Gestão da Qualidade técnico em qualidade

Gestão da Qualidade técnico em qualidade

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Como usar

Defina o processo a ser desenhado. Escolha um processo que crie o produto ou o serviço mais importante, do ponto de vista do cliente. Elabore um macrofluxo do processo, identificando os seus grandes blocos de atividades.

Monte, para a elaboração do fluxograma, um grupo, composto pelas pessoas envolvidas nas atividades do processo.

Detalhe as etapas do processo e descreva as atividades e os produtos ou os serviços que compõem cada uma delas. Identifique os responsáveis pela realização de cada atividade identificada.

Cheque se o fluxograma desenhado corresponde à forma como o processo é executado e faça correções, se necessário.

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6.5. Histograma

São gráficos de barras que mostram a variação sobre uma faixa específica. O histograma foi desenvolvido por Guerry em 1833 para descrever sua análise de dados sobre crime. Desde então, os histogramas tem sido aplicados para descrever os dados nas mais diversas áreas.

É uma ferramenta que nos possibilita conhecer as características de um processo ou um lote de produto permitindo uma visão geral da variação de um conjunto de dados.

A maneira como esses dados se distribuem contribui de uma forma decisiva na identificação dos dados. Eles descrevem a freqüência com que variam os processos e a forma de distribuição dos dados como um todo.

QUANDO USAR O HISTOGRAMA São várias as aplicações dos histogramas, tais como:

Verificar o número de produto não - conforme. Determinar a dispersão dos valores de medidas em peças.

Em processos que necessitam ações corretivas.

Para encontrar e mostrar através de gráfico o número de unidade por cada categoria.

Coleta de dados Calcular os parâmetros: amplitude "R" , classe "K" , freqüência de cada classe, média e desvio padrão.

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No gráfico abaixo, a espessura das barras representa o intervalo da variável e a altura da barra mostra o número de vezes que ela ocorre.

Ele é utilizado para destacar as modificações nas dimensões de peças, variações de temperatura e outros dados.

Mesmo tendo um visual bastante simples, o Histograma exige muito cuidado na hora de ser criado porque é possível existir variações de interpretação do número de barras, da espessura (classes) e das alturas destas barras.

6.6. Gráfico de Controle

O gráfico de controle é uma ferramenta utilizada para avaliar a estabilidade do processo, distinguindo suas variações.

São gráficos para examinar se o processo está ou não sob controle. Sintetiza um amplo conjunto de dados, usando métodos estatísticos para observar as mudanças dentro do processo, baseado em dados de amostragem.

Quando casuais, elas se repetem aleatoriamente dentro de limites previsíveis. Já as decorrentes de causas especiais necessitam de tratamento.

É necessário, então, identificar, investigar e colocar sob controle alguns fatores que afetam o processo.

Para verificar se o processo está sob controle, ou seja, dentro dos limites pré-estabelecidos. Para controlar a variabilidade do processo, ou grau de não conformidade

Coletar dados. Calcular os parâmetros estatísticos de cada tipo de gráfico.

Desenhar as linhas de controle.

Plotar as médias das amostras no gráfico.

Verificar se os pontos estão fora ou dentro dos limites de controle.

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6.7. Diagrama de Dispersão

Ele é utilizado para estudar a possibilidade de relação entre duas variáveis ou na relação de causa e efeito.

É construído de forma que o eixo horizontal representa os valores medidos de uma variável e o eixo vertical representa os valores da outra variável.

As relações entre os conjuntos de dados são analisadas pelo formato da “nuvem de pontos formada” s diagramas podem apresentar diversas formas de acordo com a relação existente entre os dados.

O diagrama de dispersão é a etapa seguinte do diagrama de causa e efeito, pois se verifica se há uma possível relação entre as causas, isto é, nos mostra se existe uma relação, e em que intensidade.

Para visualizar uma variável com outra e o que acontece se uma se alterar. Para verificar se as duas variáveis estão relacionadas, ou se há uma possível relação de causa e efeito.

Para visualizar a intensidade do relacionamento entre as duas variáveis, e comparar a relação entre os dois efeitos.

Coletar dados sob forma de par ordenado, em tempo determinado, entre as variáveis que se deseja estudar as relações.

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Coletar os pares da amostra que poderão estar relacionados. Construir os eixos, a variável causa no eixo horizontal e a variável efeito no eixo vertical.

Colocar os dados no diagrama. Se houver valores repetidos, trace um círculo concêntrico.

Adicionar informações complementares, tais como: nome das variáveis, período de coleta, tamanho da amostra e outros.

Permite a identificação do possível relacionamento entre variáveis consideradas numa análise;

Ideal quando há interesse em visualizar a intensidade do relacionamento entre duas variáveis;

Pode ser utilizado para comprovar a relação entre dois efeitos, permitindo analisar uma teoria a respeito de causas comuns.

É um método estatístico complexo, que necessita de um nível mínimo de conhecimento sobre a ferramenta para que possa utilizá-la; Exige um profundo conhecimento do processo cujo problema deseja-se solucionar;

Não há garantia de causa-efeito. Há necessidade de reunir outras informações para que seja possível tirar melhores conclusões.

Listamos aqui as 7 principais ferramentas da Qualidade, sobretudo as que conferem controle estatístico de processos. Abaixo segue tabela de relação entre cada ferramenta:

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Folha de V e r if icaç

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