Por Edinei Messias (Projeto de Intervenção local) A promoção de atividades socio educativas na construção de uma cultura peventiva ao uso indevido de drogas

Por Edinei Messias (Projeto de Intervenção local) A promoção de atividades socio...

SENAD – SECRETARIA NACIONAL ANTI-DROGAS

Projeto de Intervenção local

Por EDINEI MESSIAS ALECRIM1

A PROMOÇÃO DE ATIVIDADES SÓCIO-EDUCATIVAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA PREVENTIVA AO USO INDEVIDO DE DROGAS

Barro Alto-Ba

2012

INTRODUÇÃO

O ambiente educativo da escola Municipal de Barro alto insere-se num contexto urbano, porém contempla uma grande parte de alunos oriundos da zona rural, efetivando assim oportunidades diversificadas no que tange ao processo coletivo de formulação de mecanismos educacionais que envolvam toda a participação da comunidade escolar e local na vida da escola. Assim, a escola aqui enfatizada trabalha com alunos nos segmentos do Ensino Infantil e Fundamental de 1ª a 8ª série. Estes alunos têm suas condições sociais atreladas na maioria das vezes ao trabalho agrícola, empregos públicos e pequenos comércios locais, de onde seus pais retiram a renda para a sobrevivência familiar.

A escola se insere no contexto da cidade onde a mesma está mergulhada como uma das poucas oportunidades de entretenimento da comunidade. Sendo assim, a escola passa por inúmeras dificuldades no que se refere à competição desigual com outros locais de entretenimento em que adolescentes e jovens freqüentam. Estes locais são de fácil acessibilidade, falam a linguagem juvenil e permanecem como a cultura da moda, ou seja, favorecem a incorporação do jovem em outras redes sociais, muitas vezes nada condizentes com o objetivo almejado pela escola. Atrelado a isto, está também a falta de informação, a ociosidade dos mecanismos públicos na efetiva divulgação dos agentes nocivos à saúde dos jovens, especialmente das diferentes formas de drogas.

Mesmo concebendo dificuldades na vida social da comunidade, a escola se preocupa com a vida e o futuro dos seus alunos, haja vista, que mesmo com inúmeras dificuldades a serem enfrentadas, a equipe escolar, permanece compromissada com a formulação de mecanismos educativos inerentes à melhoria da qualidade de vida desses educandos. Assim, a Proposta de trabalho ora denominada “A promoção de atividades sócio-educativas na construção de uma cultura preventiva ao uso indevido de drogas”, em parceria com a comunidade escolar e local, articula a necessidade de melhor intervir na realidade escolar, por acreditar que a intervenção seja um mecanismo que bem articulado e sistematizado sob o olhar da dinamicidade coletiva pode proporcionar inúmeras situações que venham a pequeno, médio e longo prazo efetuarem melhorias significativas na qualidade do ensino e consequentemente na vida das pessoas.

A Proposta aqui direcionada aos alunos do fundamental II é um mecanismo pedagógico que contribui decisivamente para a efetiva tomada de decisão quanto à formulação de hipóteses a serem enfrentada na busca pela qualidade do ensino na Instituição, além de efetivar a procura pela melhor qualidade também de saúde física e mental dos envolvidos.

As atividades propostas nasceram do diagnóstico da instituição, bem como das discussões entre os professores acerca das possíveis condições de uso de drogas pelos alunos, tanto drogas lícitas quanto ilícitas. Tais atividades e observações foram efetivadas a partir das rodas de conversas entre professor-professor, estes e a equipe gestora, também entre professores e alunos no contato em sala de aula. A discussão sobre o uso de bebidas alcoólicas, foi situada como as mais abrangentes entre os alunos.

Todavia, a falta de oportunidade no exercício de diferentes tipos de atividades recreativas, educativas, culturais fora do ambiente escolar, propiciam aos adolescentes a busca por outros mecanismos que os dêem outro direcionamento para o cotidiano de suas vidas. Nasce nesse sentido à presença da escola como função social imprescindível, pois como salienta Brasil (2006):

Devemos, portanto, trabalhar o tema educação escolar como instrumento de dupla dimensão. Ao promover mudanças nos sujeitos e na realidade, a escola é uma instituição que serve tanto para a manutenção das relações sociais injustas quanto para a transformação dessas mesmas relações (p. 48).

Cabe aqui salientar que a escola nessa perspectiva se volta para o contexto desta realidade como eixo centralizador das mudanças necessárias na postura educativa da instituição, bem como mediadora das atividades que visam aprofundar discussões significativas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar e local.

A escola precisa estar ciente da realidade social que a envolve do contexto onde esta está mergulhada. A freqüência desorientadas de festas em bares, clubes, boates, não controlados pelos gestores públicos da comunidade, vêm ao longo dos tempos ajudando no aumento significativo do consumo de álcool pelos adolescentes e jovens da comunidade, na sua maioria alunos da escola aqui referida. É notório, que o abuso de festas dançantes na comunidade, acarreta outros fatores como o aparecimento de outras drogas, em especial a “maconha”, esta por sinal já é algo presente em uma pequena parcela visível dos adolescentes e jovens da localidade, porém pouco se tem relatos de envolvimento concreto de alunos da escola. No entanto, necessário se faz agir na formulação de ações que possibilitem o avanço de tal abordagem nos ambiente internos e externo à escola.

Assim sendo, a maconha e o álcool, são nesse contexto, as drogas mais percebidas nas discussões dos jovens e adolescentes. Em atuais pesquisas no cenário brasileiro, o álcool se tornou uma das drogas mais consumidas e a maior responsável pelo número de acidentes de trânsito no Brasil. Com relação ao aumento significativo do consumo de álcool, e outras drogas pelos brasileiros, Brasil (2006) afirma que:

Os estudos realizados no Brasil, ao longo dos últimos 10 anos, têm indicado o álcool não só como a droga mais consumida, mas também a responsável pelos maiores índices de problemas decorrentes de seu uso. No que se referem às demais drogas, os solventes são as mais usadas entre os jovens, embora venha aumentando o número de estudantes que declaram consumir maconha, cocaína e alguns medicamentos psicotrópicos. O aumento da disponibilidade da cocaína também vem ocorrendo em nosso país (p. 110).

Analisando do uso de álcool na localidade pelos adolescentes e jovens, nota-se que muitos fazem tal procedimento, também por necessidade de incorporação aos grupos e por isso, mergulham em ambientes nada atrativos, concebendo idéias e culturas que passam a fazer parte do dia-a-dia desses adolescentes. Assim, a família nesse contexto passa a ser como em todos os momentos da história de vida das pessoas uma ferramenta indispensável na formulação e construção de valores essenciais à existência e permanência da ética nas relações interpessoais dos seres humanos. Como afirma Brasil (2006): “Na adolescência, sem a participação da família, o adolescente desafiador, que não sabe lidar com as frustrações, apresenta maior chance de desenvolver uso de substâncias” (p. 120). Todavia, a família passa a exercer neste contexto, espaço onde as relações de confiança recíproca deva ser o eixo central da vida familiar, pois necessário se faz que a família tome as rédeas dos problemas que ora estão enfrentando ou evidenciados por seus filhos. Resolver os problemas dos filhos não é a solução a ser aplicada nesta questão aqui enfatizada, mas estar presente nas suas escolhas, suas angústias e decepções, apoiando-os sempre, haja vista, que a família precisa resgatar os valores tão inerentes à vida familiar como o companheirismo.

A participação da escola na vida da família e desta na vida escolar não deverá ser apenas na construção do conhecimento intelectual dos seus filhos, mas também como objeto de construção pessoal, social, e cultural dos jovens e adolescentes, por meio das mais diferentes atividades sócio-educativas em prol da melhoria significativa do ensino e da qualidade de vida dos envolvidos direta ou indiretamente com o processo de ensino-aprendizagem.

Segundo Brasil (2005):

Identificar-se estar satisfeito com a escola que freqüenta constituem fatores de proteção ao uso de drogas entre adolescentes (ou seja, são fatores que, quando presentes, diminuem a probabilidade de que o adolescente vá usar drogas). Para que essa identidade e satisfação tenham chances reais de se manifestar, a escola precisa oferecer um ambiente que dê oportunidades aos alunos de criar laços afetivos e acadêmicos com a escola (p. 21).

Todavia, tal discussão reflete a necessidade de implementação urgente de ações educativas e recreativas que envolvam diretamente os alunos, sendo que estes procuram no ambiente educacional não somente o conhecimento, mas também relacionar-se com outras pessoas, pois os laços de afetividades fazem parte da fase da vida dos jovens e adolescentes aos qual a escola trabalha. Neste caso, é preciso que a escola entenda a necessidade dos alunos necessitam estarem satisfeitos com escola onde estudam, pois assim como salienta Ceccon (2001): “Todo mundo vive se queixando da escola. Pais, professores e alunos reclamam que ela não está funcionando como devia e que as coisas não podem continuar desse jeito” (p. 11). Assim, é notável que a escola deva ser um ambiente não meramente para estudos com disciplinas hierarquizadas e formalizadas, mas como um ambiente onde seus alunos possam estar em contato com uma diversidade cultural que atenda às suas necessidades de relacionamento e entretenimento, pois a escola deverá ser também um ponto de encontro entre alunos. O gostar da escola estar associada à idéia de que a própria escola jamais deverá ser concebida como única e exclusivamente o lugar de produção científica, mas também de construção relacional.

Assim sendo, a escola poderá contar com os mecanismos sociais externos a ela, pois a comunidade local é uma grande parceira diretamente, isto é, a comunidade se torna nesse sentido um grande mecanismo de contribuição social e cultural na efetivação de ações educativas que se realizadas coletivamente contribuirá decisivamente para a melhoria da qualidade da educação como um todo. Pois a este respeito Brasil (2005) reforça que “Serviços de saúde, clubes, associações comunitárias, ONGs, empresas e igrejas também podem ser instituições essenciais nas relações da escola com a comunidade com o objetivo de diminuir os riscos de uso indevido de drogas pelos alunos” (p. 18).

Muito se tem discutido ao longo dos anos sobre a importância de se efetivar parcerias no tocante à construção de um ambiente educativo onde esteja presente não só a comunidade escolar, mas também os diversos segmentos sociais externos à escola. Para tanto, a escola esteve mergulhada nas suas próprias hierarquias, acreditando que a sua abertura da escola para a comunidade estaria perdendo seu poder. Nesse tocante, a escola encontra-se num novo cenário educacional, hoje alicerçado sob parâmetros da gestão democrática da mesma. Essa nova concepção de gestão articula a necessidade de abertura dos portões da escola para a comunidade local, esta por sinal traz para o seu interior da escola, novas idéias e participa das decisões na implementação de uma nova escola, amparada pela concepção de gestão democrática, assim como salienta Luck (2006):

Em linhas gerais, a lógica da gestão é orientada pelos princípios democráticos e é caracterizada pelo reconhecimento da importância da participação consciente e esclarecida das pessoas nas decisões sobre a orientação, organização e planejamento de seu trabalho e articulação das várias dimensões e dos vários desdobramentos de seu processo de implementação (p. 36).

Nasce assim a idéia de uma nova postura gestora, e com essa nova forma de gerenciamento escolar, também nasce a possibilidade concreta de melhorar a efetivação da participação da comunidade na vida da escola. Assim, as ações que aqui serão desenvolvidas por meio deste Projeto de Intervenção, visam articular de forma sistemática a participação de novos segmentos sociais na vida da escola antes referida, além de possibilitar o redirecionamento da Proposta Pedagógica da escola para novos enfoques, a partir da necessidade de um olhar pedagógico sob a ótica da gestão participativa.

Contudo, o Projeto de Intervenção na Escola Municipal de Barro Alto, parte da necessidade de melhor trabalhar as questões relacionadas às diferentes drogas existentes no cotidiano dos adolescentes e jovens, visando também possibilitar por meio das atividades sócio-educativas a implementação de mecanismos de participação coletiva da comunidade para a escola e desta para a comunidade.

OBJETIVO GERAL:

  • Possibilitar aos alunos de 5ª a 8ª série por meio de ações sócio-educativas a construção de uma cultura preventiva quanto ao uso indevido de drogas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Apresentar à comunidade a Proposta de Intervenção na escola;

  • Socializar com a Equipe gestora a importância da execução da Proposta de Intervenção na escola;

  • Apresentar em todas as salas de aula a Proposta de trabalho;

  • Compreender a comunidade enquanto parceira nas ações a serem realizadas pelo projeto de intervenção;

  • Discutir coletivamente o conceito de drogas lícitas e ilícitas;

  • Compreender as funções de segmentos da sociedade civil organizada, bem como a importância destas para a qualidade do processo educativo;

  • Promover discussões e troca de experiências entre segmentos da sociedade civil organizada e a comunidade escolar;

  • Promover na comunidade escolar práticas esportivas articuladas e desenvolvidas a partir da escola;

  • Possibilitar atividades artísticas envolvendo a participação de adolescentes e jovens;

  • Criar um conselho de profissionais da área de educação para de forma sistematizada efetuar orientação escolar direcionada aos alunos com problemas (familiares, de indisciplina e relacionamento, etc.);

  • Implementar a criação de grupos de alunos multiplicadores;

  • Compreender a avaliação e reelaboração da Proposta de Intervenção na escola, como avaliação contínua do processo;

  • Avaliar o grau de importância do Projeto de Intervenção na Unidade de Ensino.

METODOLOGIA DO TRABALHO

A construção do trabalho sócio-educativo na Unidade de Ensino, terá como foco também, a participação coletiva de toda a Equipe Escolar nas atividades desenvolvidas durante a execução da Proposta de Intervenção. Assim sendo, Luck (2006) salienta que:

A participação, em seu sentido pleno, caracteriza-se por uma força de atuação consciente pela qual os membros de uma unidade social reconhecem e assumem seu poder de exercer influência na determinação da dinâmica dessa unidade, de sua cultura e de seus resultados, poder esse resultante de sua competência e vontade de compreender, decidir e agir sobre questões que lhe são afetas, dando-lhe unidade, vigor e direcionamento firme (p. 29).

Todavia, o caminho a ser percorrido cujas bases são orientadas pela concepção de participação e envolvimento coletivo, visa também proporcionar nos envolvidos, a percepção e a importância do conjunto, na efetiva qualidade do ensino-aprendizagem. Nesse tocante, as ações a serem desenvolvidas parte da ótica que a comunidade terá todo o envolvimento, haja vista que vários segmentos sociais existentes têm muito a contribuir com a educação dos alunos.

As ações serão distribuídas a partir da necessidade de se divulgar na comunidade por meio das mais diferenciados meios de comunicação como Rádio comunitária, serviços de som e nas outras entidades educativas, por meios de reuniões. Assim, as ações terão um tempo entre os meses de julho a novembro de 2007 para serem implementadas, além de usados para a efetivação das mesmas nas salas de aula, no pátio e na quadra poliesportiva da escola.

A proposta terá como público alvo, alunos do Ensino fundamental de 5ª a 8ª série. Nesse sentido, o trabalho articulado junto aos alunos aqui mencionados, efetivará benefícios que se estenderá à toda a comunidade, haja vista, que muitos adolescentes e jovens terão a oportunidade de discutir temas relevantes que os ajudarão nas decisões que precisam ser tomadas durante o curso de suas vidas.

AÇÕES QUE SERÃO REALIZADAS

Com o intuito de atingir o objetivo acima mencionado, a ações a serem aplicadas neste trabalho serão em torno de:

  • Apresentação à comunidade escolar e local a Proposta de Intervenção na escola;

  • Socialização com a Equipe gestora da importância da execução da Proposta de Intervenção na escola;

  • Apresentação da Proposta de trabalho aos alunos da escola;

  • Promoção de oficinas com profissionais de saúde para definição do conceito de drogas lícitas e ilícitas;

  • Promoção de encontros (discussões e troca de experiências) entre segmentos da sociedade civil organizada e a comunidade escolar sobre questões relevantes à prevenção do uso indevido de drogas pelos jovens e adolescentes;

  • Promoção na comunidade escolar de práticas esportivas, articuladas e desenvolvidas a partir da escola;

  • Promoção de atividades artísticas (teatro, apresentações culturais) envolvendo a participação de adolescentes e jovens;

  • Criação de um Conselho escolar composto por profissionais da educação para orientação de alunos com problemas (familiares, de indisciplina e relacionamento, etc.);

  • Criação de grupos de alunos multiplicadores;

  • Avaliação coletiva e reelaboração da Proposta de Intervenção na escola, como avaliação contínua do processo;

  • Encontro de avaliação com a comunidade escolar e local para medir o grau de importância do Projeto de Intervenção na Unidade de Ensino.

RECURSOS:

HUMANOS

FISICOS E MATERIAIS

  • Alunos;

  • Professores;

  • Pais e responsáveis de alunos;

  • Gestores e profissionais administrativos;

  • Funcionários da escola;

  • Segmentos sociais:

    1. Sindicatos;

    2. Igrejas;

    3. Associações comunitárias;

    4. Profissionais da Secretaria de Saúde;

    5. Secretaria Municipal de Educação;

    6. Poder Judiciário;

    7. Poderes: executivo e legislativo;

    8. Segurança Pública;

  • Salas de aula;

  • Cadeiras universitárias;

  • Pátio da escola;

  • Quadra poliesportiva;

  • Computador;

  • Impressora;

  • Aparelhos de TV, DVD, vídeo e mídias Cd e Dvd;

  • Retroprojetor;

  • Data Show

  • Flip-chap;

  • Papel metro, canetas, cola, tesouras, réguas, lápis, borrachas.

  • Papel ofício;

  • Apostilas;

  • Bolas de futsal, apitos, redes, cartões, medalhas;

CRONOGRAMA DE AÇÕES E CUSTOS

CRONOGRAMA DE AÇÕES

CUSTOS

Nº.

AÇÃO

PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

RESPONSÁVEL (IS) PELA AÇÃO

RECURSOS

PERÍODO/

CARGA

HORÁRIA

DIRETO

INDIRETO

AVALIAÇÃO

01

Apresentar à comunidade escolar e local a Proposta de Intervenção;

Através do uso de carro de som e na Rádio comunitária local;

Educadores

Cópia do Projeto de Intervenção

Mês de julho/2010

R$ 100,00

***

Relatório escrito pelos responsáveis da reunião

02

Encontro com a equipe gestora, o corpo docente e funcionários para socialização e implementação da Proposta de Intervenção na Escola;

Apresentação por meio de transparências/slides dos pontos importantes da Proposta de Intervenção, seguida de discussão coletiva;

Educadores

Retroprojetor, transparências; Data show;

Mês de julho/2010

R$ 20,00

***

Reunião com a equipe organizadora do projeto para observar o nível de sensibilização.

03

Apresentação da Proposta de Intervenção aos alunos

Explanação da Proposta de Intervenção em todas as salas de aula dos alunos de 5ª a 8ª;

Equipe responsável pela Organização do Projeto de Intervenção

Cópia do Projeto de Intervenção na Escola;

Mês de julho/2010

R$ 40,00

********

Reunião com a equipe organizadora do projeto para observar o nível e o grau de compreensão e aceitação pelos discentes.

04

Apresentação de oficina sobre o conceito de drogas pelos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Barro Alto para os alunos do Fundamental de 5ª a 8ª série

Exposição pelos profissionais de saúde, por meio do uso de transparências, slides a temática, seguido de perguntas efetuadas pelos ouvintes á mesa palestrante;

Profissionais de Saúde

Retroprojetor, Computador, transparências slides, canetas, papel ofício, pincéis;

Mês de agosto/2010

R$ 100,00

*********

Avaliação oral realizada pelos responsáveis pela ação

05

Mesa-redonda com segmentos da sociedade civil organizada (associações, sindicatos, comissários de menores, poderes públicos municipais: secretarias municipais, vereadores, prefeito,) dentre outras para discussão em torno da relevante questão da prevenção do uso indevido de drogas;

Exposição pelo mediador (a) sobre a importância do evento;

Expor num semicírculo os diversos segmentos da sociedade civil organizada;

Pedir que cada segmento use 15 minutos para exposição sobre a temática;

No final, os palestrantes terão 20 minutos para responder perguntas;

Educadores e profissionais de diversos setores da sociedade

Retroprojetor, Computador, transparências slides, canetas, papel ofício, pincéis;

Mês de agosto/2010

R$ 80,00

*********

Reunir com a equipe responsávelo da ação para apreciação do engajamento dos diversos segmentos ali representados, bem como toda a comunidade escolar e local, quanto á problemática discutida.

06

Promoção de campeonato de futebol de salão masculino e feminino

Divisão de turmas por idade, sexo, escolha de modalidade esportiva;

Convidar alunos de outras escolas, bem como da comunidade local;

Efetuar sorteio dos times para o campeonato;

Confeccionar tabela para o campeonato;

Educadores

Bolas de futsal, redes, apitos, cartões, troféus, medalhas, uniformes;

Meses de setembro a outubro/2010

R$ 400,00

********

Através do nível de participação da comunidade escolar e local nas atividades esportivas realizadas;

07

Apresentação de peça teatral sobre o uso indevido de drogas aberta à comunidade escolar e local;

Convite aos alunos para a montagem do grupo de encenação da peça teatral;

Reuniões para elaboração da peça e executar os ensaios;

Confecção do cenário;

Grupo de alunos e de teatro da comunidade

Livros contendo peças teatrais;

Xérox dos roteiros da peça;

Cortinas, equipamentos de som, mídias de Cd e Dvd.

Mês de setembro/2010

R$ 150,00

*********

Por meio da participação dos convidados e dos envolvidos direta e indiretamente com o Projeto.

08

Discussão e criação de um Conselho escolar com profissionais de educação da escola para orientação de alunos com problemas relacionais, de indisciplina, familiares;

Reunir a equipe escolar e expor a necessidade de uma melhor atenção aos alunos com problemas;

Criação do Conselho;

Equipe responsável pela organização do Projeto de Intervenção

Documentos sobre a Criação do Conselho Escolar.

Mês de outubro/2010

R$ 10,00

********

Relatório final escrito pelos responsáveis pela projeto.

09

Criação de grupo de alunos multiplicadores;

Exposição oral nas salas de aulas sobre o que são alunos multiplicadores;

Fazer inscrições de alunos interessados;

Executar formação para os inscritos.

Educadores

Apostilas para os alunos multiplicadores;

Mês de outubro/2010

R$ 20,00

*********

Relatório escrito contendo nome, e assinatura dos alunos multiplicadores a data da criação do referido Conselho.

10

Avaliação e reelaboração da Proposta de Intervenção

Os membros executores da Proposta de Intervenção, por meio de discussões coletivas farão a avaliação e a reelaboração;

Todos os executores do Projeto de Intervenção

Papel ofício, caneta, lápis, borracha, giz, lousa, apagador, píncéis.

Mês de novembro/2010

******

********

Através de ficha padronizada para avaliação e sugestões

11

Promoção de um encontro final com todos os segmentos sociais envolvidos na Proposta para avaliação do grau de importância da mesma na comunidade escolar e local.

Convite à todos os segmentos sociais integrantes da proposta;

Pedir que no encontro relatem os pontos positivos e negativos bem como as sugestões quanto à Proposta efetivada;

Construção de um relatório final pelos responsáveis da ação.

Todos os executores do Projeto de Intervenção e a comunidade local

Material para a construção do relatório final

Mês de novembro/2010

R$ 20,00

*******

A partir da leitura do relatório final.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Já vimos que as tensões existentes na escola não impedem o emergir de forcas de luta e resistência pelo restabelecimento da cidadania. E nós, trabalhadores desse contexto, estamos cotidianamente atuando, de uma forma ou de outra, nesse cenário dinâmico. Entretanto, essa atuação se dá, muitas vezes, de maneira imprevisível e de forma intuitiva. Precisamos pensar em construir práticas intencionalmente planejadas na direção de uma transformação pautadas em ações competentes e conscientes (BRASIL, 2006, p. 49).

O restabelecimento da didadania parte do princípio que a escola deva ser no atual cenário, um mecanismo atuante de construção de atos promotores de direitos e exercício da democracia. Assim, as práticas que nortearão este Projeto de Intervenção na Escola, articuladas sob a ótica preventiva, visa permitir o intercâmbio recíproco de forças na comunidade em prol do combate efetivo ao uso indevido de drogas pelos adolescentes da comunidade.

As ações que darão sentido esta prática efetiva no interior da Escola Municipal de Barro Alto, amparadas por mecanismos metodológicos diversificados e recursos físicos e materiais necessários à eficiência das atividades, resultados satisfatórios podendo no futuro contribuir para a melhoria tanto da qualidade do ensino, quanto no nível de conscientização sobre o uso de drogas pelos adolescentes e jovens da comunidade escolar e local.

Um fator de grande relevância para que as perspectivas positivas quanto à Proposta de Intervenção aqui salientada é a gestão democrática na qual a escola está mergulhada, pois esta Unidade de Ensino processa a autoridade centrada no coletivo, na busca constante da participação da família na escola, no intercâmbio com os segmentos sociais da comunidade local, afirmando o compromisso pela transformação desta sociedade desigual, oportunizando aos alunos a construção de personalidades atuantes, críticos e participativos e acima de tudo humano. Freire (2002) nos ajuda a entender esse novo homem, pois: “No fundo, o essencial nas relações entre educador e educando, entre autoridade e liberdades, entre pais, mães, filhos e filhas é a reinvenção do ser humano no aprendizado de sua autonomia” (p. 105).

Contudo, a Proposta de Trabalho aqui refletida permitirá acima de tudo a busca por um trabalho eminentemente coletivo, que se traduzirá na promoção de atividades sócio-educativas por uma cultura de prevenção ao uso de drogas por adolescentes e jovens da comunidade escolar e local.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas. SNA/MEC/UNB, Brasília: Universidade de Brasília, 2006.

_______,Cartilha para educadores. SENAD, Brasília: 2005. Série: Por dentro do assunto.

_______,Cartilha sobre cocaína, maconha e inalantes. SENAD, Brasília: 2005. Série: Por dentro do assunto.

CECCON, Claudius; OLIVEIRA, Miguel Darcy de; OLIVIERA, Rosiska Darcy de. A escola na vida e a escola da vida. 35. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

LUCK, Heloísa. A gestão participativa na escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. Série: Cadernos de gestão.

______ . Concepções e processos democráticos de gestão educacional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. Série: Cadernos de gestão.

______ . Gestão educacional: uma questão paradigmática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. Série: Cadernos de gestão.

1 Pedagogo; Assistente Social Cress-Ba 8283; Psicopedagogo Clínico e Institucional com Complementação no Magistério Superior

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