Livro Fisiologia Cardiovascular Aplicada

Livro Fisiologia Cardiovascular Aplicada

(Parte 6 de 7)

57. Paes de Carvalho A, De Mello WC, Hoffman BF - Electrophysiology evidence for specialized fiber typs in rabbit atrium. Am J. Physiol 1959; 196: 483-488

58. James TN - The connecting pathways between the synus node and A-V node and between the right and left atrium in the human heart. Am Hearty J 1963: 6; 498-508

59. Bruni AC, Segre R - Sdoppiamento del nodo Del seno nel cuore Umano. Atti Soc Lombarda Scienze Méd Biol 1925; 13 (6): 1-3

60. Bruni AC, Segre R - Apud in Di Dio LJA - Tratado Anatomia Sistêmica Aplicada. 2ª. São Paulo, Atheneu, 2002

61- Mc Lean J - The thromboplastic action of cephalin. Am J Physiol 1916; 41: 250

62. Howell WH, Holt E - Two new factors in blood coagulation: heparin and proantithrombin. Am J Physiol 1918; 47: 328

63. Hyman AS. Resuscitation of the stopped heart by intracardial therapy. I Experimental use of an artificial pacemaker. Arch Intern Med 1932; 50:283-305)

64. Gibbon JH, Jr - Artificial maintenance of circulation during experimental occlusion of pulmonary artery. Arch Surg 1937; 34: 1105

65- Dogliotti AM, Constantini A - Primo Caso di applicazione alluomo di un apparecchio di circulazione sanguinea extra-corporea. Minerva Chir. 1951; 6: 657

6. Gibbon JH, Jr., Miller BJ, Feinberg C - An improved mechanical heart and lung apparatus. Med Clin N Amer 1953; 37: 1603

67. Liotta D, Hall CW, Hewley WS, Cooley DA, Crawford ES, De Bakey ME – Prolonged

Assisted Circulation I. The Arterial Counterpulsator. J Thorac & Cardiovasc Surg 1961; 41: 447

68. Sarnoff SJ, Berglund E - Ventricular function. I. Starling’s law of the heart studied by means of simultaneous right and left ventricular function curves in the dogs. Circulation 1954; 9: 706

69. Forssman W (1929) - http://www.ptca.org/nv/historyframe.html 70. Sones M - http://www.ptca.org/archive/bios/sones.html

71. Bernard C - Apud in Mueller R, Sanborn T. The History of Interventional Cardiology, Am Heart J1995;129:146-72

72. Fleckenstein. - A History of Calcium Antagonists. Circ Res 1983; 52 (Suppl.1): 3- 16

73. Fleckenstein & Godfrain - Apudin in - Classification of Calcium Channels and the Sites of Action of Drugs Modifying Channel Function. Pharmacological Reviews 1992; 4 (3): 363-75

74. Lower R, Shumway NE - Studies on orthotopic transplantation of the canine heart. Surg Forum 1960; 1: 18

75. Barnard CN - The Operation. South african M J 1967; 41: 1271

76. Marques EF - Transplante Cardíaco Heterotópico Intratorácico. Atualidades Médicas, 1969; Set. Pág. 19

7. Gomes OM. - Transplante Cardíaco Homólogo Heterotópico, Intratorácico JBM, 1970;

Julho 176 - 181 78. Cooley DA, Liotta D, Hallman GL, Bloodwell RD, Leachman RD, Milan JD - Orthotopic cardiac prosthesis for two-staged cardiac replacement. Am J Cardiol 1969; 24: 723

Fisiologia Cardiovascular Aplicada

79. Barney Clark - In http://inventors.about.com/library/inventors/blartificialheart.htm

80. Mussivand T, Masters RG, Hendry PJ, Keon WJ. - Totally Implantable Intrathoracic Ventricular Assist Device. Ann Thorac Surg 1996;61:4-7.

81. Furchgott RF, Zawadski JV - The obligatory role of endothelial cells in the relaxation of arterial smooth muscle by acetylcholine. Nature 1980; 228: 373-6.

82. Furchgott RF - Studies on relaxation of rabbit aorta by sodium nitrite: the basis for the proposal that the acid activated inhibitory factor from bovine retractor penis is inorganic nitrite and the endothelium-derived relaxing factor is nitric oxide.y In: Vanhoutte PM. ed - Mechanisms of Vasodilatation, vol IV. New York: Raven Press, 1988; 401-14.

83. Luna RL -História da Cardiologia. http://www.cardiol.br/conheca/caminhos/03 84. Darwin C - The Origen of Species (1859). New York, Bantan Books, 1999 85. Darwin C - Autobiografia Alianza Cien. Madrid, Alianza Editorial, 1993 86. Torrent-Guasp F - The Cardiac Muscle. Madri, editorial Gráficas Torroba, 1972

A parede torácica é composta pela coluna vertebral, costelas, cartilagens costais e pelo esterno. A abertura torácica superior é limitada pela margem superior da primeira vértebra torácica, dorsalmente, borda superior do manúbrio, ventralmente, e pelo primeiro par de costelas com suas cartilagens, lateralmente; mede aproximadamente 5 cm no diâmetro anteroposterior e 10 cm no transverso.

A abertura torácica inferior, fechada pelo diafragma, é limitada pela 12ª vértebra torácica, junção xifosternal, 12º par de costelas e pelas bordas livres do último par de cartilagens costais.

A cavidade torácica contém os pulmões, as pleuras e o mediastino, geralmente dividido nas seguintes regiões:

Situado acima do nível do pericárdio, apresenta feixes de tecido fibroso pouco denso, unindo o manúbrio esternal à parte superior do pericárdio (ligamento esternopericárdico superior) e grande número de estruturas: o arco aórtico com seus três ramos (tronco braquiocefálico, carótida comum esquerda e subclávia esquerda), a parte superior da veia cava superior, as veias braquiocefálicas e a veia intercostal superior esquerda; os nervos vagos, frênicos, cardíacos e recorrente laríngico esquerdo; a traquéia, esôfago, ducto torácico e timo, ou seus remanescentes, juntamente com linfonódos. Um plano longitudinal imaginário, passando na projeção da traquéia,

Otoni Moreira Gomes

Capítulo 2

Fisiologia Cardiovascular Aplicada divide o Mediastino Superior em Anterior e Posterior. Esta divisão tem interesse prático, porque toda patologia cirúrgica ocorrendo no Mediastino Anterior e Superior, exige abordagem por esternotomia ou por toracotomia ântero-lateral alta. Já as patologias ocorrendo em Mediastino Superior e Posterior exigem acesso por toracotomia póstero-lateral alta.

Definido pelo espaço atrás do esterno situado na frente do pericárdio, apresenta poucos linfonódos, ramos das artérias torácicas (mamárias) internas e feixes de tecido fibroso que unem o pericárdio ao processo xifóide e extremidade inferior do esterno (ligamento esternopericárdico inferior).

Delimitado pela cavidade do pericárdio, contém o coração, com a aorta ascendente, o tronco arterial pulmonar, parte inferior da veia cava superior, porções terminais das veias ázigos e pulmonares, os nervos frênicos e os brônquios principais juntamente com os vasos e linfonódios das raízes pulmonares.

Definido entre o pericárdio e a coluna vertebral, apresenta a porção descendente da aorta torácica e seus ramos, o esôfago, as veias ázigos e hemiázigos, nervos vagos e esplâncnicos, linfonódos e canais linfáticos principais (ductos torácico e direito).

Os músculos da parede torácica podem ser divididos em extrínsecos e intrínsecos; os primeiros estão relacionados com os movimentos da cabeça, troncos ou membros superiores, e os últimos com as variações de dimensões da caixa torácica, influindo diretamente na respiração.

Os músculos extrínsecos são: trapézio, grande dorsal, levantador da escápula, rombóides maior e menor, peitorais maior e menor, subclávio e serrátil anterior. Os músculos intrínsecos são: intercostais externos, internos e íntimos, levantadores das costelas, subcostais, transverso do tórax e diafragma.

Dentre os nervos relacionados com a parede torácica têm maior importância o toracordorsal e o torácico longo, que inervam os músculos grande dorsal e serrátil anterior, respectivamente, podendo ser facilmente identificados na parte superior da face lateral da parede torácica (parede medial da axila). Dentre os vasos, merecem especial atenção, pelos riscos de hemorragia e aplicações cirúrgicas, as artérias torácicas (mamárias) internas e intercostais.

A artéria torácica interna origina-se da artéria subclávia, imediatamente abaixo do tronco tirocervical e termina ao nível da extremidade esternal do 6º espaço intercostal, dividindo-se em artérias epigástrica superior e musculofrênica. Na sua porção inicial a artéria dirigese para frente, para baixo e medialmente, situando-se sobre a pleura e atrás da veia braquiocefálica; a artéria direita é cruzada anteriormente pelo nervo frênico, que passa de lateral para medial. Desde a primeira cartilagem costal a artéria torácica interna desce verticalmente, cerca de um centímetro para fora da borda esternal, revestida pela fáscia endotorácica e pleura parietal, acima, e pelo músculo transverso do tórax, abaixo. Geralmente é acompanhada por vasos linfáticos, pequenos linfonódos e por duas que se unem da terceira cartilagem costal para formar tronco que desemboca na veia branquiocefálica.

As artérias intercostais originam-se anteriormente da artéria torácica interna e posteriormente da aorta. As porções anteriores destas artérias podem ser únicas ou duplas, nascendo como ramos superiores e inferiores; quando únicas logo se dividem em dois ramos. A porção posterior de cada artéria intercostal origina-se com tronco único da aorta, correndo entre a pleura e ao músculo intercostal até o ângulo da costela. Neste trajeto a artéria ocupa a parte média do espaço intercostal, podendo ser lesada durante a realização do toracocentese ou durante abertura do espaço intercostal. Ao nível do ângulo da costela cada artéria se divide em ramos superior e inferior, que se anastomosam com os ramos correspondentes da torácica interna; o ramo superior, do ângulo da costela para a frente, ocupa o sulco existente na borda inferior da costela adjacente (sulco intercostal), juntamente com o nervo e a veia intercostal.

FÁSCIA ENDOTORÁCICA É uma vasta membrana fibroelástica que reveste toda a cavidade

Fisiologia Cardiovascular Aplicada torácica. Encontra-se externamente à pleura parietal, à qual é unida por tecido conectivo delgado, infiltrado de gordura em alguns pontos.

A fáscia endotorácica pode ser comparada à fáscia “transversalis” do abdome; a primeira sendo limitada pela pleura e parede costodiafragmática e a segunda pelo peritônio e parede abdominal.

Na parte superior do tórax, ao nível da cúpula pleural, a fáscia endotorácica contrai aderências com os vasos da região; anteriormente, ao nível do manúbrio esternal continua-se com a aponeurose cervical média; posteriormente ao esterno, passa por trás dos vasos torácicos internos (mamários) e músculo esternocostal; inferiormente reveste a porção carnosa do diafragma e contribui para o fechamento dos orifícios diafragmáticos.

A fáscia endotorácica é delgada na criança e mais espessa no adulto.

Sua espessura varia de uma para outra região, no mesmo indivíduo: mostrase mais resistente nas paredes anterior e posterior do tórax, sendo mais frágil nas paredes laterais e diafragmática. Superiormente, sua continuação com as aponeuroses cervicais média e profunda não apresenta linha de demarcação, porém, lateralmente, adere-se firmemente ao contorno interno da primeira costela. Esta disposição impede a invasão do tórax pelos processos supurativos do pescoço.

Na parede torácica posterior a fáscia endotorácica contorna os órgãos do mediastino posterior e se confunde com a porção fibrosa do pericárdio.

(Parte 6 de 7)

Comentários