outra possibilidade, que pode ser utilizada em operações mais complexas é a adoção do comando unificado, composto por representantes das agências envolvidas.

4.1.4 Transferência do comando

Nas situações em que outro profissional deverá assumir o comando de uma operação já em andamento é importante que o novo comandante procure o anterior, inteire-se da situação e anuncie formalmente que está assumindo o comando da operação a partir daquele momento.

4.2 Dimensionar a cena

O dimensionamento da cena é um processo permanente em qualquer operação, inicia no momento do acionamento e só se conclui após a finalização. Porém há um momento específico em que o dimensionamento da cena constitui o esforço principal da operação. Esse procedimento dura menos de um minuto mas é um passo crucial da operação e não deve ser omitido. Após estabelecer o comando, o comandante deverá dimensionar a cena, identificando basicamente:

• Dinâmica do acidente

• Riscos na cena

• Numero de vítimas e estado aparente delas

• Dificuldades de resgate

• Recursos adicionais a solicitar

4.2.1 Dois círculos de avaliação Para efetuar o dimensionamento da cena é utilizada a técnica dos dois círculos de avaliação. O OP01, operador mais experiente da guarnição de resgate, avalia os veículos acidentados e as vítimas em seu interior ou proximidades, enquanto o OP02, auxiliar do OP01, avalia uma área de aproximadamente 10 a 15 metros ao redor do acidente, buscando riscos, veículos e vítimas adicionais.

4.2.2 Relatório da situação

Uma vez completada a avaliação, os operadores reportam a situação ao comandante, que estabelece a estratégia do resgate e escolhe as táticas para sua realização.

Estas informações é que compõem nossa tática e estratégia de resgate. A estratégia é o objetivo ou plano básico para a ação. Um objetivo genérico típico em uma situação de vítima encarcerada é desencarcerar a vítima da maneira mais segura eficiente e encaminhá-la para a equipe cirúrgica do centro médico de referência em um período máximo de 60 minutos a contar do momento do acidente (hora dourada do trauma).

Quando o comando é estabelecido e o trabalho de dimensionamento inicial da cena é completado, é hora de desenvolver o plano de ação básica e as condutas específicas iniciadas.

4.2.3 Solicitar ou dispensar recursos adicionais

Uma vez concluído o dimensionamento de cena o comandante da operação faz um novo contato com a central, informando maiores detalhes da situação e redimensionando a necessidade de recursos adicionais.

Em emergências com múltiplas vítimas a triagem inicial é executada neste momento, sendo adotada a conduta de Emergência com Múltiplas Vítimas – EMV como principal para a operação.

O método utilizando é o sistema START (Simple Triage and Rapid

Treatment – Triagem Simples e Tratamento Rápido), atribuindo uma tarja ou fita para cada vítima e reportando a situação ao comandante que, de posse das informações dimensionará os meios necessários e determinará as linhas de ação segundo um plano padrão para acidente com múltiplas vítimas (EMV).

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